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Armas Brasileiras: Radar SABER M60

Radar SABER M601 (Sistema de Acompanhamento de alvos aéreos Baseado em Emissão de Radiofrequência) é um radar de busca e vigilância em três dimensões desenvolvido para defesa antiaérea de baixa altura. Detecta alvos com teto de 5.000 metros de altura, e até 60 km no radar primário e 75km no radar secundário (IFF). Possui capacidade de processamento de 40 alvos simultaneos, e é capaz de classificar aeronaves em asa fixa e asa rotativa; para os casos de asa rotativa, é capaz ainda identificar o modelo da aeronave.

O radar SABER M60 caracteriza-se pelo emprego de tecnologia moderna na época do seu desenvolvimento, pela mobilidade – podendo ser montado em 15 minutos por um equipe treinada de três pessoas – e pela transportabilidade – ao poder ser içado por um helicóptero quando acondicionado nas caixas de transporte. Ideal para defesa de instalações estratégicas como usinas nucleares, hidrelétricas e refinarias e em eventos nacionais e internacionais que exijam segurança.

O projeto do radar SABER M60 iniciou em 2006, tendo sua primeira versão funcional em agosto deste mesmo ano. O projeto se concluiu em 2010 com a avaliação pelo Centro de Avaliações do Exército.

O Radar SABER M60 é o primeiro de uma família de radares de defesa antiaérea. O desenvolvimento é feito com tecnologia 100% nacional pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a empresa OrbiSat. O apoio financeiro é da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos no valor de R$22 milhões.

O radar foi utilizado durante os Jogos Pan Americanos no Rio de Janeiro em 2007, na abertura dos Jogos Mundiais Militares em 2011, na abertura e no encerramento da copa das confederações do 2013 e em várias outras missões do Exército pelo Brasil.

O conhecimento técnico adquirido pela equipe de trabalho do projeto foi publicado no X Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa, em São José dos Campos, em 2008, com o trabalho Desdobramentos Tecnológicos no Desenvolvimento do Radar SABER M602 .

 

*Com informações da Wikipédia!

Bolívia: Autorizado o abate de aeronaves suspeitas

 

FABol T-33_LA_PAZLegislação prevista autorizando abater voos suspeitos de tráfico de drogas aumenta o risco da aviação na Bolívia

A Câmara dos Deputados da Bolívia aprovou a Lei de Segurança e Defesa do espaço aéreo em 16 de janeiro.

O Senado deverá aprovar a legislação antes do final de janeiro. A legislação autoriza a Força Aérea Boliviana (Fuerza Aérea Boliviana – FAB) a interceptar aeronaves que desviarem de seu plano de voo notificado, sendo então consideradas suspeitas de atividade ilegal, ou entrar em espaço aéreo boliviano sem autorização, obrigando então a essas aeronaves a pousarem.

A FAB será autorizado para abater qualquer aeronave que não esteja em conformidade com as instruções para pousar. Esta legislação reflete o aumento da pressão política sobre a Bolívia a partir de um certo número de países, principalmente o Brasil, para melhorar as suas capacidades de combate ao tráfico de drogas, desde que o presidente Evo Morales rompeu o acordo de ajuda contra o tráfico que os EUA forneciam (Drug Enforcement Administration) em 2009.

Voos relacionados com o tráfico de drogas provenientes do Peru normalmente entram pelo espaço aéreo boliviano através do departamento de La Paz.

A capacidade da FABol para rastrear e interceptar aeronaves é limitada, dada a ausência de um sistema de radar eficaz, aumentando o risco de abate por erros de identificação. Em 2011, o Banco Nacional de Desenvolvimento do Brasil (BNDES) se ofereceu para emprestar US$ 200 milhões para a Bolívia comprar um número de radares Orbisat Sabre. A compra nunca se materializou.

Trator estraga e o pessoal de solo empurra um AT-33N.

Em dezembro de 2013, o vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas, Felipe Cáceres, disse que o governo não podia se dar ao luxo de investir em equipamentos de radar. No entanto, em janeiro de 2014 o presidente Morales expressou sua ambição de ter uma rede de radares de monitoramento das fronteiras da Bolívia para impedir o tráfico de drogas, o que sugere que a compra de um radar permanece na agenda do governo. Nesse meio tempo, a FABol provavelmente dependerá de inteligência fornecida pelo Peru e Brasil, bem como a inteligência sobre os movimentos de aeronaves voando baixo recolhidos através da observação do solo.

A FABol tem uma série de caças Lockheed Martin AT-33AN, velhos, mas capazes de interceptar e abater aeronaves .

FONTE: IHS Jane – Tradução e edição: CAVOK

FAU: Nada decidido sobre os A-37 do Equador

 

A-37 Ecuador 3O Diretor de Relações Públicas da FAU, coronel Av. Alvaro Loureiro, esclareceu que a Força Aérea Uruguaia ainda não decidiu nada de concreto em relação à aquisição dos A- 37B oferecidos pelo Equador.

“Sim, temos sido para ver e sim, existem excelentes relações com a FAE, este material ser uma possibilidade, mas até agora ninguém dentro da FAU confirmou sua incorporação e nem uma futura viagem de uma equipe de vôo.”

De acordo com o vice-ministro, Dr. Jorge Menendez, a proposta do Equador, trocaria informações e formações acadêmicas com o Uruguai, especialmente na formação em radar – após este país andino ter sofrido uma triste experiência com sistemas chineses inúteis.

A-37 Ecuador 2

A FAE aposentou seus A- 37B em 2009 adquirindo no seu lugar o Super Tucano.

Aeronaves A-37, seria apenas um modo de prolongar um par de anos à vida útil destas veteranas aeronaves até que novos vetores cheguem a FAU.

FONTE: Defensa.com – Tradução: CAVOK

Sauditas interessados no JF-17

JF-17 #2A delegação de defesa saudita, composta de 17 membros, voltou para casa na quarta-feira (22) depois de completar sua viagem de três dias ao Paquistão para a identificação de áreas de cooperação.

A equipe liderada pelo vice- ministro da Defesa, o príncipe Salman bin Abdulaziz bin Sultan al Saud, visitou o Paquistão depois que os dois países concordaram em melhor os laços de defesa durante uma viagem pelo chanceler Saud al Faisal a Islamabad.

No último dia da visita a delegação visitou o Comando de Defesa Aérea da Força Aérea do Paquistão. Os Sauditas também mostraram interesse no avião de treinamento Super Mushshak e caças JF-17 Thunder.

Após a viagem começarão discussões de peritos sobre as áreas que Riyadh gostaria de se beneficiar da experiência do Paquistão. Além de radares e aviões, os sauditas estão interessados em treinamento e recebendo especialistas paquistaneses em seus serviços.

FONTE: DAWN.com – Tradução e edição: CAVOK

A Índia e a estabilidade na Ásia Meridional

 

Agni v, Índia, defesa, míssil indiano

Foto: EPA

A Índia deu início à produção em série de um novo míssil balístico de 4 mil quilômetros de alcance e com capacidade de transportar ogivas nucleares.

Os peritos falam com preocupação de uma nova espiral na corrida aos armamentos regional. No pior dos casos, as coisas podem acabar num conflito nuclear localizado.

O míssil de que falamos tem o nome de Agni IV. Depois de uma série de três testes com resultados positivos, os militares indianos se preparam para recebê-lo. Entretanto, há dois anos, a Índia lançou com sucesso o míssil intercontinental Agni V com 5 mil quilômetros de alcance. Os mísseis estratégicos com esse raio de ação são considerados excessivos se pensarmos num conflito com o Paquistão. Os alvos mais adequados para o Agni V (tal como para o Agni IV) se localizam em território da China. O politólogo Piotr Topychkanov considera:

“O desenvolvimento das forças nucleares da Índia pretende alcançar vários objetivos. O primeiro é a resposta a ameaças nucleares. Essas ameaças incluem não só o vizinho Paquistão, mas também a China. Para fazer face a essas ameaças, a Índia tem de criar uma “tríade nuclear”. A componente aérea dessa tríade indiana ainda é extremamente incipiente. Por enquanto a prioridade é dada aos sistemas terrestres e, em perspectiva, à força de baseamento naval.”

A tríade nuclear clássica é composta pelos elementos terrestre, naval e aéreo (a Rússia e os EUA são os países que possuem essas tríades). Mesmo com a aniquilação completa de duas dessas componentes, a terceira tem capacidade para garantir um ataque de resposta. A Índia possui, além dos mísseis estratégicos, meios aéreos para o transporte de ogivas nucleares como os aviões Mirage 2000. Além disso, em breve estará concluída a construção do primeiro submarino nuclear indiano capaz de transportar mísseis balísticos.

Visto de fora tudo isso faz pensar em pretensões a um domínio regional e a uma escalada da corrida armamentista, se bem que os indianos, evidentemente, não concordem com essa análise. O perito militar Viktor Baranets apresenta a sua opinião:

“Já há muito tempo que a Índia tenta ocupar um lugar digno dela na Região da Ásia-Pacífico. Ela enfrenta uma série de problemas territoriais e tem adversários estratégicos, antes de mais a China. A Índia não pode desenvolver as suas forças armadas sem ter esses fatores em consideração. Não podemos esquecer que a Índia possui uma vasta zona marítima em que ela também quer estar presente em permanência. Sem dúvida que o fator Paquistão também é tido em conta.”

Uma série de peritos considera que a corrida às armas regional alcançou um patamar em que os testes de mísseis com ogivas nucleares já não provocam emoções nem aos potenciais aliados, nem aos potenciais adversários. Contudo, a corrida às armas é um dos fatores mais desestabilizadores da geopolítica, considera Piotr Topychkanov:

“Tanto Nova Deli, como Islamabad e Pequim, dizem não haver uma corrida armamentista na região, mas a concorrência entre as indústrias militares é visível. Por enquanto a Índia, o Paquistão e a China não se sentem indefesos perante os outros. Não estamos falando de uma paridade absoluta, mas existe um determinado equilíbrio. Esses países não têm tendências ofensivas, mas todos entendem que o aparecimento de novas tecnologias cria novas ameaças. Em princípio, surge a possibilidade de lançar um primeiro ataque incapacitante. Se essa competição resultar em sentimento de vulnerabilidade por parte de um desses países, não será de excluir que se iniciem negociações sérias para um controle do armamento nessa região.”

Um diálogo para o desarmamento ainda pertence a um futuro indefinido. Mas será que podemos aplicar a doutrina da dissuasão nuclear na Ásia Meridional? A Índia e o Paquistão são vizinhos, o tempo de voo de um míssil é de 3-5 minutos, o que não deixa margem para tomar uma decisão equivalente. Isso provoca a desconfiança entre os países, que vai aumentando à medida que cresce o potencial militar. Sabemos que as capacidades paquistanesas são consideravelmente inferiores às indianas, mas Islamabad tem meios para estragar a vida aos indianos, considera Piotr Topychkanov:

“A grande aposta do programa nuclear paquistanês é feita nos mísseis de cruzeiro e nas armas nucleares táticas. Isso é compreensível. Nenhuma defesa antimíssil, que a Índia está desenvolvendo, poderá proteger o seu território, especialmente os alvos próximos da fronteira indo-paquistanesa, de ataques de mísseis de cruzeiro e de armas nucleares táticas. O Paquistão não pretende criar o mesmo tipo de mísseis que a Índia já possui. Ele tem recursos limitados e por isso a resposta é assimétrica.”

O problema é que uma corrida aos armamentos envolvendo a Índia, o Paquistão e a China pode, em determinadas circunstâncias, resultar num conflito nuclear localizado. Numa região densamente povoada mesmo uma troca limitada de ataques significará a morte de vários milhões de pessoas nos primeiros segundos depois do ataque e mais centenas de milhões nos primeiros dois ou três dias que se lhe seguirem.

No total, a contaminação radioativa do ambiente, a fome e outros fatores dessa catástrofe ambiental e humanitária irá provocar todos os meses a morte a 10-20 milhões de pessoas. A escala dessas calamidades deve fazer pensar os países que pretendem continuar a reforçar a sua supremacia, quando os meios existentes já são plenamente suficientes para atingir os seus objetivos estratégicos.

 

Voz da Rússia

Armênia quer comprar armas russas de longo alcance

 

Armênia

Foto: Flickr.com/Secretary of Defense/сс-by

Os novos acordos com a Rússia no domínio da defesa permitirão desenvolver a cooperação técnico-militar e adquirir armas a preços internos, declarou a jornalistas o ministro da Defesa armênio, Seyran Ohanyan.

“Em 2014, concluirmos o processo de aquisição de armas de longo alcance à Rússia. As novas entregas de armas proporcionarão uma oportunidade de implementar os sistemas de defesa de dissuasão”, disse Ohanyan.

Ele também sublinhou que a situação na fronteira entre a Armênia e o Azerbaijão está sob controle e não há uma escalada das tensões.

Voz da Rússia

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