Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

USA-Cuba

“A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus (devidos) lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

As prioridades do governo e dos cidadãos cubanos mudaram desde 17/12/2014, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática.

Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro.” Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

 

Em Cuba, sai o russo e entra o inglês

Professores particulares de inglês proliferam pela ilha

Por Juan Jesús Aznárez, do ‘El País’, Espanha

Havana – Evitando a ousadia dos presidentes que participam de cúpulas internacionais com um tradutor a tiracolo, Raúl Castro reconheceu publicamente que seu inglês é “macarrônico”, mas que seu sucessor deverá falar fluentemente. Seu irmão, Fidel, soube se expressar no idioma durante a primeira visita aos Estados Unidos, em 1959.

— Os chineses estudam inglês, os russos estudam inglês e nós estudamos russo — comentou certa vez, assumindo o erro de não ter fomentado o ensino do idioma.

A retomada das relações diplomáticas com os EUA colocou as línguas em seus lugares: primeiro o inglês, a partir do curso que começou este mês, e depois o russo, que havia desbancado o outro nos anos 70, quando a União Soviética era o principal aliado de Cuba.

O acelerado aumento dos contatos com a sociedade americana e o maciço desembarque de turistas, intelectuais, empresários, artistas e desportistas, assim como a chegada de novas tecnologias, obriga a ilha a elevar o inglês a língua universal.

— É imprescindível — destacou José Ramón Machado, membro do Birô Político do Partido Comunista, em uma reunião com universitário. — E não podemos deixar para amanhã.

O russo foi a assinatura obrigatória durante o auge soviético. Em uma das escolas vocacionais, a Vladimir Ilich Lenin, os alunos mais adiantados recitavam poemas de Pushkin de cor. Os filmes e livros russos estavam por todos os lugares, e o intercâmbio com os russos duraram décadas.

As prioridades do governo e dos cidadãos mudaram desde 17 de dezembro passado, quando o presidente americano, Barack Obama, e Raúl anunciaram o início do processo de normalização diplomática. Os professores particulares de inglês proliferam pela ilha, assim como os jovens dispostos a pagar pelas aulas.

Os EUA pretendem mergulhar em todos os rincões da sociedade cubana sem fazer alarde e encontraram no ensino de inglês um valioso escafandro. A web de sua embaixada em Havana diz que promover o conhecimento do idioma entre os cubanos é um dos objetivos fundamentais. Em Cuba, o boom agora é o inglês: para fazer negócios, escutar música, ler, navegar na internet e entender as esperadas ondas de visitantes ‘Made in USA’.

Foto: A bandeira americana na embaixada em Havana e carros antigos ao fundo – Reuters

Fonte: O Globo 2ª Edição, Mundo, Terça-Feira, 08/09/2015   

Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 09/15/2015, em América Latina, Caribe, EUA, Mundo, Notícias e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Quer gostem ou não os EE UU são a Sétima Potencia Mundial Apocalíptica.

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  2. eadem@ig.com.br

    Óbvio que os cubanos têm que aprender inglês se quiserem se prostituir com os americanos, seus novos fregueses de sexo barato.

    Afinal, é a mesma coisa até no Brasil, onde todos os traficantes, drogados, cafetões, políticos parasitários, viados e putas falam fluentemente o inglês!

    Falam, cantam e até rebolam em inglês!

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