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Sinopse: Terceira Guerra Mundial: Batalha do Amanhã

Autor: Francisco Santos

O ano é 2050, após mais de 1 século e meio de exploração dos recursos naturais não renováveis, a humanidade se encontra agora em um mundo cada vez mais sombrio, guerras no Oriente Médio e na Europa se intensificam, nações inteiras sofrem com tufões, tempestades, alagamentos e secas, o tempo está descontrolado, países inteiros no Caribe e Oceania desapareceram com aumento dos níveis das águas.

Diante do cenário catastrófico as maiores potências do mundo se reúnem para discutir o que fazer diante de tal situação, ao mesmo tempo as reservas de petróleo se esgotam no Oriente Médio, agora sem o recurso precioso que interessa as nações desenvolvidas a região perde o interesse das grandes potências, tornando a região que já tem um histórico de confrontos secular palco de novos confrontos sangrentos.

Os países reunidos em Genebra decidem que o melhor a se fazer para solucionar a crise é a criação de Uniões de países, mega blocos econômicos semelhantes a União Europeia, no entanto, integrados como um só país, um só governo e uma só política de combate a crise energética que começa a afetar o desenvolvimento e a população destes países.

Ao mesmo tempo que esta reunião acontece, a população dos países subdesenvolvidos atingidos pela crise climática e energética protestam contra seus governos, a estabilidade política garantida nas primeiras décadas do Século através da ONU não existe mais, para piorar a situação que já é caótica, a China avança militarmente contra países asiáticos, ilhas, territórios e países inteiros são anexados pela China sem nenhum pudor.

Em meio ao avanço da China, a Rússia governada por Vladimir Vokovit anexa todas as Ex-Repúblicas Soviéticas, temerosa a Polônia pede ajuda a OTAN e União Europeia e teme uma nova invasão ao seu território, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra que terminou com a URSS invadindo o país, mas EUA e Europa sabem que não poderão apoiar uma guerra na Europa pelo fato de não possuírem recursos suficientes para um conflito que pode durar meses ou anos, apesar das reservas americanas de petróleo e da produção baixa em estados como Califórnia e no Golfo do México, tanto os americanos quanto os europeus sabem que precisam guardar suas reservas para se defenderem de ataques diretos a seus territórios, com isso os pequenos países da Europa, toda a África e países subdesenvolvidos estão desprotegidos, a OTAN agora não representa mais uma força militar de dissuasão.

Com a queda do equilíbrio geopolítico mundial, potências econômicas expandem seus territórios em busca de recursos naturais quase esgotados, com os EUA não é diferente, o país americano fechou um acordo político criando a Federação das Américas formando ate então o maior Bloco Político Econômico que o mundo já viu, do Canadá ao Panamá e incluindo o Chile aqui na América do Sul, o bloco possui um presidente que tem mandato de 4 anos e é eleito pelo Conselho de Países que é formado por Senadores de todos os membros da federação, o presidente é a autoridade máxima, defesa, política e economia estão subordinados a ele, os países agora são estados e os estados federados e províncias agora são departamentos dos agora Estados Unidos da Federação das Américas.

No entanto, algo pode estragar os planos americanos, o Brasil e todos os países da América do Sul se recusaram a aderir a esta união criada pelos EUA, segundo os presidentes dos países sul-americanos os EUA apenas querem colonizar os países para que forneçam-lhe recursos naturais enquanto os países são usados pelos americanos, no entanto o Chile seduzido por promessas de investimentos bilionários e proteção militar contra invasões de Bolívia e Peru que reivindicam partes do território chileno aderiu o bloco, tornando-se ate agora o único país da América do Sul a aderir.

Insatisfeito com a recusa do Brasil e dos países que formam a Amazônia de aderir ao bloco, os EUA farão de tudo para que os recursos naturais destes países sejam seus a qualquer custo.

O Livro deve ser lançado ainda este ano.

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Força Aérea Brasileira estuda opções para a transição dos Gripen NG até a chegada em definitivo

el avin de pruebas gripen ng saab

Até a chegada dos Gripen NG, a Saab propôs uma solução temporária baseada na venda de caças Gripen C / D da Força Aérea Sueca, por meio de leasing ou arrendamento, entre os anos de 2016 e 2018. Com estas aeronaves a capacidade de se poder manter a superioridade aérea e o treinamento da tripulação seriam fornecidos.

Ainda assim consideraria a hipótese de outras opções para fornecer uma capacidade temporária até a data de entrada do Gripen NG e dentre umas oferecidas foi a chamada “Gap Filler” como forma alternativa, aonde se pagaria pelas horas de vôo, em vez de aquirir ou locar tais aeronaves. Esta opção foi anunciada durante o evento recente, a III mostra BID-Brasil (Defesa Base Industrial), realizada em Brasília, depois que membros do Ministério da Defesa e da Força Aérea Sueca tiveram uma reunião.

Gripen E2

Durante este evento foi oferecido esta alternativa alternativa baseada na “compra de horas de vôo.” Assim, a FAB estaria disposto a pagar para usar essas aeronaves durante 1200-1500 horas de vôo por três ou quatro anos para o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (GDA) para continuarem a cumprir suas missões de defesa.

A idéia seria de “alugar” de 12 à 16 aeronave, no entanto hoje esse número pode ser reduzido para 8 até 12 aviões, esta diminuição se dá tanto por problemas orçamentários brasileiros, assim como as necessidades atuais da Força Aérea Sueca em relação a tensão com Russia.

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Os custos ainda são o principal fator do programa, e na verdade a principal vantagem que o Gripen obteve para vencer a licitação brasileira foi o preço, como a proposta econômica Saab ficou muito aquém do Super Hornet da Boeing e do Dassault Rafale.

Informações ventiladas em midias, deram que acordo firmado para a locação ou arrendamento pela FAB seria cancelado por ponca de cortes nos orçamentos e com isso a Força Aérea estaria disposta a desistir da transição do Gripen devido ao alto custo. A questão é urgente porque em dezembro de 2013, os Mirage 2000 C / B 1ºGDA  forma retirados de serviço e em 2017 também irá começar a retirada de serviços das primeiras unidades de F-5 EM / FM.

 

Fonte: Operacional Segurança & Defesa

 

Contrato do Gripen NG até o final do ano

Na montagem, o futuro Gripen NG/BR "break" com um caça-bombardeiro A-1. (Foto-montagem: Giordani)

FAB avalia proposta de empresa sueca.

Foram três semanas de avaliações e discussões acerca dos detalhes para a compra de 36 caças Gripen NG.

Quinze representantes da empresa sueca SAAB estão nesta semana na sede do Comando da Aeronáutica, em Brasília (DF), para discutir os detalhes da proposta de aquisição de 36 caças Gripen NG.

Eles se reúnem em grupos com uma comissão de representantes da FAB para tratar de aspectos logísticos, operacionais, técnicos, offset, industriais, comerciais e de conceito do programa de aquisição. Entre os dias 11 e 22 de agosto, uma equipe de cerca de 40 militares e civis do Comando da Aeronáutica avaliou cada detalhe da proposta apresentada.

Conforme o cronograma previsto, esta é a primeira de três rodadas de avaliações e discussões. Após essa fase, a SAAB encaminhará a proposta final. A expectativa do Comando da Aeronáutica é assinar o contrato até o fim do ano.

Gripen C/D

Na próxima semana, militares da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) vão se reunir com representantes do governo sueco para tratar do projeto de cessão temporária de caças Gripen das versões C e D, já em uso naquele país. A reunião irá abordar, em detalhes, como será o treinamento de aviadores e de pessoal de apoio na Suécia.

FONTE: Força Aérea Brasileira Via Cavok

Brasil quer negociar prazo de 15 anos e carência até 2023 para pagar caça sueco

Gripen_JAS39E

Os governos de Brasil e Suécia estão concluindo as negociações para o financiamento da compra dos 36 novos caças Gripen NG pela Aeronáutica, um negócio de US$ 4,5 bilhões, cujas condições são consideradas bastante satisfatórias pelas autoridades brasileiras. A expectativa da administração Dilma Rousseff é que a linha de crédito seja feita de governo a governo, com taxa de juros de 3% ao ano, prazo de 15 anos e início de pagamento só a partir da entrega de todos os aviões pela empresa Saab. Ou seja, carência até 2023 e um potencial impacto fiscal somente no longo prazo.

Gripen NG para F-X2 - cronograma de entregas e de pagamentos - imagem via apresentação Saab em Brasília 6mar2013

O modelo do financiamento deveria ser definido na visita ao país da ministra da Defesa da Suécia, Karin Enström, prevista para esta semana. Mas a viagem foi adiada e em breve será remarcada para uma nova data. Como é responsável pelas operações de combate a um incêndio florestal que já destruiu 15 mil hectares e desalojou mil moradores, a ministra decidiu não sair da Suécia. Chegou a ser cogitada a possibilidade de o vice-ministro Carl von der Esch representá-la, mas a ideia também foi deixada de lado devido ao incêndio. O desastre natural virou uma pauta da política local.

A empresa sueca Saab foi declarada vencedora da disputa no chamado projeto FX-2 em dezembro de 2013, batendo o Rafale da francesa Dassault e o F-18 da americana Boeing. Desde então, vêm sendo discutidos os detalhes do contrato de aquisição dos caças, o qual deve ser assinado até o fim do ano.

O projeto FX-2 tem como objetivo a substituição dos caças de combate F-5 e Mirage, o que engloba também logística, treinamento, simuladores de voo e projetos de transferência de tecnologia e cooperação industrial. A Embraer já assinou um memorando de entendimento com a Saab para que as duas empresas façam a gestão conjunta do projeto. Procurada, a companhia não quis se pronunciar.

Farnborough - maquete Gripen - foto 10 Saab

Duas iniciativas são articuladas entre os países. Uma é o desenvolvimento e a aquisição dos 36 caças novos, os quais devem começar a ser entregues em 2018. O outro é a oferta da Suécia para que o Brasil receba dez Gripen na sua versão atual como solução temporária até a chegada das novas aeronaves. Esses modelos são usados hoje pela África do Sul, por exemplo, para onde a Aeronáutica enviou recentemente uma comitiva a fim de conhecer a operação dos equipamentos e testá-los.

A FAB deve mandar militares para a Suécia em 2015 para treinamento, e os suecos também têm enviado ao Brasil representantes para que o projeto avance. Uma comitiva da Saab, por exemplo, visitou pela primeira vez em abril a Base Aérea de Anápolis, onde os novos caças ficarão. Dois meses antes, a agência de exportação de equipamentos militares do governo sueco fez o mesmo.

Em abril, durante visita à Suécia do ministro da Defesa, Celso Amorim, os dois países assinaram acordos para viabilizar a cooperação na área de defesa e a proteção de informações sigilosas.

Gripen NG - vista ventral com cargas externas - foto Saab

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

IMAGENS: Saab

NOTA DO EDITOR: o cronograma de entregas e pagamentos, que é a segunda imagem de cima para baixo, consta de apresentação feita em Brasília em março de 2013, meses antes do anúncio da escolha do Gripen no programa F-X2.

Embraer fecha acordo com Suécia para produzir caça para a Aeronáutica

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) assinou um memorando de entendimento com a indústria sueca Saab – vencedora do projeto FX-2 para vender novos caças militares ao Brasil – que prevê uma parceria no gerenciamento conjunto do projeto e da produção dos aviões Gripen para a Aeronáutica.

Segundo as duas empresas, a Embraer “terá um papel de liderança no desenvolvimento geral do programa e grande parte do trabalho de produção e entrega de ambas as versões (um e dois lugares) do Gripen NG para a FAB [Força Aérea Brasileira]”.

A Embraer vai coordenar as atividades de “desenvolvimento e produção no Brasil, em nome da Saab, e vai participar no desenvolvimento de sistemas, integração, testes de voo, montagem final e entregas”, diz a construtora sueca.

Info caça sueco Gripen nova versão - vale esta (Foto: Arte/G1)

A empresa brasileira também vai atuar no projeto para desenvolver completamente a versão de dois lugares (biplace) do Gripen NG. Não foi divulgado, porém, se essa versão será marítima, terá outras funções ou se será apenas para treinamento. Uma futura parceria para atuação conjunta na promoção e comercialização global das duas versões ainda está em discussão pelas duas companhias.

Também não foi divulgado qual será a porcentagem de responsabilidade da Embraer na montagem da aeronave, nem se haverá contrapartida financeira de ambas as partes.

Em dezembro de 2013, a presidente Dilma Rousseff anunciou a Saab como vencedora de uma concorrência que se arrastava desde 1998 e da qual participavam também o caça Rafale, da francesa Dassault, e o F-18, da americana Boeing. A proposta sueca era considerada mais barata que a dos concorrentes (US$ 4,5 bilhões por 36 aviões), além do custo de hora de voo, que é inferior ao dos concorrentes (cerca de US$ 4 mil). As aeronaves só devem chegar ao Brasil a partir de 2018.

Entre os fatores que fizeram o governo optar pelo Gripen, está a transferência de tecnologia irrestrita proposta pela Saab. Cerca de 80% da estrutura do avião será construída e montada no Brasil, segundo a Aeronáutica.

“Embraer e Saab têm uma longa tradição no mercado de defesa e agora vão trabalhar em conjunto para fornecer soluções de alta qualidade e preços acessíveis para a FAB e outros clientes do Gripen”, diz o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

“Estamos felizes em anunciar essa parceria. Não apenas por podermos compartilhar a experiência que temos no mercado de defesa e aeronáutica, mas porque ambas as organizações têm dedicação clara para a satisfação do cliente. Vamos garantir um excelente resultado para a FAB e estabelecer uma base sólida para o sucesso em oportunidades futuras de negócios e clientes”, acrescenta o presidente da Saab, Håkan Buskhe.

Piloto que aprovou Gripen para Brasil diz que alcance de visão é diferencial

 

Coronel FAB Gripen (Foto: Arquivo Pessoal)Coronel Afonso voou 10 horas no Gripen D em 2009 na
sede da Saad na Suécia (acima) para testar o avião
para o Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)

“[O Gripen] É uma nova dimensão. Não é como trocar um carro velho por um novo. É mudar radicalmente, completamente. É como sair de um carro para um avião. É uma nova geração, são novos conceitos, novas táticas, novas possibilidades”, diz, em entrevista exclusiva ao G1, o tenente-coronel Carlos Afonso, piloto da Aeronáutica que testou e deu aprovação ao caça da empresa sueca Saab que será a nova aeronave de combate do Brasil.

Segundo o oficial, o alcance de visão, propiciado por diversos sensores e radares, é o diferencial da caça: na cabine, a mais de 30 km do alvo, o piloto consegue ver na sua tela a aeronave que, por exemplo, deve abater. “[Com o Gripen] Eu não estarei mais limitado ao meu alcance de visão, mas poderei ver muito mais longe de mim, tendo uma consciência antecipada do que está acontecendo”, afirma o coronel.

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Quem é o piloto que testou o Gripen
Nome: tenente-coronel Carlos Afonso, casado e pai do dois filhos
Idade: 43 anos
Horas de voo: 4 mil
Experiência: É piloto de prova da Aeronáutica, líder de esquadrilha, piloto de caça e já voou mais de 30 aeronaves, entre elas Xavante, F-16, F-18, A-29, A-1, F-5, Mirage 2000.
Função atual: Comanda o 1° Esquadrão do 14° Grupo de Aviação (1°/14° GAv), o Esquadrão Pampa, em Canoas (RS), equipado com caças supersônicos F-5

Anunciado em dezembro de 2013 pela presidente Dilma Rousseff como o vencedor do projeto FX-2, após 15 anos de negociações, o Gripen passará a voar nos céus do país a partir de 2018: serão comprados 36 aviões ao custo de US$ 4,5 bilhões. A decisão ocorreu devido à aposentadoria do avião mais potente que o Brasil possuía até então, o Mirage 2000, em 31 de dezembro.

O Gripen concorreu com o F-18, da norte-americana Boeing, já usado pelos Estados Unidos nas guerras do Iraque e Afeganistão, e com o Rafale, da francesa Dassault, experimentado pela França nas intervenções no Mali, Líbia e República Centro-Africana. Mesmo com a novidade que trará ao país, ele leva desvantagem em relação aos ex-concorrentes. Além da reduzida experiência, não possui tecnologias já testadas em combate pelo Rafale e o F-18, que contam com maior capacidade de carga de armas e de combustível, que alcançam alvos muito mais distantes.

Adquirido por países sem tendência bélica, como República Tcheca, Hungria e África do Sul, o Gripen pousa em pistas mais simples e foi construído pela Suécia para que conseguisse fazer ataques a um alvo a até 700 km e retornar a base.

Apesar dos fatores negativos, o modelo sueco foi escolhido pelo governo Dilma devido ao menor custo de produção e manutenção, menor que o dos demais, e devido à transferência de tecnologia que, segundo o Ministério da Defesa, permitirá que o Brasil conheça e produza seu próprio caça e possa fazer as modificações que quiser no Gripen, colocando nele armamento nacional e aprendendo como se faz o avião.

Foi o coronel Afonso que recebeu a missão de verificar as capacidades do modelo e fazer um relatório detalhado, que passou pelas mãos do alto comando da Aeronáutica, do Ministério da Defesa  dos governos de Lula e Dilma. Ele testou por 10 horas com o modelo D, uma versão anterior do NG (new generation), que o Brasil comprará, durante duas semanas em Linköping entre abril e maio de 2009. Antes disso, foram mais seis horas em simulador. Outros pilotos da FAB avaliaram o desempenho dos concorrentes.

[Com o Gripen] Eu não estarei mais limitado ao meu alcance de visão [a bordo do avião], mas poderei ver muito mais longe de mim, tendo uma consciência antecipada do que está acontecendo”
Carlos Afonso,
oficial da FAB que testou o Gripen

“Dizem que o Gripen NG é um conceito [porque o avião ainda será produzido]. Eu digo exatamente o contrário: estamos saindo na frente. Ele está na vanguarda de desenvolvimento, não estamos correndo atrás de nada. Ele é a evolução de todas as capacidades”, afirma o coronel, que atualmente comanda o esquadrão de F-5 da FAB em Canoas (RS)

“É uma arma de guerra, com certeza. É um possibilidade de dissuasão muito grande. E de projeção de poder”, afirma o coronel.

Alcance de visualização é diferencial
Entre os diferenciais do caça que o oficial destaca está a quantidade de informações, radares e sensores disponíveis ao piloto no Gripen. O avião tem sensores de guerra eletrônica, que além de captarem a presença de outros aviões, conseguem também identificá-lo.

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Você pode perguntar para todos os pilotos de caça o que eles querem: é a sensação de dever cumprido. E isso eu tive com o Gripen”
Carlos Afonso

O Gripen também pode receber ao mesmo tempo informações de sensores e radares que estão no chão muito distantes dele, ou até mesmo em outras aeronaves, permitindo que, ao se aproximar do alvo, o piloto já saiba de tudo. Essas tecnologias nunca foram usadas antes no Brasil: nas atuais aeronaves de caça do país, o alcance de visão do piloto nos céus está limitado a só o que o radar do avião consegue ver.

Ao decolar de Anápolis (GO) com a missão de abater uma caça de um país vizinho pela fronteira, mesmo ainda bem distante dela o piloto pode receber vídeos, imagens de radares e de sensores instalados no chão, nos aeroportos ou até mesmo de outros aviões civis e militares que estão na área, para saber com antecedência quais armas e qual tática empregará no abate.

Novo caça da FAB, o Gripen NG (Foto: arte g1)

Outra tecnologia que chamou a atenção do coronel Afonso foi um radar com zoom que, mesmo a 10 mil metros de altitude, permite que o piloto veja, por exemplo, uma pessoa caminhando na rua ou o prédio que deva ser atacado, em caso de conflito.“As empresas falam muito sobre a capacidade de armamento, mas o piloto de caça tem uma concepção diferente. O que  deslumbra você é a eficiência e a eficácia. Não precisa ter muitas armas, mas é preciso ter precisão”, diz o piloto da FAB.

Ao contrário do F-5, que foi comprado na década de 1970 pelo Brasil F-5 como um caça tático e atinge em média até 1,7 vez a velocidade do som (cerca de 2 mil k/h), o Gripen chega a até mais de 2.450 km/h (2,2 vezes a velocidade do som). Segundo o coronel, consegue atingir até 10 mil metros de altura mantendo a velocidade alta. “É um avião que acelera muito rápido e consegue chegar a altas altitudes com alta performance, mantendo a velocidade alta”, afirma.

“Satisfação”
Segundo o oficial, o Gripen é “um avião muito fácil de se pilotar e de se controlar”.

“Quando se está no ar, avaliar o que precisa ser feito demanda muita energia. O avião tem um software que percebe o que o piloto está fazendo e nos fornece as informações necessárias”, afirma o piloto.

“Em termos práticos, eu, que não tinha treinamento de reabastecimento em voo (uma mangueira liga dois aviões passando combustível de um para outro), consegui fazer isso no Gripen na Suécia. Para você ver como é fácil pilotar o avião”, acrescenta Afonso.

“Pessoalmente, foi uma satisfação muito grande voar uma aeronave como esta. É uma responsabilidade grande, porque suas capacidades e campo de visão são ampliadas. Você tem plena superioridade. É supremacia aérea completa”, garante ele.

“Você pode perguntar para todos os pilotos de caça o que eles querem: é a sensação de dever cumprido. E isso eu tive com o Gripen”.
 

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Coronel Afonso fez 10 horas de voo no Gripen em 2009 para testar a Aeronave que o Brasil adotará como novo caça (Foto: Arquivo Pessoal)

Coronel Afonso, da FAB, no comando do Gripen D em 2009, durante voos de teste na Suécia (Foto: Arquivo Pessoal)

Marinho diz que Saab vai investir RS$ 150 mi no ABC

O caça Gripen NG, da sueca Saab

 

Caça Gripen NG, da sueca Saab: governo brasileiro anunciou que vai comprar 36 caças da empresa sueca no ano passado

 

Brasília – Em sua conta no Twitter, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT), anunciou que a Saab, fabricante dos caças Gripen, vai investir inicialmente US$ 150 milhões na fábrica que será instalada na cidade do ABC Paulista. No final do ano passado, o governo brasileiro anunciou que vai comprar 36 caças da empresa sueca.

Segundo Marinho, a localização logística favoreceu a escolha de São Bernardo do Campo pela Saab. “A proximidade de São Bernardo do Campo com o Rodoanel, Anchieta e Imigrantes pesaram na escolha. Nossa cidade tem muito a oferecer”, escreveu o petista.

O prefeito ressaltou ainda que tem “orgulho” de ter participado do processo de escolha dos caças pelo governo brasileiro. “É motivo de orgulho ter participado desde 2010 no processo de discussão que resultou na compra dos caças Gripen”, afirmou.

Na semana passada, o presidente da Saab , Håkan Buskhe, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff em Davos, na Suíça, para discutir a entrega dos aviões. A empresa informou que estava empenhada em entregar os 36 caças a partir de 2018.

 

Fonte: Exame.com e Estadão

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