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Turquia vai integrar força “ponta de lança” da OTAN nas fronteiras da Rússia

Símbolo da OTAN

A Turquia assumirá a responsabilidade pela formação de uma unidade “ponta de lança” para integrar a força de reação rápida da OTAN em 2021, segundo anunciou o primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu nesta quarta-feira (13), na abertura da Cúpula dos chanceleres dos países-membros da aliança, em Istambul.

A nova força de alta prontidão da OTAN, conhecida como “ponta de lança”, compreende cerca de cinco mil tropas terrestres capazes de responder a ordens de alerta em até 48 horas. A iniciativa faz parte da política da aliança ocidental de reforçar a defesa de seus países membros ao longo das fronteiras meridionais e orientais do bloco, para fazer frente a supostos “desafios de segurança postos pela Rússia”, bem como a possíveis ameaças terroristas vindas do Oriente Médio e do Norte da África.

Este ano, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, a Polônia e a Espanha também já se dispuseram a atuar como nações-quadro dentro da força “ponta de lança”.

A Rússia, por sua vez, tem manifestado repetidamente a sua preocupação com a escalada militar da OTAN ao longo de suas fronteiras ocidentais. Além de chamar a atenção para a falta de provas que pudessem embasar as alegações feitas pela aliança de que o país estaria armando e financiando os movimentos independentistas no leste da Ucrânia, a chancelaria russa condena as ações provocativas do bloco ocidental, que incluem a realização de exercícios militares de grande escala nos Estados bálticos.

Fonte: sputniknews

China reforça sua posição no mercado mundial de armas

Sistema HQ-9

A Turquia irá implementar seu próprio sistema de defesa antiaérea e antimísseis baseado no sistema antimísseis chinês HQ-9 (Hongqi-9). Esta decisão foi definitivamente confirmada há alguns dias pelo ministro da Defesa da Turquia, Ismet Yilmaz. O fornecimento do HQ-9 à Turquia vai ter efeitos de longo alcance para as posições da China no mercado mundial de armas.

Com isso, as exportações chinesas saem mais para lá dos limites estreitos dos mercados de armas que já são tradicionais para Pequim, como os do Paquistão, Sudão e Bangladesh. Esta é a primeira vez que a China entra no mercado de um país grande e relativamente desenvolvido, fornecendo um sistema de armas tão complexo e caro como é o sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance.

A Turquia tem estreitos laços de cooperação técnica militar com o Ocidente. É um Estado influente, com um impacto particularmente importante nos países do mundo muçulmano. O contrato para fornecer uma dúzia de divisões do HQ-9, no valor estimado de 3,6 bilhões de dólares, vai alterar a atitude de políticos de muitos países para com as armas chinesas em geral.

O atual sucesso só é parcialmente explicado pelas realizações dos fabricantes chineses de sistemas de defesa antiaérea. Os fatores técnico-militares têm desempenhado no contrato em questão, bem como em muitas outras transações da mesma índole, um papel secundário em relação aos fatores políticos.

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Dificilmente se pode imaginar que as prestações do HQ-9 superem as prestações dos sistemas propostos pelos EUA, Europa ou Rússia. A Turquia é um novo líder regional, um país que procura aplicar uma política independente, mesmo apesar de continuar sendo membro da OTAN e ter assinado o Acordo de Associação com a União Europeia. A liderança turca segue políticas internas que provocam o desagrado do Ocidente.

Em meio da crise ucraniana, a Turquia não só não aderiu às sanções contra a Rússia, como também fechou um acordo estratégico com Moscou nos setores do gás natural e da energia nuclear. Para a Turquia, a China é mais um parceiro estratégico. E um parceiro estratégico, provavelmente, não menos importante do que a Rússia. A cooperação com a China e a Rússia assegurará à Turquia uma sustentabilidade frente à crescente pressão do Ocidente.

A cooperação técnico-militar entre a Turquia e a China já conta com uma longa história. A China se tem mostrado altamente propensa a transferir à Turquia não apenas armas prontas para operar, mas precisamente as tecnologias. A Turquia tem recebido licenças chinesas para fabricar sistemas pesados de ​​lançadores múltiplos de foguetes, mísseis balísticos de curto alcance e alguns tipos de armamento para aeronaves.

Enquanto isso, a Rússia desde o princípio não estava pronta para pôr à disposição da Turquia grandes volumes de tecnologias relacionadas com sistemas de defesa antiaérea devido, obviamente, ao fato de a Turquia continuar sendo membro da OTAN. Por outro lado, os EUA e os países da UE, apesar das inúmeras promessas, não puderam, afinal das contas, satisfazer as demandas de seus parceiros turcos quanto à transferência de tecnologias.

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Não há dúvida de que a decisão da Turquia para comprar o sistema chinês irá causar uma reação negativa dos EUA. Não obstante, a Turquia já foi capaz de decidir soberanamente sobre a compra de gás russo e, neste caso, também não deverá haver grandes problemas.

O fornecimento do HQ-9 à Turquia torna-se em uma importante lição da história: a China começa se transformando em uma superpotência moderna e um polo de atração para os países em desenvolvimento de menor porte.Isso acontece simplesmente por causa da envergadura da economia chinesa e da dimensão do Estado chinês que, além disso, está em condições de prosseguir uma política externa soberana e independente.

FONTE : Sputniknews

 

Turquia e EUA assinam acordo para treinar e equipar oposição síria

Os Estados Unidos e a Turquia assinaram um acordo para treinar e equipar os combatentes da oposição síria moderada, disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores turco nesta quinta-feira (19).

O Exército norte-americano disse que está planejando enviar mais de 400 soldados, incluindo forças de operações especiais, para treinar os sírios moderados em locais fora da Síria, como parte da luta contra os militantes do Estado Islâmico.

“O acordo foi assinado pelo subsecretário do Ministério do Exterior e o embaixador dos Estados Unidos”, disse a autoridade à agência de notícias Reuters.

Autoridades norte-americanas disseram que pretendem treinar cerca de 5 mil combatentes sírios por ano durante três anos no âmbito do plano. A Arábia Saudita e o Catar, assim como a Turquia, têm oferecido publicamente sediar esses centros de formação.

A Turquia espera que o treinamento também reforce a oposição síria, que está enfraquecida e dividida, na sua guerra contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Exército Sírio Livre é visto pela Turquia como um ator fundamental no conflito da Síria, mas o grupo tem sido dilacerado por divisões e sofreu reveses nas mãos de forças do governo e outras facções rebeldes.

FONTE: G1

Tanques turcos reforçam fronteira com Síria após ataque rebelde

Tanques e blindados turcos tomaram posição nesta segunda-feira (29) em uma colina com vista para a cidade fronteiriça de Kobani, sitiada pelo grupo Estado Islâmico, depois que projéteis caíram em território turco quando combatentes desse grupo rebeldes dispararam contra Kobani, disse um correspondente da Reuters.

Pelo menos 15 tanques foram posicionados perto de uma base militar turca a noroeste de Kobani, alguns com as armas apontadas para o território sírio.

Nuvens de fumaça se erguiam enquanto projéteis disparados pelo Estado Islâmico atingiam o leste e oeste de Kobani. Pelo menos dois deles caíram em território turco nesta segunda-feira.

Anteriormente os militares turcos disseram ter atirado em resposta, no domingo, depois que mais duas bombas de morteiro caíram na Turquia.

Insurgentes do Estado Islâmico iniciaram há mais de uma semana o ataque contra Kobani, uma cidade predominantemente curda, também conhecida como Ayn al-Arab, sitiando-a em em três lados. Mais de 150 mil curdos fugiram para a Turquia.

 

G1

Quatro aviões turcos invadem espaço aéreo da Grécia

 

Quatro aviões turcos invadem espaço aéreo da Grécia

© Flickr.com/Peng Chen/cc-by-sa 3.0

“Quatro caças turcos, dois RF-4 e dois F-16, entraram na zona de responsabilidade de Atenas, perto da ilha de Samos Meridional”, diz-se numa informação do Estado-Maior General da Grécia.

Segundo ele “às 08h43, dois aparelhos RF-4 sobrevoaram a ilha de Agathonisi, a 8.000 pés de altitude. Os caças abandonaram o espaço aéreo grego às 09h23, a leste de Rodes”

A Grécia acusa sistematicamente a Turquia de violações de seu espaço aéreo e mar territorial. Desta vez, os aviões turcos permaneceram no espaço aéreo da Grécia 40 minutos.

 

Voz da Rússia

Helicóptero turco invadiu espaço aéreo grego

grécia

© Flickr.com/tjuel/cc-by

Um helicóptero militar turco invadiu, na noite de segunda para terça-feira, o espaço aéreo da Grécia. O aparelho sobrevoou as ilhas de Imia, Farmakonisi, Agatonisi e Kalolimnos e se aproximou da ilha de Kalymnos.

Meia-hora depois, dois caças gregos levantaram voo, ao sinal de alarme, e tentaram intercetar o helicóptero que, no entanto, teve tempo de sair para fora do espaço aéreo da Grécia.

As autoridades gregas qualificam o incidente como “muito grave”, já que aparelhos turcos não entravam nessa área há 17 anos, desde 1996, aquando do conflito em torno da ilha de Imia.

Turquia encomenda mísseis Sidewinder no total de $ 140 milhões

Turquia, defesa, EUA, míssil

© Voz da Rússia

O Ministério da Defesa da Turquia encomendou aos EUA mísseis “ar-ar” AIM-9X-2 Sidewinder no total de $ 140 milhões.

O Departamento de Cooperação Militar do Pentágono notificou o Congresso dos EUA de um possível acordo.

Se o pedido for aprovado pelo Congresso, a Turquia receberá 117 mísseis AIM-9X-2 Block II, seis munições de treinamento e seis sistemas de orientação tática. Além disso, ao freguês serão fornecidos os equipamentos para a realização de testes e as peças sobressalentes.

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