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Após sanções da ONU, Coreia do Norte lança mísseis

 

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A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira (3) vários mísseis de curto alcance em uma aparente demonstração de força, após as sanções impostas ao país pelo Conselho de Segurança da ONU, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

O Exército Popular norte-coreano lançou, às 10h locais (22h de Brasília de quarta, 2), seis mísseis da cidade de Wonsan, no sudeste do país, informou um porta-voz sul-coreano. Os projéteis caíram no Mar do Leste (Mar do Japão), sem causar incidentes, após voar por entre 100 e 150 km, especificou o porta-voz.

A ação ocorreu cerca de dez horas depois de o Conselho de Segurança da ONU aprovar, em Nova York, uma resolução que impõe duras restrições comerciais ao país comunista em resposta a seus últimos testes nucleares e com mísseis de longo alcance.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul iniciou uma investigação para determinar os projéteis que foram lançados, enquanto fontes consultadas pela agência local de notícias “Yonhap” afirmaram que poderiam ser mísseis KN-01 ou foguetes de 300 milímetros.

Além disso, as Forças Armadas sul-coreanas intensificaram o monitoramento dos movimentos do exército norte-coreano e reforçaram suas posições defensivas.

 

A Coreia do Norte costuma realizar o lançamento de mísseis de curto alcance – o último ocorreu em junho do ano passado – para mostrar seu poder militar como resposta ao que considera agressões externas, sejam elas resoluções da ONU ou manobras militares de Seul e Washington na região.

Por enquanto, a imprensa oficial norte-coreana não se pronunciou sobre a resolução 2270, aprovada na quarta, com votos favoráveis dos 15 integrantes do Conselho de Segurança da ONU após semanas de negociações entre Estados Unidos e China.

A resolução elevará a pressão internacional sobre Pyongyang ao impor ao regime de Kim Jong-un grandes restrições ao comércio, como a inspeção obrigatória de cargas com origem e destino no país e restrições na exportação de matérias-primas como carvão, ferro, ouro, titânio e metais de terras raras.

Além disso, proíbe a venda à Coreia do Norte de combustível aeroespacial e impõe um embargo total ao comércio de armas leves, além de sanções financeiras contra bancos e ativos norte-coreanos e contra indivíduos e entidades.

Também se destacam as medidas para garantir o cumprimento de todas as sanções, como a obrigação de realizar inspeções sistemáticas em mercadorias com destino ou origem na Coreia do Norte.

Membros do Conselho da ONU aprovaram por unanimidade a resolução (Foto: Brendan McDermid/Reuters)Membros do Conselho da ONU aprovaram por unanimidade sanções à Coreia do Norte (Foto: Brendan McDermid / Reuters)
Fonte: G1

Como a Coreia do Norte paga por seu sofisticado programa militar?

O “isolado reino” da Coreia do Norte é um caldeirão de contradições.

O país é vizinho de várias das economias mais dinâmicas do mundo, incluindo a próspera Coreia do Sul, mas sua população sofre com toda sorte de privações.

Em meados do século 20, a Coreia do Norte era um dos países mais industrializados da Ásia. Mas, hoje, é visto como um desastre econômico.

E, enquanto as condições de vida de seus cidadãos são precárias, o governo anuncia programas de desenvolvimento de sofisticados sistemas de armamento, inclusive de foguetes de longo alcance e bombas atômicas.

A Coreia do Norte reforça que o recente lançamento de um foguete é parte de um programa de exploração espacial, enquanto as potências ocidentais alegam se tratar de uma tentativa de desenvolver mísseis capazes de atingir alvos distantes.

De qualquer forma, são poucas as nações da Terra capazes de conceber tecnologias avançadas e tão caras.

Mas como a Coreia do Norte financia essas atividades?

Exportação e investimento


Em primeiro lugar, são necessárias divisas internacionais. Muitos estão de acordo que a Coreia do Norte fez importantes aquisições de tecnologia no exterior, em certos casos com fins militares.

E, apesar de ser um dos últimos países do mundo a manter uma economia centralmente planificada, ao modo stalinista, Pyongyang ainda consegue desenvolver um setor exportador.

Em sua página na internet, a CIA, a agência de inteligência americana, estima o tamanho da economia norte-coreana em torno de US$ 40 bilhões (R$ 160 bilhões), similar ao PIB de Honduras ou do Estado brasileiro de Goiás.

As exportações da Coreia do Norte somam, por outro lado, US$ 3,834 bilhões (R$ 15 bilhões), o equivalente às vendas externas de Moçambique ou das do minúsculo Estado europeu de San Marino, encravado na Itália.

Entre os produtos destinados ao exterior, estão minério e itens manufaturados, entre eles armamentos e artigos têxteis, além de produtos agrícolas e pesqueiros.

Mas como um país com uma economia de tamanho equiparável à de alguns dos países mais pobres da América Latina pode pagar por um programa nuclear?

Passando fome
A resposta parece estar na natureza autoritária e centralizada do governo, que destina os escassos recursos do país a fins militares, nem que para isso seus cidadãos passem fome.

O PIB per capita da Coreia do Norte, ajustado pelo seu poder de compra, chega a US$ 1,8 mil (R$ 7,2 mil), fazendo com que o país asiático ocupe a 208ª posição entre 230 nações, nível comparável ao de Ruanda, na África, ou do Haiti, na América Central.

Na década de 1990, o país enfrentou a ameaça de uma escassez generalizada de produtos alimentícios básicos, e sua economia levou um longo tempo para recuperar-se do desastre.

Foi um processo tão traumático que, até 2009, a Coreia do Norte recebeu uma substancial ajuda alimentar da comunidade internacional. Hoje, acredita-se que sua produção agrícola interna tenha melhorado.

Os clientes
E quem são os clientes dos produtos norte-coreanos?

O aliado político mais importante do país é a China, que compra 54% de sua produção. Em um inesperado segundo lugar, vem a Argélia, que é o destino de 30% das vendas do país. E, para a Coreia do Sul, vão 16% de suas exportações.

Apesar da Coreia do Norte e a nação vizinha viverem um dos conflitos militares mais longos de que se tem notícia na história, em curso desde o fim da 2ª Guerra Mundial, os dois países vêm fortalecendo os vínculos econômicos.

Alguns investimentos sul-coreanos se concentram em determinadas partes do pais, oferecendo ao governo norte-coreano outra valiosa fonte de divisas.

O núcleo mais importante deles é o complexo industrial de Kaesong, que está diante de um futuro incerto depois de o governo de Seul anunciar a suspensão de sua participação na iniciativa, devido às crescentes tensões políticas entre ambas as nações por conta dos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte.

A Coreia do Sul diz não querer que os recursos gerados pela zona industrial sejam usados no programa militar norte-coreano. E as sanções econômicas impostas por vários países, inclusive as mais recentes aplicadas pelo Japão, devem continuar debilitando a economia norte-coreana.

No entanto, enquanto o governo do líder norte-coreano, Kim Jong-un, seguir disposto a impôr sacrifícios substanciais a seus habitantes, pode-se esperar que a Coreia do Norte continue a desenvolver seu poderio militar muito além do que seria possível esperar de uma nação com sua frágil condição econômica.

 

Fonte: G1

EUA querem sistema antimísseis na Coreia do Sul o quanto antes

Lanaçador de mísseis do tipo THAAD em imagem de arquivo do Exército Americano (Foto: Divulgação/Exército dos EUA)Lanaçador de mísseis do tipo THAAD em imagem de arquivo do Exército Americano (Foto: Divulgação/Exército dos EUA)

Os Estados Unidos pretendem enviar um sofisticado sistema de defesa antimísseis para a Coreia do Sul “o mais rápido possível” — anunciou o Pentágono nesta segunda-feira (7).

“Sem entrar em um calendário, queremos ver este passo dado o mais rápido possível”, disse o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, um dia depois do lançamento de um foguete por parte da Coreia do Norte, que provocou uma condenação da comunidade internacional.

Chefes militares sul-coreanos e americanos anunciaram que vão iniciar discussões formais para estabelecer o sistema de defesa antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense System, em inglês) na fronteira com a Coreia do Norte.

“Estamos iniciando as consultas agora e nos próximos dias com os sul-coreanos e esperamos que isso se faça de forma diligente”, acrescentou.

O sistema THAAD dispara mísseis antibalísticos para destruir mísseis inimigos dentro, ou fora, da atmosfera da Terra em sua última fase de voo.

A China se opõe firmemente à instalação de equipamentos antimísseis tão perto de suas fronteiras, mas Cook garantiu que o sistema THAAD não tem como objetivo ser uma ameaça para Pequim.

“Se o sistema THAAD for enviado para a península coreana, estará concentrado unicamente na Coreia do Norte”, insistiu.

Um funcionário da Defesa americana informou à AFP que o sistema antimísseis pode ser instalado em até duas semanas, depois de ordenado seu envio.

“Uma vez que (…) as decisões forem tomadas, esse (prazo) é possível”, comentou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Seul diz que satélite norte-coreano entrou em órbita corretamente

Imagem da TV estatal norte-coreana mostra lançamento do foguete (Foto: Reuters/Yonhap)

O satélite lançado no domingo (7) pela Coreia do Norte entrou em órbita corretamente, informou nesta terça-feira (9) o Ministério de Defesa sul-coreano, que não pôde verificar, no entanto, se o aparelho está funcionando corretamente.

Tanto Coreia do Sul como Estados Unidos ainda não confirmaram, além disso, o sinal do aparelho, segundo publicou a agência local “Yonhap”.

No domingo, a Coreia do Norte lançou um foguete com um satélite de observação terrestre Kwangmyongsong-4, uma ação que a comunidade internacional considera um novo teste secreto de mísseis balísticos intercontinentais.

Com este novo lançamento, Seul considera que Pyongyang possui mísseis de longo alcance capazes de percorrer uma distância de voo de cerca de 12 mil quilômetros, segundo a análise feita pela Defesa.

As informações apontam, no entanto, que o regime norte-coreano ainda não conseguiu obter a denominada tecnologia de reentrada, necessária para que um míssil lançado volte à atmosfera.

Esta tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais permite que apenas um foguete realize o lançamento de várias ogivas nucleares de maneira simultânea e com diferentes alvos.

 

Fonte: G1

Seul dispara contra drone norte-coreano na fronteira

A Coreia do Sul fez disparos de advertência contra um suposto drone norte-coreano após o equipamento ultrapassar a fronteira entre os dois países, informou a mídia local nesta quarta-feira (13).

Essa foi a primeira resposta militar de Seul desde o teste de Pyongyang com uma bomba de hidrogênio, realizado no último dia 6 de janeiro. Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap , foram “20 disparos por volta das 2h10” (hora local).

 

Em nota, as Forças Armadas de Seul informaram que o drone voltou para o território norte-coreano após os disparos. Ainda de acordo com o órgão, “diversos alertas sonoros” foram dados antes dos tiros de advertência.

A tensão entre as duas nações voltou a aumentar desde o dia 6, com constantes ameaças de um aumento nos testes nucleares de Pyongyang e, pelo lado sul-coreano, de mais sanções econômicas contra a Coreia do Norte.

B -52 da USAF fez sobrevoo sobre a Coreia do Sul esta semana em resposta a teste nuclear dos norte coreanos.
Fonte: EFE
 
 

Análise não é consistente com bomba H na Coreia do Norte, dizem EUA

A análise inicial do teste nuclear que a Coreia do Norte diz ter realizado nesta quarta-feira (6) não é consistente com as reivindicações do país de um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido, informou a Casa Branca.

“A análise inicial dos eventos reportados nesta noite não é consistente com a reivindicação da Coreia do Norte sobre um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, durante entrevista coletiva. “O governo dos EUA julga que a Coreia do Norte pode ter realizado um teste nuclear”, disse.

A Coreia do Norte anunciou ter feito um teste bem-sucedido com uma miniatura de bomba de hidrogênio – a bomba H ou bomba termonuclear, que pode ser até 50 vezes mais potente que a bomba atômica.

Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, concede coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6) em que disse que análise inicial dos EUA não consiste com reivindicação da Coreia do Norte de um teste de bomba H bem sucedido (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, concede coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6) em que disse que análise inicial dos EUA não consiste com reivindicação da Coreia do Norte de um teste de bomba H bem-sucedido (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)
 

ANÚNCIO DE TESTE NUCLEAR
Coreia do Norte diz ter feito bomba H

O uso da arma ainda não foi confirmado por outros países, mas foi registrado um terremoto de magnitude 5,1 na área onde os norte-coreanos já fizeram outros testes nucleares.

O porta-voz disse que a Casa Branca está trabalhando para saber mais sobre o suposto teste, e que qualquer teste nuclear da Coreia do Norte é uma “violação provocativa e escandalosa” das medidas do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Nada do que ocorreu nas últimas 24 horas leva o governo dos Estados Unidos a modificar sua avaliação das capacidades técnicas e militares da Coreia do Norte”, acrescentou.

Earnst afirmou que o presidente americano, Barack Obama, abordará o tema nesta quarta-feira em conversa telefônica com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e com a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye.

Atividade nuclear
Várias resoluções da ONU proíbem a Pyongyang qualquer atividade nuclear sob a pena de ser alvo de sanções.

Segundo autoridades da Coreia do Sul, o teste foi provocado artificialmente por uma explosão. Foi o quarto teste com arma nuclear feito pelo país e teria sido o primeiro usando uma bomba de hidrogênio. Outros testes ocorreram em 2006, 2009 e 2013.

A bomba de hidrogênio ou termonuclear utiliza a fusão do átomo em cadeia e provoca uma explosão mais potente que a chamada bomba atômica, que utiliza a fissão nuclear. A bomba de hidrogênio (fusão) é mais poderosa e mais difícil de construir. Já a bomba A (fissão) é semelhante à utilizada em Hiroshima.

Dúvidas
O anúncio foi recebido com grande ceticismo por especialistas – que opinam que a potência aparentemente liberada pela explosão foi muito fraca para que a bomba fosse de hidrogênio -, ao mesmo tempo em que provocou várias condenações imediatas ao redor do mundo.

Em uma loja de Seul, capital da Coreia do Sul, vendedor passa entre televisores noticiando o suposto teste nuclear com bomba de nitrogênio realizado pela Coreia do Norte perto da fronteira com seu vizinho do sul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)Em uma loja de Seul, capital da Coreia do Sul, vendedor passa entre televisores noticiando o suposto teste nuclear com bomba de nitrogênio realizado pela Coreia do Norte perto da fronteira com seu vizinho do sul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)

A agência de espionagem sul-coreana, no entanto, contesta que a Coreia do Norte tenha testado uma bomba de hidrogênio, segundo Lee Cheol Woo, integrante do comitê de inteligência do Parlamento, segundo a AP. O tamanho relativamente pequeno da onda sísmica registrada levantou a suspeita.

A agência sul-coreana de inteligência diz que esta ainda seria uma bomba de fissão. Lee diz que mesmo uma detonação que falhou de uma bomba de hidrogênio poderia ter provocado o mesmo impacto que o mencionado.

Sanções
O Conselho de Segurança da ONU começará a tabalhar em “medidas” em resposta a um teste nuclear que a Coreia do Norte diz ter realizado.

Anúncio do uso de bomba de hidrogênio feito na TV da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/Reuters)Anúncio do uso de bomba de hidrogênio feito na TV da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/Reuters)

“Os membros do Conselho de Segurança… lembraram que expressaram antes dua determinação para tomar mais medidas significativas no caso de outro teste nuclear da DPRK (Coreia do Norte)”, disse o presidente do Conselho, Elbio Rosselli, nesta quarta.

“Na linha deste compromisso e da gravidade dessa violação, membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar imediatamente em tais medidas em uma nova resolução”, disse.

Segundo informou o embaixador britânico Matthew Rycroft, o Conselho de Segurança considera impor novas sanções contra a Coreia do Norte.

O Conselho iniciou nesta quarta uma reunião de consultas de emergência em Nova York com os embaixadores dos 15 países membros, solicitada pelos Estados Unidos e pelo Japão.

Em uma ligação telefônica, o secretário americano de Defesa, Ashton Carter, e seu homólogo sul-coreano advertiram que o anúncio da Coreia do Norte deverá “ter consequências” para Pyongyang.

 

Fonte: G1

Coreia do Norte diz ter feito teste com bomba de hidrogênio bem-sucedido

A Coreia do Norte afirmou às 12h (GTM) desta quarta-feira (6) ter feito um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido, informou a agência de notícias AP. Este é o quarto teste com arma nuclear feito pelo país, no entanto, foi o primeiro realizado com bomba de hidrogênio, que é mais poderosa que uma bomba nuclear. Antes deste, o país havia realizado testes em 2006, 2009 e o último em fevereiro de 2013.

O anúncio surpresa sinaliza que os esforços para frear o impulso do país para colocar um arsenal nuclear em funcionamento têm sido pouco eficientes.

A Coreia do Norte informou em uma transmissão ao vivo, em sua TV estatal, que o teste foi bem-sucedido.

De acordo com a AP, é provável que um teste com bomba de hidrogênio faça a ONU impor novas sanções à Coreia do Norte.

A Coreia do Sul declarou que o teste nuclear é um “grave desafio” para a paz mundial. O chefe da Organização do Tratado de Proibição Total de Testes da ONU, que monitora o mundo todo na questão de testes nucleares, diz que, se o anúncio da Coreia do Norte for confirmado seria uma violação do tratado e uma grave ameaça à paz e segurança internacionais.

Soldado sul-coreano passa por uma tela de televisão em estação ferroviária em Seul enquanto a Coreia do Norte anuncia ter feito teste com bomba de hidrogênio (Foto: AFP Photo/Jung Yeon-Je)Soldado sul-coreano passa por uma tela de televisão em estação ferroviária em Seul enquanto a Coreia do Norte anuncia ter feito teste com bomba de hidrogênio (Foto: AFP Photo/Jung Yeon-Je)

Antes do anúncio
Autoridades sul-coreanas afirmaram por volta de 1h (horário de Brasília) desta quarta terem detectado um “terremoto artificial” – com ação humana – perto do principal local de teste nuclear da Coreia do Norte. Os governos da China, do Japão e da Coreia do Sul suspeitavam que fosse forte indício de que a Coreia do Norte – país com armas nucleares – poderia ter realizado seu quarto teste atômico. A suspeita foi confirmada por volta de 1h30, em anúncio feito pela Coreia do Norte.

O sismo teve magnitude de 5.1 na escala Richter. O terremoto, registrado por volta da meia-noite (horário de Brasília), ocorreu na zona de um sítio de testes nucleares da Coreia do Norte, anunciou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS), o que indicaria uma nova prova atômica por parte de Pyongyang.

O Instituto Geológico explicou que o epicentro do tremor foi registrado no nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 km de Kilju, na mesma zona onde se encontram instalações nucleares norte-coreanas, informou a agência de notícias France Presse.

O instituto norte-americano mediu a magnitude da atividade sísmica em 5,1 em seu site. Um funcionário da agência meteorológica da Coreia do Sul disse que acreditava que o terremoto foi provocado artificialmente, sem entrar em detalhes, e originou 49 km (30 milhas) ao norte de Kilju, a área nordeste onde local de teste nuclear principal da Coreia do Norte está localizado. O país realizou as três detonações atômicas anteriores lá.

Funcionários do governo sul-coreano não puderam confirmar imediatamente se o abalo sísmico ocorreu devido a uma explosão nuclear ou a um terremoto natural, de acordo com informações da agência e notícias AP.

A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear em fevereiro de 2013. Um teste confirmou que marcaria mais um grande passo em direção à construção de uma ogiva pequena o suficiente para ser montado em um míssil capaz de atingir a costa do continente americano.

 

Fonte: G1

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