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Esquadrilha da Fumaça faz primeira demonstração pública com A-29 Super Tucano

APRESENTAÇÃO FOI REALIZADA NA MANHÃ DESTA SEXTA-FEIRA (03/07) DURANTE CERIMÔNIA NA AFA


Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto FAB

O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), também conhecido como Esquadrilha da Fumaça, realizou na manhã desta sexta-feira (03/07), sua primeira apresentação após a substituição da aeronave T-27 Tucano pelo A-29 Super Tucano. A demonstração aconteceu durante a cerimônia de entrega de espadim aos cadetes do primeiro ano da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).

O comandante da Esquadrilha da Fumaça, Tenente-Coronel Marcelo Gobett Cardoso, ressaltou como foi retomar as atividades com o novo avião. “Foi uma honra porque foram dois anos de implantação da nova aeronave. Foram muitos treinamentos, muitos voos para conhecer a aeronave e adaptar o display de demonstração. Poder concluir, fazer um fecho desse trabalho todo, é muito gratificante, um motivo de muito orgulho”, disse o militar.

Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto 2 EDA - CB Diego - AFA Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto 3 EDA - CB Diego - AFA

O público, segundo o Tenente-Coronel Gobett, pôde notar várias diferenças nessa primeira apresentação. “Certamente mais velocidade e mais emoção. Retomamos manobras que não eram mais feitas na época do T-27 Tucano, já que o desempenho desse avião proporciona algumas capacidades a mais em relação à aeronave anterior”, avaliou.

A apresentação das sete aeronaves teve duração de trinta minutos e emocionou o público e os pilotos. “Só tenho a agradecer ao público que nos entendeu e nos esperou. Sei que toda a nação está vibrando com esse retorno. Estamos prontos para voltar a percorrer os rincões do Brasil”, afirmou o piloto da aeronave número três, Major Ubirajara Pereira Costa Júnior.Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto 4 EDA - CB Diego - AFA

Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto EDA - CB Diego - AFA

Treinamento com o A-29 – A última apresentação da Esquadrilha da Fumaça com o T-27 Tucano ocorreu no dia 31 de março de 2013 sobre o Lago Paranoá, em Brasília (DF).  Após a despedida da aeronave, a Esquadrilha começou a implementar o A-29 Super Tucano com o objetivo de garantir mais potência na realização das acrobacias. A aeronave ganhou nova pintura baseada nas cores da Bandeira Nacional.

Os pilotos treinaram no simulador do A-29 e realizaram voos em praticamente todas as regiões do Brasil por dois anos e três meses. Novos pilotos também chegaram à unidade. As novas aeronaves participaram, ainda, de exposições estáticas em diversos eventos, como o “Portões Abertos”.

Esquadrilha da Fumaça com Super Tucano volta às demonstrações - foto 2 FAB

“Nós nos preparamos com muito treinamento e muito estudo sobre o avião, as manobras e as capacidades. Foi um período longo, intenso, mas que valeu muito a pena. É o  fecho de um trabalho e da implantação de uma aeronave bem diferente mas que consegue trazer a mesma emoção ao público, como foi em todas as gerações da Fumaça”, complementou o comandante da Esquadrilha da Fumaça.

Além do treinamento de acrobacias e aperfeiçoamento dos pilotos, as equipes de manutenção e logística também se aprimoraram durante o período de pausa das apresentações.

O EDA recebeu ainda aeronaves equipadas com o sistema de geração de fumaça que utiliza óleo ecologicamente correto. O novo produto usado para as aeronaves “escreverem” nos céus com fumaça branca não agride a camada de ozônio e não gera poluição.

EDA – No dia 14 de maio de 2015, a Esquadrilha completou 63 anos. Neste período, quase quatro mil apresentações aéreas foram realizadas no Brasil e em mais de 20 países. O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) é uma das instituições que mais representam a imagem institucional da Força Aérea Brasileira (FAB) em âmbitos nacional e internacional.

Próximas apresentações – A agenda da Esquadrilha da Fumaça já tem apresentações confirmadas. A próxima demonstração será em Maringá (PR) em 12/07. Os fumaceiros também estarão no evento Portões Abertos da Academia da Força Aérea, em Pirassununga, no dia 16 de agosto.

volta_fumaca - imagem EDA - FAB

Fonte: Poder aéreo

A ‘culpa’ da Rússia ou a hipocrisia da estratégia militar dos EUA

Exército dos EUA

Os EUA publicaram nesta quarta-feira a Estratégia Militar Nacional que diz que o exército americano deve fazer frente à Rússia, chamada de país revisionista que desafia as normas internacionais, e ao Irã, que patrocina terroristas e aumenta sua atividade nos países vizinhos.

A Sputnik destaca os momentos contraditórios do documento.

Os EUA continuam aumentando a tensão em torno das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

“O programa nuclear iraniano provoca preocupação dos aliados americanos na região e fora dela. O Irã apoia grupos terroristas na região e está ativo na Síria, Iraque, Iêmen e Líbano”, diz-se na estratégia. Porém, não está muita clara a conexão entre o programa nuclear iraniano e apoio ao terrorismo por parte do Irã.

Além disso, as acusações contra o Irã pelo patrocínio de terrorismo são infundadas. A assinatura do acordo sobre o programa nuclear iraniano, pelo contrário, contribuirá para a estabilização da situação e diminuição das tensões no Oriente Médio, opina o ex-funcionário da embaixada do Irã no Líbano Seyed Hadi Afgahi:

“O ministro do Exterior do Irã Mohammad Javad Zarif manifestou que o acordo universal [programa nuclear iraniano] não prejudicará nenhum país que tem fronteira com o Irã e não causará danos a nenhum país da região. Ao contrário, ao alcançar o acordo sobre o seu programa nuclear, o Irã estende a mão aos seus vizinhos meridionais – aos países do Golfo, inclusive aos aliados dos EUA, isto é a Arábia Saudita”, disse.

Afgahi também sublinhou que, segundo o chanceler iraniano, é muito importante que os países da região se sentem à mesa de negociações e tentem resolver em conjunto e de maneira pacífica todos os atuais problemas regionais.

Rússia

De acordo com o documento, o exército dos Estados Unidos deve estar preparado para fazer frente a ‘estados revisionistas’ como a Rússia que desafiam as normas internacionais, diz-se no comunicado do Pentágono dedicado às questões estratégicas.

Segundo os militares americanos, a Rússia “mostrou em diversas ocasiões que não respeita a soberania de seus vizinhos. Suas ações militares minam a segurança regional tanto diretamente quanto através de forças subsidiárias”.

A retórica agressiva dos EUA já provocou críticas por parte das autoridades russas:

“Nesta situação só podemos lamentar, porque a estratégia de segurança é um documento projetado para uma perspectiva de médio e longo prazo e o aparecimento de tais formulações num documento destes mostra a disposição de confrontação, privada de qualquer objetividade em relação ao nosso país, especialmente na perspectiva de longo prazo”, declarou a jornalistas na quinta-feira (2) o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.

As acusações estadunidenses contra a Rússia são pura astúcia, opina Ivan Konovalov, diretor do Centro da Conjuntura Estratégica, já que a crise ucraniana, pela qual os EUA acusam a Rússia, foi inspirada pelos próprios estadunidenses e a Rússia só está se defendendo.

Além disso, ele opina que comparar a Rússia e o Estado Islâmico como ameaças semelhantes também é um exemplo de astúcia dos americanos:

“É simplesmente mais cômodo declarar a ameaça russa e apelar aos aliados e à sociedade americana para trabalharem nesta direção… Porque realmente pôr-se a trabalhar e prestar atenção ao inimigo verdadeiro, isto é ao Estado Islâmico, exigirá muito mais esforços além de retórica. Aqui [no caso da Rússia] é possível usar a retórica e mais nada, mas ali será preciso combater realmente”.

Além disso, o especialista não acha que a Rússia faça algo que possa ser interpretado como violação de normas internacionais e abalar a segurança no mundo, ao contrário dos EUA que “agem como se todo o globo terrestre fosse território dos seus interesses”.

“A pátria para eles [os americanos] é o mundo todo e, por isso, as tropas americanos estão presentes por toda a parte. A Rússia não faz isso”, opina Konovalov.

“O presidente Obama manifesta abertamente que o objetivo dos Estados Unidos é permanecer uma força hegemónica no mundo. Será que a Rússia pode ser acusada disso?”, questiona o cientista político.
Fonte: sputniknews

Brasil receberá novas aeronaves SC-105 Amazonas em 2017

MODELO TERÁ EQUIPAMENTOS ESPECÍFICOS PARA A MISSÃO, COMO RADAR E SISTEMA ELETRO-ÓTICO


A frota da Aviação de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB) vai ser reforçada: está previsto para 2017 o início da entrega de três SC-105 Amazonas projetados especificamente para missões de busca e salvamento (SAR). Os aviões terão equipamentos de bordo para aumentar as possibilidades de localizar aeronaves, embarcações ou pessoas desaparecidas, inclusive no período noturno.

Os três novos aviões, adquiridos da empresa europeia AIRBUS Defence & Space, contarão com um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infra-vermelho. Isso permitirá realizar buscas pelo calor, permitindo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação, ou uma pessoa no mar.

No nariz, os aviões terão o radar EL/M-2022A(V)3, capaz de realizar buscas sobre terra ou mar, com alcance de até 360 quilômetros. Um sistema de comunicação via satélite também permitirá o contato com outras aeronaves ou centros de coordenação de salvamento (Salvaero), mesmo quando os SC-105 voarem a baixa altura.

Cada um dos SC-105 terá uma tripulação de pelo menos oito militares: dois pilotos, um mecânico, dois operadores de sistemas de missão (Radar e FLIR) e quatro observadores, especialistas que sentarão diante de quatro janelas em formato de bolha para poderem realizar a busca visual. Dependendo da missão, no entanto, podem ser levados mais militares para realizarem o revezamento nas posições durante os voos que podem durar até dez horas.

Também podem embarcar paraquedistas e um mestre de carga, loadmaster, responsável pelo lançamento de botes salva-vidas ou de mantimentos para sobreviventes localizados. A variação revela o caráter multimissão do SC-105: busca, transporte de carga, lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica e vigilância.

As aeronaves devem operar com o Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), sediado em Campo Grande (MS), de onde podem se deslocar para qualquer parte do território nacional. Os aviões são semelhantes aos dez C-105 Amazonas de transporte operados por unidades de Campo Grande e de Manaus e aos dois SC-105 Amazonas hoje em uso pelo Esquadrão Pelicano, mas de uma versão mais básica, com apenas duas janelas de observação e sem os equipamentos específicos para a missão SAR.

Ao lado dos P-3AM Orion e dos KC-390, os três novos SC-105 serão os principais aviões da FAB responsáveis por garantir o cumprimento do papel do Brasil nos acordos internacionais de busca e salvamento. Como signatário da Organização da Aviação Civil Internacional e da Organização Marítima Internacional, o Brasil é responsável por uma área que se estende até o meridiano 10. Somado ao território continental, são mais de 22 milhões de quilômetros quadrados sob responsabilidade brasileira.

Fonte: Poder aéreo

POR QUE A GASOLINA NO BRASIL É UMA DAS MAIS CARAS DO MUNDO?

O BRASIL É AUTOSSUFICIENTE EM PETRÓLEO, MAS A GASOLINA É UMA DAS MAIS CARAS DO MUNDO


Resposta ao leitor pilotopoeta: “Se o pre sal e competitivo não interessa a nos Brasileiros. So queremos saber como temos Petróleo e o preço da gasolina é a mais cara do mundo. Ate nosso vizinho que não tem Petróleo tem a gasolina mais barata que a nossa no brasil”

A razão dessa discrepância se deve ao peso da carga de impostos sobre esse produto. No caso americano, os impostos, contribuições e taxas equivale a 13% do preço final do combustível, enquanto que no Brasil a proporção é de 55% do preço final.

As principais taxações sobre a gasolina nacional são as cobradas pelo ICMS, que representa 32% do valor pago e a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que representa 21% do valor pago. Essa sigla agrupa PIS, COFINS e PPE (Parcela de Preço Específica).

Consequências econômicas dos preços altos da gasolina

A renda das famílias brasileiras é comprometida pelos aumentos do preço da gasolina e outros derivados do petróleo. Essa consequência é mais grave quando há uma valorização do petróleo em escala global. E a alta do preço da gasolina tem efeitos nocivos sobre o nível geral da inflação no país.

Os custos altos dos combustíveis tem um efeito desanimador sobre os investidores externos, que se tornam inseguros quanto ao país. Também afetam o setor produtivo, em toda a cadeia de produção, mas principalmente na distribuição de alimentos, que precisam ser transportados por estradas de rodagem em todo o país. Os produtores colocam esse custo embutido nos produtos para poderem ter seus lucros.

A pergunta que todos se fazem

A pergunta mais constante que ouvimos entre os motoristas é:

– Porque o preço do combustível é tão alto no Brasil?

Nossos vizinhos na America Latina não produzem petróleo e lá a gasolina é mais barata. O que mais deixa o consumidor brasileiro inconformado é que a Petrobrás é a segunda maior petrolífera do mundo, o mercado automobilístico brasileiro é um dos maiores do mundo e está em constante expansão, somos pioneiros na produção do etanol e do biodiesel.

Mas parece que o consumo de gasolina é penalizado como se fosse crime, por impostos que quase chegam a 60%, ou seja, mais da metade do preço do litro. E os preços no norte do Brasil são ainda mais caros.

Em um país autossuficiente em petróleo e um dos maiores produtores de etanol do mundo, os preços dos combustíveis para o consumidor brasileiro deveriam refletir essa boa posição. O mercado interno deveria receber tratamento justo em relação ao exterior, os cartéis que determinam o preço nas bombas de gasolina deveriam ser combatidos e punidos, levando a um preço honesto.

As pesquisas apontam a adoção cada vez maior de energia limpa e renovável no futuro, substituindo os combustíveis fósseis e poluentes. Com isso nossa esperança é de que chegaremos a preços inferiores para os combustíveis. A adoção de outras formas de energia mais baratas e menos agressivas para o meio ambiente deverá permitir a despoluição do planeta, uma melhor qualidade de vida para todos.

Espanha é o país que mais deu ‘calotes’, aponta estudo

Em segundo e terceiro lugares aparecem, respectivamente, Venezuela e Brasil, segundo ranking elaborado por professores da Universidade de Harvard


País ibérico deu 14 ‘calotes’ desde 1800, aponta estudo de pesquisadores da Universidade de Harvard

A Espanha é o país que mais teve moratórias de dívidas soberanas, ou calotes, segundo ranking elaborado pelos professores Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, da Universidade de Harvard, e de outros pesquisadores, como o economista Miguel Ángel Boggiano, da Universidade de San Andrés, em Buenos Aires. O país ibérico aparece no topo da lista, com 14 defaults ou processos de reestruturação. Em segundo lugar aparecem Venezuela e Equador, com 11 calotes, e em terceiro, o Brasil, com 10. A lista foi publicada pela BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Os pesquisadores contabilizaram cerca de 250 moratórias em 200 anos, o que corresponde a uma média de mais de uma por ano. Segundo Roggff, defaults são inerentes à economia global e não são tão raros como alguns países centrais, economistas ortodoxos e veículos de imprensa fazem parecer. Antes da iminente declaração de moratória, nesta terça-feira, a Grécia aparecia no fim da fila, ao lado de Estados Unidos, Bolívia, Turquia, Rússia e Império Austro-Húngaro.

Boggiano destacou à BBC que vários países da América Latina têm um número elevado de defaults, como Costa Rica, México, Peru, Chile e Paraguai (com 9). O pesquisador ainda explicou que, neste estudo, default e reestruturação são considerados fenômenos similares. “Porque no fim das contas, suspendendo ou não os pagamentos, há quase sempre uma pechincha para um desconto e um novo prazo, de modo que a obrigação de pagamento original não é cumprida”, diz. Confira a lista no link:  Veja

Fonte: Veja

Nove mitos sobre o pré-sal, a Petrobras e o petrolão

O pré-sal brasileiro consegue ser competitivo? As ações contra a Petrobras vão destruí-la? A dívida da estatal é impagável? Entenda


Petrobras: o maior dano causado pela Operação Lava-Jato foi à sua reputação


1º – O pré-sal micou

O pré-sal brasileiro consegue ser competitivo, apesar de ser extraído de reservas que estão a quase 7 quilômetros de profundidade. Hoje, o custo médio da produção do barril é de 9 dólares – a média internacional é de 14 dólares. Quando se soma o custo de instalação dos poços e plataformas, diferidos na vida útil do campo, o preço final do barril fica em 15 dólares.

2º – O pré-sal não tem mais atrativos em um mundo que caminha para a energia limpa

Nenhuma das desejadas e esperadas formas de energia limpa em pesquisa ou já em uso tem condições de atenuar a dependência que o mundo tem do petróleo. Esse status quo deve permanecer pelo horizonte visível, ou seja, ainda não será esta nem a próxima geração a desfrutar energia limpa em quantidade e preço compatíveis com o atendimento das necessidades de mais de 7 bilhões de habitantes da Terra.

3º – As empresas petrolíferas internacionais esnobam o potencial econômico do pré-­sal

O reconhecimento do pré-sal como uma valiosa fronteira energética tem influenciado movimentações no mercado de óleo e gás com gigantes do setor. A mais recente foi quando a anglo-holandesa Shell, parceira da Petrobras no campo de Libra, comprou a BG, que também opera no pré-sal.

4º – A dívida bruta de 400 bilhões de reais é impagável

A companhia tem um endividamento elevado, mas grande parte dele é de longo prazo – segundo o balanço do primeiro trimestre deste ano, quase 300 bilhões da dívida só vencem a partir de 2018, sendo que 165 bilhões serão cobrados apenas a partir de 2020. Para manter seus pagamentos em dia, a Petrobras tem, até lá, de ter recuperado a saúde financeira. Para isso, é preciso pôr a casa em ordem e não desperdiçar dinheiro em projetos sem perspectivas de lucro.

5º – A empresa foi abalada em seus alicerces pela corrupção

O maior dano causado pela Operação Lava-Jato à Petrobras foi sem dúvida em sua reputação, o que repercutiu na desvalorização aguda das suas ações e na paralisação de projetos. Essa perda foi maior que a dos desvios em si, que, segundo a empresa, ficaram na casa de 6,2 bilhões em um período de dez anos – o número impressiona, mas o processo não minou a capacidade da companhia, que deverá ter uma geração de caixa de 80 bilhões de reais em 2015.

6º – É irrecuperável o prejuízo trazido pelos subsídios ao diesel e à gasolina

A prática de conter esses reajustes para controlar artificialmente a inflação foi a mais danosa para o caixa da Petrobras. Os reajustes recentes, acompanhados da desvalorização internacional dos combustíveis, melhoraram a lucratividade da empresa sobre os importados. Alguns analistas, porém, avaliam que a margem da empresa com as vendas está se aproximando do zero e alertam para a necessidade de um novo reajuste.

7º – A investigação que a Petrobras sofre nos Estados Unidos vai destruir a empresa

Mesmo que a estratégia jurídica da Petrobras falhe e a ação prospere, casos como este costumam terminar em acordos em vez de longas e onerosas disputas nos tribunais americanos. Ao chegar a este ponto, os valores pedidos são reduzidos de maneira marcante. A indenização mais polpuda por fraude paga até hoje, a do caso Enron, ficou em 7,2 bilhões de dólares. Um eventual acordo da Petrobras não deve chegar nem próximo desse valor – mas, mesmo que chegue, não tem volume para abalar a empresa.

8º – A Refinaria Abreu e Lima, orçada em 2 bilhões (de dólares), já custou 20 bilhões e não funciona

O projeto da refinaria que foi aprovado e construído tinha o custo de 13 bilhões de dólares – o valor de 2 bilhões se refere a um pré-projeto que se mostrou tecnicamente inviável. O trem 1 da refinaria, com capacidade de processar até 115 000 barris por dia, está em operação desde dezembro de 2014.

9º – As demais obras tisnadas pela corrupção vão continuar paradas

Até que as novas prioridades sejam definidas por um plano de negócios, esse último item não chega a ser um mito.

Fonte: Veja

Governo Dilma tem 68% de reprovação, diz pesquisa CNI-Ibope

Para 64%, noticiário sobre o governo é negativo. Assuntos mais lembrados pela população foram Operação Lava Jato, mudanças na aposentadoria, seguro-desemprego, corrupção e inflação.

Brasília – O governo Dilma Rousseff foi considerado ruim ou péssimo para 68% da população, em junho, quatro pontos percentuais acima dos 64% registrados em março, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (1º), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 12% para 9% no mesmo período. Para 21%, o governo da presidenta é avaliado como regular.

Segundo a pesquisa, 83% desaprovam e 15% aprovam a maneira de a presidenta governar. Na pesquisa anterior, referente a março, esses percentuais estavam em 78% e 19%, respectivamente. De acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros não confiam na presidenta, enquanto 20% confiam. Em março, esses índices estavam em 74% e 24%, respectivamente.

A pesquisa foi feita entre 18 e 21 de junho, a partir de 2.002 entrevistas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

E revela crescimento do pessimismo. Para 61% dos entrevistados, o governo de Dilma será ruim ou péssimo, daqui para a frente. Na pesquisa anterior, de março, este percentual estava em 55%. Caiu de 14% para 11%, de março para junho, o percentual dos que têm uma expectativa positiva em relação a Dilma Rousseff, ou seja, dos que consideram que o governo dela será ótimo ou bom até o final do mandato em vigor. O percentual dos que têm uma expectativa regular em relação ao governo caiu de 25% para 23%.

De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram que o segundo mandato está pior do que o primeiro subiu de 76%, em março, para 82% em junho. O percentual dos que consideram o atual mandato melhor caiu de 4% para 3%. Segundo a pesquisa, 14% acreditam que o segundo mandato será igual ao primeiro.

Por área de atuação, segundo a pesquisa, a que apresentou resultado mais positivo foi a de combate à pobreza, com 29% de aprovação e 68% de desaprovação. Em segundo lugar destacam-se as ações na área de meio ambiente, aprovadas por 27% dos pesquisados e desaprovadas por 63%. As ações na área de educação foram aprovadas por 24% e desaprovadas por 74%, enquanto o combate ao desemprego foi aprovado por 15% e reprovado por 83% dos brasileiros. Segurança pública e saúde foram áreas aprovadas por 15% e 14%, respectivamente. Os percentuais de desaprovação nessas áreas estão em 83% e 84%, respectivamente.

As áreas de atuação que registraram os piores índices foram taxas de juros (com 6% de aprovação e 90% de desaprovação), impostos (setor aprovado por 7% e desaprovado por 90%) e combate à inflação, área que teve 11% de aprovação e 86% de desaprovação. Todas as áreas registraram piora nas avaliações a partir de dezembro de 2014.

A pesquisa informa que a percepção da população sobre o noticiário é desfavorável para o governo, percentual que alcança 64% dos brasileiros. Em março este índice estava em 72%. Para 8% dos brasileiros, a percepção é que as notícias são favoráveis (um ponto percentual abaixo dos 9% registrados em março), enquanto 17% avaliam que as abordagens sobre o governo na mídia não são nem favoráveis nem desfavoráveis. Antes este percentual estava em 13%.

Os assuntos do noticiário mais lembrados pela população foram Operação Lava Jato, escândalo que envolve a Petrobras (20%); mudanças implementadas na aposentadoria (16%); mudanças no seguro-desemprego (8%); corrupção no governo (6%); e inflação (4%).

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