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De potência ao sucateamento, conheça a Força Aérea de Cuba


Com apoio da antiga União Soviética, Cuba foi a maior força militar da América Latina. Atualmente, faz esforços enormes para manter voando suas poucas aeronaves


O MiG-29 é o principal caça da Força Aérea de Cuba. O país tem quatro unidades em operação

O MiG-29 é o principal caça da Força Aérea de Cuba. O país tem quatro unidades em operação

Na inicio da década de 1960, no auge da Guerra Fria, Cuba assinou importantes acordos comerciais e militares com a antiga União Soviética após a frustrada “Invasão da Baía dos Porcos” em 1961, operação realizada por paramilitares cubanos exilados e treinados pelos CIA nos Estados Unidos a fim de derrubar o governo socialista da ilha. Para evitar novas tentativas de invasão, Fidel Castro montou em menos de uma década a maior e mais poderosa força aérea da América Latina.

O acordo com a URSS trouxe para o país um enorme fluxo de armamentos. A “Defensa Antiaerea y Fuerza Aerea Revolucionaria” (Defesa Antiaérea e Força Aérea Revolucionária-DAAFAR) de Cuba foi uma das partes mais beneficiadas.

A força aérea cubana nos anos 1960, equipada ainda no regime anterior a tomada de Castro, era formada basicamente por aeronaves norte-americanas, como o bombardeiro B-25 e os caça P-51 Mustang e o rústico jato T-33. Com o acordo, que foi oficialmente assinado em 1959, Cuba passou a receber novos jatos e aviões de transportes aos montes da URSS.

O primeiro caça a jato soviético de Cuba foi o lendário MiG-15. O país recebeu 24 aeronaves e os primeiros pilotos, 74 ao todo, foram treinados na URSS, China e Tchecoslováquia. Em 1961, todos já estavam preparados para domar o novo avião soviético. Mas eram tempos de rápidos avanços tecnológicos e o Fidel Castro voltaria a fazer um novo pedido de aeronaves, desta vez por modelos MiG-17.


Força obsoleta: dos mais de 200 caças que Cuba já teve, apenas algumas dezenas continuam em condições de voo (Infográfico – Thiago Perotti)
Força obsoleta: dos mais de 200 caças que Cuba já teve, apenas algumas dezenas continuam em condições de voo (Infográfico – Thiago Perotti)
Entre 1960 até o final dos anos 1980, com a queda da URSS, Cuba recebeu uma invejável quantidade de aeronaves de todos os tipos, que fazia da força aérea não só um meio de defesa, mas também de projeção, que permitia deslocamentos intercontinentais, como viria a acontecer em uma série de conflitos que o país se envolveu.

Maior frota de MiG das Américas


Caças MiG-29 (à frente) e MiG-23 (atrás) em perfeitas condições, algo raro hoje em dia na Força Aérea de Cuba
Caças MiG-29 (à frente) e MiG-23 (atrás) em perfeitas condições, algo raro hoje em dia na Força Aérea de Cuba

A “marca favorita” da Força Aérea de Cuba é a Mikoyan-Gurevich, ou simplesmente MiG. Cuba, em seus melhores tempos, chegou a ter em condições de operação uma frota composta por 120 MiG-21, 74 MiG-23 e mais 12 MiG-29. Um total de 206 caças e armados até os dentes. A URSS também enviou a Cuba os seus mísseis mais modernos da época, alguns capazes de abater alvos a até 100 km de distância, como o R-27 (AA-10 Alamo na OTAN) que pode ser lançado a partir dos caças MiG-23 e MiG-29. Os EUA realmente tinham o que temer.

Além dos MiGs, Cuba também recebeu 60 aeronaves de transporte dos mais variados portes. Entraram na frota os Antonov AN-2, AN-24, AN-26 e AN-32 e o Ilyushin IL-76, que é até hoje a maior aeronave em operação no país. Helicópteros também reforçaram a frota em versões de transporte e de ataque, como o temível Mi-24.

Os aviadores cubanos criaram alguns apelidos engraçados para as aeronaves russas. O MiG-21, por exemplo, é o “salsicha”, enquanto o MiG-23 é chamado de “chorizo”. Apesar do humor, os pilotos de Cuba estavam entre os melhores do mundo e voavam até 250 horas por ano.

Cuba em guerra pelo mundo


Os MiG-23 cubanos realizaram mais de mil missões da Guerra de Ogaden ao lado da Etiópia
Os MiG-23 cubanos realizaram mais de mil missões da Guerra de Ogaden ao lado da Etiópia

Entre 1961 e 1980, Cuba se envolveu em uma série de conflitos militares, demonstrando superioridade em todos os embates. O país caribenho foi um dos protagonistas da “Guerra de Ogaden” que envolveu a Somália e Etiópia e que teve apoio dos cubanos. Nesse combate, entre 1977 e 1978, a Fuerza Aerea Revolucionaria usou tudo o que tinha de melhor, transportando material e soldados de Cuba diretamente para o front na África.


A crise dos mísseis foi iniciada após um avião espião dos EUA descobrir os artefatos soviéticos em Cuba
A crise dos mísseis foi iniciada após um avião espião dos EUA descobrir os artefatos soviéticos em Cuba

Caças MiG-17, MiG-21 e MiG-23 bombardearam diversas posições somalis, realizando mais de 3.000 missões em oito meses de guerra. As forças armadas da Somália, que também possuía aeronaves MiG-21, conseguiu abater duas aeronaves cubanas com disparos de artilharia antiaérea, matando um piloto – o outro foi capturado e depois solto. Ao todo, 400 militares cubanos morreram no conflito de apoio a Etiópia, que conteve a tentativa de invasão de seu vizinho e ainda aniquilou toda sua capacidade militar.

Crise dos mísseis

O bloqueio naval imposto a Cuba após a descoberta da instalação de mísseis soviéticos de longo alcance por pouco não levou os EUA e URSS a terceira guerra mundial em 1962. A ilha foi cercada pela Marinha dos EUA e aviões de patrulha passaram a vigiar todos os navios e portos cubanos.

O governo de Cuba não impediu as ações de bloqueio naval, mas ficou de olho no céu. Um avião espião Lockheed U-2 foi abatido por um míssil terra-ar, matando o piloto. Os restos dessa aeronave estão em exposição até hoje no museus das forças armadas em Havana.

A crise dos mísseis foi resolvida em menos de um mês, com os EUA e a URSS chegando a um acordo. Moscou pediu como condição para retirar os artefatos de Cuba que o governo norte-americano fizesse o mesmo com seus mísseis de longo alcance posicionados na Turquia.

Rasante de MiGs ameaçador sobre Santo Domingo

Os caças MiG-21 realizaram rasantes supersônicos sobre Santo Domingo, assustando a população
Os caças MiG-21 realizaram rasantes supersônicos sobre Santo Domingo, assustando a população

Enquanto mantinha uma frente de batalha na Etiópia, Cuba teve de acionar os esquadrões que se encontravam na ilha para conter uma ameaça local. No início de 1977, barcos de pesca cubanos foram confiscados pela marinha da Nicarágua sob a acusação de estarem operando em águas estrangeiras. Fidel Castro pediu os barcos de volta, o que foi negado. Não só isso, aviões nicaraguanos passaram a vigiar de perto embarcações cubanas em águas estrangeiras, assustando os tripulantes com rasantes.

Para reaver os barcos e “assustar” o governo de Nicarágua, Fidel Castro lançou a “Operacion Pico”, que consistia em enviar 12 caças MiG-21 para um sobrevoo rasante sobre a capital Santo Domingo. A incursão foi realizada na manhã de 9 de setembro, quando a dúzia de aviões partiu para uma viagem de 900 km até a capital nicaraguense.


Os MiG-21 cubanos estão em condições lamentáveis e raramente voam
Os MiG-21 cubanos estão em condições lamentáveis e raramente voam

Ao chegarem na cidade, os MiG cubanos voaram rasando o telhado das caças, alguns rompendo a velocidade do som. Não só isso, os aviões (desarmados) simularam posições de ataque contra alvos estratégicos sobre Santo Domingo, como a central do governo, o aeroporto e bairros residenciais. A população entrou em pânico e muitos correram para se esconder.

Para o dia seguinte, Cuba pretendia repetir a mesma missão, mas desta vez com os aviões armados para atacar a base aérea das forças armadas de Nicarágua. Com as aeronaves já preparadas, a missão acabou cancelada após o governo nicaraguense (avisado pela CIA sobre o plano de ataque cubano) anunciar a devolução das embarcações.


Os helicópteros Mi-8 são um dos atuais meios mais utilizados pela Força Aérea da Cuba
Os helicópteros Mi-8 são um dos atuais meios mais utilizados pela Força Aérea da Cuba

Além desses conflitos, Cuba também ajudou forças revolucionárias na guerra de independência da Angola, entre 1975 até 1989, e também apoiou a Síria e Argélia contra ofensivas do Egito e Israel.

Situação atual

Com a queda do bloco soviético, Cuba caiu em desgraça econômica. Orçamentos foram cortados em todas os gabinetes e a força militar que era a mais poderosa da América Latina, superando países como o Brasil, Chile e Argentina, se tornaria uma unidade limitada e quase que inteiramente sucateada nos tempos atuais.


O helicóptero de ataque Mi-24 já está aposentado em Cuba
O helicóptero de ataque Mi-24 já está aposentado em Cuba

A força aérea de Cuba não recebe uma nova aeronave desde 1990 e por isso foi forçada a desativar grande parte de seus mais de 200 caças para manter alguma condição de operar. Desta forma, a força que antes tinha poder de projeção, se tornou um meio de defesa deficiente. Muitos aviões foram desmontados para ceder peças a outros em melhores condições, o que reduziu drasticamente o tamanho da frota.


Os caças MiG-21 cubanos caminham para seus últimos voos em poucos devem ser totalmente desativados
Os caças MiG-21 cubanos caminham para seus últimos voos em poucos devem ser totalmente desativados

Segundo relatos mais recentes, Cuba tem em condições de operação cerca de 25 caças, sendo apenas quatro MiG-29. E esse número vem caindo a cada ano. Após o fim da URSS, parte dos aviões de transporte e carga foi compartilhada com a companhia aérea estatal “Cubana”. Devido a falta de orçamento, o país ainda utiliza aeronaves “pré-históricas”, como o biplano AN-2, desenvolvido na década 1940.

EUA, novo amigo


O Z-326, fabricado na Checoslováquia, é o avião de treinamento básico da Força Aérea Revolucionária
O Z-326, fabricado na Checoslováquia, é o avião de treinamento básico da Força Aérea Revolucionária

No final de 2014 o presidente dos EUA Barack Obama retomou as relações com Cuba com mediação do Papa Francisco e deu a entender que o embargo a ilha seria suspenso em breve, o que de fato ainda não aconteceu. De qualquer forma, essa ação pode ser vista como um alívio para os cubanos, que há tantos anos estão fechados ao exterior. Para a Fuerza Aerea Revolucionaria poderá ser um chance de se reequipar, quem sabe até novamente com material norte-americano.

Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

USA-Cuba

“A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus (devidos) lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

As prioridades do governo e dos cidadãos cubanos mudaram desde 17/12/2014, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática.

Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro.” Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

 

Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

Professores particulares de inglês proliferam pela ilha

Por Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

Havana – Evitando a ousadia dos presidentes que participam de cúpulas internacionais com um tradutor a tiracolo, Raúl Castro reconheceu publicamente que seu inglês é “macarrônico”, mas que seu sucessor deverá falar fluentemente. Seu irmão, Fidel, soube se expressar no idioma durante a primeira visita aos Estados Unidos, em 1959.

— Os chineses estudam inglês, os russos estudam inglês e nós estudamos russo — comentou certa vez, assumindo o erro de não ter fomentado o ensino do idioma.

A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

O acelerado aumento dos contatos com a sociedade americana e o maciço desembarque de turistas, intelectuais, empresários, artistas e desportistas, assim como a chegada de novas tecnologias, obriga a ilha a elevar o inglês a língua universal.

— É imprescindível — destacou José Ramón Machado, membro do Birô Político do Partido Comunista, em uma reunião com universitário. — E não podemos deixar para amanhã.

O russo foi a assinatura obrigatória durante o auge soviético. Em uma das escolas vocacionais, a Vladimir Ilich Lenin, os alunos mais adiantados recitavam poemas de Pushkin de cor. Os filmes e livros russos estavam por todos os lugares, e o intercâmbio com os russos duraram décadas.

As prioridades do governo e dos cidadãos mudaram desde 17 de dezembro passado, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática. Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro. A web de sua embaixada em Havana diz que promover o conhecimento do idioma entre os cubanos é um dos objetivos fundamentais. Em Cuba, o boom agora é o inglês: para fazer negócios, escutar música, ler, navegar na internet e entender as esperadas ondas de visitantes ‘Made in USA’.

Foto: A bandeira americana na embaixada em Havana e carros antigos ao fundo – Reuters

Fonte: O Globo 2ª Edição, Mundo, Terça-Feira, 08/09/2015   

EUA devem pedir saída de Cuba da lista de países que apoiam terrorismo

O Departamento de Estado dos EUA deve recomendar em poucos dias que os EUA tirem Cuba da lista de países acusados de financiar terrorismo, informou a rede de TV CNN, citando uma fonte anônima do departamento.

A recomendação pode acontecer à medida que o presidente dos EUA, Barack Obama, visita Jamaica e Panamá, onde participará da Cúpula das Américas.

Obama prometeu nesta terça-feira (7) agir rapidamente assim que receber uma recomendação do Departamento de Estado sobre a remoção de Cuba da lista, um obstáculo que ainda resta para o restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana.

Faltando poucos dias para uma cúpula das Américas no Panamá, onde Obama vai ficar cara a cara com o presidente de Cuba, Raúl Castro, ele não deu nenhum sinal claro sobre suas inclinações ou o prazo para a sua decisão. Obama ordenou a revisão da lista imediatamente depois de anunciar um avanço diplomático com Havana em 17 de dezembro.

Em uma entrevista à Reuters no início de março, Obama disse esperar que os Estados Unidos possam abrir uma embaixada em Cuba pela época da Cúpula das Américas, de 10 a 11 deste mês, e depois disso autoridades norte-americanas vêm dizendo que a revisão está sendo acelerada.

Mas a falta de uma decisão até agora sobre a remoção de Cuba da lista negra do terrorismo – uma firme exigência do governo cubano – levanta sérias dúvidas sobre se a revisão será concluída a tempo de os EUA darem novos passos para a normalização das relações antes da cúpula.

“Assim que eu receber uma recomendação, vou estar em condições de agir quanto a isso”, disse Obama em entrevista à Rádio Pública Nacional.

O presidente norte-americano não deu nenhuma indicação sobre os rumos de seu governo na questão, mas deixou claro que sua decisão não terá como base se o governo cubano se envolve “em atividades repressivas ou autoritários em seu próprio país”, mas suas atividades atuais “em matéria de terrorismo”.

Cuba foi incluída na lista de patrocinadores do terrorismo em 1982, quando dava apoio a grupos insurgentes marxistas. Atualmente, o país auxilia o processo de paz entre a guerrilha esquerdista Farc e o governo da Colômbia.

Fonte: G1

Sinopse: Terceira Guerra Mundial: Batalha do Amanhã

Autor: Francisco Santos

O ano é 2050, após mais de 1 século e meio de exploração dos recursos naturais não renováveis, a humanidade se encontra agora em um mundo cada vez mais sombrio, guerras no Oriente Médio e na Europa se intensificam, nações inteiras sofrem com tufões, tempestades, alagamentos e secas, o tempo está descontrolado, países inteiros no Caribe e Oceania desapareceram com aumento dos níveis das águas.

Diante do cenário catastrófico as maiores potências do mundo se reúnem para discutir o que fazer diante de tal situação, ao mesmo tempo as reservas de petróleo se esgotam no Oriente Médio, agora sem o recurso precioso que interessa as nações desenvolvidas a região perde o interesse das grandes potências, tornando a região que já tem um histórico de confrontos secular palco de novos confrontos sangrentos.

Os países reunidos em Genebra decidem que o melhor a se fazer para solucionar a crise é a criação de Uniões de países, mega blocos econômicos semelhantes a União Europeia, no entanto, integrados como um só país, um só governo e uma só política de combate a crise energética que começa a afetar o desenvolvimento e a população destes países.

Ao mesmo tempo que esta reunião acontece, a população dos países subdesenvolvidos atingidos pela crise climática e energética protestam contra seus governos, a estabilidade política garantida nas primeiras décadas do Século através da ONU não existe mais, para piorar a situação que já é caótica, a China avança militarmente contra países asiáticos, ilhas, territórios e países inteiros são anexados pela China sem nenhum pudor.

Em meio ao avanço da China, a Rússia governada por Vladimir Vokovit anexa todas as Ex-Repúblicas Soviéticas, temerosa a Polônia pede ajuda a OTAN e União Europeia e teme uma nova invasão ao seu território, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra que terminou com a URSS invadindo o país, mas EUA e Europa sabem que não poderão apoiar uma guerra na Europa pelo fato de não possuírem recursos suficientes para um conflito que pode durar meses ou anos, apesar das reservas americanas de petróleo e da produção baixa em estados como Califórnia e no Golfo do México, tanto os americanos quanto os europeus sabem que precisam guardar suas reservas para se defenderem de ataques diretos a seus territórios, com isso os pequenos países da Europa, toda a África e países subdesenvolvidos estão desprotegidos, a OTAN agora não representa mais uma força militar de dissuasão.

Com a queda do equilíbrio geopolítico mundial, potências econômicas expandem seus territórios em busca de recursos naturais quase esgotados, com os EUA não é diferente, o país americano fechou um acordo político criando a Federação das Américas formando ate então o maior Bloco Político Econômico que o mundo já viu, do Canadá ao Panamá e incluindo o Chile aqui na América do Sul, o bloco possui um presidente que tem mandato de 4 anos e é eleito pelo Conselho de Países que é formado por Senadores de todos os membros da federação, o presidente é a autoridade máxima, defesa, política e economia estão subordinados a ele, os países agora são estados e os estados federados e províncias agora são departamentos dos agora Estados Unidos da Federação das Américas.

No entanto, algo pode estragar os planos americanos, o Brasil e todos os países da América do Sul se recusaram a aderir a esta união criada pelos EUA, segundo os presidentes dos países sul-americanos os EUA apenas querem colonizar os países para que forneçam-lhe recursos naturais enquanto os países são usados pelos americanos, no entanto o Chile seduzido por promessas de investimentos bilionários e proteção militar contra invasões de Bolívia e Peru que reivindicam partes do território chileno aderiu o bloco, tornando-se ate agora o único país da América do Sul a aderir.

Insatisfeito com a recusa do Brasil e dos países que formam a Amazônia de aderir ao bloco, os EUA farão de tudo para que os recursos naturais destes países sejam seus a qualquer custo.

O Livro deve ser lançado ainda este ano.

Gravação comprova que objetivo do Mais Médicos é financiar a ditadura Cubana.

Mozart Sales, então coordenador dos Mais Médicos pelo Ministério da Saúde, Maria Alice Fortunato e Joaquim Molina, chefe da representação da Opas no Brasil(Mozart Sales, então coordenador dos Mais Médicos pelo Ministério da Saúde, Maria Alice Fortunato e Joaquim Molina, chefe da representação da Opas no Brasil)

Uma gravação divulgada ontem pelo Jornal da Band comprova que há uma trama entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) para acobertar a intenção de favorecer a ditadura cubana por meio do Programa Mais Médicos.

O áudio consiste numa conversa entre a coordenadora do programa pela Opas, a pernambucana Maria Alice Barbosa Fortunato, e funcionários do ministério.

Maria Alice alerta: “Se a gente coloca ‘governo cubano’, se o nosso documento é público, qualquer pessoa vai entender que a gente está driblando a coisa de fazer acordo bilateral e pode dar uma detonada.” Ou seja, Maria Alice deixa claro que não quer que a sociedade brasileira saiba que o programa é, basicamente, um acordo entre Brasil e Cuba (acordo bilateral). Para esconder este fato e tirar o foco de Cuba, ela sugere que o governo inclua médicos de outros países, mas em números muito baixos. “A gente pode colocar neste T.A. (termo de ajuste) Mercosul e Unasul, que vai dar, digamos, dois milhões (de reais) para tirar o foco de Cuba e incluir países do Mercosul e Unasul”, diz a funcionária da Opas.

A gravação também mostra que o Brasil lavou as mãos quanto ao confisco, pelo governo cubano, da maior parte do pagamento aos médicos. O assessor especial para assuntos internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, afirma na gravação que o valor dos salários e a forma de pagamento já haviam sido definidos pelo assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. “Sessenta (por cento) para o governo e 40 (por cento) para o médico. O Marco Aurélio (Garcia) botou isso na reunião, só para socializar”, afirma Kleiman. Maria Alice discorda: “A relação é do governo deles, eles que decidem. Não é a gente que vai interferir nisso”.

Em outubro de 2013, VEJA revelou como a intermediação da Opas serviu para o governo brasileiro ocultar o verdadeiro objetivo do Programa Mais Médicos – arrumar uma maneira de enviar dinheiro a Cuba. Os registros do Ministério da Saúde permitiram descobrir que o chefe da representação da Opas no Brasil, o cubano Joaquim Molina, apresentou a minuta do contrato no dia 17 de dezembro de 2012, seis meses antes de o programa ser anunciado publicamente, em meio aos protestos de 2013.

Fonte: VEJA

Colômbia detém navio chinês por transporte ilegal de armamento para Cuba

O navio chinês, no porto caribenho de Cartagena

Autoridades colombianas detiveram um navio operado pelo maior grupo de transporte marítimo da China por transportar ilegalmente balas de canhão, toneladas de pólvora e outros materiais utilizados para fabricar explosivos. O cargueiro ia para Cuba quando foi parado depois de uma inspeção no porto de Cartagena, no último sábado. “Aproximadamente 100 toneladas de pólvora, 2,6 milhões de detonadores, 99 projéteis e cerca de 3.000 balas de canhão foram encontrados”, enumerou Luis González, diretor nacional do gabinete da Procuradoria Geral da Colômbia.

No entanto, a documentação da carga apresentada pelo capitão do navio Da Dan Xia, operado pela Cosco Shipping (parte de um conglomerado estatal), descrevia algo bem menos suspeito. Nos registros, a carga declarada era de grãos. O capitão Wu Hong foi preso e poderá responder por transporte ilegal de material militar.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmou que o cargueiro transportava suprimentos militares comuns para Cuba e não estava violando nenhuma regulamentação internacional. “É uma cooperação comercial militar completamente normal”.

Fotos divulgadas pelo Ministério Público mostram caixas de madeira dentro de um contêiner com etiquetas da Corporação das Indústrias do Norte da China, maior fabricante de armas da China. Um porta-voz da companhia afirmou que a embarcação estava transportando alguns de seus produtos, que foram vendidos legalmente. Mas acrescentou, sem explicar, que detalhes divulgados sobre o que estava a bordo “não são verdadeiros”.

O destinatário da carga era a importadora Tecnoimport, de Havana. China e Cuba têm laços comerciais cada vez mais estreitos — o presidente Xi Jinping visitou a ilha no ano passado, quando assinou uma série de acordos.

Em julho de 2013, um navio da Coreia do Norte foi detido na região do Caribe, perto do canal do Panamá, depois que armas da era soviética foram encontradas. A carga bélica estava escondida no meio de toneladas de açúcar. O Panamá libertou 32 tripulantes e a embarcação depois do pagamento de mais de 1 milhão de dólares em multa.

Fonte: Reuters, via: Veja.

Obama quer o fim do embargo a Cuba

Barack Obama faz o discurso do Estado da União, tendo ao fundo o vice-presidente, Joe Biden (esquerda) e o presidente do Congresso, John Boehner (Foto: Reuters/Mandel Ngan/Pool)

O fortalecimento de uma “economia de classe média” foi o tema principal do presidente dos EUA, Barack Obama, em seu discurso sobre o Estado da União, na noite desta terça (20), no qual ele garantiu que “a sombra da crise passou”. Durante uma hora, Obama falou sobre a necessidade de oportunidades econômicas mais equilibradas e mencionou ainda assuntos como diplomacia, a luta contra o Estado Islâmico, segurança cibernética e o fim do embargo a Cuba.

Pela primeira vez em seus seis anos de mandato, o presidente falou a um Congresso predominantemente de oposição, com maioria republicana em suas duas câmaras. Por isso, por diversas vezes apelou a pontos de união entre os partidos. “Somos mais do que um conjunto de estados azuis ou vermelhos. Somos os Estados Unidos da América”, ressaltou.

Ao mencionar uma série de índices econômicos favoráveis, como a menor inflação em décadas e a criação de 11 milhões de novos empregos nos últimos cinco anos, Obama aproveitou para questionar o perfil que os Estados Unidos pretendem adotar. “Esta noite, viramos a página”, anunciou, ao falar sobre as dificuldades superadas nos últimos anos.

“Neste momento – com uma economia em crescimento, déficits em queda, indústria em movimento e produção de energia em expansão – nos erguemos da recessão mais livres para escrever nosso próprio futuro do que qualquer outra nação na Terra. Agora depende de nós escolhermos quem queremos ser nos próximos quinze anos, e nas décadas que virão. Aceitaremos uma economia onde apenas alguns de nós se dão espetacularmente bem? Ou vamos nos comprometer com uma economia que gere lucros crescentes e chances para todos que se esforçarem?”, perguntou.

Ao dizer que o governo tem que fazer mais do que simplesmente “não atrapalhar”, Obama falou em ações como a ampliação da rede de berçários e creches, a necessidade do pagamento de licença médica, licença maternidade e horas extras e do aumento do salário mínimo. Ele citou ainda os planos para ampliar o acesso à universidade pública em todo o país, a redução de burocracia para pequenos empreendedores, melhoras na estrutura comercial e em políticas de exportação e mesmo no acesso à internet.

“São ideias que fazem uma enorme diferença na vida de milhões de pessoas”, destacou. “Queremos que os americanos vençam a corrida”, disse, ao mencionar que 95% dos consumidores mundiais estão fora dos EUA e que quer “trazer de volta os empregos que foram para a China”.

Segundo o presidente, tanto republicanos quanto democratas querem melhorar a infraestrutura do país, mas, para financiar isso, é preciso repensar também uma forma de tornar a economia mais justa, eliminando privilégios que há anos são concedidos aos mais ricos, como isenções e reduções de impostos.

Diplomacia e embargo
Ao abordar o papel dos EUA fora de seu território, Obama deu destaque à atuação na luta contra o terrorismo, falando de sua atuação “de escolas no Paquistão às ruas de Paris”. Além disso, o presidente diz que os Estados Unidos deixam claro sua posição de que grandes países não podem ameaçar nações menores em casos como o que envolvem a Rússia e a Ucrânia. “Hoje a Rússia está isolada economicamente… é assim que a América lidera”.

“Eu acredito em um tipo mais inteligente de liderança americana. Nós lideramos melhor quando combinamos força militar com forte diplomacia. Isso é exatamente o que estamos fazendo neste momento – e, ao redor do mundo, isso está fazendo a diferença”, disse, ao lembrar os esforços no Iraque e na Síria, reforçando que o combate ao Estado Islâmico e à “falida ideologia do extremismo” será uma luta que levará tempo e demandará foco.

Ainda falando sobre diplomacia, ele pediu ao Congresso que comece a trabalhar este ano para encerrar o embargo à Cuba. “O que fizemos não funcionou durante 50 anos, está na hora de tentarmos algo diferente”, afirmou.

Obama citou ainda as negociações sobre desarmamento nuclear com o Irã e disse que sanções aquele país neste momento iriam apenas “garantir a falha da diplomacia”. Assim, anunciou, irá vetar qualquer tipo de sanção apresentada antes do fim das negociações.

Em seu discurso, o presidente abordou ainda a questão da segurança online, se referindo aos recentes ataques que teriam tido envolvimento da Coreia do Norte, embora não tenha citado o nome do país. “Nenhuma nação estrangeira, nenhum hacker, deve ser capaz de fechar nossas redes, roubar nossos segredos comerciais ou invadir a privacidade de famílias americanas, especialmente de nossos filhos. Estamos nos certificando de que nosso governo integre inteligência para combater ameaças cibernéticas, assim como temos feito para combater o terrorismo”, garantiu, ao pedir que o Congresso aprove uma proposta de legislação recém-apresentada.

Minorias e Guantánamo
Barack Obama falou ainda sobre liberdade e minorias, condenando o antissemitismo e o preconceito contra muçulmanos, além de ataques a qualquer cidadão motivados por religião, raça ou orientação sexual.

Por fim, ele reforçou sua determinação em fechar a prisão de Guantánamo. “Não faz sentido gastar três milhões de dólares por prisioneiro para manter aberta uma prisão que o mundo condena e terroristas usam para recrutar. Cumprimos nossa promessa de cortar a população pela metade. Agora é hora de concluir a tarefa. Não irei abrandar minha determinação em fechá-la”, disse.

Convidados
O Discurso sobre o Estado da União acontece tradicionalmente há mais de 60 anos, e é a ocasião em que o presidente se pronuncia perante o Congresso sobre a situação do país e suas propostas e prioridades para o ano que se inicia. Entre os 22 convidados da presidência, que assistiram ao discurso ao lado da primeira-dama, Michelle Obama, estiveram Alan Gross,libertado de uma prisão cubana em 17 de dezembro, e oito cidadãos que escreveram cartas ao presidente, como uma filha de imigrantes ilegais, cuja família será beneficiada pela nova política de imigração proposta por Obama, e Rebekah Erler, uma jovem que relatou as dificuldades superadas por sua família nos últimos sete anos e foi citada pelo presidente em uma analogia com o próprio país, comparado por ele a uma “família unida”.

O presidente Barack Obama durante seu discurso do Estado da União, no Congresso, em Washington (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)
O presidente Barack Obama durante seu discurso do Estado da União, no Congresso, em Washington (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)
Fonte: G1
Nota do Editor: Particularmente eu sou contra a derrubada do embargo sem contra partidas, acho que os EUA deveriam exigir o fim da ditadura comunista na ilha e a abertura de capital privado na ilha caribenha, mas ao mesmo tempo não pensem vocês leitores que Obama esta sendo humanitário nessa decisão, muito pelo contrário ele derrubando o embargo em Cuba ele fecha as comportas de cubanos imigrantes na Califórnia e abre um novo mercado totalmente virgem para as empresas americanas, essa semana companhias aéreas já anunciaram voos para Cuba justamente em um momento que as empresas aéreas passam por grave crise na Terra do Tio Sam.
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