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Jornal britânico vê risco de intervenção militar e sugere renúncia ou novas eleições

O jornal britânico The Observer defendeu em editorial, neste domingo (20), que a presidente brasileira Dilma Rousseff renuncie ou que sejam convocadas novas eleições “se ela não consegue restabelecer a calma” no país.

O Observer é a versão dominical do jornal The Guardian, de linha editorial de centro-esquerda.

“Uma preocupação óbvia é que esses protestos (contra e pró-governo), se saírem do controle, poderiam degenerar em violência desenfreada e no risco de intervenção pelas Forças Armadas”, diz o jornal, um dos principais da Grã-Bretanha, no editorial intitulado “A visão do Observer para o Brasil”.

“A democracia brasileira, restaurada em 1985 depois de 20 anos de ditadura militar, não chega a ser uma planta tão robusta que não possa ser desenraizada novamente por uma combinação de fracasso político e emergência econômica. O dever de Dilma é simples: se ela não pode restabelecer a calma, tem de convocar novas eleições – ou sair.”

O cientista político da consultoria Tendências, Rafael Cortez, porém, explica que, em um sistema presidencialista como o brasileiro, Dilma não tem o poder de convocar novas eleições.

“O mecanismo institucional para a convocação de novas eleições aqui seria ou uma renúncia coletiva da presidente e do vice (Michel Temer) ou a cassação da chapa (Dilma-Temer) por uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em função de irregularidades na campanha. Talvez tenha havido alguma confusão com o sistema parlamentarista”, afirma.

Lembrando que a Olimpíada de 2016 será realizada no Rio de Janeiro, o Observerressalta que os países que recebem o evento normalmente tentam apresentar sua face mais atrativa para a audiência global. “Esse não é o caso do Brasil”, diz.

“Por coincidência ou não, uma série de problemas sérios do país estão se agravando aos olhos do público”, completa, mencionando a recessão econômica, a crise política, o surto de zika, e o “alto índice de criminalidade em cidades como o Rio”.

Segundo o jornal, esses problemas podem “tirar um pouco do brilho” da Olimpíada no Brasil.

Economia

Para o Observer, os problemas econômicos brasileiros em parte foram causados pela queda das commodities no mercado global, mas “uma expansão fiscal imprudente” e as “políticas intervencionistas” de Dilma também contribuíram para reduzir os níveis de confiança no país. “Parte do sofrimento brasileiro foi autoinfligido”, defende.

No editorial, o jornal também opina que é uma “simplificação” ver a crise brasileira e os problemas do governo do PT como parte de um refluxo de uma “onda rosa” socialista na América Latina.

“Em uma semana em que o (presidente dos EUA) Barack Obama faz uma visita histórica à Cuba, abrindo caminho para o capitalismo de livre mercado como alternativa à tradição comunista e coletivista da ilha, os problemas brasileiros podem ser vistos como nova evidência do refluxo da ‘onda rosa’ socialista na América Latina. Com a morte de Hugo Chávez, a revolução bolivariana na Venezuela está de joelhos. A Argentina, que Obama visitará depois, deu uma guinada à direita”, diz o jornal.

“(Mas) essa é uma leitura equivocada e simplista. Como o Brasil mostra, os líderes da esquerda fizeram muitos erros. Mas não é sua ideologia que está sendo rejeitada – e sim sua incompetência e ilegalidade”, opina.

O artigo despertou uma série de críticas no website do jornal.

Para alguns leitores, o Observer errou ao ignorar como a questão “ideológica” teria contribuído para a crise. “Os erros que arruinaram a economia brasileira vieram diretamente da ideologia deles (PT) – intervencionismo, falta de reforma das leis trabalhistas, excesso de gastos (…)”, diz o leitor identificado como “Originalpseudonym”.

Outros reclamam que o jornal ignorou as manifestações de apoio ao PT e as críticas à operação Lava Jato. “A ‘farsa’ da Lava Jato, além de ter um impacto econômico, pegou ‘atalhos em procedimentos legais'”, diz o leitor “CariocaEoin”.

 

Fonte: Uol

EX-SENADOR DO PT TEME INTERVENÇÃO MILITAR E DÁ CONSELHO A DILMA ROUSSEFF

O ex-prefeito e ex-senador Saturnino Braga (PT-RJ)  acaba de lançar um sinal de alerta: se a radicalização política chegar ao ponto de “paralisar a economia” e jogar “toda a atividade brasileira no chão”, os militares podem entrar em cena. Em entrevista que a Globonews reexibirá neste sábado, às 8:30 da manhã e às 16:30, o senador deixa perguntas no ar: “Quem é que pode desempatar uma guerra interna? Você acha que os militares vão ficar paralisados?”

Aos 84 anos, o  ex-senador faz uma defesa apaixonada da política – numa época em que políticos sofrem de uma rejeição quase generalizada. Diz que não vai se desfiliar do PT, porque, se saísse do partido numa hora de crise aguda como esta, seria chamado de oportunista.

Dá um conselho a Dilma Rousseff: diz que a presidente precisa lançar uma cruzada em busca de entendimento com as lideranças da sociedade, porque o diálogo com os partidos anda radicalizado. Faz este julgamento da presidente: diz que ela é uma mulher de “caráter límpido” e honesta que não sabe manejar as peças do xadrez político.

É duro com o atual Congresso: concorda que é o pior já eleito. Não vê, no cenário político, nenhum nome em quem possa apostar as fichas para a Presidência da República. Duvida que Lula, “se puder”, vá se candidatar, porque o ex-presidente correria o risco de jogar fora o capital que acumulou quando estava no poder.

Uma revelação sobre os bastidores do poder: o ex-senador diz que, assim que assumiu a Prefeitura do Rio, recebeu um recado das empreiteiras. Em resumo: o recado dizia que era praxe as empreiteiras encaminharem ao prefeito, para suas “atividades políticas”, um percentual do faturamento obtido com obras. Saturnino deveria dizer se mantinha a velha praxe ou se sugeria algum outro percentual. O prefeito mandou dizer que não aceitava a oferta – mas, quando chegasse a época das eleições, iria, sim, pedir ajuda das empreiteiras para a campanha.

É uma declaração rara entre políticos que exercem ou exerceram cargos executivos: a admissão de que recebeu ofertas.

Aqui, o trecho em que o ex-prefeito revela seus mais preocupantes temores sobre o desfecho da atual crise política:

GMN: A curto prazo, o que o senhor acha que pode acontecer com essa crise política? Qual é o desfecho?
Saturnino Braga: “O desfecho pode ser processual, no Congresso, com um impeachment; pode ser o governo da presidenta Dilma conseguindo recompor a maioria – com Lula ajudando; pode ser a continuação desse atrito aí; pode ser um confronto de rua lamentável – que pode ocorrer; pode haver uma guerra. E uma guerra me lembra de cinquenta e dois anos atrás:1964. Porque 1964 foi uma guerra. Ali, houve um confronto. E nenhuma das duas partes em confronto, aqui pra nós, tinha apreço pela democracia,. A esquerda queria realmente fazer a revolução brasileira. E a direita – os americanos, muito especialmente – no auge da Guerra Fria, não podia tolerar uma segunda Cuba no continente do tamanho do Brasil.
Era uma guerra. A sociedade brasileira não estava preparada para aquela guerra. E o que houve? Uma intervenção militar. O clima não permitia conciliação. Deu-se a guerra. E – da guerra – deu-se a intervenção militar. Se houver uma nova guerra aqui, quem é vai desempatar essa guerra? A minha preocupação é profunda, é enorme. Estou inibido. Não estou mais na linha de frente para atuar. Só para perceber e me preocupar profundamente”.

GMN: Para ser bem direto: o senhor teme uma intervenção militar?
Saturnino Braga: “Temo. Porque os militares são pessoas formadas e educadas para “defender a pátria”, como eles dizem, defender o Brasil. Se o Brasil é ameaçado por uma guerra interna, por uma radicalização que paralise a economia e jogue toda a atividade brasileira no chão, você acha que os militares vão ficar paralisados e assistindo a isso? Eu acho não”.

GMN: Isso parece uma preocupação minoritária. Poucas pessoas falam a sério do risco de uma intervenção militar. Que indícios o senhor vê?
Saturnino Braga: “Não vejo nenhum indício. Vejo numa situação concreta que pode exigir um desempate a favor do Brasil. Quem é que pode desempatar uma guerra interna a favor do Brasil?”.

GMN: Quando o senhor fala em guerra interna, o senhor se refere a conflitos de rua ?
Saturnino Braga: “A conflitos de rua e a situações inconciliáveis : uma obstrução das instituições. Pode haver baderna no Congresso; não funcionar mais a instituição. Pode haver invasão do poderes; muita coisa pode acontecer de grave, extremamente grave, num clima de tensão que está numa escalada que a gente não pode imaginar onde vai parar”.

GMN: Se o senhor participasse um gabinete de crise e fosse convocado a Brasília par uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, qual o primeiro conselho que o senhor daria a Dilma Rousseff?
Saturnino Braga: “Convoque a nação, convoque os líderes empresariais, os líderes sindicais, os líderes estudantis – enfim, as lideranças da sociedade – e procure um entendimento para encontrar a saída, porque, pelos partidos políticos, parece que que a coisa vai à guerra. E, na guerra, a gente não sabe o final”.

GMN: Se a situação se agravar, a ponto de a presidente estar diante de duas opções – a renúncia ou enfrentar o impeachment – o que é que o senhor diria a ela?
Saturnino Braga: “O caminho da renúncia é sempre um caminho deprimente. É um caminho que tem conotações de diminuição e de redução da personalidade. Eu não daria a ninguém o caminho da renúncia. Já o caminho do enfrentamento cego também acaba em deposição. É preciso fazer o esforço da negociação com a sociedade, na medida em que negociação com os partidos políticos está muito fechada, muito complicada, muito radicalizada. Com as lideranças empresariais, lideranças sindicais, lideranças estudantis, lideranças da juventude, lideranças da mídia, é preciso buscar na sociedade a possibilidade de um entendimento, a viabilidade de um entendimento!”.

 

Fonte: G1 – Geneton Moraes Neto

Nomeação de Lula é sinal de desorientação do governo Dilma

  • Para professor, Lula ministro é impeachment "branco" de Dilma ou abraço de afogados

    Para professor, Lula ministro é impeachment “branco” de Dilma ou abraço de afogados

Professor de história contemporânea da UFF (Universidade Federal Fluminense), Daniel Aarão Reis Filho pesquisa as esquerdas brasileiras e afirma que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil é uma evidência da desorientação do governo Dilma Rousseff (PT).

“Aquela popularidade [que Lula teve como presidente] se deveu, em grande medida, à prosperidade possível naquela época, que estruturou no país um jogo de ganha-ganha”. Se no governo Lula todas as classes ganharam, o momento atual, prossegue o professor, é de crise e de confronto e é preciso saber quem vai pagar a conta da saída. Ou seja, não é mais possível que todos ganhem.

Reis Filho classifica o ex-presidente como um conciliador e duvida que ele seja capaz de contrariar interesses. Confira abaixo a entrevista com o historiador.

Reprodução/TV Brasil

Daniel Aarão Reis Filho, professor da UFF

UOL Qual a chance de a presidente Dilma terminar o mandato? O que ela precisa fazer para se sustentar até o fim de 2018?
Daniel Aarão Reis Filho – Neste exato momento, as chances parecem escassas. Mas vai ser jogada uma cartada importante quando acontecerem as contra manifestações marcadas para a próxima sexta-feira [pró-governo]. Recordemos que Dilma parecia estar por um fio em dezembro passado, mas ganhou fôlego com as decisões do STF. Agora, parece periclitar novamente. Mas as coisas ainda podem mudar. O essencial, no entanto, não é saber se o governo Dilma sobrevive, mas saber para que ele quer sobreviver. O que o governo Dilma propõe para superar a crise? Em outras palavras: por que e para que ela quer continuar governando?

O que significa a nomeação do ex-presidente Lula como ministro de Dilma?
É um desastre ecológico a posse do Lula como superministro. Penso que esta opção é mais uma evidência da desorientação do Planalto. Na melhor das hipóteses, será uma espécie de impeachment “branco” da Dilma porque ela estará reduzida a um papel ornamental, a uma “rainha da Inglaterra”. Na pior, nada improvável, será um abraço de afogados.

Mesmo que ele se torne uma espécie de primeiro-ministro, redefinindo Dilma como uma “rainha da Inglaterra”, repõe-se a questão: por que e para que governar?

A grande ilusão de petistas e amigos do Lula é imaginar que ele, voltando ao centro do poder, poderá reeditar a grande popularidade que teve ao fim de seus dois mandatos. Sem subestimar a capacidade de articulação e o carisma do Lula, o fato é que aquela popularidade se deveu, em grande medida, à prosperidade possível naquela época, que estruturou no país um jogo de ganha-ganha. Não é mais o caso agora. Estamos numa profunda crise e, para sair dela, vai ser necessário assumir custos. Quem vai pagar?

Para sair da crise, será preciso contrariar interesses. O Lula bem conceituado no fim de seus dois mandatos era o “Lulinha paz e amor”, o homem da conciliação, da harmonia. Será que ele estará disposto a ir para confrontos? A contrariar frontalmente interesses? Não faz seu estilo. Nunca fez. Nem ele, como herdeiro dileto de Getúlio Vargas, se disporia a isto. A não ser que vire mesmo uma “jararaca”. Permito-me duvidar desta hipótese. Jararaca não vai abraçar Renan Calheiros nem beija a mão de [Paulo] Maluf.

Que paralelo o sr. faz entre a situação atual e as crises enfrentadas por governos anteriores (José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula)?
A crise atual, pela sua gravidade, pelas suas múltiplas faces (“tempestade perfeita”), assemelha-se mais à crise que levou Collor de roldão. A grande diferença é que, apesar do desgaste, o PT e seus aliados constituem uma base política e social que Collor nunca teve.

Um grito comum nas manifestações do último domingo (13) foi o “Fora, PT”. Por que a imagem de corrupto colou no PT e não cola com a mesma força em outros partidos?
Colou no PT porque o PT se lambuzou, como disse o insuspeito Jaques Wagner (ex-ministro da Casa Civil). E pelas evidências trazidas pela Lava Jato. Agora, a rigor, o PT apenas se integrou a um sistema onde a corrupção é ampla, geral e irrestrita. O sistema político brasileiro está podre, não há como tapar o sol com a peneira, e esta avaliação, compartilhada por cada vez mais gente, não ganha ampla difusão porque há muitos interessados em não vê-la divulgada.

Quem são os interessados em não ver compartilhada a avaliação de que o sistema brasileiro está podre?
Os beneficiários do próprio sistema e os que o parasitam. Vai ser preciso muita pressão “externa” para que esta gente perceba que o país precisa, antes de qualquer outra, de uma profunda reforma política.

Qual o impacto dessa rejeição no futuro do PT?
O impacto será melhor medido nas próximas eleições municipais. Eleição municipal sempre privilegia aspectos locais, mas as próximas serão muito politizadas e por isso serão um bom teste para medir o desgaste do PT. Sejam quais forem os resultados destas eleições, porém, o mal causado pelas opções do PT em ter “relações carnais” com grandes empresas (bancos e empreiteiras), sob o argumento de que tais eram as imposições da “grande política”, é de largo alcance e profundo.

Qual é o impacto dessa rejeição na situação das esquerdas brasileiras?
O impacto é devastador, cria um ambiente deletério de crise de credibilidade nas esquerdas.

Na sua opinião, a intolerância com o PT é seletiva e tem um viés ideológico ou a Justiça e a população condenam casos de corrupção em qualquer partido?
Em muitos, sem dúvida, a intolerância é seletiva e tem viés ideológico. Mas a Lava Jato está criando um padrão. Creio que isto pode incentivar outros juízes a serem mais rigorosos com casos de corrupção de outros partidos. Se isto acontecer, há o risco de um desmantelamento geral do sistema político, pois, como aconteceu no caso da operação Mãos Limpas na Itália, o sistema está podre até a medula.

É possível afirmar que os protestos trazem também ingredientes de um conflito de classes?
Penso que não seria incorreto dizer que a maioria esmagadora dos manifestantes é de classe média, daí para cima, o que não significa subestimar as manifestações. As camadas populares ainda não mostraram sua cara. Aparecerão nas contra manifestações do dia 18? Tenho minhas dúvidas, pois a crise de credibilidade do governo Dilma é grande, pois o estelionato eleitoral que ela cometeu ainda repercute, através da crise econômica e de um conjunto de políticas que é muito seletivo na escolha de quem deve pagar pela crise e pelos erros do governo. A densidade — ou não — das manifestações do dia 18 poderá assinalar — ou não — o dobre de finados do governo Dilma. Se as camadas populares aparecerem com força equivalente às manifestações do dia 13, haverá um empate, conferindo força e fôlego ao governo. Em caso contrário, teremos uma fuga maciça dos ratos abandonando o navio naufragado do governo Dilma.

As extremas direita e esquerda podem crescer no Brasil?
O que tem limitado o crescimento das extremas é que suas propostas ainda não seduziram grandes contingentes de pessoas. Com o agravamento da crise, porém, esta hipótese não está excluída.

Há conquistas sociais sob risco?
A maciça inclusão social, proporcionada pelo governo FHC, com o controle da inflação, e sobretudo pelo aperfeiçoamento e generalização do sistema das bolsas, nos governos Lula (mantidos pelo primeiro governo Dilma), não foi resultante de reformas sociais ou econômicas, mas de canalização de recursos estatais disponíveis. Com a crise, no entanto, como é usual, trava-se a luta para ver quem é que vai pagar os custos. Os “de cima” clamam pela reforma da Previdência e das Relações de Trabalho. Os “de baixo” falam em reforma tributária e reforma agrária. A luta entre eles vai decidir a parada. Num regime democrático, ganha quem grita mais alto e se organiza melhor.

Fonte: Uol

Comandantes Militares acompanharão manifestações de domingo

Por Francisco Santos – Guerra & Armas

As manifestações anti-governo que ocorrerão por todo país amanhã (13), serão monitoradas em Brasília pelos ministérios da Defesa e Justiça, uma sala de monitoramento foi montada nas dependências do Ministério da Justiça para acompanhar o andamento das manifestações nas principais cidades.

O Ministro da Defesa, Aldo Arantes, e os comandantes das três forças armadas estarão de prontidão, no entanto segundo o governo, os militares de ambas as forças não estarão em prontidão ou sobreaviso.

Após as manifestações a presidente Dilma, deverá se reunir com os ministros da Casa Civil e o Ministro da Secretaria de Governo, como acontece em todas as manifestações anti-governo, já que nunca antes na história recente do país, ocorreram tantas manifestações deste porte contra um presidente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil apoia abertamente golpe na Venezuela

Por Francisco Santos

O Brasil, chamado chocosamente de República das Bananas ou terra do contraditório, é governado em tese, por uma ex-guerrilheira e suposta “perseguida” política. A Senhora Presidente (Não existe presidenTA) que apoia abertamente o golpe na Venezuela que culmina com dezenas de mortos, opositores políticos presos e mais recentemente o golpe final que tirou o poder da população que votou democraticamente na oposição através de um ato de golpe orquestrado pela Suprema Corte Bolivariana controlada pelos comunistas que inconformados com a perca do poder por decisão do próprio voto, resolveu inventar como sempre, argumentos que só existem na Venezuela ou aqui na República das Bananas para impedir que políticos da oposição eleitos de forma democrática assumam o poder (Qualquer semelhança com o STF legislando a favor do PT é mera coincidência).

Guarda Bolivariana reprimindo manifestação anti-governo

Não bastasse este Golpe escancarado, o Governo PTista insiste em chamar uma ação democrática e legal (impeachment) de golpe, enquanto apoia abertamente o Golpe na Venezuela e os abusos aos direitos humanos, além de apoiar fez a alguns anos uma manobra digna de governos autoritários comunistas ao suspender o Paraguai que agiu legalmente para depor um presidente corrupto (Os esquerdistas amam os corruptos já que o comunismo nada mais é do que a institucionalização da corrupção de Estado.) para, adivinhem só;    Incluir a Venezuela no Mercosul já que o Paraguai era o único sensato contrário a inclusão dos venezuelanos.

Muito me enoja esta mulher mesquinha e falsa a quem o povo brasileiro em sua … (fiquemos na falta de memória política para evitar processos)  colocou novamente no governo da República das bananas ou dos bananas melhor dizendo, dizer que foi perseguida política, foi torturada e presa.

Ora, vejamos então; Os opositores venezuelanos foram presos por motivos esdrúxulos  que nem Hitler teria coragem de usar para justificar suas atrocidades, ou ate mesmo os EUA em 2001 para invadir o Iraque, mas mesmo assim o governo brasileiro se cala e ainda aprova empréstimos e ajudas bilionárias aos “Cumpanheirus” !

Como pode uma dita perseguida política, defender atrocidades cometidas a opositores de uma ditadura? Seria o mesmo que um judeu defendendo o regime nazista.

Como pode os PTistas apoiarem isso? Como podem usar, “Coxinhas” para argumentar contra tamanhas atrocidades apoiadas por um regime que na teoria deveria lutar contra a barbárie, afinal n~]ao percebem que o regime que esta implantado na Venezuela e leva o país para o buraco e a fome em massa é o mesmo que se implanta no nosso país nos últimos 8 anos de governo? 

 

As opiniões do autor são de responsabilidade do mesmo e não reflete a posição do blog.

Brasil: De maior império das Américas á “anão” diplomático

Por Francisco Santos

Quem nasceu nos dias de hoje, talvez não saiba, mas já fomos um dos maiores e mais poderosos impérios que a humanidade já conhecerá, já tivemos colônia (Cisplatina/Uruguai), já travamos guerras continentais no mesmo nível bélico da Europa (Guerra do Paraguai), já desafiamos o Império Inglês chegando ao ponto de cortar relações diplomáticas e ate comerciais,  com este que era ate então a maior potência do mundo, já desafiamos a toda poderosa Espanha.

O nosso país era desenvolvido, tínhamos estradas de ferro cortando o país de norte a sul, de leste a oeste. A Armada Imperial (atual Marinha do Brasil) era temida em todo o continente, sendo uma das esquadras mais poderosas do mundo, tínhamos faculdades e escolas superiores no Rio de Janeiro, então capital do Império, nada acontecia a América latina sem que o Brasil soubesse, desse aval ou mesmo arbitrasse, todos os países viam no Império sinônimo de força e irmão mais velho do continente, eramos respeitados por todos, dos presidentes americanos aos monarcas europeus.

O Exército Brasileiro ainda era jovem, mas a Armada Imperial dava conta do recado, com navios modernos usados apenas por grandes nações como: Inglaterra, frança, Espanha e o próprio Brasil fazia-se presente em todos os cantos da nação, sendo temida pelos inimigos, O Paraguai que o diga.

Tínhamos lá nossos problemas sociais é verdade, tínhamos a escravidão, mas naquela época os EUA também o tinham, ate mesmo a própria Inglaterra indiretamente em suas colônias, e olhem que os EUA eram república, analfabetismo aquela época era normal, existiam ate mesmo nobres que não sabiam ler, naquela época leitura não tinha importância como os dias de hoje, bastemos lembrar disto.

Mas então, 1 dúzia de “pensadores” republicanos resolveram esperar a calada da noite e a doença de Sua majestade Dom pedro II, o único na história a verdadeiramente se importar com o país para coloca-lo em um barco e despacha-lo para longe do país que ele mesmo e sua família construiu com suas próprias mãos, e se instalou-se no país um regime que em  mais de 100 anos assistiu inúmeros golpes militares, revoluções sangrentas, miséria, fome, separatismo e subdesenvolvimento.

Dizia-se que a monarquia era tirana, mas na república viu-se o voto de cabresto, a violência contra a mulher, a escravidão funcional nas fábricas e minas de carvão, continuou-se com a  proibição de voto aos analfabetos, acabaram-se as estradas de ferro, vieram as rodovias, hoje todas inacabadas e esburacadas.

De Maior potência militar do continente (a frente ate mesmo dos EUA), somos hoje um “anão diplomático”, que tem a coragem ou falta de vergonha na cara de subir no palanque da ONU e defender diálogo com grupo terrorista que decapita pessoas simplesmente por elas serem de religião contrária aos dos decapitadores.

Nossas Forças Armadas são sucata pura, nossos navios outrora os mais modernos do mundo dignos de guerrear com a Inglaterra, França e Espanha, hoje não saem nem mesmo do estaleiro onde ficam eternamente em manutenção, e quando saem quebram no meio do mar.

 

 

Jato que seria usado na fuga de Cerveró custa US$ 2,5 milhõesolitica

O mundo descobriu atônito na semana passada os detalhes de uma estratégia de fuga do preso na Operação Lava Jato Nestor Cerveró. A intenção seria que o detento não fizesse sua delação premiada e implicasse poderosos em escândalos de corrupção. O plano previa o uso de um jato executivo Falcon 50, um modelo com três motores lançado no mercado há 40 anos com capacidade para até nove passageiros dependendo da configuração.

Preso na última sexta-feira, o advogado Edson Ribeiro, responsável pela defesa do ex-diretor da Petrobras e acusado de fazer parte de um esquema para interferir nas investigações da Polícia Federal, juntamente com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o banqueiro André Esteves, ex-CEO da empresa financeira BTG Pactual, ambos também detidos, tinha uma estratégia já traçada: sair do Brasil pelo estado do Paraná por rota terrestre até o Paraguai, com posterior voo para a Espanha em um jato executivo.

Pelas gravações que fundamentaram as prisões, nota-se inicialmente que os envolvidos planejavam o uso de um jato Citation, coincidência ou não, mesmo modelo de propriedade da BTG Pactual. Porém, por questões operacionais, finalizaram a proposta com a definição de um Falcon 50 para a missão. A ideia seria evitar escalas técnicas para reabastecimento.

No Brasil, a idade média de ambos os modelos é de 10 anos, segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro. Em números, são 140 aeronaves Cessna Citation Jet, sendo que destas cerca de 21% estão em situação irregular. Já em relação ao modelo Falcon 50, constam apenas nove registros junto à ANAC, com apenas três aeronaves em situação regular para operação, todas baseadas na região Sudeste.

O Falcon 50, modelo escolhido para a fuga de Cerveró, foi construído tendo por base seu antecessor, o Falcon 20. Seu projeto foi idealizado a partir da crescente demanda nos Estados Unidos por voos de longo alcance. Trata-se da primeira aeronave civil projetada com desenho da chamada asa supercrítica, que corta o ar com maior eficiência e menor resistência. Ao todo, foram fabricadas mais de 350 unidades do Falcon 50, que realizou seu voo inaugural em 7 de novembro de 1976, tendo como primeiros operadores as forças aéreas de França, Itália e África do Sul. Sua produção foi interrompida em 2007, com a última entrega em 2008. Ele foi substituído pelos modelos Falcon 900 e Falcon 7X.

Além de uma cabine luxuosa, o Falcon 50 se tornou popular entre os operadores da aviação de negócios por possuir um longo alcance e por ser considerado o trijato mais rápido de sua categoria, graças aos motores Garret TFE731-3, com potência máxima de 3.500 lbf cada. Atualmente, o Falcon 50 pode ser encontrado para venda no mercado de aeronaves usadas com preços a partir de US$ 2,5 milhões.

Curiosamente, a autonomia da aeronave é suficiente para um voo sem paradas por uma distância de até 5.830 km – já sua última versão, o Falcon 50EX, tem um alcance máximo de 5.695 km. Na prática, isso significa que, se a suposta fuga de Cerveró tivesse sucesso, ainda assim, seria necessário pelo menos um pouso intermediário de reabastecimento entre o Paraguai e a Espanha, o que provavelmente aconteceria na África, considerando que o trajeto do plano de fuga era de cerca de 9.200 km, pouco menos que dobro do alcance máximo da aeronave.

 

Especificações Técnicas

 

         Falcon 50  / Falcon 50 EX


Dimensões Exteriores

Comprimento                            18,52 m  /  18,52 m

Envergadura                             18,86 m  / 18,86 m

Altura                                          6,98 m  /  6,98 m

 

Dimensões Interiores

Altura                                          1,8 m  /  1,8 m

Largura                                     1,86 m  / 1,85 m

 

Pesos

Peso máximo de decolagem  17.600 kg  /  18.008 kg

Capacidade de combustível     7.040 kg  /  7.040 kg

 

Performance

Alcance                                    5.830 km  /  5.695 km

 

Motorização

Motores                    3 Garrett TFE 731-3  /  3x AlliedSignal TFE 731-40

Potência               1,680 kg / 3,704 lb cada  / 1,680 kg / 3,704 lb cada

 

Valor Estimado de Venda

U$D                                         2,5 milhões  /  4,5 milhões

Fonte: Aero Magazine

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