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Saab não desistiu da Índia


Colômbia também está na mira. Opção por uma versão EW do Gripen a partir do biposto F está sendo avaliada


Gripen NG com seis mísseis e duas bombas - foto 4 Saab

A empresa sueca Saab acredita que a Índia ainda pode ser um cliente para o caça JAS 39 Gripen, apesar da aparente decisão do país pela compra do caça francês Dassault Rafale, disse Lennart Sindahl, vice-presidente executivo da companhia e chefe da SAAB Aeronautics.

“Nós estamos olhando para a Índia de novo”, confirmou Sindahl. “Eles decidiram de imediato pela compra direta de 36 caçsa Rafales e o cancelamento da concorrência [MMRCA]. No entanto, eles precisam de uma grande quantidade de aeronaves – vários esquadrões, na verdade.”

Sindahl também fez referência a outros clientes estrangeiros que estão na mira da Saab. Entre eles estão a Tailândia (um operador de Gripen, que está à procura de mais aeronaves), a Malásia e a Indonésia (ambos em busca de caças e aeronaves de alerta aéreo antecipado), além da Colômbia, que pretende substituir sua frota IAI Kfir C-10.

Enquanto isso, os planos comerciais de longo prazo incluem a viabilidade de converter o Gripen em uma variante de guerra eletrônica (EW) semelhante ao que se fez com o Boeing F / A-18F Super Hornet  (que posteriormente deu origem ao EA-18G Growler).

“Se você olhar para cenários de combate do futuro, numa força de alto nível num cenário de ampla ameaça, algo como um ‘Growler Gripen’ ‘irá fazer a diferença”, disse Sindahl.

“Estamos mirando nisso e é por isso que é muito bom o Brasil ter optado pelo modelo F (biposto)”.

FONTE: DefenseIQ (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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A Falsa Guerra de Obama contra o Estado Islâmico

Artigo escrito pelo professor Michel Chossudovsky do site Global Research.

Desde agosto de 2014, a Força Aérea dos EUA com o apoio de uma coalização de 19 países tem travado incansavelmente uma intensa campanha aérea contra a Síria e o Iraque, supostamente dirigida às brigadas do Estado Islâmico ou ISIS.

De acordo o site Defense News, mais de 16.000 ataques aéreos ocorreram desde agosto de 2014 até meados de janeiro de 2015.

60 por cento dos ataques aéreos foram realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos, usando avançados aviões de combate e bombardeiros.

Os ataques aéreos tem sido casualmente descritos pelos meios de comunicação como parte de uma operação anti-terrorista “suave”, do que uma guerra total dirigida contra a Síria e o Iraque.

Esta campanha aérea em grande escala, que causou inúmeras vítimas civis, tem recebido uma atenção muito precária por parte dos grandes meios de comunicação.

Max Boot

Segundo Max Boot, principal pesquisador em segurança nacional do Conselho de Relações Exteriores: “A estratégia de Obama na Síria e Iraque não está funcionando… porque a campanha de bombardeiros dos Estados Unidos contra o ISIS tem sido muito restrita“.

Os americanos querem que o resto do mundo acredite que o Estado Islâmico constitui uma formidável força capaz de enfrentar o exército dos EUA e ameaçar a civilização ocidental.

A ideia central por trás de todas as informações recebidas é que a Força Aérea dos Estados Unidos fracassou e que “Obama deveria ampliar o leque das operações” para enfrentar eficazmente este “formidável inimigo externo” dos EUA.

De acordo Max Boot, a escalada militar é a solução: “Enviar mais aviões, conselheiros militares e forças de operações especiais e afrouxar as restrições sob as quais operam“.

Mas vejamos: Que tipo de aviões tem sido utilizados nesta campanha aérea? Tem sido utilizados o F-16 Fighting Falcon, o F-15E Strike Eagle, A-10 Warthog, e o F-22 Raptor, caças de combate furtivos da Lockheed Martin.

F-16 Fighting Falcon
 
F-15 Strike Eagle
 
A-10 Warthog
 
F-22 Raptor

E diante deste formidável poderio aéreo utilizado, surge a grande pergunta…

Por que razão a Força Aérea dos Estados Unidos não tem sido capaz de destruir o Estado Islâmico, que inicialmente foi equipado com armas pequenas convencionais e simples picapes da Toyota?

A verdade é que, desde o começo, esta campanha aérea NÃO tem sido dirigida contra o ISIS. As evidências confirmam que o Estado Islâmico não é o objetivo. Muito pelo contrário.

Os ataque aéreos estão sendo destinados para destruir a infraestrutura econômica do Iraque e da Síria.

Reflita um momento e vamos olhar atentamente para a seguinte imagem, a qual nos mostra um comboio de picapes do Estado Islâmico procedentes da Síria, entrando no Iraque e cruzando um trecho de 200 quilômetros de deserto aberto que separa os países.

Este comboio penetrou o Iraque em junho de 2014

O que teria sido exigido do ponto de vista militar para acabar com um comboio como este?

Não é preciso uma grande quantidade de conhecimento sobre questões militares: o bom senso prevalece.

Se eles quisessem eliminar as brigadas do Estado Islâmico, poderiam ter bombardeado facilmente seus comboios de picapes Toyota quando cruzaram o deserto da Síria e Iraque em junho.

Mas ninguém fez nada.

Apesar do óbvio, no entanto, nenhum dos principais meios de comunicação o admitiu.

O deserto sírio-árabe é um território aberto.

Se tivessem usado os aviões de combate citados anteriormente (F-15, F-22 Raptor ou F-16), destruir todo este comboio teria sido moleza, uma intervenção cirúrgica rápida e conveniente, a qual teria dizimado os comboios do Estado Islâmico em questão de horas.

Em vez disso, o que temos visto são seis meses de ataques aéreos e bombardeios incessantes que estranhamente, não tem servido para nada, pois o inimigo terrorista está, aparentemente, intacto.

Lembre-se, que em comparação aos bombardeios da OTAN na Iugoslávia em 1999, duraram cerca de três meses (de 24 de Março a 10 de Junho de 1999).

É simplesmente incrível.

Eles querem nos fazer crer que o Estado Islâmico, que viaja a maior parte em comboios de caminhonetes, não pode ser derrotado por uma poderosa coalização militar de 19 países encabeçada pelos EUA.

Então vamos dizer a verdade: a campanha aérea não estava destinada a dizimar o Estado Islâmico.

O mandato contra-terrorismo é uma ficção. Os Estados Unidos é o “principal estado patrocinador do terrorismo“.

O Estado Islâmico não está apenas protegido pelos EUA e seus aliados, ele é treinado e financiado pelos EUA e OTAN, com o apoio de Israel e dos aliados de Washington no Golfo Pérsico.

Michel Chossudovsky é um economista canadense e um ativista anti-globalização. Escritor, professor emérito de Economia da Universidade de Ottawa, fundador e diretor do Centre for Research on Globalization (CRG), em Montreal e editor do site Global Research.

Leia mais: A Nova Ordem Mundial

Especialistas: plano russo contra o terrorismo na Síria já funciona


O novo plano de luta contra o Estado Islâmico na Síria, colocado em prática pela Rússia, já funciona, afirmam especialistas russos.


Síria diz que a Rússia tem todo o direito de Combate ao Estado Islâmico no seu solo

“A situação na Síria já se desenvolve da maneira descrita no discurso do Presidente Putin. Não é um plano. É um esquema que funciona”, declarou o diretor geral do Centro de Informação Política, Alexei Mukhin.

Sobre o centro de informação instalado em Bagdá, a reação negativa do Ocidente à atitude russa não é de grande importância porque que os Estados Unidos já não controlam a situação na região e “não podem proibir nada.”

O especialista alertou, entretanto, que é prematuro fazer previsões sobre o desenrolar da situação e afirmou que muito dependerá das posturas de Europa, Arábia Saudita e Israel.

O professor de Política Exterior e Relações Internacionais da Academia de Diplomacia de Moscou, Sergey Bolshakov, elogiou a iniciativa russa, que classificou como promissora, e mencionou a Jordânia como possível candidato a unir-se ao esquema russo.Segundo Bolshakov, a Jordânia é um dos países que têm maior interesse em resolver o problema sírio — em particular, a onda de refugiados que pode representar até 20% de sua população. Para o especialista, a adesão da Jordânia também poderia ajudar a coordenar as ações de Rússia e do Ocidente na Síria.

O chefe do curso de Ciência Política da Universidade Estatal de Moscou, Andrei Sidorov, afirma ser pouco provável que os EUA colaborem com um novo organismo sob a administração atual, ainda que Moscou e Washington reconheçam que é possível cooperar em alguns aspectos da luta contra o terrorismo.

Durante seu discurso na 70ª Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, convocou a comunidade internacional para a criação de uma ampla coalizão internacional antiterrorista com a participação de países islâmicos.Anteriormente, Rússia, Irã, Iraque e Síria criaram um centro de informações em Bagdá para coordenar a luta contra o Estado Islâmico. O centro será dedicado a compilar, tratar e analisar os dados na região do Oriente Médio no contexto das lutas contra grupos extremistas.

Afeganistão: Exército afegão inicia contraofensiva em Kunduz com apoio americano

Soldado-da-tropa-de-elite-americana-no-Afeganistao-em-foto-da-AFP

O exército afegão iniciou nesta terça-feira, com apoio aéreo americano, uma contraofensiva para recuperar Kunduz, a estratégica cidade do norte do Afeganistão ocupada na segunda-feira pelos talibãs.

“Reforços do exército afegão iniciaram a operação para reconquistar a cidade de Kunduz às 8H00 (0H00 de Brasília)”, anunciou o ministério da Defesa. “Já recuperaram a sede central da polícia e a prisão da cidade”, afirma um comunicado.

Os reforços foram enviados a partir de outras províncias do país. “A batalha começou, as forças afegãs enfrentam a resistência dos talibãs, mas conseguem avançar”, declarou Sayed Sarwar Hussaini, porta-voz da polícia provincial de Kunduz.

Na segunda-feira, os rebeldes talibãs assumiram o controle da cidade de 300.000 habitantes em poucas horas. Kunduz é uma localidade de grande valor estratégico no caminho que vai de Cabul até o Tadjiquistão.

O exército afegão, que atua em várias frentes, não conta mais com o apoio terrestre da Otan. Os 13.000 soldados, principalmente americanos, da Aliança Atlântica ainda presentes no território afegão se dedicam exclusivamente ao treinamento dos militares do país.

No entanto, as forças americanas dão apoio às tropas afegãs com bombardeios efetuados por drones, principalmente no leste do país. Na manhã desta terça-feira, pela primeira vez foi executado um ataque aéreo em Kunduz para apoiar as forças afegãs na região, segundo a Otan.

O ataque, sobre o qual a Otan não divulgou detalhes, tinha como objetivo “eliminar uma ameaça” não identificada, segundo a Aliança. O exército dos Estados Unidos decidiu realizar o ataque ao avaliar a gravidade da situação, informaram fontes militares.

FONTE: AFP

Exército sírio utiliza novos caças russos para atacar Estado Islâmico

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BEIRUTE (Reuters) – As forças do governo sírio passaram a usar aviões de guerra russos recém-chegados para bombardear combatentes do Estado Islâmico na província de Aleppo, no norte da Síria, em uma tentativa de romper um cerco a uma base aérea nas proximidades, afirmou nesta quinta-feira um grupo que monitora o conflito.

A Rússia está reforçando o governo sírio, seu aliado, com a entrega de ajuda militar que autoridades dos Estados Unidos dizem incluir jatos de guerra, helicópteros de combate, artilharia e forças terrestres.

Os ataques aéreos, que começaram no início da semana, foram acompanhados por ações terrestres perto da base aérea de Kweiris, no leste da província de Aleppo, onde as tropas do governo estavam sob o cerco de militantes, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo oposicionista que monitora o conflito sírio, com sede na Grã-Bretanha.

Os jatos russos chegaram apenas “recentemente” à Síria, mas estão sendo pilotados por sírios, disse o Observatório, que acompanha a guerra por intermédio de uma rede de fontes no território.

Muitos países ocidentais reagiram com alarme ao aumento do apoio militar de Moscou ao presidente Bashar al-Assad, a quem eles se opõem. Mas a ascensão de um inimigo comum, o Estado Islâmico, tornou a divisões menos claras.

Os Estados Unidos lançaram no ano passado uma campanha aérea contra os militantes islamistas na Síria e no Iraque.

A Rússia diz que Assad tem que ser parte dos esforços internacionais para combater o Estado Islâmico, enquanto os Estados Unidos acreditam que ele é parte do problema.

Fonte: Plano Brasil

Su-25 Frogfoot são adicionados as operações na Síria

Uma imagem feita no dia de ontem 20/09 na base aérea de al-Assad perto do aeroporto de Latakia, Síria; revelou a presença de 12 caças SU-25 Frogfoot mobilizados para reforçar as operações naquele teatro.
Ao que tudo indica os Frogfoots vão operar em missões CAS e COIN no combate ao ISIS, visto que estas aeronaves são mais apropriadas que os SU-24 Fencer e SU-30 Flanker, aeronaves também já despachadas para o cenário sírio. Até o momento foram relatados que cerca de 28 aeronaves de combate russas foram deslocadas para as operações na Síria. Entretanto esse número de aeronaves ainda carece de confirmações.

Com informações do site: The Aviationist
Imagens: Análise AllSource | GeoNorth | Airbus

Suécia recebe os primeiros engenheiros brasileiros que vão trabalhar no novo caça Gripen


EMBRAER VAI ENVIAR 44 DOS 46 ENGENHEIROS E TÉCNICOS QUE FARÃO PARTE DO GRUPO PIONEIRO DE TRABALHO PARA A PRODUÇÃO DOS JATOS COMPRADOS PELO BRASIL


Saab Gripen NG Demo - foto Saab

Um grupo de 46 engenheiros e técnicos brasileiros começa a trabalhar na Suécia a partir do dia 19 de outubro. Eles são funcionários das empresas Embraer, de São José, e AEL Sitemas, de Porto Alegre.
Embora alguns engenheiros da Embraer já estejam na sede da sueca Saab, os 46 profissionais serão oficialmente os pioneiros para o início do programa de fabricação dos caças supersônicos Gripen NG, que serão produzidos pela Saab para equipar a FAB (Força Aérea Brasileira).
O contrato de compra dos jatos inclui transferência de tecnologia para o Brasil, sob a coordenação da Embraer.
Começa a valer agora, na prática, o contrato entre o Brasil e a Suécia, efetivado oficialmente há duas semanas.
Serão 36 caças supersônicos Gripen NG de última geração, capazes de voar duas vezes a velocidade do som.
A última pendência do contrato, o financiamento, também foi concluída há um mês. O contrato é de US$ 4,7 bilhões, dos quais US$ 245,3 milhões são para a compra de armamentos para os jatos.

Grupos. Os técnicos e engenheiros brasileiros irão em grupos ao longo dos próximos anos. Em outubro, irão 44 funcionários da Embraer e 2 da AEL. Segundo a Embraer, até 2020, a empresa vai enviar 280 funcionários para a sede da Saab para atuar no projeto.
De acordo com a Embraer, irão para a Suécia engenheiros e operadores de produção, de 2015 a 2020. A empresa informou que a permanência dos funcionários na Suécia pode durar de 6 a 24 meses.
Segundo a Saab, o tempo de permanência do primeiro grupo na Suécia deve ser de 12 meses. No início, haverá uma variedade de treinamentos teóricos e a maioria dos técnicos e engenheiros também irá participar do treinamento prático (on-the-job), no desenvolvimento do Gripen –uma formação mais especializada dentro do mesmo projeto que os engenheiros da Saab.

WAD Protótipo

Produção. A Embraer será a responsável no Brasil pelo programa de transferência de tecnologia. A Embraer também vai coordenar as atividades de produção dos caças no Brasil. A empresa será responsável pelo desenvolvimento completo da versão de dois lugares do Gripen NG. A montagem final dos jatos será feita na fábrica de Gavião Peixoto.

A AEL é responsável pelo programa de sistemas avi-ônicos do Gripen. A empresa foi confirmada no programa em fevereiro, quando assinou com a Saab um contrato para a transferência de tecnologia.
A AEL foi selecionada para fornecer o WAD (Wide Area Display), o HUD (Visor Frontal) e o HMD (Helmet Mounted Display – capacete com visor), que será integrado ao Gripen NG para o Brasil como parte do contrato F-X2.
O trabalho da AEL deve durar quatro anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre. A integração do sistema será feito pela SAAB e pela Embraer.

Marco
. Para a Saab, a chegada dos técnicos e engenheiros brasileiros é um marco no programa dos caças para a FAB.
“Este importante acontecimento marca o início formal do programa Gripen NG brasileiro. Agora vamos trabalhar a toda velocidade para garantir as entregas no prazo determinado”, afirmou Häkan Buskhe, presidente e CEO da Saab.

Perfil. O Gripen é uma aeronave de combate multimissão, capaz de realizar todas as missões ar-ar e ar-solo, incluindo tarefas especializadas, como de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento e guerra eletrônica.
O Gripen está equipado com os mais modernos sensores e sistemas de missão, incluindo um radar de varredura eletrônica ativa e um sistema de busca e rastreamento infravermelho. O caça deve substituir os F-5 da FAB.

Gripen NG montagem com cores da FAB - imagem K Tokunaga - Saab

Entregas
Primeiros caças chegam em 2019
A entrega dos caças supersônicos Gripen NG deve começar em 2019 e terminar em 2024. A montagem final dos jatos no Brasil será feita na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. Dois pilotos brasileiros –Gustavo Pascotto e Ramon Forneas– foram os primeiros a serem treinados para pilotar o caça, na Suécia. Outros pilotos da FAB devem ser treinados.

Fonte: Poder Aéreo

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