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Quatro aviões turcos invadem espaço aéreo da Grécia

 

Quatro aviões turcos invadem espaço aéreo da Grécia

© Flickr.com/Peng Chen/cc-by-sa 3.0

“Quatro caças turcos, dois RF-4 e dois F-16, entraram na zona de responsabilidade de Atenas, perto da ilha de Samos Meridional”, diz-se numa informação do Estado-Maior General da Grécia.

Segundo ele “às 08h43, dois aparelhos RF-4 sobrevoaram a ilha de Agathonisi, a 8.000 pés de altitude. Os caças abandonaram o espaço aéreo grego às 09h23, a leste de Rodes”

A Grécia acusa sistematicamente a Turquia de violações de seu espaço aéreo e mar territorial. Desta vez, os aviões turcos permaneceram no espaço aéreo da Grécia 40 minutos.

 

Voz da Rússia

Helicóptero turco invadiu espaço aéreo grego

grécia

© Flickr.com/tjuel/cc-by

Um helicóptero militar turco invadiu, na noite de segunda para terça-feira, o espaço aéreo da Grécia. O aparelho sobrevoou as ilhas de Imia, Farmakonisi, Agatonisi e Kalolimnos e se aproximou da ilha de Kalymnos.

Meia-hora depois, dois caças gregos levantaram voo, ao sinal de alarme, e tentaram intercetar o helicóptero que, no entanto, teve tempo de sair para fora do espaço aéreo da Grécia.

As autoridades gregas qualificam o incidente como “muito grave”, já que aparelhos turcos não entravam nessa área há 17 anos, desde 1996, aquando do conflito em torno da ilha de Imia.

Turquia encomenda mísseis Sidewinder no total de $ 140 milhões

Turquia, defesa, EUA, míssil

© Voz da Rússia

O Ministério da Defesa da Turquia encomendou aos EUA mísseis “ar-ar” AIM-9X-2 Sidewinder no total de $ 140 milhões.

O Departamento de Cooperação Militar do Pentágono notificou o Congresso dos EUA de um possível acordo.

Se o pedido for aprovado pelo Congresso, a Turquia receberá 117 mísseis AIM-9X-2 Block II, seis munições de treinamento e seis sistemas de orientação tática. Além disso, ao freguês serão fornecidos os equipamentos para a realização de testes e as peças sobressalentes.

Desmontado oleoduto ilegal entre o Irã e a Turquia

Turquia, Oleoduto, Irã

© Flickr.com/ Truthout.org /cc-by-nc-sa 3.0

As autoridades turcas encontraram na província de Hakkari uma pequena refinaria ilegal e um oleoduto, que tranportava petróleo de contrabando proveniente do Irã.

Na refinaria, além das instalações de limpeza, foram encontrados cinco depósitos de combustível, com capacidade de cinco mil litros cada um. O comprimento do oleoduto atingia três quilômetros. A polícia desmontou o oleoduto e a refinaria e agora está tentando encontrar seus proprietários.

OTAN estuda pedido de implantação de sistema Patriot na Turquia

Turquia OTAN Síria míssil fronteira Patriot

A OTAN irá estudar hoje o pedido feito pela Turquia para implantar sistemas de mísseis anti-aéreos na fronteira com a Síria para interceptar possíveis mísseis vindos da Síria.

Uma possível decisão favorável da Aliança Militar pode criar uma tensão com  à Rússia. O presidente russo Vladimir Putin em sua reunião com o primeiro-ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan,  disse que a implantação de  sistemas de mísseis Patriot na fronteira não vai resolver a situação, mas, muito pelo contrário, vai agravá-la.

Esse tema também poderá ser  levantado   na reunião ministerial do Conselho OTAN-Rússia. Nela participará também o ministro russo do Exterior Serguei Lavrov.

 

Redação Guerra & Armas

Caças turcos levantaram voo em alerta

Caças turcos levantaram voo em alerta

© en.wikipedia.org

Caças F-16 da força aérea turca levantaram voo da base de Diyarbakır por causa dos combates travados na cidade fronteiriça síria de Ras al-Ain, informa a mídia turca.

De acordo com a mídia, aviões sírios atacaram posições dos rebeldes em Ras al-Ain. Na sequência de um tiroteio entre militares e rebeldes armados, vários projéteis explodiram no território turco, provocando o pânico da população. Este incidente levou o comando militar turco a mandar caças levantar voo

OTAN está sendo “patriótica” demais

 Patriot, Turquia, OTAN

EPA

Os planos de posicionamento de mísseis Patriot na zona da fronteira turco-síria têm um caráter defensivo, declarou o secretário geral da OTAN Anders Fogh Rasmussen em conversa telefônica com Serguei Lavrov, ministro das relações exteriores russo.

Moscou tinha expresso anteriormente a sua preocupação pela militarização da região. Este tipo de iniciativas podem provocar o agravamento do conflito militar, sublinhou Serguei Lavrov. Entretanto, os peritos consideram que a colocação dos sistemas Patriot é um prelúdio à declaração do território da Síria como zona de exclusão aérea.

A conversa telefônica se realizou por iniciativa do chefe da aliança atlântica. Segundo o MRE, Rasmussen queria esclarecer a situação criada pela instalação de no território da Turquia de sistemas mísseis antiaéreos (SAM) Patriot. Ancara tinha efetuado a respetiva solicitação à direção da OTAN na quarta-feira. Contudo, já durante um mês que a mídia divulgou, por diversas vezes, fugas de informação em como a Turquia se estava preparando para apelar a Bruxelas. É possível que, com isso, Ancara estivesse a tentar pressionar indiretamente os seus parceiros da aliança, é que a OTAN se recusou até ao último momento a ser envolvida no conflito, sublinha o politólogo Stanislav Tarasov:

“Eles começaram por se dirigir à OTAN com o pedido de se envolverem no conflito ao abrigo do artigo 5º do tratado da aliança,proteção dos territórios. Ou seja, eles quiseram envolver diretamente a OTAN e conseguir a sua presença militar. A OTAN recusou e eles transferiram a discussão para o artigo 4º, a mera prestação de auxílio. A OTAN teve de reagir de alguma forma, efetuar qualquer tipo de ato.”

A OTAN já declarou que iria analisar o pedido da Turquiaimediatamente, e o MRE alemão – que esse pedido devia ser imediatamente satisfeito. A mídia até divulgou a informação de que Berlim estaria disposto não só a fornecer os SAM, mas também a enviar para a região 120 soldados do Bundeswehr. A própria Turquia já teve tempo para concentrar tropas na fronteira com a Síria, assim como para aprovar uma lei que permite deslocar essas tropas para o território de um país vizinho em caso de existir uma ameaça militar. Recordemos que o pretexto para esta militarização em grande escala foi uma série de ataques de mísseis a partir de território sírio que, aliás, Damasco já qualificou como uma casualidade.

A inadmissibilidade da escalada do conflito foi referida na sexta-feira pelo ministro das relações exteriores russo Serguei Lavrov. Moscou entende a preocupação da Turquia e os argumentos da aliança, mas nos assuntos militares o que conta não são as intenções mas sim o poder bélico, referiu o ministro. Por isso a militarização da fronteira turco-síria pode provocar um desenvolvimento descontrolado dos acontecimentos, declarou o ministro em resposta à pergunta da Voz da Rússia:

“Nós podemos escorregar por um plano inclinado, criando armadilhas a nós próprios e às nossas promessas de lutar por uma regulação política. Qualquer acumulação de armamento cria riscos e, talvez, tentações nos que gostariam de empregar mais a sério o fator de força externa e aproveitá-lo. Nós esperamos que isso não aconteça. E que todos os atores principais abordem com o máximo de responsabilidade o que se passa na região.”

Traduzido da linguagem diplomática isso significa, na sua essência, que na Síria se poderá vir a repetir o cenário líbio, consideram os peritos. Nas atuais condições, isso pode se tornar no fator decisivo. É que, neste momento, a oposição está a perder apoio dentro do país e a vantagem militar está do lado de Assad, refere o orientalista Adjar Kurtov:

“A fronteira sírio-turca tem uma morfologia montanhosa complexa. A prática demonstrou que um meio eficáz de luta contra os rebeldes em condições de montanha é a aviação de combate. Se a Turquia instala no seu território sistemas Patriot, ela fica com a possibilidade de bloquear a utilização pela Síria da sua aviação nas regiões fronteiriças. Nas regiões fronteiriças precisamente da Síria e não da Turquia, o que pode alterar todo o desenrolar das operações militares. Quando se estava a derrubar Kadhafi, sobre o território do país foi criada a chamada zona de exclusão aérea. Algo de semelhante pode acontecer na zona da fronteira turco-síria.”

Os receios de Moscou podem estar associados também a outro aspeto, desligado da crise síria, considera o politólogo turco Baris Adibelli:

“Claro que o fato de junto às suas fronteiras meridionais ter aparecido um dos elementos da DAM da OTAN não podia deixar de provocar as preocupações de Moscou. E, relativamente a essa questão, a posição da Rússia não tem mudado há várias décadas. A instalação dosPatriot na Turquia dá origem aos receios de Moscou de que eles podem vir a ser usados como um dos elementos de deteção precoce ou seja, de fato, como um dos elementos do sistema EuroDAM que os norte-americanos estão a promover.”

O governo de Ancara reagiu às declarações de Moscou. O primeiro-ministro da Turquia Tayyip Erdogan qualificou de errada a reação à possivel instalação dos Patriot. Nas suas palavras, a Rússia está tentando apresentar uma questão interna da Turquia “como se fosse um problema seu”. Essa declaração, no entanto, não altera a essência desses receios.

 

Voz da Rússia

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