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Caça da Força Aérea cai em Santa Cruz, Rio; tripulantes se salvam

Um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), na Zona Oeste do Rio, no início da noite desta terça-feira (5). Segundo a FAB, era um voo de instrução e os dois tripulantes conseguiram se ejetar, descer de paraquedas e pousar com segurança.

Ainda de acordo com a FAB, os dois perceberam o problema técnico no trem de pouso e que não conseguiriam pousar. O avião caiu em uma área desabitada dentro do terreno da Base Aérea. Ninguém ficou ferido.

A Força Aérea informou que o procedimento de ejeção foi necessário, já que um pouso de barriga não seria possível. A FAB disse ainda que houve fogo na aeronave, um caça F5-FM Tiger modernizado, e que bombeiros da própria área militar fizeram atendimento no local do acidente.

Segurança olímpica
A base será uma das unidades militares responsáveis pela segurança do espaço aéreo durante o período da Olimpíada e da Paralimpíada.

A base receberá cerca de 250 militares de cinco esquadrões, que vão atuar em turnos. O objetivo é “manter a soberania nacional e a segurança dos voos durante 24 horas”, segundo a FAB. Serão utilizados aviões de caça, helicópteros e aeronaves remotamente pilotadas.

A BASC também teve a mesma atuação em outros grandes eventos, como a Copa das Confederações, a Rio+20, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo.

Na simulação, caças escoltam aeronave que invadiu espaço aéreo restrito até a Base Aérea de Santa Cruz (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)Areonáutica tem caças F5 fazendo a segurança do espaço aéreo do país (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
]Fonte: G1

Primeiro voo do caça de 5ªGeração Japonês

Exército Brasileiro estuda a aquisição de aeronave de asa fixa para Amazônia

Por Roberto Lopes

O Comando de Logística do Exército está priorizando a obtenção de uma aeronave de asa fixa a ser entregue ao seu 4º Batalhão de Aviação (4º BAVEx), de Manaus, como forma de reduzir os altos custos da operação de helicópteros na Região Amazônica.

Nos últimos dias de março, o então Comandante Militar da Amazônia, general Guilherme Cals Teóphilo Gaspar de Oliveira, que já havia sido designado para assumir (em mais duas semanas) o Comando de Logística da Força Terrestre (COLOG), viajou ao Chile para visitar a mostra aeronáutica FIDAE 2016 e, nessa oportunidade, inspecionar aeronaves que possam interessar ao Comando Militar da Amazônia.

 

Os Exércitos do Brasil e da Colômbia estão em entendimentos para estreitar o seu relacionamento na divisa entre os dois países.

Essa integração de procedimentos passa pela padronização de comunicações militares e o compartilhamento de combustível e de pistas de aviação na faixa de fronteira, mas esses aspectos ainda não são tão decisivos, quanto a necessidade que o Exército do Brasil tem de, nesse momento, reduzir despesas com o apoio aéreo aos seus pelotões especiais de fronteira.

ECEME – O peso dos custos do apoio aéreo para o Exército na Região Amazônico vem sendo estudado em profundidade desde o início da década passada.

Exemplo disso são os dados e tabelas constantes no longo texto intitulado “O emprego de aeronaves de asa fixa orgânicas na Aviação do Exército”, tese apresentada, em 2008, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), pelo então major QMB Warley França Abreu (a 30 de abril de 2013 promovido a coronel), com o objetivo de obter o título de Doutor em Ciências Militares daquela instituição de Ensino.

Um estudo do Comando de Operações Terrestres reproduzido pelo major Warley mostrou que, somente nos anos de 2002 e 2003, as aeronaves SA-365K Pantera (HM-1), Sikorsky Black Hawk (HM-2) e Cougar (HM-3) do 4º BAVEx consumiram 636.716,46 dólares.

Segundo o mesmo trabalho, caso as missões por elas realizadas tivessem ficado a cargo de um modesto bimotor CASA C-212 400M Aviocar – aeronave de concepção antiquada e aviônica de sofisticação limitada –, esse valor cairia para (inacreditáveis) 62.189,40 dólares – ou seja, 10% da quantia gasta pelo 4º BAVEx…

Parecer – E o articulista prossegue:

“Em 2004, o CAvEx realizou o Parecer Nr 01-E3, a 12 de julho. Nesse documento é estudada a viabilidade da aquisição pelo EB de aeronaves de asa fixa. Na conclusão do parecer são feitas, basicamente, as mesmas considerações do estudo realizado pela DMAvEx em 2001. Cabe destacar da apreciação o seguinte:

[…]A logística da Aviação do Exército exige rapidez e flexibilidade dos seus meios de transporte, uma vez que suas unidades apoiadas atuam com essas mesmas condicionantes – premissas básicas para a Aviação. O comandante da Aviação do Exército não pode ficar dependendo do apoio da Força Aérea ou de empresas particulares para suprir suas unidades. A utilização dos helicópteros nesse mister, apesar de previsto, é contraproducente em várias situações, por motivos econômicos e operacionais. Com aeronaves de asa fixa orgânicas, o comandante de Aviação do Exército terá mais liberdade de manobrar, sem ficar limitado pelo apoio logístico, porque todo o transporte logístico aéreo estará sob seu comando. Tal raciocínio também é válido para o comandante terrestre, que passará a ter mais certeza quanto à parte aérea do apoio logístico. […] […] O atual sistema de manutenção da Aviação do Exército e a infra-estrutura existente permitem ao Exército possuir aviação de asa fixa orgânica, sendo desnecessárias grandes modificações nesses aspectos, dependendo, obviamente, da quantidade de aeronaves que forem adquiridas. […] […]

Para que o Exército possa pensar em adotar tal aviação é necessário, sem sombra de dúvida, que seu orçamento seja repensado. Nas condições atuais, a Av Ex está ociosa, pois não voa toda a capacidade da frota e não consegue nem manter o crescimento previsto, visando a atingir as metas estabelecidas em seu Plano de Implantação. Qualquer gasto extra será bastante nocivo a essa intenção. Cabe ressaltar que o incremento or- çamentário deve conter não só as verbas de investimento, como também as de custeio. Essa última numa proporção até maior que a primeira, ou seja, cerca de 5% do valor investido para a aquisição da frota. […]”

Proposta – O major Warley também revela a proposta recebida pelo Exército, há quase nove anos, para ter acesso aos préstimos da aeronave Cessna 208B Grand Caravan.

 

Diz o major:

“Em julho de 2007, a TAM Táxi Aéreo Marília S.A., representante exclusiva da Cessna Aircraft Company no Brasil, apresentou ao Estado-Maior do Exército uma proposta comercial para a venda de 3 (três) aeronaves Cessna 208B Grand Caravan. Tratava-se de aeronaves novas que deveriam ser entregues ao Exército em outubro e novembro de 2008. Na proposta apresentada, o preço unitário das aeronaves (em dólares americanos) era o abaixo relacionado, não incluindo os gastos com impostos, taxas, trâmite legal, despachante aduaneiro, nacionalização, traslado (de Wichita, Kansas, EUA) e demais custos operacionais envolvidos na importação da aeronave.

1) AERONAVE STANDARD (com Garmin G1000)…………………….US$ 1.730.450,00

Descrita no livro “Specification & Description – Cessna Grand Caravan.

2) EQUIPAMENTOS OPCIONAIS (*)

Garmin GWX-68 4 color Weather Radar………………………………26.525,00

TAWS- B GARMIN………………………………………………………………..8.625,00

Traffic Advisory System – KTA 870 Bendix / King……………….29.200,00

KRA 405B Radar Altimeter…………………………………………………..20.850,00

Tires, 29’ (Exchange)……………………………………………………..2.100,00

Cargo Pod Installation……………………….………………………………….60.375,00

Gill Liner……………………………………………………………………………..1.800,00

Commuter Seating, 14 Place (4 RH Doubles & 4 LH singles)………..40.325,00

Aero Twin Exhaust Deflector (loose equipment)…………….…………2.205,00

Roll-Up Cargo Door to Support Parachute Jumping Operations…95.450,00

BrazilianCertificationKitPassenger……………………………………………..11.600,00Subtotal…………………………………………………………………………..US$ 299.055,00

3) Preço total com os equipamentos opcionais…………….US$ 2.029.505,00”

É preciso notar que tais valores eram válidos, aquela época, para o fornecimento de três aeronaves, e não de apenas uma – como parece ser o objetivo do Comando da Aviação do Exército nesse momento.

Fonte: Plano Brasil (Brazil)

Você sabe qual a hierarquia da Aeronáutica?

Com essa reportagem, a gente manda pelos ares a nossa trilogia sobre a hierarquia das Forças Armadas. Vamos voar: assim como o Exército e a Marinha, a Aeronáutica possui mais de 20 postos, espalhados por 22 grupos diferentes. Dentre esses grupos, os que efetivamente entram em combate são o Quadro de Infantaria e o Quadro de Aviação.

A Infantaria é o braço da Aeronáutica que atua em terra firme, cuidando da segurança de bases aéreas e de aeroportos em tempos de paz e pegando em armas para batalhas terrestres durante as guerras – apesar de recebem treinamento de combate, os militares da Infantaria da Aeronáutica têm função primordial de defesa. Já o Quadro de Aviação, como o próprio nome diz, reúne os oficiais que pilotam os aviões militares do país. Para fazer parte desse grupo, é preciso ser no mínimo tenente, estudando por pelo menos quatro anos na Academia da Força Aérea e passando por um curso específico para voar.

Os aviões vão para o ar com uma estrutura bem enxuta. Em modelos pequenos, como os caças F-5, só há espaço para uma pessoa, que é ao mesmo tempo piloto e comandante da aeronave, que responde diretamente às ordens do líder do esquadrão ou do grupo. Em aeronaves maiores, como as usadas para transporte de tropas, costuma haver um primeiro-piloto que atua como comandante e um segundo-piloto ou subcomandante. Para subir de posto na hierarquia da Aeronáutica, o militar precisa ter bastante tempo de carreira, passar por avaliações de desempenho e participar de diversos cursos de atualização – o processo é bem parecido com o que ocorre no Exército e na Marinha.

Um último detalhe: é bom esclarecer que nem sempre a maior patente está ligada ao comando do avião mais poderoso. Como os comandantes das aeronaves são pilotos, eles precisam fazer cursos específicos para aprender a operar novos modelos. Por isso, pode acontecer de um capitão mais bem treinado comandar um avião invocadão no lugar de um coronel que não fez os cursos necessários.

Livres para voar
Para pilotar um avião, é preciso passar por um curso específico e chegar a tenente

 

Posto

Soldado

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Ocupando o posto mais baixo da hierarquia, o soldado cuida da segurança das bases da Aeronáutica

Posto

Taifeiro

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

É um tipo de soldado que ajuda nos serviços de cozinha nas bases aéreas

Posto

Cabo

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Lidera as esquadras, pequenas unidades formadas por um cabo e quatro soldados

Posto

Terceiro-Sargento

Segundo-Sargento

Primeiro-Sargento

Suboficial

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Militares com essas patentes comandam os chamados grupos de combate, que reúnem duas esquadras

Quadro de aviação

O Quadro de Aviação não possui os chamados “graduados”, nome dado aos militares de menor patente. Para ingressar nessa arma, o candidato precisa fazer um curso de quatro anos na Academia de Força Aérea para aprender a pilotar. Depois da formatura, ele sai do curso como tenente

Posto

Segundo-Tenente

Primeiro-Tenente

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Na infantaria, esses militares chefiam pelotões, formados por três grupos de combate

Quadro de aviação

Quando o militar chega a segundo-tenente, ele já pode pilotar aviões

Posto

Capitão

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Lidera as companhias, englobando três pelotões, com cerca de 90 militares

Quadro de aviação

Comanda as esquadrilhas, pequenos agrupamentos de aeronaves. Geralmente, elas servem para a formação de pilotos

Posto

Major

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Responsável pelos batalhões de Infantaria, que têm de 180 a 450 militares

Quadro de aviação

Lidera os esquadrões, grupos com em média três ou quatro aviões do mesmo tipo — um conjunto de caças F-5, por exemplo

Posto

Tenente-Coronel

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Comanda os batalhões especiais de infantaria, unidades estratégicas, que podem ser deslocadas para regiões de fronteira

Quadro de aviação

Comanda os grupos, conjuntos de três ou quatro aviões que podem ser de tipos diferentes — um grupo de caças F-5 e Mirage, por exemplo

Posto

Coronel

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

O militar da mais alta patente possível nesse braço da Aeronáutica é responsável pelo comando terrestre de toda a Infantaria

Quadro de aviação

Responsável por uma das 19 bases aéreas do Brasil. Elas podem ser consideradas os “quartéis” da Aeronáutica

Posto

Brigadeiro

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa

Quadro de aviação

Comanda uma das três Forças Aéreas (FAE) que compõem a Aeronáutica: uma cuida dos helicópteros, outra dos aviões de transporte e a terceira de aeronaves de ataque, como os caças

Posto

Major-Brigadeiro

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa

Quadro de aviação

Responsável por um dos sete Comandos Aéreos Regionais (Comar) do país, que juntos supervisionam todo o espaço aéreo do Brasil

Posto

Tenente-Brigadeiro

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

A partir dessa graduação, não há postos para militares de hierarquia superior na Infantaria. Quem quiser seguir carreira pode mudar para a Aviação, mas precisa estudar na Academia de Força Aérea. Como por lá só podem iniciar o curso pessoas com no máximo 20 anos de idade, os poucos aviadores que vêm da Infantaria são cabos ou soldados, postos em que a média de idade é baixa

Quadro de aviação

Supervisiona o Comando Geral do Ar (Comgar), que reúne todas as cerca de 800 aeronaves de combate e decide as ações militares da Aeronáutica

Posto

Tenente-Brigadeiro escolhido pelo presidente da República

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Entre os oficiais de mais alta patente, um deles é escolhido para comandar toda a Aeronáutica. Acima dele, pode existir o marechal-do-ar, cargo criado apenas em tempos de guerra

Posto

Ministro da Defesa

Divisões da tropa

Quadro de infantaria

Respondendo diretamente ao presidente, o ministro da Defesa dirige as Forças Armadas e toma as decisões mais importantes em relação à organização das tropas. Ele não precisa ser, necessariamente, um militar.

 

Fonte: Mundo Estranho

Marinha, Aeronáutica e clubes militares repudiam resolução do PT

Brasília – A temperatura nos quartéis se elevou ainda mais por conta da resolução do Partido dos Trabalhadores sobre conjuntura política que diz que os petistas foram “descuidados” por não terem modificado os currículos das academias militares e por não terem promovido oficiais que, na avaliação do antigo governo, tinham o que consideram ser compromissos “democráticos e nacionalistas”. Na sexta-feira, depois de o Comando do Exército ter apresentado sua “indignação” com a declaração dos petistas, a Aeronáutica e a Marinha também repudiaram as afirmações.

Os presidentes dos Clubes Naval, da Aeronáutica e Militar, em um artigo intitulado “Democratas e nacionalistas”, falam do “cuidado que devemos ter ao ler qualquer documento de partidos esquerdistas, pois a linguagem que empregam é, maliciosamente, deturpada para que concordemos com ela”.

O trecho contestado por militares da ativa e da reserva diz: “Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.

A Marinha do Brasil, ao rechaçar o trecho do documento, lembra que, “como uma das instituições permanentes do Estado, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, tem como um de seus princípios basilares o distanciamento de qualquer tipo de ideologia ou ordenamento de caráter político ou partidário”. Acrescenta ainda que “mudanças nos currículos das Academias e nos critérios de promoção, dentro do contexto em que foram feitas em documento do PT, só terão como consequências a perda do profissionalismo que caracteriza nosso trabalho e a indesejável politização dos militares”.

Já a Aeronáutica, depois de ressaltar que as Forças Armadas são instituições de Estado e que não costuma responder a partidos políticos, disse que “são absolutamente infundadas essas considerações”. Para a Força Aérea, “atacar o currículo das escolas militares que tem como base a disciplina e ética, além do profissionalismo, é inaceitável”. A Aeronáutica citou também que o currículo das escolas das forças “garante todos os níveis indispensáveis da formação militar, acadêmica, moral e profissional”.

A nota do PT, segundo a FAB, “nos atingiu bastante”, inclusive no item que trata das promoções porque os critérios da força “são totalmente baseados na meritocracia, em função do desempenho do oficial ao longo da sua carreira, baseado em aspectos profissionais, intelectuais e morais e, acima de tudo, em defesa do Estado brasileiro”. Acrescentou ainda que a formação dos militares é “totalmente cercada por critérios muito bem estabelecidos e democráticos”.

Um outro integrante do Alto Comando do Exército, “indignado” com a postura petista, questionou: “A pergunta que eu gostaria de fazer ao Rui Falcão (presidente do PT) é se ele quer mudar o currículo das escolas militares para resolver qual problema? Que oficial com compromisso democrático e nacionalista é este que vocês querem? Por acaso nossos oficiais de hoje não são democratas? Não são nacionalistas? O que vocês estão querendo com isso?”. Em seguida, o general desabafou afirmando que as escolas militares são reconhecidas no mundo inteiro porque os militares são formados, graduados e aperfeiçoados, fazem cursos de altos estudos e de política estratégica para formar profissionais de Estado. “Nós somos profissionais de Estado. Nós servimos ao Brasil e não a partidos. É lamentável ter essa pretensão. Para mim, isso é fazer proselitismo político”, emendou. “Foi uma provocação a todas as instituições de Estado e até à imprensa. É muita pretensão. É inadmissível o que está escrito ali. É uma barbaridade”, prosseguiu ele, salientando que os militares, “neste conturbado processo político, permaneceram firmes, serenos, seguros e cumprindo o estrito papel que cabe às Forças Armadas pela Constituição”.

Os três Clubes Militares, em nota conjunta, citam que o documento petista “apresenta uma série de chavões esquerdistas, como dizer que o Estado está agora sob a direção de velhas oligarquias, que as mesmas aplicaram um golpe de estado, que estamos adotando o modelo econômico preconizado pelo grande capital, que o impeachment é um golpe casuístico para depor um governo democraticamente eleito”.

Em seguida, fala sobre o trecho questionado no texto petista que trata das “possíveis falhas que levaram ao fim do projeto socialista de eternização no poder” e que entre elas aponta a não interferência nas promoções e no currículo da área militar.

Para os presidentes dos três clubes militares, que são porta-voz dos oficiais da ativa, “o parágrafo é particularmente revelador sobre a mentalidade distorcida que domina a esquerda e a insistência em suas teses de dominar instituições que, no cumprimento da lei, impedem a realização de seus sonhos totalitários, que eles denominam democratas, na novilíngua comunopetista”.

Os militares criticam ainda o fato de o PT enxergar “uma sabotagem conservadora na ação democrática que os impediu de dominar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, seu objetivo permanente”. Ao se referir à questão de reformulação dos currículos das escolas militares, citam que ali é um “reduto de resistência à releitura da História que pretendem, o que fica claro na Base Nacional Comum Curricular proposta pelo MEC, e também nos textos revisionistas constantes dos livros didáticos, particularmente os de História, com que vêm difundindo suas ideias distorcidas e fazendo verdadeira lavagem cerebral em nossos jovens estudantes, há longo tempo”. E acrescentam que tudo isso ocorre “sob o olhar complacente e até mesmo sob o aplauso de mestres e pais politicamente corretos”.

Depois de condenar a tentativa de “domínio da imprensa por meio do controle das enormes verbas publicitárias que controlam”, os presidentes dos clubes dizem que, “quanto à promoção de oficiais com compromisso democrático e nacionalista, isto é o que vem sendo feito desde sempre, pois as Forças Armadas são o maior depósito e fonte de brasileiros democratas e nacionalistas de que a Nação dispõe”.

 

Fonte: Estadão

Futuro caça da Força Aérea Brasileira, novo Gripen é apresentado na Suécia

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Futuro caça da FAB (Força Aérea Brasileira), a nova geração da aeronave Gripen foi apresentada nesta quarta-feira (18) em Linköping, na Suécia.

Chamado de “Gripen E” pela fabricante sueca Saab, o modelo possui a mesma base da versão “Gripen NG”, que foi escolhida pela FAB e terá equipamentos extras e mais avançados.

Em 2014, o governo federal fechou acordo para a compra de 36 caças “Gripen NG”. Dos 36, 15 serão produzidos no Brasil. O contrato foi assinado no valor, da época, de US$ 5,4 bilhões. Os caças devem ser entregues à FAB entre 2019 e 2024.

Para o comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, a aeronave Gripen é um divisor de águas para a indústria de defesa do país.

“A qualificação de recursos altamente especializados, acompanhada pelo processo de transferência de conhecimentos, proporcionará um novo impulso ao desenvolvimento do nosso complexo científico-tecnológico, o que julgo ser um dos mais importantes legados desse projeto promissor”, afirmou.

O comandante da Força Aérea da Suécia, major-general Mats Helgesson, por sua vez, disse que a máquina permitirá aos pilotos tomarem melhores decisões e também terá mais recursos para atacar e defender-se. Segundo Helgesson, a aeronave está “preparada para o combate do futuro em diferentes cenários”.

Falta de recursos deixa 46% da frota da Marinha parada

  • Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Raul Jungmann diz que projetos que são fundamentais estão em 2º plano

    Raul Jungmann diz que projetos que são fundamentais estão em 2º plano

O presidente em exercício Michel Temer terá de lidar com o descontentamento nas Forças Armadas com as graves restrições orçamentárias que vêm enfrentando nos últimos anos.

A Marinha está com 46% da frota parada e sem navios de escolta suficientes para dar proteção às plataformas do pré-sal. A previsão é que o projeto de construção do submarino com propulsão nuclear atrase mais quatro anos, sendo concluído após 2025 – última projeção feita.

No Exército, a situação também é considerada complicada e houve necessidade de se fazer um redesenho do portfólio estratégico da Força. Os frequentes contingenciamentos exigiram redução drástica na linha de produção do blindado Guarani, que poderá levar a Iveco, fabricante do equipamento, a suspender a produção por falta de pagamento. Segundo informações, o Exército não terá recursos para pagar a empresa daqui a três meses.

Na Aeronáutica, não é diferente. Quase metade da frota está parada. A construção do avião cargueiro KC 390 só está em prosseguimento porque a Embraer, mesmo sem receber o R$ 1,4 bilhão devido pelo governo federal, está bancando o projeto sozinha, que já sofre atraso de dois anos na sua certificação.

“Quase a totalidade do orçamento (da pasta) hoje é consumido com custeio de pessoal, deixando em segundo plano projetos que são fundamentais para a garantia da soberania do país e para o avanço tecnológico que, apesar de serem germinados na Defesa, transbordam a Defesa e trazem benefício para todo o desenvolvimento do país”, disse ao Estado o novo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

“Precisamos criar base para ter uma previsibilidade para garantir desembolso de recursos que deem continuidade, em um ritmo adequado, dos projetos estratégicos evitando que projetos que deveriam durar cinco, seis anos, não durem 20 ou 30 anos, como estamos vendo hoje.”

Fronteiras

Jungmann fez referência, por exemplo, ao projeto do Sistema Integrado de Monitoramento das fronteiras (Sisfron). “Ele é de importância vital para o país”, afirmou , para quem o Brasil tem de ter “um cuidado especial com suas fronteiras, especificamente com a Venezuela que hoje vive em uma instabilidade grande e que muitas vezes provoca uma migração para cá”.

O Sisfron começou a ser implantado em 2013, com prazo de conclusão de 10 anos. Só que, se for mantido o cronograma atual de repasses, ele só será finalizado em 2040, já com equipamentos obsoletos.

O atraso impacta 22 empresas nacionais de alta tecnologia envolvidas no processo, com demissão de pessoal qualificado e eliminação da capacidade produtiva.

Dos R$ 185 milhões que o Exército precisava, no mínimo, este ano, para dar prosseguimento ao projeto em 2016, a previsão – ainda sujeita a cortes – não chega a R$ 140 milhões.

Os chamados restos a pagar do ano passado que já deveriam ter sido repassados às empresas que estão trabalhando no projeto somam R$ 236 milhões.

A Marinha –cujos navios que estão operando tem idade média de 33,3 anos– também sofreu um forte baque no final de 2015, quando teve de suspender, devido a restrições orçamentárias, o projeto para controlar e vigiar a zona econômica exclusiva brasileira do Oceano Atlântico, chamado de Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz).

O projeto, semelhante ao Sisfron das fronteiras, iria proteger uma área de 4,5 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico, onde o Brasil tem imensas plataformas petrolíferas.

No caso da Aeronáutica, a demora do governo em concluir a compra de 36 aviões de caça para atualizar a frota da Força Aérea Brasileira deixou ameaçada a capacidade do país de proteção do espaço aéreo nacional.

O projeto só foi assinado em agosto passado, após se arrastar por mais de 12 anos. Outro projeto que sofre restrição orçamentária é o programa de dados, que permite o uso de comunicação por data link entre controladores de tráfego aéreo e pilotos. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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