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Dilma conhece avião militar KC-390 em Brasília

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Dilma apresenta avião cargueiro projetado pela Força Aérea do Brasil (Foto: Filipe Matoso/G1)

A presidente Dilma Rousseff conheceu nesta terça-feira (5), em cerimônia na Base Aérea de Brasília, a aeronave militar KC-390, fabricada pela empresa brasileira Embraer em parceria com a Argentina, Portugal e República Tcheca.

O contrato entre o governo e a companhia prevê a aquisição de 28 aeronaves como a apresentada nesta terça, totalizando investimentos de R$ 7,2 bilhões.

Segundo o Ministério da Defesa, o KC-390 é uma aeronave de transporte militar, construída para realizar operações de evacuação, busca, resgate e combate a incêndios florestais.

Além disso, informou a pasta, é um avião tipo cargueiro que também pode ser usado para reabastecimento de helicópteros e caças de alto desempenho.

“Com 35,2 metros de comprimento e capacidade para transportar até 26 toneladas de carga, o KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil. Mais de 50 empresas brasileiras participam do projeto”, informou a Defesa.

Segundo a Defesa, o KC-390 atinge uma velocidade de 870 km/h e pode operar em pistas não pavimentadas.

Ainda conforme o ministério, a aeronave fez o primeiro voo em janeiro do ano passado e está na fase de testes e a entrega para uso deverá ocorrer no primeiro semestre de 2018.

 

Fonte: G1

Avibrás planeja faturar R$ 1,3 bilhão neste ano

Astros, da Avibras

A Avibrás, indústria aeroespacial de São José dos Campos (SP), surpreendeu o mercado, há duas semanas, com o anúncio dos resultados financeiros de 2015.

No ano passado, a receita bruta da empresa chegou a R$ 1,1 bilhão – valor que é cerca de oito vezes maior que o gerado em 2012 e muito distante dos limites da crise iniciada há pouco mais de sete anos e da qual o grupo, dedicado a produção de sistemas de defesa, só começou a sair consistentemente em 2014, quando a receita atingiu R$ 629,9 milhões.

“Em 2016, vamos continuar atuando fortemente nas transações externas”, diz o superintendente João Brasil de Carvalho Leite. A meta, segundo ele, é superar o patamar de R$ 1,3 bilhão em faturamento.

“Nada mau depois de um longo ciclo negativo”, diz o presidente Sami Hassuani. A empresa ficou em recuperação judicial entre 2008 e 2010, demitiu centenas de funcionários, foi obrigada a vender boa parte dos ativos imobiliários e chegou muito perto da insolvência.

Os credores foram pagos sem deságio e receberam correção monetária. Neste ano, a Avibrás planeja contratar mais 300 pessoas para reforçar o quadro de 1.695 funcionários.

Quase toda a receita da empresa vem de operações no mercado externo. Em 2015 a participação das Forças Armadas brasileiras no volume total do faturamento ficou em R$ 100 milhões. Em 2016, por causa da crise econômica e das restrições orçamentárias, não deve passar de R$ 80 milhões.

Todavia, a principal aposta e programa prioritário da Avibrás é do Exército, com uma variante específica para o Corpo de Fuzileiros Navais. Trata-se da geração 2020 do sistema Astros – a sexta desde o início da série, há 30 anos.

Muito moderna, contempla pela primeira vez no País, o emprego de um míssil de cruzeiro, o AV-TM com alcance de 300 km e aumenta a capacidade dos foguetes AV-SS-40, com raio de ação na faixa de 40 km, por meio de sensores de guiagem primária. Mais que isso, o conjunto Astros 2020 vai incorporar uma nova munição, capaz de atingir alvos a 150 km, também dirigida eletronicamente.

Há boas possibilidades para o produto no mercado internacional. “Nossa forte atuação no exterior gerou uma carteira de pedidos da ordem de R$ 4 bilhões e perspectivas reais de crescimento da ordem de mais R$ 8 bilhões nos próximos anos”, diz Hassuani.

Crise

Até agora, entretanto, a jornada da Avibrás vinha sendo pedregosa. Em janeiro de 2008, o engenheiro e fundador da empresa, João Verdi, tratava de desenhar os planos de engenharia que fariam do lançador de foguetes Astros II (o principal produto da empresa) um elemento de defesa do estreito de Málaca, por onde transitam 70% do petróleo do mundo. Verdi tinha pressa.

O cliente interessado, o exército da Malásia, queria contar com o recurso como elemento dissuasivo frente a uma eventual aventura militar vinda da vizinhança nervosa.

O negócio superava os R$ 500 milhões, um dinheiro fundamental no ambiente pesado que se abatia sobre o mercado financeiro internacional e atingia, no Brasil, setores estratégicos como a indústria de equipamentos militares. Era um bom projeto. Faltou combinar com o destino.

No dia 28, João Verdi e a mulher, Sonia Brasil, decolaram do condomínio onde haviam passado o fim de semana, em Angra dos Reis, para voltar para casa, em São José dos Campos. Iam a bordo de um de seus dois helicópteros, o mesmo que usavam rotineiramente para ir da residência ao escritório ou para viagens, várias delas internacionais. Pequena distância, rota conhecida.

Verdi, um hábil piloto, estava no comando. O voo curto nunca foi completado. A aeronave caiu em meio à mata densa da serra, a altura da praia de Maranduba, no litoral norte de São Paulo. João e Sonia morreram. Os restos da aeronave só foram localizados um ano e meio depois, em julho de 2009.

“O céu desabou sobre a Avibrás naquele momento”, lembra o presidente, Hassuani. A indústria aeroespacial, fortemente identificada com a imagem de seu criador e depositária de significativo patrimônio tecnológico, teve negócios interrompidos e entrou em uma longa fase de dúvidas e incertezas da qual só se livrou no fim do ano passado.

Verdi era uma figura e tanto. Nos anos 1980, dividia com José Luis Whitaker Ribeiro, presidente da extinta Engesa, fabricante de blindados, e com Ozires Silva, fundador da Embraer, o panteão dos empresários brasileiros que abriram praças comerciais para o portfólio nacional de material militar e aeroespacial. Clientela difícil, como eram o Iraque, a Líbia e a Arábia Saudita.

João Verdi era recebido por Saddam Hussein para jantar em Bagdá e despachava 24 horas depois com o rei saudita Fahd Bin Abdul Aziz al-Saud em Riad. Participava pessoalmente da entrega e dos testes dos lançadores Astros.

Para horror do Ministério das Relações Exteriores, ia parar na frente de batalha para verificar o desempenho dos seus “meninos” – os foguetes que saíam das linhas instaladas no km 14 da rodovia dos Tamoios, na represa de Santa Branca.

A Avibrás nunca conseguiu superar a cifra de US$ 1 bilhão em vendas internacionais registrada há 30 anos, sob o comando de Verdi.

 

 

Fonte: Exame.com

Embraer encerra atividades da Harpia Sistemas

A Embraer Defesa & Segurança anunciou decisão de encerrar as atividades da Harpia Sistemas S.A., a joint venture resultante de uma parceria com a AEL Sistemas S.A. e a Avibras Divisão Aérea e Naval S.A. iniciada em setembro de 2011, conforme um comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira, 7.

Ainda de acordo com as empresas, a dissolução da Harpia, criada a fim de explorar o setor de veículos não tripulados, ocorre de forma amigável e deve-se ao atual cenário de restrição orçamentária.

As companhias informaram, ainda, que os profissionais da joint venture serão realocados para outros programas, acrescentando que no futuro podem voltar a trabalhar juntas em tecnologias para as Forças Armadas brasileiras e o mercado civil.

 

Fonte: Exame

ASTROS 2020 – EB Adquire Fieldguard 3 Fire Control

A empresa alemã Rheinmetall anunciou a encomenda do Fieldguard 3 Sistema de Rastreamento e Medição pelo Exército Brasileiro para o Projeto Estratégico do Exército

O Exército Brasileiro decidiu pelo sistema de Controle de Tiro e Rastreamento Fieldguard 3 Fire Control da empresa alemã Rheinmetall. Esta encomenda está incluída em um contrato de 2012, que totaliza o valor total, incluindo o peças de reposição no valor de €52 milhões (cerca de R$ 400 milhões). As entregas iniciaram em Maio de 2015 e serão completadas em Setembro de 2016.

O programa foi concebido em parceria da AVIBRAS Aeroespacial e a empresa Rheinmetall para as munições de longo alcance do PEE Astros 2020 Lançador Múltiplo de Foguetes. O Fieldguard 3 tem um alcance de até 100 Km.

O sistema ASTROS II em produção desde os anos 80 usava um sistema de controle da empresa suíça Contraves, que hoje integra o grupo Rheinmetall.

Está previsto que seja adquirido mais oito ou dozes unidades de Controle de Tiro Fieldguard 3. As fotos mostram o protótipo em testes já montados em um chassi Tatra como adotado atualmente pelo Exército Brasileiro

O programa ASTROS 2020 é considerado um dos sete Projetos Estartégicos do Exército Brasileiro. Prevê o desenvolvimento de novas munições como o Míssil AV-TM 300 e a munição terminal guiada AV-SS40G.

As demais munições atualmente em uso estão sendo aperfeiçoadas:
– SS-30 (30km alcance)
– SS-40 (40km alcance)
– SS-60 (60km alcance)
– SS-80 (80km alcance)
As primeiras unidades de produção já equipadas com o Fieldguard 3 deverão ser entregues ao Exército Brasileiro em 2017-2018.

 

Fonte: DefesaNet

MECTRON – Avança o Desenvolvimento do Torpedo Brasileiro

Arte do projeto do Torpedo Nacional Pesado em desenvolvimento pela MECTRON em parceria com a alemã ATLAS Eletronik. ARTE – DefesaNet

A Mectron, Empresa Estratégica de Defesa (EED) brasileira, controlada pelaOdebrecht Defesa e Tecnologia (ODT),concretizou um passo importante no seu posicionamento estratégico na área de defesa: iniciou neste ano o desenvolvimento do primeiro torpedo brasileiro com o programa do Torpedo Pesado Nacional em escala reduzida (TPNer).

O programa coloca a empresa de São José dos Campos em um seleto e restrito grupo, tornando-a a única empresa desenvolvedora de torpedos das Américas fora dos Estados Unidos e exclusiva no hemisfério sul.

O TPNer é parte dos objetivos estratégicos de longo prazo da Marinha do Brasil que a mobilizam para assegurar a proteção da Amazônia Azul, como são conhecidas as águas jurisdicionais brasileiras. O torpedo brasileiro é essencial para que o Brasil possa armar com independência e livre de fatores externos os futuros submarinos doPROSUB – Programa de Desenvolvimento de Submarinos. Os submarinos estão sendo construídos pela ICN – Itaguaí Construções Navais, sociedade da ODT com a DCNS francesa.

Apresentado na LAAD 2015 o mock up do MAN-SUP , Míssil Antinavio de Superfície. Foto – DefesaNet

Para viabilizar o desenvolvimento do torpedo em escala reduzida, a Mectron firmou uma parceria com a Atlas Elektronik, empresa alemã com mais de um século de história e uma das líderes mundiais no desenvolvimento de veículos e armamentos subaquáticos (underwater weapons). Desde o início de 2015, uma equipe altamente qualificada de engenheiros da Mectronrealiza na Alemanha a primeira fase do programa, como explica Rodrigo Carnaúba, Diretor de Sistemas e Armas Navais da ODT/Mectron:

“Para esta primeira fase, na qual estão sendo definidas as especificações do produto e as soluções sistêmicas a serem adotadas ao longo de todo o projeto, enviamos à Alemanha uma equipe de engenheiros “seniors”, com formação acadêmica de excelência e, o mais importante, profissionais com ampla experiência acumulada nos outros programas de armamentos inteligentes que a Mectron tem desenvolvido ao longo de seus 25 anos de história servindo as Forças Armadas brasileiras. Parcerias tecnológicas internacionais deste tipo já fazem parte da nossa estratégia e do nosso sistema de trabalho há anos”.

O Dr. Francisco Amorim III,Coordenador Técnico do TPNer e líder da equipe da Mectron mobilizada na Alemanha, trabalhou em programas de desenvolvimento de equipamentos espaciais, de sistemas aviônicos e na integração do míssil ar-superfície antirradiação MAR-1 em aeronaves que o utilizarão. Designado pela direção da Mectronpara o projeto TPNer, Amorim ressalta pontos relevantes para o sucesso do empreendimento:

O nosso projeto está sendo desenvolvido com a mais moderna tecnologia de torpedos disponível no mundo. O modelo de transferência de tecnologia adotado consiste num desenvolvimento conjunto, com especialistas brasileiros e alemães compondo um único time, trabalhando lado a lado. Adicionalmente, a eficácia da transferência de tecnologia somente se viabiliza pela nossa condição de agregar pessoas altamente capacitadas e com conhecimentos no desenvolvimento de armamentos inteligentes. Para tanto, a equipe foi cautelosamente selecionada para assegurar a absorção de tecnologias específicas de veículos subaquáticos.Mais um fator importante para garantir o sucesso desta transferência é o nosso propósito de construir, no tempo correto, um produto adequado tanto às necessidades da Marinha do Brasil como ao mercado internacional.”

Com um histórico fortemente associado ao desenvolvimento de armamentos inteligentes nacionais, mais especificamente mísseis e produtos/serviços a eles associados, a Mectron- empresa incorporada à Odebrecht em 2011 – vem, desde então, expandindo seu portfólio de produtos e serviços em outros segmentos de fundamental importância para as Forças Armadas brasileiras. Um deles é a área de Comunicações, com o projeto do Link BR2, sistema de comunicação por enlace de dados (data link) militar, para a FAB, e o desenvolvimento de um RDS – Rádio Definido por Software nacional, para o Exército Brasileiro.

Na área de mísseis, um dos novos programas já em estágio mais avançado de desenvolvimento é o MAN-SUP, um míssil antinavio de superfície, em desenvolvimento também para a Marinha do Brasil. Rodrigo Carnaúba comenta sobre estes novos programas, suas comunalidades e diferenças:

“O desenvolvimento de armamentos inteligentes sempre foi o grande “expertise” da Mectron, mais especificamente na área de sensores, eletrônica embarcada, e guiamento e controle. Porém, sempre trabalhamos com produtos guiados por infravermelho, radiofrequência ou laser, e com lançamentos a partir de aeronaves ou de superfície. Para o caso de um torpedo, armamento inteligente de aplicação submarina, temos que aprimorar nossos conhecimentos, avançando-os para os campos da acústica submarina e hidrodinâmica. Porém, começar do zero e de maneira independente resultaria em custos elevados e extenso prazo de desenvolvimento e, nesse sentido, a parceria com a Atlas encurtará distâncias. A participação da Mectron nestes projetos nos abre portas no contexto internacional e eleva nosso posicionamento estratégico no setor de defesa”.

Recentemente, a Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT) anunciou o início das negociações para busca de um parceiro tecnológico e estratégico para a Mectron. A companhia busca um parceiro internacional, mantendo sua certificação de empresa estratégica de defesa (EED). Diante das restrições orçamentárias momentâneas que estão afetando os projetos da área de defesa no Brasil, a ODT, consciente de seu importante papel estratégico-político para o nosso país no campo da defesa e tecnologia, busca um parceiro que contribua com o acesso direto à tecnologia, com uma estrutura de capital robusta e com atuação no mercado global. Com a integração deste novo parceiro tecnológico, a Mectronestará ainda mais preparada para atender as demandas estratégicas do Governo Brasileiro, das Forças Armadas do Brasil, bem como de Clientes internacionais.

Fonte: Defesanet

Exército dos EUA doa 50 blindados para o exército brasileiro

O Exército brasileiro ganhou, em doação, do Exército dos Estados Unidos, 50 blindados de guerra usados e serão trazidos para o país de navio. O transporte e as inspeções de desembarque destes tanques serão custeados pelo Brasil. Segundo o centro de comunicação do Exército, ainda não há previsão de quando os carros chegarão porque o armador (empresa que realizará o transporte marítimo) ainda não foi contratado.

Dentre os blindados há 34 viaturas de posto de comando do carro M577 A2, 12 viaturas para transporte de pessoal M113 A2 e 4 tanques blindados de socorro M88 A1. As unidades possuem, em média, 29 anos, 32 anos e 29 anos de uso, respectivamente, e foram inspecionadas e selecionadas dentre as em melhores condições, informou a assessoria de imprensa do Exército.

Os veículos não serão modernizados antes da viagem, mas podem passar por manutenções e adaptações antes de entrarem em operação.

O M577 A2 de comando conta com um sistema de comunicações destinado a entrar em contato com os outros carros no terreno e também outras redes de comunicação. Já oM113 é um veículo de transporte de pessoas com lagartas, capacidade anfíbia em pequenos cursos de água e grande capacidade de deslocamento em estradas em alta velocidade.

M577 A2

M113 A2

M88 A1

Colômbia começará a retirar os seus blindados Cascavel da ativa em 2018

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Desfile de blindados Cascavel em Bogotá

O Exército colombiano vai aposentar os seus veículos de combate da Infantaria EE-9 Cascavel entre os anos de 2018 e 2019.

A informação foi dada hoje, no site Infodefensa.com, por Erich Saumeth Cadavid, o mais importante comentarista civil de assuntos militares colombianos (leia em http://www.infodefensa.com/latam/2015/10/26/opinion-engesa-cascavel-ejercito-colombia.php).

De acordo com o articulista, dos 123 carros Cascavel que chegaram à Colômbia em 1982, restam hoje 118, preservados com modificações nos motores e no sistema de tiro, que visam garantir a eficácia da viatura.

Após 33 anos de uso, o Cascavel ainda é o meio blindado de maior poder de impacto da força terrestre colombiana, o que deixa entrever que, em função da guerra de guerrilha contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a Arma Blindada não tem recebido prioridade dos generais locais.

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Cascavel colombiano empenhado em missão de segurança urbana, diante da ameaça representada pela guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)

Nas últimas décadas, a corporação preferiu investir em helicópteros de porte médio, armas antitanque, equipamentos de comunicações e de visão noturna, e material de proteção individual do combatente (coletes, fuzis e pistolas automáticas de diferentes modelos).

Merkava – Contudo, a partir de 2011, diferentes eventos internos do Exército colombiano (simpósios e mesas de debate) vêm examinando alternativas para dotar o Exército de maior poder de choque.

A empresa alemã Kraus-Maffei Wegmann (KMW), com o apoio da Embaixada de seu país em Bogotá, já ofereceu aos colombianos um lote de carros Leopard 2 usados, elevados ao padrão A6.

O governo israelense ofertou seus tanques Merkava, também de segunda mão, com elementos da eletrônica que equipa o Merkava IV, do Exército israelense. Mas a conhecida parceria política entre os governos Santos e Barack Obama também pode influir. Nesse caso, levando os militares colombianos a adquirir uma pequena quantidade de carros M-1 Abrams dos estoques de surplus do US Army.

FUTAM – Outra opção que se abre aos colombianos é comprar não um carro de combate pesado, mas um moderno blindado 8×8, dotado de canhão de 105 mm e capacidade de disparar mísseis antitanque.

Um veículo desse porte (inferior a 30 toneladas) seria o ideal para reforçar, por exemplo, a chamada FUTAM (Fuerza de Tareas de Armas Combinadas Medianas), que os generais colombianos criaram na última semana de janeiro passado, para contrapor a ameaça representada pelas tropas venezuelanas defronte ao departamento de La Guajira, no extremo noroeste do território da Colômbia – uma das poucas áreas da fronteira entre os dois países que permite a evolução de viaturas blindadas.

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A foto mostra os carros EE-9 Cascavel pintados com a cor de camuflagem do deserto típica das viaturas do Grupo Blindado Matamoros, uma das unidades que integra a FUTAM

Planejada como uma unidade de elite, a FUTAM reúne e integra o que de melhor o Exército colombiano possui, dentro de um denominador comum de alta mobilidade.

O problema é que, ao lado da questão da insuficiência de seus meios blindados, o Exército colombiano precisa lidar com outras deficiências igualmente graves, como a precariedade de sua artilharia de campanha, ou do seu armamento antiaéreo de médio e longo alcance, que, praticamente, inexiste.

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