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Japão envia caças para interceptar aeronaves russas

Japão envia caças para interceptar aeronaves russas

Os caças das Forças de Autodefesa Aérea do Japão foram enviadas esta segunda-feira para interceptar quatro aviões militares russos que se aproximaram do espaço aéreo do país insular, divulgou o Ministério da Defesa japonês.

De acordo com o departamento, as aeronaves russas realizaram mais de dez voos ao longo da costa ocidental do arquipélago japonês, desde 26 de março, quando a Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos Rodong em direção a essa área do mar do Japão.

Fonte: Voz da Rússia

EUA vão enviar mais dois navios equipados com sistema antimísseis para o Japão

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Os Estados Unidos planejam enviar mais dois navios de guerra equipados com sistemas antimísseis para o Japão a fim de responder às ações “provocadoras” da Coreia do Norte, disse hoje o secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel.

“Em resposta às provocações e às ações destabilizadoras de Pyongyang, incluindo recentes lançamentos de mísseis em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, posso anunciar hoje que os Estados Unidos planejam destacar dois navios de guerra adicionais equipados com sistema de interceptação de mísseis balísticos Aegis para o Japão em 2017″, disse Chuck Hagel, numa conferência conjunta em Tóquio, após conversações com o, também, secretário de Defesa japonês, Itsunori Onodera.

Esses navios juntar-se-ão aos cinco do mesmo tipo que já se encontram implantados no Japão, onde os Estados Unidos têm bases importantes e um contingente de cerca de 50.000 militares.

FONTE: Diário Digital

EUA DEFENDERÃO O JAPÃO EM CASO DE ATAQUE DA CHINA POR ILHAS EM DISPUTA


 
 
 

O secretário de Estado americano, John Kerry, prometeu nesta sexta-feira que seu governo defenderá o Japão no caso de um ataque da China, inclusive os relacionados às ilhotas no Mar da China Oriental reivindicadas por ambas potências, enquanto Tóquio assegurou que responderá “com calma” às tensões com Pequim. Kerry se reuniu hoje no Departamento de Estado com o ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, e lhe reafirmou seu compromisso com o Tratado de Segurança assinado em 1960 por ambos países, pelo qual os Estados Unidos se comprometeram a defender ao Japão em caso de ataque.

“Nesta manhã destaquei que os Estados Unidos seguem estando tão comprometidos como sempre a cumprir nossas obrigações com base no tratado com nossos aliados japoneses. Isso inclui o relacionado ao Mar da China Oriental”, afirmou Kerry após a reunião. “Os Estados Unidos não reconhecem nem aceitam a ADIZ declarada pela China no Mar da China Oriental, e não têm nenhuma intenção de mudar suas operações na região”, acrescentou.

O conflito no Mar da China Oriental subiu de tom depois que em 2012 o governo japonês comprou três das ilhotas Senkaku (Diaoyu em chinês) de seu dono japonês, ao que a China respondeu com a criação em novembro do ano passado de uma Zona de Defesa de Identificação Aérea (ADIZ) que inclui o disputado arquipélago.

Por sua parte, Kishida disse que hoje definiu com Kerry que o Japão deve “responder de forma calma e decidida” à “tentativa da China de mudar o status quo através da coerção e a intimidação nas ilhas Senkaku e no mar da China Meridional”, onde Japão, China e outros países asiáticos também têm uma disputa territorial.

“Particularmente em relação ao anúncio da ADIZ, não poderemos aceitá-lo, e não podemos nunca perdoar ações que ameacem a segurança de nossa aviação civil”, ressaltou. No plano de defesa, Kerry e Kishida conversaram sobre “como modernizar a aliança de segurança e traçar um roteiro para as próximas décadas”, algo que servirá para enfrentar desafios regionais, responder às “ameaças da Coreia do Norte” e enfrentar desastres naturais, explicou o americano.

Falaram também da possibilidade de “mudar a localização” da base militar americana de Futenma (Okinawa), situada em uma área urbana e rodeada de casas e edifícios públicos, segundo Kishida, que confirmou que haverá uma primeira rodada de negociações sobre esse e outros assuntos na próxima terça-feira.

Por último, concordaram que a conclusão das negociações para criar o Acordo de Associação Transpacífico (TPP, em inglês) é “uma das coisas mais importantes que ambos países podem fazer por seu futuro econômico”, nas palavras de Kerry.

 

Fonte: DefesaNet

Dois aviões militares colidem no Japão

Dois aviões militares colidem no Japão

Foto: ru.wikipedia.org/wiki/Kawasaki_T-4

Dois aviões treinadores Kawasaki T-4 da Força Aérea do Japão colidiram no ar durante um voo de treinamento, segundo noticia a mídia japonesa.

O incidente ocorreu nos céus sobre o Pacífico, 45 km a sudeste da base aérea de Matsushima, localizada na ilha japonesa de Honshu.

Apesar de estragos, ambos os aviões conseguiram retornar com segurança à base. Os três pilotos que se encontravam a bordo das duas aeronaves não sofreram lesões.

 

Fonte: Voz da Rússia

Será que Japão tem potencialidades de produzir armas atômicas?

Será que Japão tem potencialidades de produzir armas atômicas?

Foto: en.wikipedia.org

O tema da energia nuclear voltou a tornar-se atual na véspera das eleições do governador de Tóquio no Japão.

Vários candidatos participam da corrida eleitoral sob o lema da renúncia total à energia nuclear.

Até o primeiro-ministro Shinzo Abe, que se manifestava anteriormente a favor do regresso à utilização de centrais atômicas, se pronunciou pelo estudo dessa questão.

A ideia de renunciar à energia nuclear é popular no Japão podendo permitir agora ganhar um capital político. Na realidade, contudo, não será muito fácil recusar-se a usinas atômicas e isso não depende apenas da energia, diz Dmitri Streltsov, orientalista russo e professor do Instituto de Relações Internacionais de Moscou:

“A energia atômica não pode ser vista no Japão só no contexto de sua utilização pacífica para gerar energia comum. Trata-se também de um certo potencial militar-técnico, embora a direção política não levante essa questão. Não é casual que o Japão optou pela via de desenvolvimento do setor da energia atômica à base de combustível misto, na cuja utilização se produzem materiais físseis aptos para a criação de armas atômicas”.

Os japoneses não admitiram em 2011 liquidadores estrangeiros à usina nuclear de Fukushima 1. Tal posição surpreendeu muitos peritos, gerando diferentes versões, inclusive a seguinte: os estrangeiros não foram admitidos à central de Fukushima 1, porque ali poderiam encontrar-se reservas de plutônio que pode ser facilmente transformado em plutónio militar.

Esta versão deixa de parecer irreal, se lembrarmos, por exemplo, de um comunicado publicado em 6 de junho de 2002 no jornal Yomiuri, no qual se cita a declaração do então governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, de que “o Japão dispõe de armas nucleares”. Este comunicado foi retirado do site do jornal, mas foi conservado por um blogueiro japonês. Transcrevemos o texto integral do comunicado:

“O governador da capital Ishihara encorajou o secretário do gabinete de ministros.

Em 6 de junho (de 2002), tornou-se conhecido que o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, apoiou em conversa telefônica o secretário do gabinete de ministros Fukuda a respeito de “três princípios anti-nucleares”.

Segundo uma fonte, Ishihara ressaltou que “o Japão dispõe de armas nucleares” e concedeu ao secretário Fukuda materiais de que o país tem armas nucleares. 6 de junho (de 2002). 12:24”.

O governo do Japão começou a discutir seriamente a questão sobre o desenvolvimento de suas próprias armas nucleares após a China ter efetuado em 1964 seu primeiro teste nuclear, faz lembrar Streltsov. O fato de o Japão ter sido um dos últimos grandes países a ratificar o tratado da não-proliferação de armas atômicas, só em 1976, testemunha que a luta em torno dessa questão foi intensa.

No entanto, Dmitri Streltsov aconselha a não confiar muito na versão de que na central de Fukushima teria sido armazenado plutônio militar:

“A sociedade civil no Japão é bastante forte, existem várias formas de controle e, apesar do caráter secreto, é difícil esconder tal informação. Por isso, custa acreditar que o governo japonês possa acumular plutônio militar.

Ao mesmo tempo é evidente que o Japão tem materiais físseis, tecnologias e potencialidades de produção de armas nucleares. E o governo irá mantê-las em estado eficaz em quaisquer condições independentemente se for conservado ou não o setor da energia atômica, para que seja possível reorientar-se rapidamente em situação crítica”.

No Japão há forças políticas influentes que se manifestam pela renúncia oficial aos três princípios anti-nucleares: não possuir, não fabricar e não importar armas nucleares. No entanto, Dmitri Streltsov não acredita que o Japão possa optar por este caminho:

“Os japoneses reagem negativamente às armas nucleares e não haverá quaisquer mudanças radicais nessa posição, porque os japoneses entendem bem que a posse de armas nucleares não dá quaisquer garantias de segurança”.

Por isso, em opinião do perito russo, é pouco provável que o problema de posse de armas atômicas seja posto na agenda do Japão num futuro próximo, mesmo levando em consideração todas as alterações geopolíticas, inclusive o pioramento brusco das relações com a China.

 

Fonte: Voz da Rússia

Relembre: Japão lança maior navio militar desde a II Guerra

Japão reorienta a defesa para a China e Coreia do Norte

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Foto: EPA

O programa de defesa nacional para o período depois de 2014, publicado pelo governo japonês, provocou uma reação negativa da China. Pequim viu nele o renascimento do militarismo nipônico. Semelhante reação é completamente natural visto que, no quadro desse programa, o Japão rompe completamente com a herança da época da guerra fria, quando o adversário importante era a URSS (Rússia). O novo programa concentra-se completamente nas novas ameaças: China e Coreia do Norte.

A julgar pelos documentos publicados por japoneses, o país planeja realizar reduções significativas nos tipos fundamentais de armamentos do Exército. Por exemplo, as Forças de Autodefesa do Japão podem ter 600 tanques e 700 sistemas de artilharia. No futuro, planeja-se reduzir a quantidade de armamento pesado até 300 tanques e 300 peças de artilharia. Tendo em conta as dimensões do Japão, pode reconhecer-se que o número de unidades militares terrestres com armamentos pesados irá ser reduzido até ao mínimo absoluto em caso de necessidade extrema, imprevisível. Ao mesmo tempo, cresce o número de unidades terrestres de reação rápida equipadas com armamento ligeiro.

O Japão aumenta o número de submarinos de 16 até 22, de contratorpedeiros com o sistema antimíssil norte-americano AEGIS de 6 para 8, a quantidade de caças de 260 para 280. Serão rearmadas as unidades terrestres de defesa antiaérea. O Japão tenciona também aumentar consideravelmente as possibilidades de controle do espaço aéreo à custa de um maior número de aviões de detecção a longa distância. Tendo acesso à produção da indústria militar americana e sólidas possibilidades técnicas e financeiras próprias, os japoneses têm capacidade de aumentar rapidamente o potencial militar.

No novo programa militar japonês assinala-se a necessidade de criação de potencial para realizar um contra-ataque contra as ilhas Senkaku no caso de invasão por um Estado estrangeiro. Para isso serão adquiridos navios especiais de desembarque. Além disso, será prestada atenção ao aumento da resistência da infraestrutura militar japonesa face a possíveis ataques de mísseis. Assinala-se que o Japão analisa não só medidas complementares de defesa antimíssil, mas também possibilidades de criação do seu próprio potencial de contenção e de desferir um ataque de resposta.

Isso pode significar que o Japão envereda pela via da Coreia do Sul e Taiwan e criará os seus próprios mísseis, possivelmente com base nos mísseis antinavio já produzidos no país. Neste caso, a China terá de reforçar a defesa antiaérea e antimíssil dos alvos da sua infraestrutura militar marítima na costa do mar da China Oriental.

Não obstante o fato de os planos de rearmamento do Japão poderem criar algumas dificuldades a Pequim na região do mar da China Oriental, as envergaduras da modernização militar dos dois países continuam a ser incomparáveis. A China pode bem aumentar a quantidade dos mísseis de cruzeiro já existentes e dos seus portadores (navios e aviação) até ao nível de poder desencadear contra o Japão um golpe convencional fulminante com uma enorme força destruidora. Os grandes hovercrafts de tipo Zubr de que a China dispõe, adquiridos à Ucrânia, aumentam seriamente as possibilidades das tropas chinesas na disputa por ilhas distantes.

Ao mesmo tempo, o conflito militar não é o objetivo de nenhuma das partes. O objetivo da China consiste em levar o Japão a reconhecer a existência de um litígio territorial, a começar conversações e, no futuro, a ter em conta os interesses da segurança da China. O Japão tenta limitar o aumento da influência na região, apoiando-se na união com os EUA. Ambas as partes precisam de novos tipos de armamentos. Em primeiro lugar, para alargar as possibilidades de manobra política na solução dos problemas territoriais.

 

Os fatos citados e as opiniões expressas são de responsabilidade do autor

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