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Sauditas interessados no JF-17

JF-17 #2A delegação de defesa saudita, composta de 17 membros, voltou para casa na quarta-feira (22) depois de completar sua viagem de três dias ao Paquistão para a identificação de áreas de cooperação.

A equipe liderada pelo vice- ministro da Defesa, o príncipe Salman bin Abdulaziz bin Sultan al Saud, visitou o Paquistão depois que os dois países concordaram em melhor os laços de defesa durante uma viagem pelo chanceler Saud al Faisal a Islamabad.

No último dia da visita a delegação visitou o Comando de Defesa Aérea da Força Aérea do Paquistão. Os Sauditas também mostraram interesse no avião de treinamento Super Mushshak e caças JF-17 Thunder.

Após a viagem começarão discussões de peritos sobre as áreas que Riyadh gostaria de se beneficiar da experiência do Paquistão. Além de radares e aviões, os sauditas estão interessados em treinamento e recebendo especialistas paquistaneses em seus serviços.

FONTE: DAWN.com – Tradução e edição: CAVOK

A Índia e a estabilidade na Ásia Meridional

 

Agni v, Índia, defesa, míssil indiano

Foto: EPA

A Índia deu início à produção em série de um novo míssil balístico de 4 mil quilômetros de alcance e com capacidade de transportar ogivas nucleares.

Os peritos falam com preocupação de uma nova espiral na corrida aos armamentos regional. No pior dos casos, as coisas podem acabar num conflito nuclear localizado.

O míssil de que falamos tem o nome de Agni IV. Depois de uma série de três testes com resultados positivos, os militares indianos se preparam para recebê-lo. Entretanto, há dois anos, a Índia lançou com sucesso o míssil intercontinental Agni V com 5 mil quilômetros de alcance. Os mísseis estratégicos com esse raio de ação são considerados excessivos se pensarmos num conflito com o Paquistão. Os alvos mais adequados para o Agni V (tal como para o Agni IV) se localizam em território da China. O politólogo Piotr Topychkanov considera:

“O desenvolvimento das forças nucleares da Índia pretende alcançar vários objetivos. O primeiro é a resposta a ameaças nucleares. Essas ameaças incluem não só o vizinho Paquistão, mas também a China. Para fazer face a essas ameaças, a Índia tem de criar uma “tríade nuclear”. A componente aérea dessa tríade indiana ainda é extremamente incipiente. Por enquanto a prioridade é dada aos sistemas terrestres e, em perspectiva, à força de baseamento naval.”

A tríade nuclear clássica é composta pelos elementos terrestre, naval e aéreo (a Rússia e os EUA são os países que possuem essas tríades). Mesmo com a aniquilação completa de duas dessas componentes, a terceira tem capacidade para garantir um ataque de resposta. A Índia possui, além dos mísseis estratégicos, meios aéreos para o transporte de ogivas nucleares como os aviões Mirage 2000. Além disso, em breve estará concluída a construção do primeiro submarino nuclear indiano capaz de transportar mísseis balísticos.

Visto de fora tudo isso faz pensar em pretensões a um domínio regional e a uma escalada da corrida armamentista, se bem que os indianos, evidentemente, não concordem com essa análise. O perito militar Viktor Baranets apresenta a sua opinião:

“Já há muito tempo que a Índia tenta ocupar um lugar digno dela na Região da Ásia-Pacífico. Ela enfrenta uma série de problemas territoriais e tem adversários estratégicos, antes de mais a China. A Índia não pode desenvolver as suas forças armadas sem ter esses fatores em consideração. Não podemos esquecer que a Índia possui uma vasta zona marítima em que ela também quer estar presente em permanência. Sem dúvida que o fator Paquistão também é tido em conta.”

Uma série de peritos considera que a corrida às armas regional alcançou um patamar em que os testes de mísseis com ogivas nucleares já não provocam emoções nem aos potenciais aliados, nem aos potenciais adversários. Contudo, a corrida às armas é um dos fatores mais desestabilizadores da geopolítica, considera Piotr Topychkanov:

“Tanto Nova Deli, como Islamabad e Pequim, dizem não haver uma corrida armamentista na região, mas a concorrência entre as indústrias militares é visível. Por enquanto a Índia, o Paquistão e a China não se sentem indefesos perante os outros. Não estamos falando de uma paridade absoluta, mas existe um determinado equilíbrio. Esses países não têm tendências ofensivas, mas todos entendem que o aparecimento de novas tecnologias cria novas ameaças. Em princípio, surge a possibilidade de lançar um primeiro ataque incapacitante. Se essa competição resultar em sentimento de vulnerabilidade por parte de um desses países, não será de excluir que se iniciem negociações sérias para um controle do armamento nessa região.”

Um diálogo para o desarmamento ainda pertence a um futuro indefinido. Mas será que podemos aplicar a doutrina da dissuasão nuclear na Ásia Meridional? A Índia e o Paquistão são vizinhos, o tempo de voo de um míssil é de 3-5 minutos, o que não deixa margem para tomar uma decisão equivalente. Isso provoca a desconfiança entre os países, que vai aumentando à medida que cresce o potencial militar. Sabemos que as capacidades paquistanesas são consideravelmente inferiores às indianas, mas Islamabad tem meios para estragar a vida aos indianos, considera Piotr Topychkanov:

“A grande aposta do programa nuclear paquistanês é feita nos mísseis de cruzeiro e nas armas nucleares táticas. Isso é compreensível. Nenhuma defesa antimíssil, que a Índia está desenvolvendo, poderá proteger o seu território, especialmente os alvos próximos da fronteira indo-paquistanesa, de ataques de mísseis de cruzeiro e de armas nucleares táticas. O Paquistão não pretende criar o mesmo tipo de mísseis que a Índia já possui. Ele tem recursos limitados e por isso a resposta é assimétrica.”

O problema é que uma corrida aos armamentos envolvendo a Índia, o Paquistão e a China pode, em determinadas circunstâncias, resultar num conflito nuclear localizado. Numa região densamente povoada mesmo uma troca limitada de ataques significará a morte de vários milhões de pessoas nos primeiros segundos depois do ataque e mais centenas de milhões nos primeiros dois ou três dias que se lhe seguirem.

No total, a contaminação radioativa do ambiente, a fome e outros fatores dessa catástrofe ambiental e humanitária irá provocar todos os meses a morte a 10-20 milhões de pessoas. A escala dessas calamidades deve fazer pensar os países que pretendem continuar a reforçar a sua supremacia, quando os meios existentes já são plenamente suficientes para atingir os seus objetivos estratégicos.

 

Voz da Rússia

Armênia quer comprar armas russas de longo alcance

 

Armênia

Foto: Flickr.com/Secretary of Defense/сс-by

Os novos acordos com a Rússia no domínio da defesa permitirão desenvolver a cooperação técnico-militar e adquirir armas a preços internos, declarou a jornalistas o ministro da Defesa armênio, Seyran Ohanyan.

“Em 2014, concluirmos o processo de aquisição de armas de longo alcance à Rússia. As novas entregas de armas proporcionarão uma oportunidade de implementar os sistemas de defesa de dissuasão”, disse Ohanyan.

Ele também sublinhou que a situação na fronteira entre a Armênia e o Azerbaijão está sob controle e não há uma escalada das tensões.

Voz da Rússia

O Dia em que Brasil e França quase entraram em guerra

Um inocente crustáceo foi a causa de uma das maiores crises diplomáticas da história entre Brasil e França, que quase chegou às vias militares mas também teve contornos cômicos.

O imbróglio, que ficou conhecido como Guerra da Lagosta, teve início no começo da década de 1960, quando barcos franceses passaram a pescar no litoral de Pernambuco. Depois de esgotar a captura da lagosta em seu próprio litoral e nos países da costa ocidental africana, a França se interessou pelo Nordeste brasileiro, onde a produção crescia a olhos vistos. A exportação anual de lagosta pulou de 40 toneladas, em 1955, para 1.741 toneladas em 1961. O Brasil lucrava quase 3 milhões de dólares por ano com esse comércio, que se concentrava nos portos de Fortaleza e Recife.

Os primeiros barcos franceses chegaram em março de 1961, depois de obterem autorização para realizar “pesquisas” em nosso litoral. Ao constatar que as embarcações estavam pescando lagostas em grande escala, a Marinha cancelou a licença. Em novembro a França voltou à carga, desta vez pedindo para atuar fora das águas territoriais brasileiras, na região da plataforma continental – faixa submersa até 200 metros de profundidade que pertence ao país, mas cujas águas são livres para exploração internacional. Autorização concedida, começaram os problemas.

Em janeiro de 1962, um pesqueiro francês chamado Cassiopée foi flagrado capturando lagostas e apresado pela corveta brasileira Ipiranga. O incidente abriu uma curiosa discussão diplomática a respeito da natureza do animal em questão. A Convenção de Genebra, assinada em 1958, assegurava que os recursos minerais, biológicos, animais ou vegetais da plataforma continental pertencem ao país costeiro. Com base nesse tratado, o Brasil alegava que a lagosta era um recurso pertencente à plataforma, devido à sua natureza sedentária: para se deslocar caminhava, ou no máximo executava saltos. Em resumo, não nadava.

Em resposta, o governo francês saiu-se com o argumento oposto: a lagosta pode ser considerada um peixe. Ao se mover pelas águas de um lado para o outro, ela certamente não estava andando, e portanto não era um recurso da plataforma. O objetivo era deslocar o assunto para o campo da pesca em alto-mar, permitida pela Convenção.

Para derrubar a lógica francesa, o comandante Paulo de Castro Moreira da Silva (1919-1983), renomado oceanógrafo, defendeu o Brasil com uma pérola de ironia: “Ora, estamos diante de uma argumentação interessante: por analogia, se a lagosta é um peixe porque se desloca dando saltos, então o canguru é uma ave”.

Um prato cheio para a pilhéria, a Guerra da Lagosta virou até marchinha de Carnaval. Os versos consagrados de “Você pensa que cachaça é água?”, sucesso em 1953, foram adaptados nos salões para “Você pensa que lagosta é peixe?”. Mas a repercussão do caso era levada a sério pelos jornais. Afinal, nenhum dos países dava o braço a torcer: os franceses continuavam pescando lagostas, e a Marinha brasileira apresava os barcos que conseguia pegar em flagrante. A carga era apreendida e os capitães tinham que assinar um termo se comprometendo a não mais voltar à costa brasileira. Mas muitos voltavam.

Os pescadores nordestinos iniciaram protestos gerando forte pressão sobre o governo. Ameaçavam agir diretamente contra os pesqueiros franceses e seus representantes em terra para a defesa de seus interesses. Queixavam-se de concorrência desleal: além de maiores e mais bem equipadas do que as nossas, as embarcações francesas eram acusadas de praticar a pesca de arrasto, modalidade proibida no Brasil por seu caráter predatório – uma rede pesada é lançada ao fundo e recolhe tudo o que encontra pela frente. Os brasileiros capturavam lagostas com o tradicional covo, uma espécie de armadilha em que o animal entra e fica preso.

A situação ficou ainda mais tensa no início de 1963. No dia 30 de janeiro, um navio de patrulha detectou a presença de pesqueiros franceses na região, e como estes ignoraram a ordem para se retirar, recebeu ordens da Marinha para “usar a força na medida do necessário”. Diante da ameaça de um ataque, os franceses mudaram de idéia. O problema é que, dias depois, os barcos e suas cargas não apenas foram liberados como o presidente João Goulart, quebrando o protocolo das negociações, concedeu pessoalmente ao embaixador da França no Brasil, Jacques Baeyens, autorização para que seis pesqueiros voltassem a capturar lagostas na região.

O clamor público foi tamanho que a autorização foi suspensa. Era a vez dos franceses protestarem. O chanceler francês afirmou não aceitar a decisão brasileira. A ira se alastrou pelo governo da França, o que resultou na popularização da frase “O Brasil não é um país sério”, erroneamente atribuída ao presidente Charles De Gaulle. Mas ele se envolveu diretamente na crise: por ordem sua, a França enviou um navio de guerra para a região com a tarefa de proteger os pesqueiros franceses. João Goulart imediatamente determinou uma resposta militar. O Conselho de Segurança Nacional foi convocado para discutir sobre a salvaguarda de nossa soberania sob ameaça militar estrangeira.

Diversos navios foram enviados para o litoral de Pernambuco, enquanto os de Salvador entraram em prontidão rigorosa. Esquadrões de aeronaves foram deslocados para Natal e Recife. A mobilização foi rápida mas intempestiva, revelando as grandes restrições materiais dos nossos navios, principalmente no aspecto logístico, na manutenção precária e na necessidade de muitos reparos. As restrições de munição e torpedos eram tão críticas que não permitiam aos navios manter um engajamento por mais de trinta minutos.

Na opinião pública, a guerra estava declarada. “Navios franceses atacam no Nordeste jangadeiros que pescam lagosta”, estampou o Correio da Manhã. “Frota naval da França ronda costa do Brasil”, anunciou o Última Hora. Enquanto isso, nos jornais franceses, por mais de uma vez as autoridades vieram a público lembrar que seu país detinha tecnologia nuclear, ao contrário do Brasil.

Nos bastidores diplomáticos, havia outras questões em jogo. A França imaginava que a postura firme do governo brasileiro estaria sendo respaldada pelos Estados Unidos, num apoio não declarado. Era uma suposição equivocada. Na época, o Departamento de Estado americano enviou mensagem ao Brasil lembrando que nossos navios de guerra – na época arrendados aos Estados Unidos – por contrato não poderiam se envolver em conflito com países amigos dos norte-americanos. Ordenava por isso que eles voltassem imediatamente às suas bases. O Brasil recusou-se a atender ao pedido americano, mencionando o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) e usando um argumento caro aos brios militares daquele país: por ocasião do ataque à base de Pearl Harbor, em 1941, o Brasil declarara guerra ao Japão, em solidariedade aos Estados Unidos.

Por sorte, a Guerra da Lagosta não passou de uma indigesta hostilidade entre as nações. Em 10 de março de 1963, a França retirou seu navio de guerra e os pesqueiros por ele protegidos. O Brasil conseguia, assim, impedir a captura de lagostas em sua plataforma continental, apesar da intimidação militar de um país com poderio bélico muito maior.

A crise foi uma demonstração de que, mesmo entre países tradicionalmente amigos, os Estados não estão isentos de serem ameaçados, até pelo uso da força, quando estão em jogo interesses econômicos.

Cláudio da Costa Braga é oficial da Marinha do Brasil e autor de A Guerra da Lagosta (Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2004). 

Obs: O Titulo original foi mudado por nosso Blog | As lagostas da discórdia

Fonte:

Índia criará caça de quinta geração em 2018

A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia (DRDO, na sigla inglesa) começou a projetar o futuro caça da quinta geração AMCA (Advanced Medium Combat Aircraft – Avião de Combate Médio Avançado), declarou o diretor geral do departamento de sistemas aeroespaciais da DRDO Tamilmani Kandasamy.

Segundo ele, o novo avião de combate estará pronto em 2018.

O futuro caça será bimotor, pela primeira vez num avião de combate de produção indiana serão usadas tecnologias stealth. O peso do AMCA será de 20 toneladas, e o raio de ação de combate do avião será de cerca de 1.000 quilômetros. O caça será capaz de atingir velocidades de até 2.000 quilômetros por hora.

 

Voz da Rússia

Avião de assalto Su-25SM é capaz de atingir quatro alvos simultaneamente

Avião de assalto Su-25SM é capaz de atingir quatro alvos simultaneamente

 

Foto: RIA Novosti

No final de dezembro, foram concluídos com êxito os testes de aceitação do avião de assalto russo Su-25SM, notificou este sábado uma fonte do complexo militar-industrial da Federação Russa.

Segundo a fonte, durante os testes de voo foram testados novos meios de destruição e um complexo de guerra eletrônica Vitebsk-25, capaz de assegurar a supressão rádioeletrônica dos sistemas terrestres de defesa aérea e dos alvos aéreos.

Agora, os aviões Su-25 podem atingir quatro alvos terrestres simultaneamente. A modernização envolveu cerca de 80 aviões de assalto da Força Aérea Russa.

 

Voz da Rússia

EUA enviam pela primeira vez em 20 anos militares para a Somália

 

Os Estados Unidos enviaram pela primeira vez desde 1993 efetivo militar para a Somália, para ajudar a coordenar as operações das autoridades locais contra a milícia islamita Al-Shabab, informou nesta sexta-feira o jornal Washington Post.

De acordo com o jornal, que cita vários funcionários americanos do Pentágono como fonte, a pequeno equipe de assessores militares dos EUA está em Mogadíscio, a capital somali, desde fim do ano passado.

É a primeira vez que Washington decide colocar tropas americanas em solo somali desde a fracassada operação “Black Hawk Down” de 1993, em que dois helicópteros foram derrubados e 18 soldados morreram.

Os serviços de inteligência americanos consideram a milícia islamita Al-Shabab, vinculada à Al Qaeda, responsável de vários atentados no país.

O grupo também poderia estar por trás do atentado a um centro comercial de Nairóbi, no Quênia, ano passado, no qual morreram mais de 70 pessoas.

Nos últimos anos, os Estados Unidos realizaram algumas operações na Somália, mas dirigidas da base americana do Djibuti, no Chifre da África.

Desde 2007, os EUA dedicaram notáveis recursos para equipar e treinar a uma força da União Africana, a maior parte dela composta por soldados de Uganda e Burundi, para garantir a ordem e fortalecer o novo governo local.

Ano passado o governo americano reconheceu oficialmente o novo governo federal da Somália, reestabelecendo assim relações diplomáticas, suspensas desde 1991.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a intenção de reabrir a embaixada em Mogadíscio, embora não tenha ainda definido uma data.

EFE

 

Fonte: Terra Via Plano Brasil

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