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EUA querem sistema antimísseis na Coreia do Sul o quanto antes

Lanaçador de mísseis do tipo THAAD em imagem de arquivo do Exército Americano (Foto: Divulgação/Exército dos EUA)Lanaçador de mísseis do tipo THAAD em imagem de arquivo do Exército Americano (Foto: Divulgação/Exército dos EUA)

Os Estados Unidos pretendem enviar um sofisticado sistema de defesa antimísseis para a Coreia do Sul “o mais rápido possível” — anunciou o Pentágono nesta segunda-feira (7).

“Sem entrar em um calendário, queremos ver este passo dado o mais rápido possível”, disse o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, um dia depois do lançamento de um foguete por parte da Coreia do Norte, que provocou uma condenação da comunidade internacional.

Chefes militares sul-coreanos e americanos anunciaram que vão iniciar discussões formais para estabelecer o sistema de defesa antimísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense System, em inglês) na fronteira com a Coreia do Norte.

“Estamos iniciando as consultas agora e nos próximos dias com os sul-coreanos e esperamos que isso se faça de forma diligente”, acrescentou.

O sistema THAAD dispara mísseis antibalísticos para destruir mísseis inimigos dentro, ou fora, da atmosfera da Terra em sua última fase de voo.

A China se opõe firmemente à instalação de equipamentos antimísseis tão perto de suas fronteiras, mas Cook garantiu que o sistema THAAD não tem como objetivo ser uma ameaça para Pequim.

“Se o sistema THAAD for enviado para a península coreana, estará concentrado unicamente na Coreia do Norte”, insistiu.

Um funcionário da Defesa americana informou à AFP que o sistema antimísseis pode ser instalado em até duas semanas, depois de ordenado seu envio.

“Uma vez que (…) as decisões forem tomadas, esse (prazo) é possível”, comentou a fonte, que pediu para não ser identificada.

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Seul dispara contra drone norte-coreano na fronteira

A Coreia do Sul fez disparos de advertência contra um suposto drone norte-coreano após o equipamento ultrapassar a fronteira entre os dois países, informou a mídia local nesta quarta-feira (13).

Essa foi a primeira resposta militar de Seul desde o teste de Pyongyang com uma bomba de hidrogênio, realizado no último dia 6 de janeiro. Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap , foram “20 disparos por volta das 2h10” (hora local).

 

Em nota, as Forças Armadas de Seul informaram que o drone voltou para o território norte-coreano após os disparos. Ainda de acordo com o órgão, “diversos alertas sonoros” foram dados antes dos tiros de advertência.

A tensão entre as duas nações voltou a aumentar desde o dia 6, com constantes ameaças de um aumento nos testes nucleares de Pyongyang e, pelo lado sul-coreano, de mais sanções econômicas contra a Coreia do Norte.

B -52 da USAF fez sobrevoo sobre a Coreia do Sul esta semana em resposta a teste nuclear dos norte coreanos.
Fonte: EFE
 
 

Anonymus ataca 300 sites tailandeses após imigrantes serem condenados à morte

O grupo de hackers “Anonymus” atacou nesta quarta-feira 300 sites do governo e de instituições judiciais da Tailândia em represália a condenação à morte de dois imigrantes birmaneses acusados de assassinar dois turistas britânicos.

O grupo reivindicou a autoria da ação em mensagem no Facebook com a mesma assinatura usada em 5 de janeiro, quando anunciou o ataque aos sites da polícia tailandesa.

A nova ação aconteceu depois que a Justiça tailandesa sentenciou com a pena de morte em 24 de dezembro Zaw Lin e Wai Phyo (também conhecido como Win Zaw Htun), ambos de 22 anos e nascidos em Mianmar. Eles foram considerados culpados do assassinato de Hannah Witheridge, de 23 anos, e David Miller, de 24, em uma praia de Koh Tao, uma ilha paradisíaca da Tailândia, em setembro de 2014, após um processo cheio de irregularidades.

Grupos de apoio aos imigrantes denunciam que os dois acusados confessaram ter cometido os crimes depois de terem sido torturados pela polícia e vários especialistas colocaram em dúvida a confiabilidade dos exames de DNA usados pela Justiça.

“Anonymus fecha os sites de todos os tribunais de Justiça tailandeses em protesto pelo veredicto do caso dos assassinatos em Koh Tao. Anonymus apoia a campanha para pedir aos turistas que boicotem a Tailândia até que mude a maneira como a polícia tailandesa administra as investigações nas quais há turistas estrangeiros envolvidos”, disse o grupo em sua mensagem.

Ontem, a irmã de Hanna, Laura Witheridge, qualificou a investigação policial de “mal feita” em mensagem no Facebook. No texto, ela também revelou ter recebido ameaças e acusou a maioria dos policiais tailandeses de ser “corrupta”.

Após a sentença, milhares de cidadãos se manifestaram em Mianmar para denunciar que os dois condenados são inocentes e foram utilizados como “bode expiatório” pela polícia tailandesa.

Fonte: EFE

Análise não é consistente com bomba H na Coreia do Norte, dizem EUA

A análise inicial do teste nuclear que a Coreia do Norte diz ter realizado nesta quarta-feira (6) não é consistente com as reivindicações do país de um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido, informou a Casa Branca.

“A análise inicial dos eventos reportados nesta noite não é consistente com a reivindicação da Coreia do Norte sobre um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, durante entrevista coletiva. “O governo dos EUA julga que a Coreia do Norte pode ter realizado um teste nuclear”, disse.

A Coreia do Norte anunciou ter feito um teste bem-sucedido com uma miniatura de bomba de hidrogênio – a bomba H ou bomba termonuclear, que pode ser até 50 vezes mais potente que a bomba atômica.

Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, concede coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6) em que disse que análise inicial dos EUA não consiste com reivindicação da Coreia do Norte de um teste de bomba H bem sucedido (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, concede coletiva de imprensa nesta quarta-feira (6) em que disse que análise inicial dos EUA não consiste com reivindicação da Coreia do Norte de um teste de bomba H bem-sucedido (Foto: REUTERS/Yuri Gripas)
 

ANÚNCIO DE TESTE NUCLEAR
Coreia do Norte diz ter feito bomba H

O uso da arma ainda não foi confirmado por outros países, mas foi registrado um terremoto de magnitude 5,1 na área onde os norte-coreanos já fizeram outros testes nucleares.

O porta-voz disse que a Casa Branca está trabalhando para saber mais sobre o suposto teste, e que qualquer teste nuclear da Coreia do Norte é uma “violação provocativa e escandalosa” das medidas do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Nada do que ocorreu nas últimas 24 horas leva o governo dos Estados Unidos a modificar sua avaliação das capacidades técnicas e militares da Coreia do Norte”, acrescentou.

Earnst afirmou que o presidente americano, Barack Obama, abordará o tema nesta quarta-feira em conversa telefônica com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e com a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye.

Atividade nuclear
Várias resoluções da ONU proíbem a Pyongyang qualquer atividade nuclear sob a pena de ser alvo de sanções.

Segundo autoridades da Coreia do Sul, o teste foi provocado artificialmente por uma explosão. Foi o quarto teste com arma nuclear feito pelo país e teria sido o primeiro usando uma bomba de hidrogênio. Outros testes ocorreram em 2006, 2009 e 2013.

A bomba de hidrogênio ou termonuclear utiliza a fusão do átomo em cadeia e provoca uma explosão mais potente que a chamada bomba atômica, que utiliza a fissão nuclear. A bomba de hidrogênio (fusão) é mais poderosa e mais difícil de construir. Já a bomba A (fissão) é semelhante à utilizada em Hiroshima.

Dúvidas
O anúncio foi recebido com grande ceticismo por especialistas – que opinam que a potência aparentemente liberada pela explosão foi muito fraca para que a bomba fosse de hidrogênio -, ao mesmo tempo em que provocou várias condenações imediatas ao redor do mundo.

Em uma loja de Seul, capital da Coreia do Sul, vendedor passa entre televisores noticiando o suposto teste nuclear com bomba de nitrogênio realizado pela Coreia do Norte perto da fronteira com seu vizinho do sul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)Em uma loja de Seul, capital da Coreia do Sul, vendedor passa entre televisores noticiando o suposto teste nuclear com bomba de nitrogênio realizado pela Coreia do Norte perto da fronteira com seu vizinho do sul (Foto: Kim Hong-ji/Reuters)

A agência de espionagem sul-coreana, no entanto, contesta que a Coreia do Norte tenha testado uma bomba de hidrogênio, segundo Lee Cheol Woo, integrante do comitê de inteligência do Parlamento, segundo a AP. O tamanho relativamente pequeno da onda sísmica registrada levantou a suspeita.

A agência sul-coreana de inteligência diz que esta ainda seria uma bomba de fissão. Lee diz que mesmo uma detonação que falhou de uma bomba de hidrogênio poderia ter provocado o mesmo impacto que o mencionado.

Sanções
O Conselho de Segurança da ONU começará a tabalhar em “medidas” em resposta a um teste nuclear que a Coreia do Norte diz ter realizado.

Anúncio do uso de bomba de hidrogênio feito na TV da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/Reuters)Anúncio do uso de bomba de hidrogênio feito na TV da Coreia do Norte (Foto: Kyodo/Reuters)

“Os membros do Conselho de Segurança… lembraram que expressaram antes dua determinação para tomar mais medidas significativas no caso de outro teste nuclear da DPRK (Coreia do Norte)”, disse o presidente do Conselho, Elbio Rosselli, nesta quarta.

“Na linha deste compromisso e da gravidade dessa violação, membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar imediatamente em tais medidas em uma nova resolução”, disse.

Segundo informou o embaixador britânico Matthew Rycroft, o Conselho de Segurança considera impor novas sanções contra a Coreia do Norte.

O Conselho iniciou nesta quarta uma reunião de consultas de emergência em Nova York com os embaixadores dos 15 países membros, solicitada pelos Estados Unidos e pelo Japão.

Em uma ligação telefônica, o secretário americano de Defesa, Ashton Carter, e seu homólogo sul-coreano advertiram que o anúncio da Coreia do Norte deverá “ter consequências” para Pyongyang.

 

Fonte: G1

Coreia do Norte diz ter feito teste com bomba de hidrogênio bem-sucedido

A Coreia do Norte afirmou às 12h (GTM) desta quarta-feira (6) ter feito um teste de bomba de hidrogênio bem-sucedido, informou a agência de notícias AP. Este é o quarto teste com arma nuclear feito pelo país, no entanto, foi o primeiro realizado com bomba de hidrogênio, que é mais poderosa que uma bomba nuclear. Antes deste, o país havia realizado testes em 2006, 2009 e o último em fevereiro de 2013.

O anúncio surpresa sinaliza que os esforços para frear o impulso do país para colocar um arsenal nuclear em funcionamento têm sido pouco eficientes.

A Coreia do Norte informou em uma transmissão ao vivo, em sua TV estatal, que o teste foi bem-sucedido.

De acordo com a AP, é provável que um teste com bomba de hidrogênio faça a ONU impor novas sanções à Coreia do Norte.

A Coreia do Sul declarou que o teste nuclear é um “grave desafio” para a paz mundial. O chefe da Organização do Tratado de Proibição Total de Testes da ONU, que monitora o mundo todo na questão de testes nucleares, diz que, se o anúncio da Coreia do Norte for confirmado seria uma violação do tratado e uma grave ameaça à paz e segurança internacionais.

Soldado sul-coreano passa por uma tela de televisão em estação ferroviária em Seul enquanto a Coreia do Norte anuncia ter feito teste com bomba de hidrogênio (Foto: AFP Photo/Jung Yeon-Je)Soldado sul-coreano passa por uma tela de televisão em estação ferroviária em Seul enquanto a Coreia do Norte anuncia ter feito teste com bomba de hidrogênio (Foto: AFP Photo/Jung Yeon-Je)

Antes do anúncio
Autoridades sul-coreanas afirmaram por volta de 1h (horário de Brasília) desta quarta terem detectado um “terremoto artificial” – com ação humana – perto do principal local de teste nuclear da Coreia do Norte. Os governos da China, do Japão e da Coreia do Sul suspeitavam que fosse forte indício de que a Coreia do Norte – país com armas nucleares – poderia ter realizado seu quarto teste atômico. A suspeita foi confirmada por volta de 1h30, em anúncio feito pela Coreia do Norte.

O sismo teve magnitude de 5.1 na escala Richter. O terremoto, registrado por volta da meia-noite (horário de Brasília), ocorreu na zona de um sítio de testes nucleares da Coreia do Norte, anunciou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS), o que indicaria uma nova prova atômica por parte de Pyongyang.

O Instituto Geológico explicou que o epicentro do tremor foi registrado no nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 km de Kilju, na mesma zona onde se encontram instalações nucleares norte-coreanas, informou a agência de notícias France Presse.

O instituto norte-americano mediu a magnitude da atividade sísmica em 5,1 em seu site. Um funcionário da agência meteorológica da Coreia do Sul disse que acreditava que o terremoto foi provocado artificialmente, sem entrar em detalhes, e originou 49 km (30 milhas) ao norte de Kilju, a área nordeste onde local de teste nuclear principal da Coreia do Norte está localizado. O país realizou as três detonações atômicas anteriores lá.

Funcionários do governo sul-coreano não puderam confirmar imediatamente se o abalo sísmico ocorreu devido a uma explosão nuclear ou a um terremoto natural, de acordo com informações da agência e notícias AP.

A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear em fevereiro de 2013. Um teste confirmou que marcaria mais um grande passo em direção à construção de uma ogiva pequena o suficiente para ser montado em um míssil capaz de atingir a costa do continente americano.

 

Fonte: G1

Forças de Autodefesa do Japão agora podem realizar operações militares no exterior


Parlamento muda lei que, desde o fim da Segunda Guerra, impedia país de participar de missões militares. Polêmica, decisão conta com oposição da maioria da população, para quem mudança fere Constituição pacifista.


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O Parlamento do Japão aprovou neste sábado (20/09) uma lei que permite ao país o envio de tropas ao exterior, numa decisão tomada em meio a intensos protestos da oposição e de parte da população, que consideram que ela enfraquece a Constituição pacifista.

O primeiro-ministro Shinzo Abe afirmou que a mudança na política de defesa – a maior desde a reestruturação militar japonesa de 1954, quando um Exército foi constituído – é vital para enfrentar novos desafios, como a ascensão da China. O Exército japonês não participa de combates fora de seu território desde a Segunda Guerra Mundial.

“Esta reforma é necessária para proteger a vida do povo japonês “, disse Abe à TV pública ao término da sessão parlamentar.

A medida permitirá às chamadas Forças de Autodefesa do Japão defender aliados e prestar-lhes apoio logístico se forem atacados. Elas poderão também participar de operações de segurança da ONU, algo que até agora limitado pelo artigo 9º da Constituição.

A votação definitiva da emenda se estendeu até depois da meia-noite e aconteceu após dois dias de áspera discussão, que levou parlamentares aos tapas e milhares de manifestantes às portas do plenário para protestar contra a reforma.

Segundo pesquisas, mais de 60% dos japoneses são contra a medida e consideram que ela não contribuirá para melhorar a segurança do Japão. Os detratores dizem que a mudança seria o primeiro passado para o abandono do pacifismo consagrado na Constituição e que o Japão poderia acabar arrastado para guerras iniciadas por seu principal aliado, os EUA.

Os Estados Unidos, aliado do Japão, elogiaram as mudanças. A China, porém, expressou preocupação com a nova legislação e voltou a dizer que ela põe em risco “o caminho do desenvolvimento pacífico” do país e a “estabilidade regional”

“Recentemente temos notado que as vozes de oposição à lei no Japão se tornaram mais altas. Nós exigimos que o Japão ouça as vozes internas e externas “, afirmou o porta-voz do Ministério chinês do Exterior Hong Lei, em comunicado.

FONTE: DW – Deutsche Welle

Conheça a artilharia antiaérea usada pela Coreia do Norte em execuções

Soldados mulheres com a arma de artilharia antiaérea da Coreia do Norte durante desfile militar, em 2008 (Foto: Kyodo News/AP)Soldados mulheres com a arma de artilharia antiaérea da Coreia do Norte durante desfile militar, em 2008 (Foto: Kyodo News/AP)

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-Um, usou uma artilharia antiaérea de fabricação russa para executar o ministro da Defesa norte-coreano, Hyon Yong-Cho, de 66 anos, segundo agências de notícias internacionais.

O modelo é uma arma de guerra que foi utilizada pela Coreia do Norte para derrubar helicópteros norte-americanos durante a Guerra do Vietnã (1955-1975), também empregado nos conflitos do Iraque, em 2003, e na Líbia, em 2011.

A arma antiaérea usada pelo país vizinho nas execuções de pessoas chama-se ZPU-4 e possui quatro canos de 14,5mm, conforme a agência sul-coreana de inteligência e agência de notícias Reuters.

Um comitê dos Estados Unidos que apura as violações aos direitos humanos na Coreia do Norte divulgou em abril que imagens de satélite confirmaram o uso do ZPU-4 em outras execuções determinadas pelo líder norte-coreano em outubro do ano passado. Nas ocasiões, o alvo estava a apenas 30 metros de distância do armamento.

Imagens de satélite mostram tiros antiaéreas contra alvos em outubro de 2014 na Coreia do Norte (Foto: Comitê dos EUA sobre direitos humanos na Coreia do Norte)Imagens de satélite mostram tiros de arma anti-
aérea contra pessoas em outubro de 2014
na Coreia do Norte (Foto: Comitê dos EUA sobre
direitos humanos na Coreia do Norte)

Yong-Cho teria sido executado em 30 abril em um campo de treinamento de tiros localizado na Academia Militar de Kanggon, próximo à capital Pyongyang.

A morte foi determinada após o ministro ter sido surpreendido dormindo durante atos militares e respondido de maneira inadequada a Kim Jong-Un em várias oportunidades, revelaram legisladores da Coreia do Sul que teriam obtido a confirmação da execução por meio da inteligência sul-coreana.

Baseada na arma russa Vladimirova KPV a partir de 1949, o ZPU-4 pode ser acoplado a carros ou estruturas de quatro rodas e pesa cerca de 1 tonelada. Conforme a fabricante, seus disparos podem atingir até 5 mil metros de altitude e um alcance máximo de até 8 km.

Com eficiência, consegue acertar alvos a 1.400 metros, diz a indústria.

“É um armamento pesado usado contra construções, blindados e aviões, não é feito para ser usado contra pessoas, não foi feito para isso”, diz o major Roberto Silva Ramos, chefe da divisão de ensino da Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea do Exército brasileiro, localizada no Rio de Janeiro. O Brasil não possui este tipo de armamento.

É um armamento pesado usado contra construções, blindados e aviões, não é feito para ser usado contra pessoas”
major Silva Ramos,
da Escola de Artilharia Antiaérea do Exército

“Trata-se de um calibre alto e a missão principal dele é derrubar aeronaves. Ele pode ser mirado contra algo e se dar um tiro direto, como se fosse uma pistola. Se usarmos contra uma pessoa, a qualquer distância, causará um estrago grande. Destroçou ele, virou pó. É um impacto muito forte”, acrescenta o major.

Em setembro de 2008, o armamento foi exibido com mulheres soldados durante uma parada militar na Praça Kim Il Sung, em Pyongyang, durante as comemorações pelo aniversário de 60 anos de fundação do país, conforme a agência de notícias AP.

G1

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