Terra de ninguém


A Grande Guerra, 1916
Europa. Campo de batalha. Algum lugar entre a França e a Bélgica.
Terra de ninguém.


”Prezados Senhores,
Apresento uma minuta do texto com o tema sugerido pelo Sr. José Arnaldo Castro.
Gostaria de saber se poderiam me ajudar para apresentar opiniões e características sobre a Primeira Guerra Mundial.
Conto com os senhores!”
Atenciosamente,
Ricardo Costa

Ataque francês, usando baioneta. No início da Primeira Guerra Mundial

A humanidade jamais enfrentou este tipo de guerra. Levas e levas de bons homens já foram perdidas. Antes de mim. Agora. Depois virão mais outros. O cheiro da morte é forte. Penetra na alma. Angústia e solidão são nossos companheiros diários. Como a humanidade poderá progredir diante desse caos?
Não há problema algum em se ter medo. Não seria humano se não agíssemos dessa maneira. O problema é que depois de tantas tragédias e carnificinas, morte e desespero, nós ficamos insensíveis. Parece-me que perdemos o senso de humanidade. O medo se oculta. Temos, então, que nos tornar tão brutos para conseguir conviver com essa realidade. É uma mudança profunda que muda o corpo e a alma. Penso que não seríamos mais reconhecidos ao retornar para o lar. Assim, o que amedronta mais que o inimigo é a morte do senso de vida e do pouco que nos resta de humanidade.

Em foto sem data da Primeira Guerra Mundial, prisioneiros alemães ajudam soldado francês ferido durante a Batalha do Somme, próxima ao rio Somme

No campo de batalha, nas trincheiras, mesmo na retaguarda, e depois de tanto tempo em combate, perdemos as lembranças dos nossos parentes, seus rostos e sorrisos. Perdemos as boas lembranças que quem nós éramos. A menor recordação do lar é suficiente para ter força e esperança em voltar para casa e superar os horrores dessa guerra. O treinamento nos ensinou que o mais importante é a hierarquia e a cadeia de comando. Contudo, aprendemos que o evento é diferente. Nossa realidade é uma só. Tentar sobreviver a cada minuto. Por enquanto, no campo de batalha, o senso de dever é obrigatório. É inútil se esconder ou recuar. Só nos resta avançar e avançar e neutralizar o inimigo. Não devemos desistir. Se tivermos sorte, teremos mais um dia de vida. Quem sabe assim encontraremos a paz.

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Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 09/02/2015, em 1 Guerra Mundial, Alemanha, Bélgica, Europa, França, história, Notícias, Ricardo Costa e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Ares (o Marte romano), o deus da guerra;
    O mundo ficou mais violento
    No início de 1914, aconteceu um dos episódios mais violentos na história das greves dos Estados Unidos. Mineradores em greve e suas famílias haviam sido despejados de seus alojamentos, que pertenciam às empresas em que trabalhavam, e tinham sido forçados a viver em acampamentos. Em 20 de abril, o acampamento de mineradores perto de Ludlow, Colorado, foi atacado. Houve tiroteio e esse acampamento acabou pegando fogo, causando a morte de homens, mulheres e crianças. Furiosos, os mineradores da região retaliaram, matando vários seguranças de uma das empresas. O exército foi chamado para restaurar a ordem.

    Na Europa, as coisas estavam bem piores. Em 28 de junho, Gavrilo Princip, um bósnio-sérvio de 19 anos, assassinou o arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria. Isso desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Até o final do ano, a Primeira Guerra Mundial, chamada na época de “A Grande Guerra”, havia tomado conta de toda a Europa.
    Um homem que foi membro da Força Aérea alemã durante a Segunda Guerra Mundial, mas depois se tornou Testemunha de Jeová, lembra-se:

    “O que me incomodava durante os anos de guerra  . . . era ver clérigos de praticamente todas as denominações — católica, luterana, episcopal e outras — abençoar aviões e sua tripulação antes de suas mortíferas missões de bombardeio. Muitas vezes eu me perguntava: ‘De que lado Deus está?’

    “Os soldados alemães usavam um cinto com uma fivela em que estava escrito Gott mit uns (Deus está conosco), mas eu me perguntava: ‘por que Deus não está com os soldados do outro lado que são da mesma religião e que oram ao mesmo Deus?’ ”

    A DESPERTAI! de 8 de dezembro de 2002 publicou a história de Toshiaki Niwa, piloto japonês treinado para uma missão camicase na Segunda Guerra Mundial. Niwa relatou que, em agosto de 1945, ele se encontrava numa base perto de Kyoto aguardando a ordem para executar um ataque suicida nos navios da Marinha dos Estados Unidos. Essa ordem nunca chegou, visto que alguns dias depois a guerra terminou.

    Anos mais tarde Niwa começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Ele aprendeu que os que querem agradar a Deus não participam em guerras. Para eles todos os humanos são como irmãos, independentemente do lugar onde moram ou do país de origem. (1 Pedro 2:17) Niwa, que antes havia lutado na guerra, hoje é um pacificador que transmite a outros a mensagem unificadora da Palavra de Deus.

    Russell Werts, dos Estados Unidos, ficou impressionado com a história de Niwa, visto que ele havia lutado na mesma guerra — só que do lado oposto. “Você disse que em agosto de 1945 estava perto de Kyoto, aguardando a iminente invasão”, escreveu Werts para Niwa. “Naquele mês eu estava terminando o treinamento para a invasão. Se a guerra não tivesse terminado naqueles dias, é muito provável que nós dois teríamos morrido naquela batalha. Assim como você e sua família, a minha esposa e depois eu nos tornamos Testemunhas de Jeová. Como é bom saber que nós, antes inimigos decididos a matar um ao outro, hoje além de amigos somos irmãos!”

    Assim como Toshiaki Niwa e Russell Werts, muitos que antes eram inimigos mortais estudaram e aplicaram a Palavra de Deus, a Bíblia, e hoje convivem em paz e união. Há Testemunhas de Jeová entre judeus e árabes, armênios e turcos, alemães e russos, hutus e tutsis — pessoas que se tornaram genuínos cristãos. Bem que Jesus disse: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:35.
    [Fotos na página 31]
    Toshiaki Niwa e Russell Werts durante a Segunda Guerra Mundial

    NOTA : Infelizmente não tenho a foto, mas ele pode ser obtida no “SITE” http://www.jw.org bastando citar DESPERTAI! de 8 de dezembro de 2002.

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  2. eadem@ig.com.br

    Embora eu não saiba exatamente para que o amigo RICARDO COSTA queira que usemos o texto de JOSÉ ARNALDO para tecermos comentários acerca da Grande Guerra (ou 1ª Guerra Mundial), não há problema algum em apresentar minha opinião a respeito da temática fornecida, à luz das informações que tenho a respeito daquele conflito.

    Deste modo, para início de conversa esqueçamos qualquer sentimento de lirismo, poesia, espiritualidade e muito menos ufanismo, porque na Grande Guerra só houve massacre e as práticas ruins da humanidade estiveram patentes e presentes em todos os momentos daqueles quatro anos e em todos os frontes daquela guerra, bem como no resto do mundo que, mesmo não lutando sofreu ingratas consequências.

    – Começarei falando sobre as recordações do lar, de onde a maioria dos soldados eram arrancados sem qualquer consideração sobre sua idade, estado físico, trabalho, se era arrimo de família e coisas assim. Assim sendo, é óbvio que um sujeito arrancado do seio da sua família para lutar por uma causa que ele desconhecia e lhe parecia totalmente despropositada, não teria nenhuma razão para lutar, morrer e tão logo pudesse fugiria para escapar à morte inútil e voltar ao lar nem que fosse por breve período. E muitos fizeram isso desertando, principalmente na frente russa, na Polônia, na Itália e igualmente na França.

    – O treinamento do soldado da Grande Guerra (1914-1918) se limitava a ensinar-lhe lições de higiene visando evitar epidemias; a fardar-se e equipar-se de modo a diferenciar-se dos civis e dos inimigos, bem como a ser reconhecido pelos amigos; diferenciar postos e graduações, respeitar e obedecer cegamente os superiores em quaisquer circunstâncias e jamais discutir-lhes as ordens; a atirar com fuzil e lançar granadas (os metralhadores eram “elite”, naquela guerra); a improvisar tudo o que pudessem ou soubessem; e a cavar. Aquela foi a GUERRA DAS ESCAVAÇÕES! Claro que ensinavam aos soldados que o lado dele era o bom e devia ser preservado, os inimigos eram os maus e deviam ser exterminados e faziam palestras e ensinavam canções para os soldados cantarem e espantarem o medo… que nunca os abandonava! No geral, o treinamento prévio não ensinava grande coisa aos soldados, que se tinham que aprender alguma coisa era na dura realidade das carnificinas das quais eles tiveram que participar depois. Mesmo os oficiais e sargentos, profissionais de longa data ou tarimbeiros, tiveram que reaprender à duras penas todas as práticas não só de comando e ligação mas principalmente, as de sobrevivência, pois o treinamento era extremamente ineficaz no lado ocidental e um pouquinho melhor no lado alemão… o que aliás, fazia uma enorme diferença nos campos de batalha, pois os germânicos realmente eram muito mais confiáveis que seus opositores.

    – Eu costumo dizer que a Grande Guerra foi o último conflito à moda antiga e o primeiro à moda moderna e se não fosse trágico seriam engraçado, porque pouco antes dos canhões começarem a troar em Agosto de 1914, dentro de todas as fronteiras dos países europeus as convocações se deram em clima festivo, patriótico, na certeza de uma vitória r[ápida e segura sobre os inimigos e parecia mais um piquenique do que mega-preparativos para um conflito que pouco depois se revelou estarrecedoramente mortal não só para os militares mas igualmente para as populações civis. Os europeus se prepararam para a guerra enfeitando seus soldados com flores quando eles embarcavam nos trens ou carroças que os levariam às rudes frentes de combate e ao embarcarem, a impressão que a maioria dos soldados tinha era de que apenas fariam um passeio e estariam de volta pra casa muito antes do Natal de 1914.

    – Por uma questão de tradições nacionais, os soldados ingleses (menos) e os alemães (bem mais) tinham senso de cumprimento do dever. Já os franceses e italianos tinham que ser mantidos nas fileiras à força e na primeira oportunidade que tivessem, desertavam sub-unidades inteiras, não raro com oficiais e os quadros. Daí sumiam e fugiam para países neutros, para a África ou as Américas e muitos não mais retornaram à Europa para não terem que pagar suas dívidas com a justiça militar.

    – Todavia muitos morreram sem lutar, pois eram tocados como gado humano pára os ataques em massa completamente bêbados ou drogados e por isso, sabia-se que cerca de 25% deles morreriam ao sair das trincheiras, outro tanto ao atravessarem a “terra de ninguém”, mais um-quarto ao galgar as trincheiras adversárias e qualquer chefe da época se consideraria um Napoleão se com a quarta-parte restante conseguisse ocupar o território adversário e montar ali uma defesa capaz de rechaçar um contra-ataque. Note-se que a maioria dos chefes não conseguia essa proeza e por isso aquela guerra não foi muito mais que um contínuo matadouro nos mesmos locais onde a guerra começou e praticamente terminou, pois ao final dela ninguém havia conquistado nada na Frente Ocidental.

    – Hoje pararei por aqui por não saber se é isto que os solicitantes queriam que se escrevesse e se for, continuarei. Se não, peço desculpas por não haver entendido a proposta, desejo felicidades a todos e ciao! Porém, se quiserem que eu continue, na próxima vez falarei das tentativas de rompimentos da Frente Ocidental e bastará que os amigos me contatem pelo E-mail: eadem@ig.com.br

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