Os principais grupos terroristas islâmicos

Estado Islâmico (EI)

Estado Islâmico (EI)

Liderado pelo iraquiano Abu Bakr Al Baghdadi, o grupo jihadista nasceu de uma dissidência do braço da Al Qaeda no Iraque na segunda metade dos anos 2000. O objetivo original do EI era expulsar os soldados americanos do país, matar xiitas, considerados apóstatas e traidores, e estabelecer um governo controlado por radicais sunitas. A guerra civil na Síria, iniciada em 2011 e ainda sem perspectiva de terminar, representou uma oportunidade para o EI crescer e se estruturar. Atuando nas regiões de maioria sunita do Iraque e da Síria, o grupo se apoderou de muitas cidades, campos de petróleo, armas e fortificações dos Exércitos da Síria e do Iraque. Em junho do ano passado, depois de um avanço surpreendente e devastador no leste da Síria e norte do Iraque, o grupo proclamou um califado nas regiões que mantém sob seu controle.

Mesmo sofrendo constantes ataques aéreos da coalizão militar liderada pelos EUA e sendo combatido por Egito, Jordânia, Iraque e Síria, além de forças curdas, o Estado Islâmico está longe de ser aniquilado. Seus métodos brutais – que incluem decapitações, crucificações, execuções sumárias – e sua forte companha de comunicação o alçaram à condição de grupo terrorista mais conhecido e temido do mundo na atualidade. Especialistas estimam que o grupo tenha cerca de 30.000 soldados, sendo 20.000 estrangeiros (que não são sírios ou iraquianos) — mais de 10.000 são provenientes de outras nações e 3.000 vêm de países ocidentais. Acredita-se também que o grupo disponha de 2 bilhões de dólares (6 bilhões de reais) em ativos (dinheiro, joias, armamentos, petróleo e outros bens). O tráfico de órgãos foi apontado como uma das fontes de recurso dos jihadistas.

Al Qaeda

Al Qaeda

Nasceu no final dos anos 1980, após milícias civis – com o apoio de armas e treinamento americano – expulsarem os soldados da União Soviética do Afeganistão. Com o fim da guerra, o grupo se organizou, se expandiu e começou a atuar além das fronteiras do Afeganistão.

A Al Qaeda luta para destruir a presença ocidental nos países islâmicos e não poupa nem mesmo os próprios muçulmanos de sua sanha assassina. A rede terrorista ganhou projeção global ao organizar os atentados de 11 de setembro de 2001. Após os ataques, seu líder, Osama bin Laden, tornou-se o homem mais procurado do mundo. Depois da morte de Bin Laden, em 2011, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri assumiu a liderança da rede. Mesmo muito fragilizada por sucessivos ataques dos Estados Unidos e seus aliados, a Al Qaeda ainda tem influência sobre outros grupos islâmicos extremistas e tem afiliados em diferentes países.

Atualmente, uma das células mais perigosas e atuantes da rede é a Al Qaeda na Península Arábica – designação que abrange Iêmen e Arábia Saudita. O grupo assumiu o atentado contra os cartunistas do Charlie Hebdo, em janeiro.

Talibã

Talibã

O grupo radical político-religioso governou o Afeganistão de 1996 até 2001, ano da invasão ocidental liderada pelos EUA. Refugiados em zonas carentes do país e do vizinho Paquistão, os talibãs ocupam o espaço deixado pelos Estados, controlando comércio, governos e a justiça. O grupo sobreviveu à guerra no Afeganistão, entre 2001 e 2014, e segue com seu objetivo de retomar o poder. Para alcançar sua meta, promove sucessivos ataques e atentados terroristas contra militares e civis paquistaneses e afegãos. O Talibã é influente em áreas tribais perto da fronteira com o Afeganistão e pretende impor a sharia, a lei islâmica, no território paquistanês. O grupo vê a educação nos moldes ocidentais como uma ameaça a seus planos e é especialmente intolerante à presença de meninas nas escolas, porque isso vai contra o papel de subserviência que ele reserva às mulheres. Foi o que levou ao ataque em 2012 a Malala Yousafzai, que lutava pelo direito de estudar. Por ter se tornado um símbolo da luta por esse direito, a menina foi uma das ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz. O Afeganistão ainda conta com a presença de militares americanos em seu território e recebe armas, treinamento e verbas para combater os talibãs. Já o Paquistão tentou, sem sucesso, dialogar com os terroristas. Mas, após o sangrento ataque contra uma escola que matou mais de 130 crianças, em dezembro de 2014, o governo paquistanês abandonou todas as tratativas de acordo e ampliou o combate aos terroristas.

Al Shabab

Al Shabab

Criado em 2006, nos escombros da empobrecida Somália – que até hoje não se recuperou da violenta guerra civil que devastou o país na década de 1990 –, o grupo Al Shabab (“A Juventude”, em árabe) surgiu como um braço armado dos tribunais da sharia na Somália e tem a pretensão de implantar um governo islâmico radical na região que compreende o Chifre da África. O financiamento do Al Shabab provém da venda de drogas, de roubos, da exportação ilegal de carvão e da extorsão à beira das estradas somalianas.

Atuando na Somália e em países vizinhos, os terroristas do grupo chocaram o mundo em 2013 com o atentado no shopping Westgate, quando mataram mais de 60 pessoas e deixaram mais de 100 feridas, em Nairóbi, no Quênia. O grupo perdeu o controle da capital somali Mogadíscio, mas mantém o domínio sobre um bom pedaço do país. Uma operação da União africana tenta reduzir o poder de fogo dos terroristas. Os EUA também combatem os jihadistas por meio de seu programa de drones e de ajuda logística aos governos locais.

Boko Haram

Boko Haram

Atuando nas paupérrimas regiões norte e nordeste da Nigéria e nos vizinhos Camarões e Chade, os terroristas da milícia islâmica Boko Haram – expressão que significa “a educação ocidental é pecado” – tentam criar na região um Estado islâmico baseado na sharia, a lei religiosa. O grupo foi fundado em 2002 por Mohammed Yusuf e os primeiros ataques foram contra muçulmanos, acusados por ele de aceitar um governo secular. Yusuf foi morto em 2009 e o linha-dura Abubakar Shekau assumiu o comando. Desde então, o Boko Haram intensificou suas ações terroristas.

Em abril de 2014, os extremistas sequestraram mais de 250 meninas numa escola. Meses depois, o chefe da seita muçulmana apareceu em um vídeo dizendo que as garotas “foram dadas em casamento”. O Boko Haram segue os mesmos princípios fundamentalistas dos militantes do Estado Islâmico, organização à qual jurou lealdade: mulheres e meninas tomadas como espólio de guerra podem se transformar em “esposas” forçadas, se convertidas ao Islã, ou concubinas, quando pertencentes a religiões que chamam de politeístas.

Os terroristas também não poupam a vida de crianças, ao lança-las em ataques suicidas. Para um deles, três meninas de 10 anos de idade foram recrutadas. Mal treinadas e mal equipadas, as tropas nigerianas oferecem pouca resistência aos terroristas. Uma força africana que conta com apoio técnico e financeiro de países como Estados Unidos e França foi formada para combater o grupo.

Frente Nusra

Frente Nusra

Braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra é considerado um dos grupos jihadistas mais perigosos em ação no país. A facção tem sua base de atuação na combalida Aleppo – a segunda maior cidade síria, destruída após quatro anos de violentos combates e bombardeios aéreos. Entre os grupos rebeldes que lutam contra o regime de Bashar Assad, a Nusra, classificada como grupo terrorista pelos Estados Unidos, tem os militantes mais preparados, pois foram treinados em conflitos anteriores, como as guerras no Iraque, na Chechênia e no Afeganistão.

Em setembro de 2014, um bombardeio matou o principal chefe militar do grupo, Abu Humam al-Shami, que, além da Síria, também aterrorizou o Afeganistão e o Iraque. Segundo a rede BBC, a facção estaria abalada financeiramente e com poucos recursos militares restantes após combater tanto o regime de Bashar Assad quanto a facção rival Estado Islâmico (EI). Por isso, estaria pleiteando armas e ajuda financeira de países do Golfo. Esses países estão em busca de aliados na luta contra o EI e também contra as tropas de Assad. O Departamento de Estado dos EUA considera que o grupo está usando a luta na síria para os “propósitos malignos” da Al Qaeda.

Khorasan

Khorasan

Pouco se sabe sobre o violento Khorasan, organização terrorista que atua na Síria e que foi mencionada por autoridades americanas no início dos ataques contra o Estado Islâmico. Especialistas acreditam que o grupo seja formado por radicais fiéis à Al Qaeda do Afeganistão e do Paquistão. Acredita-se que a fação seja liderada por Muhsin al-Fadhli, um antigo companheiro de Osama bin Laden. Há também indícios de que o Khorasan seja uma unidade avançada da Frente Nusra, a maior filial da Al Qaeda na Síria. Assim como a Frente Nusra, o Khorasan combate tanto o regime de Bashar Assad como o Estado Islâmico numa luta por territórios no norte da Síria.

Para os militares americanos, a organização usa a liberdade de atuação de que dispõe em meio ao caos na Síria como base de preparação para ataques terroristas no exterior. Em setembro, o diretor de Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, afirmou que “em termos de ameaça para os EUA, o Khorasan pode representar uma ameaça tão grande quanto a do Estado Islâmico”.

Jemaah Islamiyah

Jemaah Islamiyah

Adicionada à lista da ONU de organizações terroristas em 2002, o grupo atua desde a década de 1990 no sudeste da Ásia, organizando atentados na Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura e Brunei. Fiéis à Al Qaeda e organizados em um formato de rede transnacional, o grupo é mais ativo na Indonésia, mas também mantém células ativas na Tailândia, Singapura, Malásia e Filipinas, sempre com o objetivo de desestabilizar os governos locais e implantar uma ditadura islâmica. O grupo foi o responsável pelas explosões em Bali, em 2002, que deixaram mais de 200 mortos.

Fonte: Veja

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Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 10/08/2015, em Guerras, Mundo e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. campos de petróleo, armas e fortificações dos Exércitos da Síria e do Iraque. (CITAÇÃO DA MATÉRIA)

    Porque a Sétima potencia (USA) não destrói esses Campos de Petróleo? RESPOSTA: Porque se assim fizerem não deixam um brecha para Trocar sua Armas pelo Ouro Negro.
    Nenhuma Potencia abre mão das “ovelhas mansas” enquanto elas fornecerem lã e carne para sua subsistência.

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  2. William André Dos Santos

    Obs…Esse bando de abestados, tem que ser aniquilado da face da terra, terrorista bom é terrorista morto antes que provoque o atentado ok. O REMÉDIO É AÇO NA CABEÇA DELES OK.

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