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Iraque: ‘Invasão turca é grave violação de sua soberania

O Iraque está exigindo a retirada imediata destas tropas que estão supostamente em uma missão de treinamento perto da cidade iraquiana de Mosul.

“As forças armadas turcas localizadas perto de Mosul invadiram o país sem permissão e devem sair imediatamente”, disse o comunicado do primeiro-ministro iraquiano Haider Abadi, obtidos pela RIA Novosti.

Na sexta-feira, vários relatos da mídia comunicaram que cerca de 130 militares turcos foram enviados para a área de Mosul, alegadamente para treinar os curdos Peshmerga (uma força militar do Curdistão iraquiano).

O premiê Haider al-Abadi disse no Twitter que a “presença não autorizada de tropas turcas na província de Mosul é uma grave violação da soberania iraquiana”.

Mosul foi capturado por militantes do Daesh, também conhecido como o Estado Islâmico, em junho de 2014. Na época, a cidade tinha uma população de mais de 2 milhões de habitantes.

O Daesh, um grupo sunita radical, ocupou vastas áreas do Iraque, bem como da Síria. A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que inclui a Turquia, tem realizado ataques aéreos contra alvos do Daesh no Iraque e na Síria desde setembro de 2014.

No entanto, segundo a Reuters, o envio de militares turcos ao Iraque não foi feito no âmbito da coalizão.

As forças Peshmerga no Iraque têm combatido ao Daesh no terreno.

Fonte: Sputnik

Blackwater (Xe) – O Maior exército mercenário do mundo.

 

A Xe, antigamente conhecida como Blackwater, é atualmente o maior exército mercenário do mundo, com diversos contratos com o governo dos EUA, atuaram muito no Iraque, causando muitas mortes de civis, pois graças a uma jogada politica, eles são imunes à Justiça iraquiana e não estão sujeitos à disciplina das forças regulares americanas.
A blackwater sempre esteve envolvida em escândalos, um dos maiores deles envolveu o dono da empresa, onde foi acusado de matar 17 concorrentes de outras empresas do tipo. O cara é do mal mesmo.

Estima-se que a empresa já faturou mais de 1 bilhão em contratos, os mercenários ganham salários bastante generosos, nem se compara com as Forças Armadas.
A Blackwater foi criada na Carolina do Norte em 1996. Nas redondezas há um pântano de águas negras, por isso o nome: Blackwater.

A empresa possui mais de 2,3 mil seguranças particulares operando em nove países, inclusive dentro dos EUA. Possuem um banco com mais de 21 mil ex-agentes e soldados de Forças Especiais e policiais aposentados, que pode convocar a qualquer momento. A companhia possui uma frota particular de mais de vinte aeronaves (incluindo “Super Tucanos”, helicópteros de combate e zepelins e aviões não-tripulados de reconhecimento). O quartel general possui 28 quilômetros quadrados em Moycock, na Carolina do Norte.

É a maior instalação militar privada do mundo! Além disso, é a mais moderna, realiza o treinamento de agentes da lei locais ou federais (FBI, por exemplo), bem como, soldados de países “amigos”.

A Blackwater está construindo outros campos pelos EUA e um de treinamento na selva filipina. Os agentes da companhia são do mundo todo (Filipinas, Chile, Nepal, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá e Peru), mas de países com longa ficha de ditaduras e desrespeito aos direitos humanos. Na seleção da Blackwater, os inscritos indicam sua experiência com o fuzil AK-47, Glock 19, M-16, carabinas M-4, metralhadoras, morteiros, foguetes e granadas, assim como se já pertenceram ou atuaram como franco atiradores, pilotos, peritos em explosivos e experiência em unidades de assalto.

O dono da companhia é Erik Prince, um bilionário, com grandes doações para candidatos republicanos. Erik, embora rico, fez parte do SEAL Team 8, da Marinha.

Permaneceu por 4 anos na elite das forças armadas americanas e se associou a Al Clark para fundar a empresa. Al Clark foi durante onze anos um dos principais instrutores de tiro da elite da unidade (SEAL), ou seja, instruía a elite de atiradores da unidade de elite de todas as forças armadas da maior potência militar do planeta. O conceito da empresa nasceu para superar os campos de treinamento da elite das forças americanas.

Os dois queriam um campo de treinamento superior a tudo que existia até então. Conseguiram, hoje a Blackwater possui um centro de referencia mundial no treinamento de agentes. Inclusive, a empresa exporta tecnologia de treinamento, como alvos móveis e cenários “reais” de conflitos.

A companhia produz carros blindados e aviões espiões (chamado Polars) para o governo dos EUA, em suma, é uma empresa de porte transnacional.

Via mataleone.

EXCLUSIVO: Wagner faz discreta viagem de pouco mais de 24 h ao Iraque; iraquianos querem lançadores de foguetes Astros 2 e aviões Super Tucano

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Os ministros Jaques Wagner (à esquerda) e Al-Obeidi, ouvem a execução dos hinos nacionais dos seus países no alto da escadaria do Ministério da Defesa do Iraque, em Bagdá, no início da noite de terça-feira passada (11.08)

O ministro da Defesa do Brasil, Jaques Wagner, fez uma rápida e discretíssima viagem de pouco mais de 24 horas a Bagdá, entre os dias 11 e 12 deste mês – terça e quarta-feira da semana passada.

Uma fonte do Ministério da Defesa contou à coluna INSIDER que o ambiente de sigilo que cercou a visita foi recomendado expressamente pelo Ministério das Relações Exteriores, que temia que a presença do ministro na capital iraquiana atraísse algum tipo de ofensiva do Estado Islâmico ou de outro grupo terrorista à capital iraquiana, e aconselhado também pela presidenta Dilma Roussef.

Wagner reuniu-se, na sede do Ministério da Defesa do Iraque com o seu colega Khaled Yassin al-Obeidi, um membro do Parlamento local que foi engenheiro da Força Aérea e recepcionou seu convidado metido numa farda verde. O visitante brasileiro estava acompanhado de sete funcionários do Itamaraty, entre diplomatas acreditados em Bagdá e executivos do setor de Promoção Comercial de sua Chancelaria.

Os iraquianos querem comprar armamentos brasileiros, e essa não é, propriamente, uma novidade.

Wagner já tivera a oportunidade de discutir o assunto diretamente com as autoridades de Defesa iraquianas: a primeira vez durante a LAAD 2015, na primeira quinzena de abril passado, no Rio, e a segunda no dia 2 de junho, quando recebeu em seu gabinete de Brasília uma delegação iraquiana liderada pelo ministro das Relações Exteriores Ibrahim Al-Jaafari.

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2 de junho: Wagner recebe em seu gabinete o chefe da diplomacia iraquiana, Al-Jaafari

Astros 2 – Os militares do Iraque demonstraram especial interesse nas viaturas lançadoras de foguetes Astros 2, fabricadas pela companhia paulista Avibras, que disparam foguetes terra-terra, de saturação de fogo de artilharia, a distâncias entre 30 e 90 quilômetros. E também mencionaram o desejo de obter maiores informações sobre a produção brasileira de blindados 6×6 de transporte de tropas da família Guarani, produzidos pela Iveco Latin America no município mineiro de Sete Lagoas.

Entre os armamentos para forças terrestres poderão ser incluídos também nessa negociação os lança-rojões que vem sendo desenvolvidos pela indústria nacional, além de armas portáteis e munições.

Os iraquianos pareceram igualmente dispostos a examinar a aquisição de um lote de aviões turboélices de ataque A-29 Super Tucano, da Embraer, bem como de armas aéreas, como mísseis e bombas.

O ministro da Defesa do Brasil ainda ofereceu vagas nas principais academias e escolas militares brasileiras para formar os jovens militares iraquianos.

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Lançador de foguetes terra-terra do Sistema Astros 2, fabricado pela Avibras

Wagner e Al-Obeidi acertaram que os ministérios da Defesa dos dois países formarão uma comissão binacional para elencar os equipamentos da indústria de material de Defesa do Brasil que interessariam ao Exército e à Força Aérea do Iraque.

Cifra – Na delegação brasileira que acompanhou o ministro da Defesa ficou a impressão que as compras iraquianas podem alcançar uma cifra atraente, entre 1 bilhão e 1,5 bilhão de dólares. Mas o Itamaraty teme que, mais difícil do que fazer a venda dos equipamentos, propriamente dita, seja organizar as linhas de crédito que vão suportar essas compras por parte do governo de Bagdá.

Em uma rápida entrevista à tevê estatal iraquiana, ao final da reunião de trabalho mantida com Al-Obeidi, o ministro Jaques Wagner disse que “o mundo inteiro torce para que a paz se restabeleça no Iraque”, e acenou com “cooperação para passar os nossos treinamentos e o nosso profissionalismo”. Nesse sentido, disse ele, “nós estamos dispostos a contribuir”.

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Aviões de ataque Super Tucano pertencentes à Força Aérea Colombiana; um produto também para o Iraque?

Fonte: Plano Brazil

Por que, se o Brasil fosse a Síria, o ISIS controlaria Manaus?

angeli estado islamico brasil

“Se a Síria fosse o Brasil, hoje Assad teria o controle do Sul, Sudeste e da maior parte do Nordeste. Grupos rebeldes teriam o Centro-Oeste e o ISIS teria nas mãos a Amazônia.” Gustavo Chacra

O Estado de São Paulo (OESP), 05 agosto 2015

Por Gustavo Chacra

Um mapa pode enganar bastante. Quando observamos o mapa territorial da Síria e as áreas controladas pelo regime de Bashar al Assad, parece que este controla cada vez menos os sírios. Mas, se prestarmos mais atenção, veremos que o líder sírio tem o comando ainda dos principais centros populacionais e das regiões mais estratégicas do país. Além disso, grande parte das áreas supostamente nas mãos dos rebeldes (sejam eles da Al Qaeda ou do ISIS) é deserto.

Comparem com a Colômbia nos anos 1990. Na época, o governo controlava as principais cidades. Algumas outras estavam nas mãos de cartéis, como Cali e Medelin. Por último, organizações como as FARC e o ELN tinham nas mãos enormes áreas rurais do país. Isto é, na prática, o governo de Bogotá tinha um controle inferior ao do regime de Damasco na guerra civil colombiana (hoje aumentou bastante as áreas nas mãos do governo).

O Iraque também serve como exemplo. Muito se fala da perda de controle territorial na Síria e pouco no do Iraque. Mas Assad ainda tem nas mãos todas as cidades mais populosas (Damasco, Homs, Hama, Latakia, Tartus), embora não domine totalmente Aleppo – ainda comanda as áreas mais ricas e maiores desta metrópole que é centro econômico sírio. Já o governo em Bagdá, além de não apitar mais no Curdistão, perdeu a segunda maior cidade iraquiana, Mossul, para o ISIS, também conhecido como Grupo Estado Islâmico ou Daesh, e também de outras cidades importantes. Na Síria, o ISIS domina apenas uma capital de Província – Raqaa, que estrategicamente tem pouca importância. O avanço do ISIS, portanto, é maior no Iraque do que na Síria.

O importante, para Assad, neste momento, é manter o controle da costa mediterrânea, do corredor que leva do litoral até Damasco (Homs e Hama), de toda a fronteira com o Líbano e da estrada que leva da capital síria até a Jordânia, incluindo Daara. Destas, apenas a quarta corre risco neste momento e houve interrupções recentes.

O regime sobreviveria sem Aleppo, mas a perda desta metrópole seria grave por dois motivos. Primeiro, simbolicamente, não existe Síria sem Aleppo. Em segundo lugar, Aleppo poderia servir de base para as forças da oposição criarem uma capital paralela, na qual possam reivindicar como a “verdadeira Síria”, no estilo Benghasi para a Líbia em 2011.

De qualquer maneira, sempre olhem com cautela os mapas. Se a Síria fosse o Brasil, hoje Assad teria o controle do Sul, Sudeste e da maior parte do Nordeste. Grupos rebeldes teriam o Centro-Oeste e o ISIS teria nas mãos a Amazônia. Raqaa seria Manaus.

Drone militar dos EUA cai no Iraque e vira tema de selfie


É uma boa ideia utilizar drones para fazer vigilância??? Comente!!!


Uma história inusitada gerou uma das selfies mais corajosas já registradas. Um drone de vigilância do Exército dos Estados Unidos que caiu no deserto de Samawa, no sudeste do Iraque, virou atração da população local — e foi até cenário de uma foto de si mesmo de Steven Nabil, um ativista e comunicador que não perdeu a oportunidade de registrar o feito.

O Pentágono confirmou que o drone pertence mesmo ao país e que ele não estava armado. Vale lembrar que essa informação não é tão óbvia quanto parece: os Estados Unidos cada vez mais utilizam-se desses dispositivos para eliminar alvos de células terroristas e potenciais ameaças.

O objetivo seria somente realizar a vigilância e o monitoramento no local — ação que se torna cada vez mais comum em nações como Iraque e Síria.

O drone é um modelo MQ-1 e, segundo o órgão militar, caiu devido a “complicações técnicas”. As próprias fotos indicam que não há sinais de disparos. Autoridades iraquianas e norte-americanas trabalham em conjunto para recuperar o veículo e estudá-lo para definir com precisão a causa do acidente.

Falsa batalha inventada nas redes sociais engana ‘EI’ e opositores no Iraque

Pegadinha nas redes enganou os dois lados da batalha (Foto: AP Photo/Hadi Mizban)

Uma batalha falsa, inventada em um onda de tuítes por um morador de Londres, enganou tanto apoiadores do grupo autodenominado “Estado Islâmico” quanto seus opositores, que defendem as milícias xiitas no Iraque.

As informações divulgadas davam conta de uma grande batalha entre os militantes do “Estado Islâmico” e combatentes xiitas e iraquianos. Logo após a notícia ser divulgada, usuários do Twitter que apoiam as forças anti-EI disseram que haviam conquistado uma vitória histórica.

“Muita festa em Karbala após a liberação de Shichwa”, tuitou um usuário.

“10 mil refugiados fogem de Shichwa para Karbala”, dizia outro tuíte.

Também se espalharam rumores de que países vizinhos estavam sendo arrastados para a luta: “Desastre: Exército saudita deve se mobilizar rapidamente na fronteira do Iraque”.

Mas a batalha de Shichwa nunca ocorreu – na verdade, Shichwa nem é um lugar real.

A ficção foi criada por Ahmad al-Mahmoud, um iraquiano que mora em Londres e dono da conta de Twitter @IraqSurvey. A conta normalmente agrega notícias sérias sobre o que está ocorrendo no país e tem quase 14 mil seguidores.

Mas um dia ele “ficou entediado” e tuitou que o “Estado Islâmico” havia se retirado de Shichwa. Ele chegou a compartilhar imagens de veículos de mídia, alteradas no Photoshop, que mostrariam uma suposta discussão sobre a batalha.

Antes que ele se desse conta, ele havia começado uma febre. “As pessoas começaram a adicionar informações, contruindo mapas como se fosse Sim City”, disse ele ao BBC Trending. Alguns postaram notícias falsas sobre a luta e um chegou a postar um mapa do campo de batalha (abaixo).

Usuário do Twitter chegou a postar mapa do campo de falsa batalha (Foto: Reprodução/ Twitter/ hassadovic)Usuário do Twitter chegou a postar mapa do campo de falsa batalha (Foto: Reprodução/ Twitter/ hassadovic)

Vingança
Logo os rumores começaram a se espalhar para fora do Iraque. Simpatizantes da Unidade de Mobilização Popular – as milícias anti-EI que lutam ao lado do governo iraquiano – começaram a se gabar sobre a batalha.

Então, simpatizantes do “Estado Islâmico” começaram a falar em vingança, e os boatos passaram a causar medo em internautas na Arábia Saudita.

Depois de dois dias, ao perceber que a brincadeira havia saído do controle, Mahmoud passou a desmenti-la.

O BBC Trending questionou Mahmoud sobre sua “brincadeira” – considerada perigosa por muitos, por alimentar e explorar conflitos e medos de pessoas reais.

Ele nega que tenha sido irresponsável ao inventar uma batalha em sua conta – dedicada sobretudo a notícias reais. O próprio nome do lugar, Shichwa, é uma brincadeira: em árabe iraquiano significa “bexiga de queijo”, uma forma tradicional de fazer laticínios.

Mahmoud diz que isso por si só já deveria ter dado uma pista para as pessoas: “Não era algo sério. Qualquer iraquiano sabe o que é uma shichwa.”

Mahmoud faz críticas aos dois lados do conflito – ele não apoia o “Estado Islâmico”, mas tampouco defende as milícias xiitas e é muito crítico ao governo iraquiano. A batalha falsa foi essencialmente para fustigar as milícias e ver se elas usariam as notícias para reivindicar vitória. E para este fim, diz ele, a pegadinha funcionou.

“Depois de algumas horas começamos a ver contas de Facebook (xiitas) dizendo que o ‘Estado Islâmico’ havia perdido a batalha e que isso havia sido uma grande vitória”, diz ele.

Fonte: BBC Trending

Brasil cogita ajudar Iraque em luta contra Estado Islâmico

Em reunião com o vice-presidente Michel Temer, o ministro de Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, pediu o apoio do Brasil no combate ao Estado Islâmico e ressaltou que tem oportunidades de negócios, especialmente na área petrolífera, para empresas brasileiras. Jaafari também destacou o desejo de investir no Brasil.

Temer sugeriu levar uma comitiva de empresários ao Iraque para ampliar os investimentos naquele país. Em 2014, o Brasil exportou US$ 227 milhões, especialmente em carnes, para o Iraque, e importou US$ 1,4 bilhão, sobretudo em combustíveis.

O vice-presidente disse ao chanceler iraquiano que o Brasil tem grandes programas de ampliação de infraestrutura que poderiam receber investimentos do Iraque.

Jaafari relatou a Temer o esforço do Iraque para conter a expansão do grupo extremista denominado Estado Islâmico e agradeceu a posição do Brasil de combate ao terrorismo.

O chanceler afirmou que o perigo representado pelo grupo atinge o mundo inteiro, e não apenas a região em que o Iraque está localizado. Ressaltou ainda que deseja ampliar as parcerias na área da cultura entre Brasil e Iraque, que têm relações diplomáticas desde 1939.

Fonte: O Globo

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