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Vídeo: Cenas de combate real do exército brasileiro no Haiti

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Cenas reais de uma operação real em uma favela do Haiti, militares trocam tiros com gangues, o Guerra & Armas não soube precisar quando a filmagem foi feita, aparentemente foi no auge da ocupação brasileira. 

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Novo comboio de ajuda humanitária chega a cidade síria sitiada

Um novo comboio de ajuda humanitária chegou nesta quinta-feira (14) à cidade síria de Madaya, onde os habitantes sofrem com a fome após meses de cerco das forças governamentais.

Dezenas de caminhões carregados com alimentos e medicamentos abandonaram pela manhã Damasco rumo a Madaya, uma cidade de 40 mil habitantes situada 40 km a oeste da capital.

A ONU e as potências ocidentais criticaram com firmeza o ataque das forças do regime de Bashar al-Assad nesta localidade, onde mais de 20 pessoas morreram de fome, segundo organizações humanitárias.

A ONU também pediu a evacuação de cerca de 400 habitantes de Madya que precisam de cuidados médicos de forma imediata.

Um porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), Pawel Krzysiek, anunciou que um comboio de 44 caminhões com ajuda humanitária se dirigia de Damasco a Madaya.

“A prioridade é a farinha de trigo e os produtos de limpeza”, disse.

O comboio também transportava equipes médicas, incluindo um nutricionista do CICV que prestará atendimento aos habitantes, acrescentou.

Imagem chocante mostra jovem desnutrido por falta de alimentos em Madaya, na Síria (Foto: Local Revolutionary Council in Madaya/AP)Imagem chocante mostra jovem desnutrido por falta de alimentos em Madaya, na Síria (Foto: Local Revolutionary Council in Madaya/AP)

Enquanto isso, outro comboio de 17 caminhões partiu de Damasco para levar ajuda aos 20 mil habitantes das localidades xiitas de Fua e Kafraya, sitiadas pelos rebeldes na província de Idleb (noroeste).

O governo já permitiu na segunda-feira que dezenas de caminhões levassem ajuda humanitária a estas três cidades, pela primeira vez em quatro meses.

Entregas nos próximos dias
O Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU afirmou que haverá uma terceira entrega de ajuda nos próximos dias.

Caminhões com o logotipo do Crescente Vermelho sírio avançavam enfileirados em uma estrada dos arredores de Damasco, disse um fotógrafo da AFP.

Pequenos veículos com a bandeira azul da Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) lideravam o comboio.

“Ficamos animados em ter conseguido alcançar estas cidades onde milhares de pessoas estão presas há muito tempo”, declarou o coordenador de assuntos humanitários da ONU na Síria, Yacub el Hillo.

Ele reconheceu que as entregas em Fua e Kafraya podem ser adiadas por culpa das complexas medidas de segurança impostas na zona, mas disse esperar que as operações possam prosseguir.

Menino aparece em imagens de vídeo feito nesta terça-feira (5) em Madaya, na Síria, onde civis estão morrendo or falta de mediamentos e comida (Foto: REUTERS)
Menino aparece em imagens de vídeo feito na última terça-feira (5) em Madaya, na Síria, onde civis estão morrendo or falta de mediamentos e comida (Foto: REUTERS)

“A verdadeira solução para esta situação, para os apuros da população sitiada nestas localidades é que o cerco seja levantado”, considerou El Hillo.

Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou negociações diretas com as autoridades sírias para conseguir uma retirada segura dos habitantes de Madaya, que precisam de atendimento médico urgente.

“Encontramos casos muito urgentes em Madaya que precisam ser transferidos rapidamente ao hospital. Esperamos que isto ocorra nos próximos dias”, disse El Hillo.

Cuidados médicos necessários
Uma menina de oito anos que precisava de atendimento médico especializado pôde sair de Madaya e se dirigir a Damasco junto aos seus pais, onde está recebendo tratamento, explicou El Hillo.

O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou na quarta-feira que as potências mundiais tentarão alcançar uma ação imediata para prestar ajuda às zonas sitiadas na Síria, após uma reunião em Genebra com os embaixadores dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Fua, Kafraya, Madaya e o reduto rebelde de Zabadani eram alvos de um cessar-fogo assinado pelos rebeldes e pelo regime em setembro.

O governo de Assad e a ONU defenderam este tipo de tréguas locais como uma maneira de colocar fim aos combates na Síria, onde mais de 260 mil pessoas morreram desde 2011.

Uma nova rodada de negociações de paz deve ser realizada em 25 de janeiro em Genebra, apesar do temor de que as tensões diplomáticas entre Irã e Arábia Saudita, que apoiam grupos distintos na guerra, possam prejudicar o processo.

 

Fonte: G1

MINUSTAH homenageia mortos no terremoto de 2010, no Haiti

 

Porto Príncipe (Haiti) – No dia 12 de janeiro, a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) realizou uma homenagem aos civis e militares mortos com o terremoto que assolou o país em 2010. Em cerimônia realizada na Base Logística da MINUSTAH (Log Base), a Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sandra Honoré, lembrou as vítimas da tragédia. “Há seis anos, perdemos amigos, familiares e colegas. Porém essas vidas não foram em vão. Devem servir como inspiração para reconstruirmos e construirmos um futuro melhor”, disse.

 

A cerimônia contou com a participação de autoridades civis e militares, além de alguns familiares das vítimas.

 

 

Homenagem aos militares brasileiros

 

Entre os mais de 200 mil mortos no terremoto, estavam 18 militares brasileiros.

 

Em homenagem aos capacetes azuis do Brasil, o Batalhão Brasileiro de Força de Paz (BRABAT) organizou uma solenidade na Base General Bacellar. A cerimônia militar foi presidida pelo Force Commander da MINUSTAH, General de Divisão Ajax Porto Pinheiro. “No Haiti, as Forças Armadas deixaram parte do seu sangue. Em breve, vamos partir, mas a nossa história ficará aqui”, afirmou.

 

Dentre os presentes na cerimônia estavam o Comandante do 23º Contingente Brasileiro no Haiti, Coronel Ricardo Pereira de Araujo Bezerra, o Comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, Capitão de Mar e Guerra Alexandre da Costa Lopes, e o Comandante da Companhia de Engenharia de Força de Paz, Tenente-Coronal Otávio Krawutschke Cardoso.

 

As autoridades depositaram uma coroa de flores sobre o monumento erguido em memória aos militares brasileiros falecidos na tragédia.

 

 

O terremoto do Haiti de 2010

 

Ocorrido no dia 12 de janeiro de 2010, as 16h53 do horário local (19h53 do horário de Brasília), o terremoto destruiu a Capital do país, Porto Príncipe. Com a magnitude 7,0 na escala Richter, seguido por 33 réplicas sismológicas, a catástrofe vitimou cerca de três milhões de pessoas, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O Governo estipulou mais de 200 mil mortos, dentre os quais se encontravam os 18 militares brasileiros.

 

O tremor causou grandes danos a Porto Príncipe e a outras localidades do Haiti, com milhares de edifícios destruídos, incluindo o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento e a sede da MINUSTAH, que desabou com muitos funcionários dentro, tanto civis quanto militares.

 

Fotos e Fonte: BRABAT via Exército Brasileiro

Guia para entender a intervenção da Rússia na Síria

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GUSTAVOCHACRA

Por que a Rússia decidiu intervir militarmente na Síria neste momento?

A Rússia decidiu intervir neste momento para fortalecer o regime de Bashar al Assad, que vinha sofrendo derrotas ao longo deste ano. Vale notar que a Rússia já armava Assad. A diferença agora é o envolvimento militar direto de Moscou no conflito.

Por que a Rússia apoia Assad?

A Rússia apoia Assad por cinco principais motivos. Primeiro, o regime de Damasco há décadas é um aliado leal de Moscou. Em segundo lugar, a Síria é um cliente para a indústria de armamentos russa. Terceiro, a única base militar da Rússia no Mediterrâneo se localiza em Tartus, uma cidade majoritariamente alauíta e bastião sólido de Assad. Quarto, a Rússia é cristã ortodoxa e os cristãos ortodoxos sírios são protegidos por Assad. Quinto, a Rússia teme o radicalismo islâmico sunita pois grupos radicais operam na Tchetchênia e em outros territórios russos

 Quem são os adversários da Rússia na Síria?

Todos os inimigos de Assad. Isso inclui não apenas o ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, mas também outras organizações rebeldes ultra extremistas, como o Jaysh al Fatah, Jaysh al Islam e Frente Nusrah (Al Qaeda na Síria). Por este motivo, os russos bombardearam alguns alvos ligados a estas organizações rebeldes e não do ISIS

Mas não há também motivações de Putin no âmbito global?

Sim, a Rússia quer fortalecer sua imagem global depois de ver uma deterioração com a anexação da Crimeia e a crise na Ucrânia. Uma vitória sobre o ISIS elevaria a posição russa, especialmente entre os europeus. As sanções contra o país, ligadas à crise na Ucrânia, poderiam ser suspensas. E o peso russo no Oriente Médio voltaria a crescer

Como os EUA veem a intervenção da Rússia?

Os EUA concordam que o ISIS deva ser derrotado, mas são contra apoiar Assad, acusado de cometer crimes contra a humanidade e inimigo declarado dos americanos. A retórica contra o líder sírio continuará. Mas, na prática, o governo americano manterá sua estratégia de bombardear o ISIS na região Raqaa, perto da fronteira com o Iraque, e evitará atritos e acidentes envolvendo os russos em outras áreas. No médio prazo, pressionará Moscou a adotar uma transição em Damasco na qual os americanos aceitariam a permanência do regime, mas com Assad deixando o cargo

Como Irã e o Hezbollah veem a intervenção da Rússia?

Os iranianos e o grupo libanês apoiam Moscou, pois também são aliados de Assad e inimigos dos radicais islâmicos sunitas do ISIS, Frente Nusrah, Jaysh al Islam e Jaysh al Fatah. Mas o regime de Teerã manterá uma certa cautela, pois teme ver seu poder influência sobre Assad diminuir, com Putin exercendo mais força. Isso também pode prejudicar o plano iraniano de, junto com o Hezbollah, montar uma nova frente contra Israel nas Colinas do Golã, além do sul libanês. Assim, poderiam atacar os israelenses sem correr o risco de ver o Líbano ser bombardeado em resposta.

Como os europeus veem a intervenção da Rússia?

Os europeus devem torcer para a Rússia obter sucesso, estabilizando as principais cidades da Síria, ainda que Assad, acusado de cometer crimes contra a humanidade, permaneça no poder. Isso reduziria a pressão sobre os habitantes e talvez reduza a o número de refugiados – todas estas possibilidades são hipóteses

Como os países do Golfo veem a intervenção da Rússia?

Os países do Golfo consideram Assad, o Irã e o Hezbollah inimigos maiores do que o ISIS. E, não podemos esquecer, A Arábia Saudita e seus aliados árabes apoiam abertamente grupos rebeldes ultra radicais como a Frente Nusrah, Jaysh al Fatah e Jaysh al Islam. Mas estes países não irão bater de frente com os russos, com quem mantêm canais de diálogo. Inicialmente, irão apenas observar os acontecimentos antes de tomar uma posição definitiva. Retoricamente, seguirão atacando Assad

Como Israel vê a intervenção da Rússia?

Israel e Rússia mantêm boas relações e Putin se dá bem com Netanyahu. Os israelenses consideram Assad um inimigo, mas o toleram e avaliam ser a melhor opção neste momento. Além disso, os israelenses preferem que os russos ganhem força em detrimento dos iranianos, o que pode aumentar a segurança no Golã

 Como a Turquia vê a intervenção da Rússia?

A Turquia considera os curdos e Assad os seus maiores inimigos no conflito. Mas a pressão dos EUA tem levado o regime de Erdogan a supostamente ser um pouco menos tolerante com o ISIS, especialmente depois de atentados no país. E Erdogan deve evitar bater de frente com Putin, a não ser, talvez, retoricamente

Qual deve ser o resultado da intervenção da Rússia?

O regime de Assad deve se fortalecer, mas será insuficiente para derrotar a oposição e o ISIS. As principais cidades sírias talvez fiquem um pouco mais estáveis. Será algo parecido com a Colômbia dos anos 1980 e 90, com a guerra entre o governo, traficantes e milícias marxistas. No médio prazo, sendo ultra otimista, talvez haja uma transição política, com a inclusão no governo de algumas figuras moderadas da oposição damascena e aleppina que sejam toleradas pelo regime. Na minha opinião, este é apenas mais um capítulo de uma guerra civil que ainda durará muitos anos. No Líbano, foram 15 entre 1975 e 90. Na Síria, só foram quatro até agora. Talvez o pior ainda esteja por vir.

Fonte: Estadão

Maduro denuncia ‘provocações’ da Guiana e defende mediação da ONU em litígio

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta terça-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, as “provocações” do presidente da Guiana, David Granger, e pediu que inicie o mais rápido possível uma comissão para intermediar o conflito bilateral pelo Essequibo.

Em declarações aos jornalistas na sede da ONU em Nova York, Maduro afirmou que Ban aceitou sua proposta e se comprometeu a “ativar uma comissão imediatamente” para que visite Venezuela e Guiana a fim de impulsionar uma resolução “através do Acordo de Genebra”.

O presidente venezuelano, que considerou a reunião “muito frutífera”, disse que insistiu com Ban sobre “a necessidade de uma diplomacia de paz” e de “continuar canalizando todos os assuntos pendentes da Guaiana Essequiba” através do acordo selado em 1966.

O Acordo de Genebra estabelece uma série de passos para a resolução do conflito territorial que até hoje não foram cumpridos.

Venezuela e Guiana reivindicam a posse do Essequibo, um território de 160 mil quilômetros quadrados rico em recursos naturais, assim como suas águas.

As difenças se intensificaram depois que, em maio, a companhia petrolífera americana Exxon Mobil descobriu uma jazida em águas que supostamente estão na região do litígio, o que Maduro respondeu com um decreto que, segundo Guiana, modifica as fronteiras já estabelecidas com um laudo arbitral.

Segundo Maduro, o chefe da ONU propôs hoje uma possível reunião com o presidente Granger em setembro, quando sera celebrado o aniversário de 70 anos das Nações Unidas.

Maduro lembrou que na última Cúpula do Mercosul foi acordado propor uma reunião de presidentes da Unasul, da qual fazem parte tanto Venezuela como a Guiana, para tratar o conflito. No entanto, disse que foi informado “extraoficialmente que o presidente Granger se nega a comparecer” a essa possível reunião.

O presidente venezuelano acusou Granger tomar “decisões graves” contra o previsto no acordo de 1966 e de “enchr de tensão as relações entre Guiana e Venezuela e as relações do Caribe, que vêm transcorrendo em paz e tranquilidade”.

Segundo Maduro, a Exxon Mobil é o “fator perturbador principal que levou as relações a esta máxima tensão”.

Fonte: Força Terrestre

Tropas sairão do Haiti até o fim de 2016, revelou ministro Jaques Wagner

FAB Haiti

O governo do Brasil vai retirar, até o fim de 2016, as tropas que atuam na Minustah, a missão de paz das Nações Unidas no haiti. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse nesta quinta-feira (21), em audiência no Senado, que a decisão foi tomada pela ONU, que pretende fazer a retirada total dos militares em serviço no país caribenho, inclusive aqueles de outras nacionalidades.

“No ano que vem, a previsão é de retirada total das forças não só do Brasil, mas das Nações Unidas. Neste ano, inclusive, vários oficiais de outros países da América do Sul já foram comunicados do seu retorno”, afirmou Wagner. O Brasil chefia a Minustah desde sua criação, em 2004, após uma revolta popular que derrubou o então presidente Jean Bertrand Aristide.

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Segundo o ministro, há 1.343 militares brasileiros atuando hoje no país, número que será reduzido para 850 até o fim deste ano, antes da retirada total. Em junho de 2015, a previsão do Ministério da Defesa é que o número já esteja em 970 brasileiros no haiti. Wagner disse que a retirada será gradativa, com os militares brasileiros deixando por último a cidade de Porto Príncipe, capital haitiana.

Os soldados de outros países, que atuam nas demais cidades do haiti, vão se retirar antes da saída total dos brasileiros em 2016. Wagner disse que a missão do Brasil no haiti completou dez anos no ano passado com gastos de R$ 2,3 bilhões –dos quais R$ 1 bilhão foram reembolsados pela ONU.

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“Há um investimento líquido de R$1,3 bilhão [do governo brasileiro]. É uma missão humanitária que já tem porta de saída e data prevista para acabar”, afirmou o ministro aos senadores.

Fonte: Folha de São Paulo

Tentativa de golpe no Burundi é condenada pela ONU

Manifestante grita ao ser detido em frente a uma barricada em Bujumbura, no Burundi, na quarta (13) (Foto: Reuters/Goran Tomasevic )

Violentos confrontos entre tropas rivais explodiram nesta quinta-feira (14) na capital do Burundi, Bujumbura, deixando três mortos, os primeiros desde a tentativa de golpe de Estado contra o presidente do país, lançada na véspera, que foi condenada pelo Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira.

No início desta tarde, tropas do general golpista Godefroid Niyombare, ex-chefe dos serviços de Inteligência, lançaram um novo ataque para tomar o edifício da rádio televisão nacional (RTNB), protegido por soldados leais ao presidente, que conseguiram manter o controle deste edifício emblemático.

Ao menos três militares morreram nestes confrontos, constatou um jornalista da AFP que viu os cadáveres a aproximadamente um quilômetro da sede da rádio, embora não tenha conseguido confirmar a qual dos dois grupos eles pertenciam.

É a primeira vez que são registradas mortes desde o início da tentativa de golpe de Estado, na quarta-feira.

Nkurunziza estava na vizinha Tanzânia quando a tentativa de golpe foi lançada e permanece ali em uma localização secreta de Dar es Salaam, indicaram oficiais tanzanianos.

O diretor da rádio, Freddy Nzeyimana, disse à tarde que a emissora havia voltado a funcionar, depois de ter parado de transmitir horas antes.

A sede da RTNB também havia sido atacada no início da manhã, depois que o chefe das forças armadas do Burundi utilizou a rádio para anunciar que o golpe lançado por Nyombare havia fracassado.

Posteriormente, Nzeyimana anunciou pela rádio o fracasso destas ofensivas, afirmando que a situação estava controlada e “os soldados leais são os que controlam a RTNB”.

A rádio divulgou uma mensagem telefônica de Nkurunziza a partir da Tanzânia, quase inaudível, mas na qual era possível reconhecer a voz do chefe de Estado.

Partidários do presidente atacaram, por sua vez, outros meios de comunicação independentes, como a Rádio Pública África, que transmitiam mensagens dos golpistas.

A tentativa de golpe ocorreu após semanas de protestos contra a intenção do presidente de conquistar um terceiro mandato, uma medida inconstitucional, segundo a oposição, já que Nkurunziza foi presidente durante duas legislaturas, desde 2005.

Condenações à tentativa de golpe
Enquanto isso, Nkurunziza segue na Tanzânia, onde estava quando a tentativa de golpe de Estado foi anunciada. Tentou retornar ao Burundi, mas ficou bloqueado no país vizinho, depois que seus opositores tomaram o controle do aeroporto e ordenaram o fechamento das fronteiras.

Um correspondente da AFP confirmou que o aeroporto da capital burundinesa estava nas mãos das forças golpistas.

“Está em Dar es Salaam, não podemos dizer onde”, confirmou à AFP um oficial de segurança do presidente da Tanzânia.

Em meio a soldados, manifestantes chegaram a comemorar nas ruas o suposto golpe de Estado no Burundi, na quarta-feira (13) (Foto: AP Photo/Berthier Mugiraneza)Em meio a soldados, manifestantes chegaram a comemorar nas ruas o suposto golpe de Estado no Burundi, na quarta-feira (13) (Foto: AP Photo/Berthier Mugiraneza)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo urgente à calma, enquanto o Conselho de Segurança condenou a tentativa de golpe e ordenou o retorno ao Estado de direito no país.

Os 15 integrantes do Conselho de Segurança, que se reuniram nesta quinta-feira para abordar a crise no país, condenaram, em um comunicado, o golpe de Estado contra o presidente Pierre Nkurunziza e ordenaram um rápido retorno ao Estado de direito.

Em um comunicado unânime, os membros do Conselho declararam que “condenam tanto os que promovem a violência de qualquer tipo contra civis quanto os que buscam tomar o poder por meios ilegais”.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Jeffrey Rathke, informou, em coletiva de imprensa, que os Estados Unidos reconhecem Nkurunziza como o presidente “legítimo” do Burundi.

O porta-voz admitiu haver uma “concorrência por exercer a autoridade” no Burundi, mas que Nkurunziza continuava sendo o presidente “eleito”.

O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, em foto de 4 de junho de 2014 (Foto: AFP Photo/François Guillot)O presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, em foto de 4 de junho de 2014 (Foto: AFP Photo/François Guillot)

O Departamento de Estado também admitiu que a situação política era “muito mutável” em Bujumbura, capital sacudida por “múltiplos confrontos armados” e ressaltou o apelo à calma feito pelos Estados Unidos às partes envolvidas no conflito, expressando sua “profunda preocupação” diante do “envolvimento do Exército” nesta crise.

Enquanto os Estados Unidos convidaram os burundineses a abaixar as armas, colocar fim à violência e dar mostras de moderação, a União Europeia advertiu que é “essencial que a situação não fique fora de controle”.

Nesta quinta-feira, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) condenou a utilização da força para tomar o poder e anunciou o envio ao país “de observadores de direitos humanos”.

Ao anunciar o golpe de Estado, Nyombare disse que ele não pretendia tomar o poder, mas formar um “comitê para a restauração da harmonia nacional” e trabalhar para a “retomada do processo eleitoral em um ambiente pacífico e justo”.

Nyombare, uma figura muito respeitada, foi destituído em fevereiro depois de ter desaconselhado Nkurunziza a se apresentar novamente nas eleições presidenciais.

Desde o fim de abril, quando os protestos começaram, mais de 22 pessoas morreram.

Mais de 50 mil burundineses fugiram a países vizinhos nas últimas semanas e as Nações Unidas se preparam para a chegada de milhares de outros refugiados.

Fonte>  G1

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