75 anos da Batalha da Inglaterra: ‘nunca tantos deveram tanto a tão poucos’


Em 10 de julho de 1940 começou a batalha na qual a Luftwaffe comandada por Hermann Goering tentaria aniquilar a RAF – Royal Air Force. Goering pensava que conseguiria derrotar a RAF em quatro dias para permitir a operação Leão Marinho que invadiria a Inglaterra, mas a batalha durou três meses, milagrosamente terminando com a retirada dos aviões alemães do cenário.

Mesmo com superioridade numérica de 2:1 no número de caças, a Luftwaffe não conseguiu superar a RAF, devido ao dispositivo defensivo de cobertura radar costeira, táticas e tenacidade dos pilotos britânicos e expatriados tchecos e poloneses.

Quando a batalha começou a Luftwaffe dispunha de 1.290 caças Messerschmitt Bf 109 e Bf 110, contra 591 caças Hawker Hurricanes Supermarine Spitfires. Goering acreditava que a atrição, a perda de caças e pilotos ingleses, obrigaria a Inglaterra a se render.

No final da Batalha, a RAF tinha perdido 900 aviões, enquanto a Luftwaffe amargava a perda de 1.500 aeronaves, que acabou tornando-se insustentável.

Fonte: Poder Aéreo

Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 07/17/2015, em Armas, Artilharia, Aviação, Mundo e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Quando se luta para defender sua Patria e Estado de Direito a vitoria é amarga mas ela vem a triunfar.

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  2. eadem@ig.com.br

    Se o bom Hitler houvesse vencido aquela guerra o mundo de hoje em dia seria bem melhor e não teríamos tantos problemas causados pelos maçons, judeus, gangsters norte-americanos, seus bandidos asiáticos e toda a malta de corrupção que aflige esta humanidade.

    São heróis todos os alemães, japoneses, italianos e uns poucos aliados que lutaram contra aquele EIXO DO MAL liderado pelas quatro bestas apocalípticas do judeu tarado Roosevelt, do bêbado homossexual Churchill, do assassino Stalin e do bandido oportunista De Gaule. Já os palhaços que lutaram contra o santo Hitler, merecem a danação eterna.

    Detalhe: Os ingleses nunca foram “poucos” coisa nenhuma. Eles sempre estavam em maior número que os alemães. Essa estória de “poucos” é lero de viado pra ganhar vara de otário no cu.

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  3. Ricardo Costa

    RICARDO COSTA
    25 de agosto de 2015 at 11:13 #
    Bom dia Senhores!
    Meu nome é RICARDO COSTA. Sou Controlador de Tráfego Aéreo e apresento o meu mais recente texto. Trata-se de uma homenagem aos combatentes ingleses (ou não) da WW II, na Batalha da Inglaterra. Gostaria de apresentar este perfil do combatente.
    Rendo esta pequena homenagem aos pilotos e combatentes da RAF.
    Espero receber opiniões sobre o texto assim como saber se poderiam divulgar o mesmo. Talvez (quem sabe) encaminhar para alguma revista especializada.
    Aguardo resposta.
    Saudações aeronáuticas,
    Ricardo Costa (INFRAERO – AEROPORTO de MACAÉ)
    ( ctaricardocosta@gmail.com )

    UM CÉU AZUL e ESCURO (Batalha da Inglaterra) Por RICARDO COSTA
    Agosto e Setembro de 1940. Inglaterra. Canal Inglês. Patrulha da RAF.
    Nossos inimigos são poderosos e cruéis. Devemos nos manter firmes em nossos propósitos. Devemos manter os grupamentos bem preparados para o combate. Manter a superioridade é vital neste momento. Sacrifícios serão necessários. Manter a esperança de vitória e a moral é tão importante quanto abater o inimigo e deter o seu avanço. Ansiedade e censo do dever são nossas sombras. Algo que a técnica, o treinamento e o equipamento aéreo não preparam para o que está por vir. O imprevisto. O inevitável. Ficamos em alerta. Mas não demonstramos medo. Temos o receio de que os outros companheiros percebam isto. Sabemos que o moral do grupo depende da atitude e exemplo de cada um do esquadrão. Não é incomum fingir coragem e entusiasmo. Sabemos da necessidade de agir assim, pois, se está preste a entrar em um mundo totalmente novo e hostil, um CÉU AZUL e ESCURO. Devemos superar o medo e dar o próximo passo. O perigo espreita a cada momento. Para tal, basta saber que cada um faça a sua parte em uma equipe coesa. Quase uma família que torna o ambiente menos opressivo (e mais conhecido).
    Não desejamos morrer pelo nosso país. Queremos, sim, que o inimigo morra pelo país dele. Contudo, se tivermos de enfrentar nosso sacrifício máximo, no campo de batalha, melhor será escolher tal preço do que ser subjugado e viver pela tirania. A justiça deverá prevalecer em nome das nações livres. Esta é a nossa vida. É como ter a consciência de que devemos fazer de tudo para que este escuro destino, em nossa civilização, de nossa história e cultura seja extinta. Nosso verdadeiro destino é a liberdade e por ela lutamos. Temos a esperança de vencer ao enfrentar esta ameaça.
    Soa o alarme. Chega a hora de decolar. Equipe a postos. Equipamento pronto. Ao sinal de comando todos decolam e ganham altura. A missão começa. Por um breve momento todos os detalhes do briefing são repassados em sua mente. Mas sempre há a sensação de que falta algo. Algo que pode fazer a diferença entre o sucesso da missão ou o seu fracasso total. Parece que nunca se está preparado para tudo o que possa acontecer. Em seguida se percebe que existe o dever a cumprir. Percebe-se que existe o um norte. Percebe-se que a luta é o destino. O combate é a missão. Vida e morte são os alas. O controle aéreo repassa as informações necessárias. Proa, nível, distância, prioridade e tática. O RADAR é um grande trunfo neste momento. Depois, sabemos o número de inimigos e as suas aeronaves. Tão importante quanto alerta é a estratégia de combate. Seguimos as orientações do controle continuamente. Recebemos as tarefas do líder do esquadrão e tomamos nossas posições.
    Começa o combate. Tentamos ficar focados nos alvos e manter a equipe coesa. Cada elemento se posiciona. Nesse momento não existe o futuro. Só existe o presente, lento e perigoso, preciso e mortal. Só se espera viver a cada minuto. Ter a oportunidade de abater o inimigo. Talvez no próximo instante. Talvez no instante seguinte. Só isto. A atenção é tamanha que até se perde a noção do tempo. Tempo, onde nunca se sabe o que esperar. Sentir o barulho dos motores. Observar aviões em chamas. Ver pessoas caindo. Grande confusão no céu. O coração bate forte e acelerado. Ao ver e perseguir o inimigo você quer acertá-lo no primeiro momento. Mas o “alemão” percebe a manobra e não deixa fazer a mira. São movimentos rápidos e imprevisíveis. Ele faz de tudo para sair da minha mira. Aperto o gatilho. Rajadas curtas e precisas. O inimigo é abatido. O avião cai em chamas. Acabei de derrubar uma aeronave. Não o vejo saltar e acionar o paraquedas. Não dá tempo para isto, pois existe um grande conflito no céu. O céu está em chamas e em caos.
    No combate aéreo você tenta escapar do fogo inimigo e não ser ferido ou abatido. Ao receber a ordem de retorno tem-se o sentimento de imenso conforto. Quase um bem estar. E ao pousar sente-se alívio por retornar ileso. Contudo, este sentimento passa quando sabemos que outros companheiros de luta não mais voltarão. Você se atenta ao saber que eles nunca mais retornarão. Aos amigos que perderam a vida você nunca mais os esquecerá. Você também percebe que mães, esposas e filhos perderam seus parentes. Existe uma sensação amarga de determinação e dever. Sua boca fica seca. Trata-se de uma impressão única ao se viver em uma realidade totalmente diferente. A forma em como se vive, cria uma mudança completa frente ao treinamento inicial*. Mas não há tempo para pensar nisto. Basta apenas pensar que matar é vencer a guerra. E vencer a guerra é voltar para a casa. E finalmente encontrar a paz.
    A Alemanha começou a guerra. Nós a terminaremos. Londres está preparada para a resistência. A população entende que o dom da felicidade e viver em liberdade requer o empenho de todos, o dever a ser cumprido e a morte a ser enfrentada. Esta é uma era de mudança que nunca será esquecida. Estamos conseguindo o impossível. Algo inimaginável na história da Inglaterra. Lutamos por algo maior que nós mesmos. Por DEUS e pelo Rei faremos o que for necessário**.

    *Por pura necessidade, o piloto do esquadrão, precisa ser um homem simples. Nada complicado. Sua atitude é racional e lógica. Ele foi treinado para isso. O trabalho em equipe é fundamental. Deve-se estar sempre em alerta. Caso contrário, sua morte é inevitável, violenta e rápida. Os rigores em cada teatro de operações, seus extremos, suas táticas e seus perigos reduz o piloto de combate a um simples (mas importante) elo de uma estratégia maior. Milhares de homens são designados para cada detalhe operacional, logístico e técnico. Assim será a sua doutrina e vida ao qual é aceita.
    **Não importa a sua origem, seu credo ou sua cor. Cockpits, no mundo inteiro, estão assim ocupados. Agora, pela guerra. Amanhã (quem sabe) voarão em busca da paz. Contudo, hoje, cada um terá mais um dia de vida para enfrentar o inimigo e defender a pátria.

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    • Seu e-mail parece estar com algum problema. Pode me mandar de novo???

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      • Ricardo Costa

        Olá, GERALDO!
        Segue um novo texto sobre a Batalha da Inglaterra, ocorrida à 75 anos atrás.
        Saudações aeronáuticas,
        Ricardo Costa

        UM CÉU AZUL e ESCURO (Batalha da Inglaterra) Por Por RICARDO COSTA
        Agosto e Setembro de 1940. Inglaterra. Canal Inglês. Patrulha da RAF.
        Nossos inimigossão poderosos e cruéis. Devemos nos manter firmes em nossos propósitos. Devemos manter os grupamentos bem preparados para o combate. Manter a superioridade é vital neste momento. Sacrifícios serão necessários. Manter a esperança de vitória e a moral é tão importante quanto abater o inimigo e deter o seu avanço. Ansiedade e censo do dever são nossas sombras. Algo que a técnica, o treinamento e o equipamento aéreo não preparam para o que está por vir. O imprevisto. O inevitável. Ficamos em alerta. Mas não demonstramos medo. Temos o receio de que os outros companheiros percebam isto. Sabemos que o moral do grupo depende da atitude e exemplo de cada um do esquadrão. Não é incomum fingir coragem e entusiasmo. Sabemos da necessidade de agir assim, pois, se está preste a entrar em um mundo totalmente novo e hostil, um CÉU AZUL e ESCURO. Devemos superar o medo e dar o próximo passo. O perigo espreita a cada momento. Para tal, basta saber que cada um faça a sua parte em uma equipe coesa. Quase uma família que torna o ambiente menos opressivo (e mais conhecido).
        Não desejamos morrerpelo nosso país. Queremos, sim, que o inimigo morra pelo país dele. Contudo, se tivermos de enfrentar nosso sacrifício máximo, no campo de batalha, melhor será escolher tal preço do que ser subjugado e viver pela tirania. A justiça deverá prevalecer em nome das nações livres. Esta é a nossa vida. É como ter a consciência de que devemos fazer de tudo para que este escuro destino, em nossa civilização, de nossa história e cultura seja extinta. Nosso verdadeiro destino é a liberdade e por ela lutamos. Temos a esperança de vencer ao enfrentar esta ameaça.
        Soa o alarme. Chega a hora de decolar. Equipe a postos. Equipamento pronto. Ao sinal de comando todos decolam e ganham altura. A missão começa. Por um breve momento todos os detalhes do briefing são repassados em sua mente. Mas sempre há a sensação de que falta algo. Algo que pode fazer a diferença entre o sucesso da missão ou o seu fracasso total. Parece que nunca se está preparado para tudo o que possa acontecer. Em seguida se percebe que existe o dever a cumprir. Percebe-se que existe o um norte. Percebe-se que a luta é o destino. O combate é a missão. Vida e morte são os alas. O controle aéreo repassa as informações necessárias. Proa, nível, distância, prioridade e tática. O RADAR é um grande trunfo neste momento. Depois, sabemos o número de inimigos e as suas aeronaves. Tão importante quanto alerta é a estratégia de combate. Seguimos as orientações do controle continuamente. Recebemos as tarefas do líder do esquadrão e tomamos nossas posições.
        Começa o combate. Tentamos ficar focados nos alvos e manter a equipe coesa. Cada elemento se posiciona. Nesse momento não existe o futuro. Só existe o presente, lento e perigoso, preciso e mortal. Só se espera viver a cada minuto. Ter a oportunidade de abater o inimigo. Talvez no próximo instante. Talvez no instante seguinte. Só isto. A atenção é tamanha que até se perde a noção do tempo. Tempo, onde nunca se sabe o que esperar. Sentir o barulho dos motores. Observar aviões em chamas. Ver pessoas caindo. Grande confusão no céu. O coração bate forte e acelerado. Ao ver e perseguir o inimigo você quer acertá-lo no primeiro momento. Mas o “alemão” percebe a manobra e não deixa fazer a mira. São movimentos rápidos e imprevisíveis. Ele faz de tudo para sair da minha mira. Aperto o gatilho. Rajadas curtas e precisas. O inimigo é abatido. O avião cai em chamas. Acabei de derrubar uma aeronave. Não o vejo saltar e acionar o paraquedas. Não dá tempo para isto, pois existe um grande conflito no céu. O céu está em chamas e em caos.
        No combate aéreovocê tenta escapar do fogo inimigo e não ser ferido ou abatido. Ao receber a ordem de retorno tem-se o sentimento de imenso conforto. Quase um bem estar. E ao pousar sente-se alívio por retornar ileso. Contudo, este sentimento passa quando sabemos que outros companheiros de luta não mais voltarão. Você se atenta ao saber que eles nunca mais retornarão. Aos amigos que perderam a vida você nunca mais os esquecerá. Você também percebe que mães, esposas e filhos perderam seus parentes. Existe uma sensação amarga de determinação e dever. Sua boca fica seca. Trata-se de uma impressão única ao se viver em uma realidade totalmente diferente. A forma em como se vive, cria uma mudança completa frente ao treinamento inicial*. Mas não há tempo para pensar nisto. Basta apenas pensar que matar é vencer a guerra. E vencer a guerra é voltar para a casa. E finalmente encontrar a paz.
        A Alemanha começou a guerra. Nós a terminaremos. Londres está preparada para a resistência. A população entende que o dom da felicidade e viver em liberdade requer o empenho de todos, o dever a ser cumprido e a morte a ser enfrentada. Esta é uma era de mudança que nunca será esquecida. Estamos conseguindo o impossível. Algo inimaginável na história da Inglaterra. Lutamos por algo maior que nós mesmos. Por DEUS e pelo Rei faremos o que for necessário**.

        *Por pura necessidade, o piloto do esquadrão, precisa ser um homem simples. Nada complicado. Sua atitude é racional e lógica. Ele foi treinado para isso. O trabalho em equipe é fundamental. Deve-se estar sempre em alerta. Caso contrário, sua morte é inevitável, violenta e rápida. Os rigores em cada teatro de operações, seus extremos, suas táticas e seus perigos reduz o piloto de combate a um simples (mas importante) elo de uma estratégia maior. Milhares de homens são designados para cada detalhe operacional, logístico e técnico. Assim será a sua doutrina e vida ao qual é aceita.
        **Não importa a sua origem, seu credo ou sua cor. Cockpits, no mundo inteiro, estão assim ocupados. Agora, pela guerra. Amanhã (quem sabe) voarão em busca da paz. Contudo, hoje, cada um terá mais um dia de vida para enfrentar o inimigo e defender a pátria.

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