Infecção mata em Buenos Aires Mario Benjamín Menéndez, general derrotado nas Malvinas e expoente da repressão militar

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Morreu nesta sexta-feira (18.09), em Buenos Aires, o general da reserva Mario Benjamín Menéndez, de 85 anos, ex-Governador Militar das Ilhas Malvinas.

Menéndez apresentou um quadro infeccioso há duas semanas, e não se recuperou.

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Menendez em 2012, época em que enfrentou a acusação de ter cometido crimes de lesa humanidad

O militar vivenciou momentos importantes da história política de seu país desde 1951, quando participou de uma fracassada tentativa de golpe contra o governo do então presidente Juan Domingo Perón.

Ele assistiu a invasão das Ilhas Malvinas pela Marinha argentina, a 2 de abril de 1982, do seu posto de subchefe do 1º Corpo de Exército.

Logo em seguida foi designado pela Junta Militar presidida pelo general Leopoldo Galtieri para assumir o cargo de Governador-Geral dos arquipélagos das Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul. Mas, na prática, sua autoridade se restringia às tropas desdobradas nos dois principais territórios insulares malvinenses.

Sua estratégia eminentemente defensiva foi duramente criticada no pós-guerra.

O chamado Informe Rattembach, que analisou o desempenho militar argentino no conflito concluiu que o desempenho das tropas sob o comando de Menéndez revelou-se “pobre”, desprovido de apoio naval e carente de maior cobertura da Força Aérea Argentina.

Fidel – A guerra das Malvinas proporcionou episódios de inesquecível humilhação aos argentinos – um deles lembrado este sábado (19.09) pelo jornal La Nación ao noticiar o falecimento de Mario Menéndez.

De acordo com o diário, quando os destacamentos argentinos começaram a perder terreno diante dos primeiros contingentes ingleses que haviam alcançado as ilhas – o que evidenciava o desbalanceamento de forças entre defensores e atacantes – o então ministro do Exterior argentino, Nicanor Costa Méndez, viajou a Havana em busca do apoio diplomático do presidente-ditador cubano Fidel Castro à causa de seu país.

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Para ser agradável a Fidel, Costa Mendez citou o fato de vir, também ele – um diplomata –, de família de militares. A essa confidência, segundo o La Nación, Castro retrucou, perguntando se a família militar de Costa Méndez era de los generales que peleaban o se rendían.

O general Mario Benjamín Menéndez também foi acusado de deixar a soldadesca argentina sem os agasalhos que o clima gelado das ilhas requeria.

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Principito A história também atribui a Menéndez a frase que venga el principito, referência irônica ao fato de o herdeiro do trono real britânico, Príncipe Andrew, um piloto naval, figurar na oficialidade da força-tarefa destacada pela Royal Navy para retomar o arquipélado do Atlântico sul (que os ingleses chamam de Falkland Islands).

Menéndez, entretanto, sempre negou que tenha dito a tal frase, atribuindo-a a uma invenção da Inteligência do Exército argentino com o intuito de desmoralizá-lo…

A 14 de junho de 1982, contrariando as ordens recebidas de Buenos Aires, Menéndez firmou a ata de capitulação diante do comandante das tropas britânicas, major general Jeremy Moore. O gesto motivou sua prisão, ao regressar à Argentina.

Menendez2014

Em 2012, já octogenário, ele ainda precisou comparecer a um tribunal argentino para ser julgado por delitos delesa humanidad , acusado de montar e dirigir um centro de detenção clandestino na Província de Tucumán, durante a repressão militar ocorrida na Argentina nos anos de 1970.

Seu primo-irmão general Luciano Menéndez – El Cachorro, como era conhecido – foi condenado nada menos que sete vezes à prisão perpétua, também por crimes de lesa humanidad cometidos à época em comandou o 3º Corpo de Exército, a partir de 1976.

 Fonte: Plano Brasil
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Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 09/21/2015, em América do Sul, Guerras, Notícias e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. eadem@ig.com.br

    Obviamente trata-se de uma morte meramente “CASUAL”.

    Tão casual quanto as de Perón, Evita e de outros FDP de lá e também vários de cá.

    Coisa de América Latrina…!

    Curtir

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