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Brasil corre risco de regredir 40 anos na Defesa, alerta comandante do Exército Brasileiro

 O comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas

O comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, alertou hoje (24), em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), que todos os projetos da área da Defesa vem sofrendo com fortes atrasos por causa dos cortes orçamentários e que isso representa um “risco real” de uma grande regressão nessa área.

— Podemos retornar a uma situação de 30, 40 anos atrás, quando éramos a oitava maior indústria de Defesa do mundo, e tudo foi perdido. Mais dois anos nessa situação e todo o esforço pode se perder — alertou durante o debate, sugerido pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O comandante do Exército fez questão de defender o ministro da Defesa, Jaques Wagner, que, na opinião dele, tem se esforçado para reduzir o impacto desses cortes sobre a pasta. Villas Bôas garantiu que o ministro tem pleno conhecimento do quadro hoje existente.

Diante da gravidade dessa situação, o presidente da CRE, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), informou que vai buscar junto ao Ministério da Defesa e ao próprio Exército definir quais projetos são os prioritários, para que recebam as emendas da Comissão no Orçamento 2016.

Relator do Livro Branco da Defesa — documento público que expõe a visão do governo sobre o tema da defesa, a ser apresentado à comunidade nacional e internacional —, Ricardo Ferraço criticou Jaques Wagner por, segundo ele, estar hoje mais envolvido com a crise política do que com a crise que atinge a própria indústria de Defesa no país. O senador Informou que há vários dias vem tentando se reunir com o ministro, “mas sem sucesso”.

Fronteiras

Um dos principais pontos abordados durante a reunião foi o atraso na implantação do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron).

O programa começou a ser implantado em 2013, com prazo de conclusão de 10 anos, mas, segundo Ferraço, se for mantido o cronograma atual de repasses, esse projeto só estará finalizado daqui a 60 anos. O senador acredita que tudo que foi planejado e começou a ser realizado a partir da gestão de Nelson Jobim na pasta (2007-2011) está hoje “em colapso”.

— O quadro hoje é de desemprego, atraso tecnológico e perda de mercados em virtude da orgia fiscal praticada pelo governo em outras áreas — lamentou Ferraço.

Villas Bôas confirmou que o atraso no Sisfron também é o que mais lhe preocupa. Ele revelou que apenas 7,2% dos investimentos previstos até agora foram feitos.

Para o general, a atuação dos cartéis internacionais ligados ao tráfico de drogas é hoje a maior ameaça à sociedade brasileira. O Sisfron será um elemento forte de dissuasão e combate à atuação desses grupos quando estiver em funcionamento. E para o general, hoje milhões de brasileiros sofrem a consequência direta do desguarnecimento das fronteiras, por onde entra a droga responsável por 80% da criminalidade urbana, segundo dados da Polícia Federal.

De acordo com o comandante do Exército, já foi detectada a atuação desses cartéis na região amazônica, inclusive com a plantação e cultivo de drogas na região fronteiriça.

— Isso é extremamente preocupante, pois são grupos muito violentos e com um grande poder de corrupção das instituições — informou, temendo que ocorra em nosso país fenômenos que já fazem parte do cotidiano de outra nações latinas.

Programas em atraso

Indagado pelos senadores, o general Eduardo Villas Bôas detalhou o atraso existente em outros programas.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) mostrou sua preocupação com a grande vulnerabilidade existente no país na área de defesa cibernética. Ela citou especificamente o caso de espionagem feita pela Agência Nacional de Segurança dos EUA sobre a presidente Dilma Rousseff e outras autoridades.

O general concordou e classificou essa área hoje como “fundamental”. Apenas durante a Copa do Mundo, revelou o comandante do Exército, foram neutralizados 756 ataques contra o aparato cibernético utilizado na organização do evento. E disse que a maior utilidade de se preparar nessa área é o resguardo de sua infraestrutura industrial.

VIllas Bôas também destacou a grande ameaça que ronda hoje todos os programas relacionados ao desenvolvimento de mísseis, foguetes e blindados. O comandante reiterou que um país que é a oitava maior economia do mundo, relevante em nível mundial e com a presença de efetivos em diversas nações (Haiti, Líbano, Congo e outras), não pode ficar desguarnecido.

— São áreas geradoras de empregos altamente qualificados e grandes exportadoras — frisou.

Democracia

Os senadores pediram a opinião do general sobre a presença de manifestantes em protestos populares que pedem o “retorno do regime militar”. Para ele, a sociedade brasileira amadureceu democraticamente e “não precisa ser tutelada”. Para ele, parte desses manifestantes na verdade clamam por gestões baseadas em valores, e que a classe militar seria percebida por eles como “portadores desses princípios”.

— Temos compromisso com a legalidade e com a estabilidade, jamais seremos agentes de instabilidade. Nossa missão é clara e determinada pela Constituição — definiu Villas Bôas, recebendo elogios dos senadores Aloysio Nunes Ferreira, Ana Amélia, Tasso Jereissati (PSDB-CE), Edison Lobão (PMDB-MA) e José Agripino (DEM-RN).

FONTE: Agência Senado

Sinopse: Terceira Guerra Mundial: Batalha do Amanhã

Autor: Francisco Santos

O ano é 2050, após mais de 1 século e meio de exploração dos recursos naturais não renováveis, a humanidade se encontra agora em um mundo cada vez mais sombrio, guerras no Oriente Médio e na Europa se intensificam, nações inteiras sofrem com tufões, tempestades, alagamentos e secas, o tempo está descontrolado, países inteiros no Caribe e Oceania desapareceram com aumento dos níveis das águas.

Diante do cenário catastrófico as maiores potências do mundo se reúnem para discutir o que fazer diante de tal situação, ao mesmo tempo as reservas de petróleo se esgotam no Oriente Médio, agora sem o recurso precioso que interessa as nações desenvolvidas a região perde o interesse das grandes potências, tornando a região que já tem um histórico de confrontos secular palco de novos confrontos sangrentos.

Os países reunidos em Genebra decidem que o melhor a se fazer para solucionar a crise é a criação de Uniões de países, mega blocos econômicos semelhantes a União Europeia, no entanto, integrados como um só país, um só governo e uma só política de combate a crise energética que começa a afetar o desenvolvimento e a população destes países.

Ao mesmo tempo que esta reunião acontece, a população dos países subdesenvolvidos atingidos pela crise climática e energética protestam contra seus governos, a estabilidade política garantida nas primeiras décadas do Século através da ONU não existe mais, para piorar a situação que já é caótica, a China avança militarmente contra países asiáticos, ilhas, territórios e países inteiros são anexados pela China sem nenhum pudor.

Em meio ao avanço da China, a Rússia governada por Vladimir Vokovit anexa todas as Ex-Repúblicas Soviéticas, temerosa a Polônia pede ajuda a OTAN e União Europeia e teme uma nova invasão ao seu território, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra que terminou com a URSS invadindo o país, mas EUA e Europa sabem que não poderão apoiar uma guerra na Europa pelo fato de não possuírem recursos suficientes para um conflito que pode durar meses ou anos, apesar das reservas americanas de petróleo e da produção baixa em estados como Califórnia e no Golfo do México, tanto os americanos quanto os europeus sabem que precisam guardar suas reservas para se defenderem de ataques diretos a seus territórios, com isso os pequenos países da Europa, toda a África e países subdesenvolvidos estão desprotegidos, a OTAN agora não representa mais uma força militar de dissuasão.

Com a queda do equilíbrio geopolítico mundial, potências econômicas expandem seus territórios em busca de recursos naturais quase esgotados, com os EUA não é diferente, o país americano fechou um acordo político criando a Federação das Américas formando ate então o maior Bloco Político Econômico que o mundo já viu, do Canadá ao Panamá e incluindo o Chile aqui na América do Sul, o bloco possui um presidente que tem mandato de 4 anos e é eleito pelo Conselho de Países que é formado por Senadores de todos os membros da federação, o presidente é a autoridade máxima, defesa, política e economia estão subordinados a ele, os países agora são estados e os estados federados e províncias agora são departamentos dos agora Estados Unidos da Federação das Américas.

No entanto, algo pode estragar os planos americanos, o Brasil e todos os países da América do Sul se recusaram a aderir a esta união criada pelos EUA, segundo os presidentes dos países sul-americanos os EUA apenas querem colonizar os países para que forneçam-lhe recursos naturais enquanto os países são usados pelos americanos, no entanto o Chile seduzido por promessas de investimentos bilionários e proteção militar contra invasões de Bolívia e Peru que reivindicam partes do território chileno aderiu o bloco, tornando-se ate agora o único país da América do Sul a aderir.

Insatisfeito com a recusa do Brasil e dos países que formam a Amazônia de aderir ao bloco, os EUA farão de tudo para que os recursos naturais destes países sejam seus a qualquer custo.

O Livro deve ser lançado ainda este ano.

Vídeos dos ataques de Super Hornet ao norte do Iraque e de operações no CVN 77

A Marinha dos EUA (USN) divulgou, em seu canal do youtube, trechos de vídeos aprovados para exibição que mostram os ataques realizados por caças F/A-18 Super Hornet ao norte do Iraque, em 8 de agosto, a alvos do ISIL / EIIL (Islamic State of Iraq and the Levant – Estado Islâmico do Iraque e do Levante) assim como o lançamento e recolhimento de caças Hornet e Super Hornet no convoo do porta-aviões de propulsão nuclear USS George H. W. Bush (CVN 77), naquele mesmo dia. Os jatos da USN atacaram os alvos do ISIL / EIIL com bombas de 500 libras guiadas a laser.

Navio dos EUA entra no Golfo Pérsico para possível ação no Iraque

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O navio norte-americano USS Mesa Verde entrou nesta segunda-feira (16) no Golfo Pérsico para apoiar uma possível ação dos Estados Unidos em auxílio ao governo do Iraque, informou a emissora CNN. No total, 550 marines estão na embarcação.
O governo xiita do Iraque está em combate a uma insurgência islamita sunita que ocupou uma ampla área no norte do país.

“O secretário de Defesa Chuck Hagel ordenou ao navio de transporte anfíbio ‘USS Mesa Verde’ que entrasse no Golfo. O navio já está no Estreito de Ormuz”, afirmou o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, em um comunicado.
Os marines poderão participar, se necessário, de operações de evacuação da embaixada americana em Bagdá, se a situação por acaso se agravar, segundo um funcionário do Pentágono.

O USS Mesa Verde se junta ao porta-aviões USS George H.W. Bush, que estava no norte do Mar Arábico e foi enviado pelo Pentágono ao Golfo no sábado (14). O USS George H.W. Bush foi acompanhado pelo cruzador de mísseis guiados USS Philippine Sea e o destroyer USS Truxtun.

Determinada pelo secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, a ação acontece em meio a apelos para conter com ataques aéreos uma ofensiva relâmpago realizada por militantes islâmicos sunitas que ameaça Bagdá e o governo liderado pelos xiitas.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira (13) que ele levaria vários dias para determinar como os EUA irão ajudar o Iraque a lidar com a insurgência. Mas descartou enviar as tropas norte-americanas de volta ao combate e disse que qualquer intervenção dependeria de um envolvimento maior das autoridades iraquianas.
O Pentágono está preparando uma série de opções para Obama, incluindo ataques aéreos. Tais ações seriam destinadas a ajudar o Iraque contra militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou ISIL.

FONTE: G1/Reuters

Exército apresenta ações para o período da Copa em Brasília

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As Forças Armadas atuarão de forma integrada com órgãos de segurança pública do Distrito Federal em defesa do espaço aéreo e de estruturas estratégicas durante todo o período da Copa do Mundo. Para isso, será realizada a “Operação Copa Planalto” coordenada pelo Comando Militar do Planalto (CMP) e pelo Centro de Coordenação de Controle de Área do Distrito Federal (CCDA/DF).

Os equipamentos de defesa que serão utilizados na operação foram apresentados neste domingo (8) no Setor Militar Urbano (SMU) pelo comandante do CMP e do CCDA/DF, general Racine Bezerra Lima Filho, em cerimonia que contou com a presença do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, José Carlos De Nardi. De acordo com o general Racine, serão empregados 2.800 homens das Forças Armadas vindos de diversas organizações militares do Centro-Oeste, além de 350 viaturas, helicópteros, dois esquadrões de cavalaria com mais de 200 cavalos e uma seção de cães de guerra. A operação também contará com carros blindados, helicópteros, equipes de antiterror e unidades de descontaminação.

Além da proteção de estruturas como estações de energia e reservatórios de água, a operação também ficará responsável pela segurança dos chefes de Estado. A atuação será dividida em eixos como o de contraterrorismo e de defesa aeroespacial, lacustre, cibernética, química, biológica, radiológica e nuclear. Também serão desenvolvidas ações como fiscalização de explosivos, força de contingência e escolta de autoridades.

“Algumas dessas atividades já são executadas no nosso dia a dia. Agora, durante a Copa, estamos intensificando as medidas para assegurar que tudo ocorra com tranquilidade e ordem”, explicou o general Racine, lembrando que o uso das Forças Armadas está previsto no artigo 142 da Constituição Federal como forma de garantia da lei e da ordem. De acordo com o CCDA/DF, o plano de defesa e segurança permanecerá de prontidão a cada dois dias antes de um jogo e também um dia após a partida.

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O comandante do 7º Distrito Naval, almirante Farias Alves, explica que a Marinha atuará na fiscalização de embarcações no Lago Paranoá. Segundo ele, será intensificado o patrulhamento próximo aos hotéis onde as delegações estarão acomodadas. Cerca de 1.200 militares da Marinha atuarão com 14 embarcações e 29 veículos na região do lago. O comandante do 6º Comando Aéreo Regional (Comar), brigadeiro Rogério Gammerdinger Veras, detalhou que 700 homens da Aeronáutica, sediados em Brasília, cuidarão da segurança e defesa aeroportuária, controle do espaço aéreo e receptivo de delegações.

Assim como ocorrerá em Brasília, em todas as outras 11 cidades que sediarão os jogos da Copa, as Forças Armadas também atuarão em parceria com os órgãos de segurança pública locais, sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República. Nesta segunda-feira (9), o Centro de Coordenação de Defesa de Área de Brasília realiza uma simulação de ataque terrorista com contaminação química no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).

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FONTE: MD

Após falha no Rio, Exército assume segurança de aeroportos, hotéis e deslocamentos

Um dia após a presidente Dilma Rousseff reclamar das falhas na proteção do ônibus usado para transportar jogadores da seleção brasileira, o governo federal decidiu que as tropas do Exército assumirão a responsabilidade pela segurança dos aeroportos, dos hotéis e das ruas por onde deverão circular delegações com as equipes estrangeiras, representantes de governos estrangeiros e dos dois principais dirigentes da Fifa. O apoio extra dos militares no período da Copa do Mundo foi acertado na reunião de anteontem, no Rio, entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o coordenador de ações de defesa da Copa, general José Carlos De Nari, e o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. O secretário extraordinário de Grandes Eventos, Andrei Passos Rodrigues, também participou do encontro.

A intervenção do Exército foi acertada a partir de uma sugestão da presidente. Pelo que ficou acertado, as tropas militares deverão marcar forte presença nas 12 cidades-sede e nos 15 estados que abrigam centros de treinamentos das seleções estrangeiras. A ideia é evitar brechas que exponham a risco ou a constrangimentos atletas e e representantes das delegações.

– Essa é a contribuição da presidenta aos estados – disse ao GLOBO uma das autoridades que participou das negociações.

A cúpula da segurança na Copa reafirmou também a importância da interação entre as autoridades federais e estaduais em cada um dos estados por onde passarão as delegações estrangeiras. Pelo acerto, generais, secretários de Segurança e superintendentes da Polícia Federal de cada estado deverão estar em permanente contato para facilitar deliberações, especialmente sobre o uso em larga escala de tropas militares. Essas autoridades civis e militares formarão grupos para resolver questões em tempo real e problemas complexos que necessitem do apoio das diversas estruturas de poder.

O governo federal decidiu mudar o desenho da segurança da Copa e atribuir papel mais abrangente aos militares um dia após o cerco do ônibus da seleção brasileira, no Rio, por professores que estão em campanha por reajuste salarial. A presidente não gostou de ver as imagens em que manifestantes se aproximaram com facilidade do ônibus e determinou a Cardozo e a De Nardi que viessem ao Rio para corrigir eventuais falhas.

O aumento das tropas já vinha sendo pensado como uma alternativa desde o ano passado, quando surgiram as primeiras ameaças de greve de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal.

O Departamento de Comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que, desde a primeira reunião sobre a segurança da Copa do Mundo, foi definido que os batedores usados nos deslocamentos da seleção seriam da Polícia Federal. No entanto, a entidade disse não fazer distinção sobre o uniforme a ser usado e informou que a mudança não afetará a rotina da seleção brasileira.

Segundo a assessoria da CBF, dentro da Granja Comary, em Teresópolis, o controle é feito por 30 seguranças particulares contratados pela entidade. A entidade lembrou ainda que na apresentação da seleção brasileira, na última segunda-feira, a equipe se deslocou do Rio de Janeiro para Teresópolis, num percurso de cerca de 90 quilômetros, escoltada por batedores e um helicóptero da Polícia Federal.

No Espírito Santo, o Exército vai atuar na defesa da seleção da Austrália, que chegou ontem à noite e ficará hospedada no estado durante a Copa. Ontem, 120 militares foram distribuídos em pontos estratégicos de Vitória por onde a delegação passou, segundo o secretário estadual de segurança pública André Garcia. O Exército também enviou nove homens exclusivamente para acompanhar o comboio das delegações que ficarão em território capixaba. A equipe conta com um veículo e oito motos.

Outros 24 militares do Exército já fizeram revistas antiterroristas no Aeroporto de Vitória, hotéis, centros de treinamentos e outros locais da Região Metropolitana que serão frequentados pelas delegações de Austrália e Camarões. A delegação da Austrália ficará hospedada no Hotel Ilha do Boi e treinará no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica. A delegação de Camarões ficará hospedada no Hotel Sheraton, na Praia do Canto, em Vitória, e treinará no Estádio Kleber Andrade, também em Cariacica. Os camaroneses chegarão no próximo dia 7.

Em São Paulo, PM cria grupo especial para o evento. Além dos 27 mil policiais militares lotados em toda a capital paulista e Região Metropolitana, o policiamento para a Copa do Mundo em São Paulo terá o reforço de 4,5 mil PMs das escolas de aperfeiçoamento da corporação. Denominado Comando de Policiamento da Copa (CPCopa), o grupo, que terá entre as principais atribuições trabalhar na segurança no entorno do Estádio do Itaquerão e na proteção de hotéis onde ficarão as delegações, chefes de Estado e a cúpula da Fifa, iniciou as atividades dia 23, reconhecendo a área.

A princípio, disse o comandante do CPCopa, coronel Wagner Tardelli, as tropas não lidarão diretamente com manifestantes – as forças táticas de outros batalhões devem se encarregar do acompanhamento e da segurança inicial dos protestos. Apesar de garantir que todas as delegações terão tratamento igual, Tardelli admitiu que algumas terão a segurança reforçada devido à “alta demanda” e a “fatores geopolíticos”, caso da seleção dos Estados Unidos.

– Daremos tratamento igualitário a todas as seleções. Entretanto, algumas têm uma demanda maior, até da própria imprensa -disse.

Os americanos se hospedarão no hotel Tivoli Mofarrej, na região da Avenida Paulista, e treinarão no CT do São Paulo.

FONTE: O Globo

Itamaraty sofre onda de ataques de hackers

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E-mails e sistemas de dados do Itamaraty em todo o mundo estão sendo alvos de ataques de hackers desde a semana passada. O ministério não revela o tamanho do estrago e que tipo de informações foram acessadas, mas sabe que a ação ainda não está totalmente neutralizada.

Foram hackeados documentos do Intradocs, espécie de intranet que reúne todos as comunicações diplomáticas, inclusive as reservadas. O Itamaraty diz que não houve violação do sistema em si, mas de conteúdo do Intradocs anexado a emails. Segundo a Folha apurou, vazaram, por exemplo, textos preparatórios da visita do vice-presidente americano, Joe Biden, ao Brasil durante a Copa do Mundo, além do resumo da participação brasileira numa cúpula de segurança nuclear, na Holanda, no último mês de março.

No início do dia, os emails dos funcionários do Itamaraty foram bloqueados, mas no meio da tarde o sistema começou a ser restabelecido. O ataque, cujos responsáveis ainda não foram identificados, mostra como o sistema de comunicação eletrônica do governo ainda é vulnerável, um ano após a revelação de que o Brasil foi alvo da espionagem americana. A ação teve início no último dia 19. O universo de correios afetados é indeterminado, mas o potencial de vítimas inclui os cerca de 1.500 diplomatas brasileiros em todo o mundo, número que pode triplicar se considerados também oficiais de chancelaria e funcionários locais das embaixadas.

Desde então, o Itamaraty já distribuiu duas circulares por e-mail a seus funcionários. “No dia 19 de maio corrente, teve início uma série de ataques ao correio institucional @itamaraty.gov.br, por meio de envio de anexos maliciosos, disfarçados de comunicações ou mensagens oficiais (`criptografia do correio institucional’ e `investigação ataque embaixada brasileira em Berlim’), que lograram capturar número ainda indeterminado de contas individuais”, diz um comunicado interno.

A metodologia, conhecida como “phishing”, é das mais conhecidas estratégias de hackers. Consiste em envio de e-mails falsos, mas disfarçados com remetentes conhecidos e conteúdos com aspecto de verdadeiros. No ataque cibernético ao Itamaraty, houve menção ao ato de vandalismo sofrido pela representação brasileira na Alemanha no último dia 12 em protesto contra os gastos com a Copa do Mundo. Quando o anexo é aberto, a senha do email é capturada.

“Tendo capturado algumas contas individuais, é provável que as tentativas de ataque perdurem por algum tempo”, prossegue o comunicado do Itamaraty.

Os hackers podem ter tido acesso não apenas a informações pessoais dos diplomatas, mas também a telegramas ostensivos, reservados ou secretos. “Mesmo que se soubesse a dimensão do ataque, não se divulgaria. Esse é o tipo de informação útil para a própria defesa do sistema e preciosa para o hacker saber o que obteve. Não se mostram as cartas ao inimigo”, avalia um diplomata consultado pela Folha.

No último dia 21, foi pedido que todos os funcionários alterassem as suas senhas pessoais de correio eletrônico, que configurassem as suas contas de e-mail para bloquear spams e que estivessem alertas aos e-mails suspeitos. Mesmo assim, a ação dos hackers prosseguiu. As investigações estão sendo realizadas pela Divisão de Informática do Ministério das Relações Exteriores em coordenação com o Gabinete de Segurança Institucional e com a Polícia Federal.

“Um dos temores é que estejamos diante de um novo WikiLeaks”, concluiu um diplomata, em referência à organização que publicou na internet documentos diplomáticos americanos, em 2010. O sistema informático da diplomacia brasileira é considerado precário pelos próprios diplomatas.

Em julho de 2012, o Itamaraty anunciou o objetivo de trocar o sistema de envio de dados sigilosos para evitar a ação de hackers.

A troca de telegramas entre Brasília e os postos no exterior ainda é feita por meio da internet pública. Para evitar essa vulnerabilidade, a intenção era passar a usar uma rede de satélites, usado, por exemplo, pela diplomacia de Estados Unidos e França. Mas o sistema de dois anos atrás continua vigente. Até janeiro passado, embaixadas brasileiras pelo mundo tinham contas de correio eletrônico próprias. Todas migraram à extensão @itamaraty.gov.br.

A esse processo de unificação somaram-se ainda os funcionários locais de cada embaixada, que não pertencem ao corpo diplomático. Isso pode ter ampliado a vulnerabilidade do sistema. “Uma possibilidade é que tenham entrado no sistema só para demonstrar como é falho”, acredita uma fonte diplomática.

Ainda em 2012, foi criado o Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) que ganhou projeção depois das denúncias de espionagem mundial por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) feitas pelo ex-agente Edward Snowden. O CDCiber busca desenvolver ferramentas para proteger as comunicações e informações estratégicas.

FONTE: Folha de S. Paulo

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