Forças armadas na América do Sul

Este é o tamanho das Forças Armadas nos principais países da América do Sul. Os dados mostram o número total de soldados ativos e de reservistas, o orçamento destinado à Defesa em 2007 e 2008, além do número de soldados para cada 100 mil habitantes em cada uma das nações.

Os números foram condensados pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), uma das mais respeitadas organizações de análise de conflitos do mundo, e comentados por Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia Relações Internacionais e Segurança (Cetris), com sede em Campinas.

10° lugar Paraguai

Orçamento de defesa 2008: R$ 234,9 milhões

Forças ativas: 10.650
Soldados para cada 100 mil hab.: 156
Reservistas: 164.500
Total: 175.150

O país está em uma situação que sempre esteve: muito ruim. Eles compraram alguns equipamentos brasileiros no passado, alguns caças Xavante. Eles estiveram durante muito tempo sob o guarda-chuva brasileiro, mas deixamos o Paraguai de lado e o equipamento deles está praticamente inutilizado. Em termos materiais, o país não tem, na prática, capacidade de defesa.

9° lugar Bolívia

Orçamento de defesa 2008: R$ 447 milhões
Forças ativas: 46,1 mil
Soldados para cada 100 mil hab.: 498
Reservistas: 37,1 mil
Total: 83,2 mil

A situação é parecida com o Paraguai, mas tem uma diferença: há três ‘Bolívias’ na prática: La Paz, Santa Cruz e Cochabamba. Elas são regiões diferentes e com condicionamento diferente. A Bolívia nunca teve uma força armada expressiva, mas sempre teve um contingente militar orientado para ações policiais. Não é uma força armada forte. Ela sofreu muito nos conflitos do passado e não conseguiu voltar a ser o que era. A Bolívia se aproximou da Venezuela, mas agora mantém um distanciamento seguro. Ao longo dos últimos anos, as Forças Armadas foram voltadas para o combate ao narcotráfico.

8° lugar Uruguai

Orçamento de defesa 2008: R$ 529 milhões
Forças ativas: 25.382
Soldados para cada 100 mil hab.: 739
Reservistas:
Total: 25.382

Em situação diferente, o Uruguai reduziu as Forças Armadas em um desenho voltado para operações de paz. É o país que mais participa, em números relativos, de operações deste tipo. Eles fizeram uma opção por ser uma força de autodefesa pequena, praticamente voltada para a proteção da costa. São Forças Armadas voltadas para ‘manter o status’.

7° lugar Equador

Orçamento de defesa 2008: R$ 435 milhões
Forças ativas: 57.983
Soldados para cada 100 mil hab.: 416
Reservistas: 118.000
Total: 200.983

O Equador estava bem, mas parou no tempo. E nesta parada, estão repensando a função institucional para incorporar tarefas mais de polícia do que de força armada, em um movimento semelhante ao ocorrido na Bolívia.

6° lugar Argentina

Orçamento de defesa 2008: R$ 3,4 bilhões
Forças ativas: 76 mil
Soldados para cada 100 mil hab.: 153
Reservistas:
Total: 76 mil

Sofre com a degradação do material militar, que está desestruturado. A Argentina está em um processo de redesenho lento e demorado, que deverá levar cerca de 10 anos. As Forças Armadas sofreram muito nos últimos anos com a pressão do governo, que retirou grande parte da autonomia que eles tinham. Por isso, caíram brutalmente em capacidade operacional e de equipamentos. Além de tudo isso, a crise econômica que eles enfrentam gera ainda mais dificuldades.

5° lugar Venezuela

Orçamento de defesa 2008: R$ 5 bilhões
Forças ativas: 115.000
Soldados para cada 100 mil hab.: 435
Reservistas: 8.000
Total: 123.000

A Venezuela sofreu um ‘Booster Frio’, ou seja, uma injeção de material que não altera em igual proporção a capacidade de combatência, por não ter sido acompanhado de um desenvolvimento sistêmico das Forças Armadas. Isso não se transforma em poder, não gera novos mecanismo de doutrina e outros elementos, além de ter uma ‘curva de decaimento’ muito rápida. Os equipamentos da Venezuela tendem a ficar obsoletos e aumentar o custo de manutenção. Eles fizeram uma alteração muito radical no desenho das Forças Armadas. Eles criaram um exército popular que orbita em torno do regular. Isso faz com que eles tenham criado uma outra força armada.

4° lugar Peru

Orçamento de defesa 2008: R$ 2,34 biilhões
Forças ativas: 114.000
Soldados para cada 100 mil hab.: 391
Reservistas: 188.000
Total: 302.000

É um caso à parte. O Peru teve um crescimento político substantivo e a força armada cresceu junto. Elas são bem desenhadas, mas relativamente pequenas. Houve um esforço de modernização principalmente na área de exército e da Força Aérea para fazer frente a Chile, Equador e Bolívia. No entanto, elas não foram desenhadas para enfrentar múltiplas ameaças simultâneas. Podem enfrentar um conflito de média intensidade e outro pequeno, não mais do que isso. Nos últimos anos, este esforço foi mantido, com bom fluxo financeiro e de material internacional.

3° lugar Colômbia

Orçamento de defesa 2008: R$ 950 milhões

Forças ativas: 267.231
Soldados para cada 100 mil hab.: 594
Reservistas: 61.900
Total: 329.131

É a força armada mais sofisticada da América do Sul, não só pelo equipamento, mas também pela capacidade de se redesenhar de maneira muito rápida. Eles pensam longe, a universidade está muito presente. A Colômbia possui uma força armada que em termos de material está bem, mas em termos de conceito, está muito bem. Eles superam todos os outros.

2° lugar Chile

Orçamento de defesa 2008: R$ 4 bilhões
Forças ativas: 60.560
Soldados para cada 100 mil hab.: 368
Reservistas: 40.000
Total: 100.560

No Chile, as Forças Armadas são modernas. Não são ‘top de linha’, mas são bem dimensionados. Um exército robusto, mecanizado e bom, especializado no homem, com soldados bem treinados. Tem uma marinha também robusta que em um dado momento era a maior da região, com bons submarinos e fragatas. A Força Aérea é bem equilibrada e relativamente moderna.

1° lugar Brasil

Orçamento de defesa 2008: R$ 4,3 bilhões
Forças ativas: 326.435
Soldados para cada 100 mil hab.: 170
Reservistas: 1.340.000
Total: 1.666.435

Neste período de compras, o País está em um processo contratual. As Forças Armadas do Brasil estavam muito fracas em termos de equipamento, o material era obsoleto, havia a necessidade de reciclagem. No entanto, isso não significa que o Brasil estava desprotegido. Por trás disso havia uma potência regional, com capacidade de transformar toda a estrutura do País em poder de maneira rápida. Além disso, sempre tivemos um Exército grande. A Força Aérea possui um núcleo mínimo operacional e a Marinha consegue fazer ações limitadas de patrulha. Mesmo mal, um núcleo mínimo de tarefas podia ser feito aliado a esse potencial natural.

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Sobre Joshua Duarte

Gosto de Filmes e livros de ficção, fantasia (principalmente Héry Póty), história e + ou - Best Seller. Odeio Gente idiota, ignorante, Poser, e que só sabe falar bem ou mal de PT e PSDB, pq pra mim é tudo a mesma bosta. Haaaaaa!!! Quase que eu esqueço, adoro rock e odeio funk, por mim, poderia cair um raio em cima de tudo que for funkeiro.

Publicado em 06/30/2015, em América do Sul, Argentina, Brasil, curiosidades, Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    Resumindo: Somos os maiores, mas não somos os melhores e talvez sejamos até os piores. Pelo jeito, o perigo viria da Colômbia juntamente com Washington. O Chile poderia complicar mas, sabe-se lá de que lado está. E pelo andar da carruagem, o Brasil da “comunista” Dilma continua engatado militarmente às sucatas que os EUA queiram nos vender a peso de ouro. Vai daí, se houver guerra, o Brasil entra novamente ao lado dos aliados errados e contra os inimigos errados. Mas é claro que para isso terá de comprar material de segunda linha nos EUA pra lutar-se sabe-se lá contra quem? Venezuela? Nicarágua? Namíbia? Cudomundoquistão? Vejam aí e depois me digam quem será a proxima vítima…!

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  2. Não haverá perigo segundo o Grande Guru o Molusco 9 Tentáculos e sua Vidente em exercício a Madre Tereza de Em qual%@, que em visita ao Cara futuro do EI nos USA, estaremos todos em paz com os compadres do Molusco. Alguém duvida!?

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  3. William André dos Santos

    Obs…O Brasil é uma potência muito significativa, é cobiçado por muitos países, portanto não pode da mole para o azar, pois camarão parado à onda leva, tem que fazer reciclagem sim, nos equipamentos bélicos, tem que modernizar e da estrutura para as forças Armadas poderem trabalhar da melhor maneira possível para à proteção das nossas fronteiras e o nosso Petróleo. Brasil acima de tudo.

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  4. Fernando Veras

    O Brasil nao consegue aprovar uma lei que poria uma pequena ordem no pais “16 anos maioridade penal”….imagina se enfrentasse um inimigo externo!

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  5. marclys oliveira

    não acredito que brasil travaria uma guerra com países vizinhos não há na verdade um perigo iminente, só que o brasil é potencia e tem muitas riquezas, ter um ótimo sistema de defesa e participar das missões da ONU traz muito respeito e confiança no meio internacional o que traria possíveis investimentos no nosso país.

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