Arquivo da categoria: América Latina

Tensão com caças da Venezuela na fronteira com Roraima

Resultado de imagem para caça sukhoi venezuelano

Os sobrevoos de dois potentes caças russos Sukhoi SU da Força Aérea da Venezuela na fronteira com o Brasil e a movimentação de caças da Força Aérea Brasileira (FAB) no dia seguinte causam tensão na região norte de Roraima.

A FAB enviou para a base aérea do Estado sete caças AMX – dois na terça e outros cinco na última quinta-feira – além de dois Hércules C 130. Em nota, a FAB informa apenas que trata-se de um exercício.

Mas fontes militares da base informam que os caças da Venezuela teriam invadido o espaço aéreo do Brasil no início da semana, na região de Pacaraima. E que o governo de Nicolas Maduro já teria pedido desculpas informais ao Ministério da Defesa e Aeronáutica comunicando ter sido um incidente involuntário.

Cobrada sobre a situação, ainda um mistério, a FAB informou em outro e-mail que não houve registros de invasão.

O que causou mais mistério é que a Aeronáutica costuma avisar a imprensa de exercícios, o que não ocorreu neste caso. Ontem o site da FAB saiu do ar, e equipe em Brasília trabalha com sistema operacional de emergência.

Os AMX são para apoio operacional. O Brasil está desguarnecido de poder militar aéreo, em parte. Os Mirage foram ‘aposentados’, e os atuais F-5 da frota têm pouco poder de fogo e alcance.

 

Fonte: Uol Notícias

Protestos na Venezuela foram para tapar golpe no Brasil, diz Maduro

Venezuela's President Nicolas Maduro attends a ceremony at the National Pantheon in Caracas, Venezuela, May 10, 2016. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins ORG XMIT: MAB07

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira (11) que os protestos da oposição na Venezuela foram armadas pela oposição e pela imprensa para encobrir o impeachment de Dilma Rousseff no Brasil.

Pela manhã, os opositores entraram em confronto com a polícia ao serem impedidos de chegar ao Conselho Nacional Eleitoral para reclamar sobre a demora do órgão em avançar no referendo para revogar o mandato do presidente.

Durante ato no Palácio de Miraflores, ele disse que o plano dos meios de comunicação internacionais e privados era encher a Venezuela de violência para que a atenções do mundo não estivessem no Brasil.

“Queriam encher a Venezuela de violência para tapar o golpe de Estado que estão fazendo no Brasil à companheira Dilma Rousseff. Um golpe parlamentar”, afirmou o mandatário venezuelano.

Embora as relações entre Maduro e Dilma estejam estremecidas desde 2014, o PT manteve seu apoio ao chavista, da mesma forma que alguns governistas, como o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

A partir de 2015, porém, o governo passou a se distanciar do chavismo, diante do aprofundamento da crise econômica e política na Venezuela e da pressão da oposição brasileira sobre as violações de direitos humanos no país vizinho.

Fonte: Folha de SP

Venezuela : O país onde a comida passou a ser um luxo

ra Yaneidy Guzman e as suas três filhas, Esneidy, Steffany e Fabiana, uma refeição completa é um “luxo” que a família muito raramente se pode conceder. “Todo o dinheiro que ganho vai para a comida”, explica esta venezuelana de Caracas – e mesmo assim, na sua despensa não se encontra mais do que um pacote de arroz, massa, farinha de milho e de trigo, uma embalagem de peixe seco, duas cenouras e duas bananas, uma garrafa de óleo e leite em pó. “Antes, pegava no dinheiro, comprava roupas e outras coisas. Agora, até a comida é um luxo”, conta.

Na casa de Rómulo e Maria Bonalde, a situação é idêntica. “Há uns tempos conseguíamos comprar comida suficiente para 15 dias, mas actualmente só temos o suficiente para cozinhar no próprio dia”, compara o marido. Com a escolha condicionada pelo racionamento imposto pelo Governo, a escassez de produtos disponíveis nos supermercados e a deterioração do poder de compra fruto da inflação, milhões de venezuelanos enfrentam um dilema na hora das refeições.

“É intolerável que haja três milhões de venezuelanos a comer menos de duas vezes por dia. Não podemos aceitar que metade dos nossos cidadãos não comam lacticínios, nem carne, nem ovos”, frisou o deputado da oposição, Carlos Paparoni, na sessão parlamentar que debateu um voto de censura ao ministro da Alimentação, Rodolfo Marco, com vista à sua demissão do Governo. Chamado à Assembleia Nacional para prestar explicações sobre a crise de abastecimento, o ministro, um antigo general, não compareceu. O Presidente Nicolás Maduro reagiu à iniciativa parlamentar garantindo que “ninguém toca no ministro da Alimentação” e garantindo que “a revolução não merecerá a censura de ninguém, muito menos de uma assembleia imoral”.


O casal Perez com os filhos: “Há 15 dias que só comemos arepas (uma espécie de pão), ora com queijo, ora sem. Estamos a alimentar-nos cada vez pior” CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

A Reuters fez uma peregrinação pelos frigoríficos e despensas de várias famílias de Caracas. As fotografias de todos os seus mantimentos reunidos, em cima da mesa, dão uma ideia da situação de precariedade em que sobrevivem. E não é só a comida que falta. Apesar de a capital ter ficado isenta do racionamento no abastecimento eléctrico – no resto do país, há quatro horas por dia sem luz –, os apagões por falhas na rede são frequentes. E como por toda a Venezuela, na vasta região metropolitana de Caracas, com mais de cinco milhões de habitantes, os efeitos da seca fazem-se sentir de forma aguda, levando as famílias a armazenar toda a água possível em tanques e bidões de plástico para compensar o corte nas torneiras.

Com poucos ingredientes disponíveis, luz intermitente e quase nenhuma água, cozinhar é seguramente um desafio.

Além disso, com as importações praticamente congeladas, muitas unidades fabris ficaram sem matérias-primas e – mais preocupante do que isso – muitos centros hospitalares e farmácias deixaram de receber as drogas e os medicamentos, bem como os materiais médico-cirúrgicos de que necessitam para levar a cabo tratamentos como por exemplo quimioterapia.

Para muitas famílias, a gestão doméstica quotidiana tornou-se um exercício de equilibrismo e ilusão – que já não tem só a ver com aquilo que se come todos os dias (as tradicionais arepas de milho, uma espécie de pão, ora com ora sem recheio) como com quantas vezes se come por dia. “Há muito tempo que deixamos de ter uma dieta equilibrada. Quando há almoço, não há jantar; se comemos à noite, já não comemos de manhã”, conta Duglas Sanchez à Reuters.

“O dinheiro que se gastava no pequeno-almoço, almoço e jantar agora só dá para o pequeno-almoço, e muito frugal”, concorda Alida Gonzalez, de 65 anos. Na cozinha, esta matriarca que já não trabalha tem meio quilo de frango, um pacote de arroz, uma garrafa de óleo, quatro bananas e uma manga. “Tenho de ser poupada porque não sei quando vou voltar a comprar qualquer coisa no supermercado”,


Rosa Elaisa Landaez com os filhos: “Comemos muito mal. Por exemplo, se tivermos farinha de trigo, então é certo que vamos passar o dia a comer arepas. Quando temos dinheiro, não encontramos comida. Quando encontramos comida, não temos dinheiro” CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

Em 2015, o inquérito sobre as Condições de Vida da População (Encovi), realizado por três universidades do país, com 1500 famílias, concluiu que 87% não dispunham de rendimentos suficientes para suportar os custos de alimentação dos respectivos agregados. Segundo o estudo, a maioria das famílias tinha feito várias mudanças na sua dieta, substituindo as proteínas da carne e do peixe pelos hidratos de carbono. “As frutas e verduras desapareceram das listas de compras; as famílias procuram aquilo que mais enche o estômago: 40% do cabaz básico é constituído por farinha de milho, arroz, massa e óleo”, diz o relatório. E 12% da amostra nunca realizava três refeições completas por dia.

Para uma família com cinco pessoas como a de Alida Gonzalez, o valor de um salário mínimo (reajustado a 1 de Maio para os 15.051 bolívares, equivalentes a cerca de 13 euros) representa sensivelmente um quinto do montante gasto no supermercado. O Governo atribui subsídios de alimentação às famílias de menores recursos – um sistema iniciado pelo Presidente Hugo Chávez e que contribuiu para uma melhoria significativa dos hábitos alimentares dos venezuelanos. Fixado nos 18.585 bolívares, ou 16,25 euros, este subsídio revela-se mesmo assim insuficiente perante as oscilações dos preços dos bens alimentares, por causa da inflação galopante (que poderá atingir uns impensáveis 720% este ano, nas projecções do Fundo Monetário Internacional) e também pela incerteza do abastecimento.

“Todos os dias é a mesma cena: as pessoas começam a formar a fila à porta dos mercados às cinco horas da manhã, e ali ficam até às três da tarde. Num dia conseguem comprar farinha, noutro dia trazem manteiga”, explica Jhonny Mendez, um taxista de 58 anos. Conforme explicam vários economistas, no actual contexto de carência da Venezuela, a intervenção para fomentar a procura não produz o resultado esperado na oferta, que está condicionada pela escassez e restrição do abastecimento. Ou seja, com as mexidas no salário mínimo e subsídio de alimentação, há mais consumidores na fila – mas não há mais consumo.

Num artigo para o portal Caracas Chronicles, o economista Carlos Hernández argumenta que o orçamento disponível já se tornou uma minudência na ida ao supermercado. “O que eu aprendi com esta crise é que o dinheiro não serve para nada. Numa ida às compras não se traz o que se quer, traz-se o que há”, escreve. As pessoas compram o que encontram nas prateleiras e que pode ter valor de troca: por exemplo, numa manhã, o “mercal” (mercado regulado pelo Governo) que é o local de compras de Hernández estava a vender duas garrafas de óleo por pessoa e um quilo de leite em pó. Apesar de dispor de óleo em casa, Hernández trouxe as duas garrafas autorizadas (há um esquema de racionamento em vigor, controlado por impressão digital, que não permite a compra do mesmo produto a preço regulado num intervalo menor a duas semanas), que prontamente trocou por sabonete com uma senhora que tinha feito fila num outro supermercado.


A família Mendez: “Somos uma família grande e tem-se tornado cada vez mais difícil conseguirmos comer”, explica o patriarca, Ricardo Mendez CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

A taxa de escassez da Venezuela fez manchetes sucessivas, com notícias a dar conta da inexistência de papel higiénico e fraldas nas prateleiras dos supermercados, ou da impossibilidade de arranjar preservativos. Mas a situação agravou-se e actualmente reporta-se a falta de bens mais essenciais, como o leite. A CNN encontrou Leidys Nanez, mãe de duas crianças e grávida de seis meses, na fila de um dos supermercados do Estado. Depois de na véspera ter voltado para casa de mãos a abanar, ao fim de 12 horas na fila do supermercado, Leidys decidiu tentar a sorte no centro da capital: há duas semanas que os filhos não bebem leite. “Tenho corrido tudo e não há”, explica.

Como aponta a investigadora do Centro de Estudos de Desenvolvimentos (Cendes) da Universidade Central da Venezuela, Marianella Herrera, uma das participantes no estudo Encovi, já começam a ser visíveis as consequências mais dramáticas da “dieta de sobrevivência” imposta pela actual crise alimentar: deficiências imunológicas, aumento das taxas de malnutrição, mortalidade infantil e materna, redução das capacidades individuais e problemas de desenvolvimento das crianças.

Desesperados, os venezuelanos têm saído à rua para protestar – e muitas vezes também para pilhar e roubar.

No domingo passado, seis soldados do Exército venezuelano foram detidos por terem roubado cabras numa quinta próxima da sua base militar, na região de Lara, no centro do país. O incidente foi reportado pelo proprietário da quinta, que explicou à polícia ter presenciado o roubo sem ter interferido por medo de ser atacado pelos soldados, que estavam armados. Os seis militares foram detidos na estrada, e os animais, já mortos, foram apreendidos – justificaram o crime com o facto de a sua base de Forte Manaure estar quase sem comida. “Não nos resta outra alternativa a não ser roubar para comer”, disseram.

Dirigente russo diz que seu país aguarda que o Governo Maduro confirme encomenda dos caças Su-30

Por Roberto Lopes

Presente em Santiago do Chile para participar da FIDAE 2016, o subdiretor do Serviço Federal de Cooperação Técnica Militar da Rússia (FSVTS na sigla em russo), Anatoly Punchuk, cobrou do Governo Nicolás Maduro uma posição sobre a alardeada intenção de Caracas de comprar uma dúzia de caças Sukhoi Su-30.

“Fizemos as negociações correspondentes [ao assunto da possível venda das aeronaves] e apresentamos ao cliente a oferta [dos aviões]”, declarou Punchuk à agência de notícias RIA-Novosti, “Estamos à espera de que a parte venezuelana reaja”.

O plano de compra dos Su-30 foi anunciado pelo próprio presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em setembro do ano passado, horas depois dele ter sido informado sobre a queda de um caça desse modelo, durante uma suposta perseguição, à noite, de um avião que fazia um voo ilícito sobre o espaço aéreo venezuelano. Os dois tripulantes da aeronave acidentada morreram instantaneamente.

As causas do acidente nunca foram divulgadas com clareza pelas autoridades venezuelanas, e o próprio governo deixou no ar a possibilidade de o jato ter sido derrubado.

A imprensa venezuelana, no entanto, levantou a hipótese de o caça ter caído devido a um fenômeno conhecido entre os aviadores como “desorientação espacial”.

K-8 – Entre 2006 e 2008 a Rússia forneceu 24 caças Su-30MK, de superioridade aérea, à Aviação venezuelana.

De acordo com Punchuk, “as aeronaves russas granjearam uma reputação excelente nas complicadas condições meteorológicas da Venezuela, cuja Aviação Militar as emprega, em particular, para combater o contrabando, o narcotráfico e as violações fronteiriças”.

A demora de Caracas em concretizar a compra dos novos aviões pode ser uma consequência direta das suas dificuldades em equacionar os pagamentos de material militar estrangeiro.

Em 2013 os venezuelanos adquiriram à indústria aeronáutica chinesa nove jatos subsônicos K-8, de treinamento avançado e ataque leve ao solo, avaliados, cada um, em cerca de 15 milhões de dólares.

A entrega dos aviões à frota aérea de Maduro estava prevista para acontecer entre o fim de 2014 e o fim de 2015, mas só recentemente (neste primeiro trimestre do ano) é que seis deles puderam ser recebidos. Os três restantes são prometidos para a metade final de 2016. Tudo se, até lá, Caracas continuar depositando os pagamentos referentes a esta operação comercial.

 

Fonte: Plano Brazil (Reprodução  autorizada)

TAM: O tanque médio argentino

modelismo-008-05-zoom

O TAM, é um MARDER ao qual foi acrescentada uma torre equipada com o famoso canhão L-7 de fabrico britânico.

Embora seja um projeto alemão , apenas os primeiros três exemplares foram produzidos na Alemanha, tendo os restantes veículos sido produzidos na Argentina pela TAMSE. O tanque TAM (iniciais de Tanque Argentino Mediano) é claramente baseado no veículo de combate de infantaria da Henschel, conhecido como Marder, pois foi a solução encontrada para reduzir o tempo de desenvolvimento do projecto para as Forças Armadas Argentinas.

A blindagem parece ser idêntica, dado o TAM ter um peso ligeiramente inferior ao do MARDER. Segundo os dados conhecidos a blindagem é eficiente perante calibres até 40mm.

Os argentinos acrescentaram a possibilidade de o carro de combate ter a sua autonomia aumentada, com a inclusão de tanques adicionais de combustível (que se podem remover).

Por ser baseado num veículo de combate de infantaria, ao contrário dos carros de combate convencionais o tanque tem o motor colocado na parte da frente, à direita, com o condutor à esquerda. A parte frontal do veículo é também a mais protegida.

Historia e variações

VCLC_MRL_160_mm.JPG

A família TAM constitui a mais extensa linha de veículos militares existente na América Latina.

Ela começou com o projecto do TAM (Tanque Argentino Mediano) e progrediu até dispor de veículos para varias funções.

Entre os principais contam-se.

 

VCA versão auto-propulsada do TAM

VCA/155
  • Quantidade Máxima – 18 Quantidade em Serviço – 18

O TAM/155mm é o único canhão autopropulsado produzido na América Latina. A torre Palmaria e fabricada na Itália, foi comprada pelos argentinos e montada em cima do chassis alongado do carro de combate TAM, os quais a Argentina fabrica sob licença desde os anos 70. Trata-se de um veículo convencional com boas prestações.

O canhão italiano de 155mm tem um alcance máximo de 24,7Km para munição explosiva. O TAM/155mm pela capacidade do canhão instalado, pelo fato de ser um produto fabricado na Argentina, é o mais eficiente sistema de artilharia de todo o continente sul americano. O seu alcance é superior ao de qualquer outro sistema que esteja ao serviço nos países limítrofes, sendo superior aos sistemas M-109A3 em serviço no Brasil.

  • TAM-VCTP

A base VCTP IFV é essencialmente semelhante ao formato do Marder alemão, mas simplificado e modificado para atender às exigências do Exército argentino e tem um motor mais potente de 720 hp diesel MTU.

O armamento principal é realizada em duas torres uma armada com um canhão Oerlikon de 20 mm e uma torreta montada externamente de 7,62 mm MG para defesa local e aérea. Essa arma 7,62 mm MG está localizado numa montagem sobre a traseira do casco e controlada remotamente.

Esse Metralhadora é controlada de dentro do compartimento da tropa, que pode acomodar até dez soldados e seus equipamentos pessoais. As tropas entram e saem do veículo Através de uma porta na parte traseira do casco e também há escotilhas telhado. Portos de ignição e dispositivos de visão estão localizadas ao redor do compartimento de tropas para a utilização pelos ocupantes. Quatro lançadores de granadas de fumo são montadosoverhaull de cada lado.

  • VCLC

O VCLC sistema de lançamento de foguetes múltiplos nunca veio ao serviço ativo, devido a problemas financeiros. O sistema VCLC (Vehículo de Combate Lanza Cohetes) múltiplos de foguetes de lançamento foi desenvolvida na Argentina com uma ajuda de Israel.

Infelizmente, apenas um pequeno número destes sistemas foi Construído Devido a problemas de financiamento e que nunca veio ao serviço ativo. O VCLC Tem um design modular e foi desenvolvido em duas variantes de fogo de foguetes de 160-mm e 350 mm . Poucas modificações foram necessárias para mudar entre os tipos de foguetes.

O VCLC-CAL (Cohete de Artilleria Ligero) é equipado com o sistema modular lançador de foguetes israelense LAR-160 . Submeteu-se a ensaios em 1986. O dois recipientes utilizados de 160-milímetro CAL podem transportar 18 foguetes. Estes recipientes são de fábrica equipados com foguetes e selado. Eles podem ser armazenadas por até 15 anos sem qualquer manutenção. Depois de lançar todos os foguetes, os contentores são removidos por guindastes e substituídos por novos.

HE-FRAG e ogivas de fragmentação estão disponíveis. Outra variante, e o VCLC-CAM (Cohete de Artilleria Mediano) que tiveram quatro tubos de lançamento foguetes feitos em Israel 350-MAR de 350 milímetros. O padrão de pesos de foguete chega a 1 000 kg e tem um alcance máximo de 75 – 95 km. Apenas um protótipo deste sistema foi construído. Algumas fontes afirmam que foram Submetidos a Testes em 1988. O VCLC está equipado com uma metralhadora 7,62 mm para auto-proteção e defesa aérea limitada.

Existem ainda versões anti-minas, veículo de comando, veículo de transporte de munições e porta-morteiro pesado.

 

Fonte: Wikipédia

Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

USA-Cuba

“A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus (devidos) lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

As prioridades do governo e dos cidadãos cubanos mudaram desde 17/12/2014, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática.

Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro.” Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

 

Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

Professores particulares de inglês proliferam pela ilha

Por Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

Havana – Evitando a ousadia dos presidentes que participam de cúpulas internacionais com um tradutor a tiracolo, Raúl Castro reconheceu publicamente que seu inglês é “macarrônico”, mas que seu sucessor deverá falar fluentemente. Seu irmão, Fidel, soube se expressar no idioma durante a primeira visita aos Estados Unidos, em 1959.

— Os chineses estudam inglês, os russos estudam inglês e nós estudamos russo — comentou certa vez, assumindo o erro de não ter fomentado o ensino do idioma.

A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

O acelerado aumento dos contatos com a sociedade americana e o maciço desembarque de turistas, intelectuais, empresários, artistas e desportistas, assim como a chegada de novas tecnologias, obriga a ilha a elevar o inglês a língua universal.

— É imprescindível — destacou José Ramón Machado, membro do Birô Político do Partido Comunista, em uma reunião com universitário. — E não podemos deixar para amanhã.

O russo foi a assinatura obrigatória durante o auge soviético. Em uma das escolas vocacionais, a Vladimir Ilich Lenin, os alunos mais adiantados recitavam poemas de Pushkin de cor. Os filmes e livros russos estavam por todos os lugares, e o intercâmbio com os russos duraram décadas.

As prioridades do governo e dos cidadãos mudaram desde 17 de dezembro passado, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática. Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro. A web de sua embaixada em Havana diz que promover o conhecimento do idioma entre os cubanos é um dos objetivos fundamentais. Em Cuba, o boom agora é o inglês: para fazer negócios, escutar música, ler, navegar na internet e entender as esperadas ondas de visitantes ‘Made in USA’.

Foto: A bandeira americana na embaixada em Havana e carros antigos ao fundo – Reuters

Fonte: O Globo 2ª Edição, Mundo, Terça-Feira, 08/09/2015   

%d blogueiros gostam disto: