potencial nuclear da Rússia destrói projeto geopolítico dos EUA

RS-24 Yars/SS-27

Movendo-se para as fronteiras da Rússia por meio do fortalecimento das forças da OTAN nos Estados bálticos, Washington encontrou um obstáculo sério – a crescente vontade de Moscou de estabelecer a paridade nuclear, escreve o ex-diplomata indiano e analista político Melkulangara Bhadrakumar.

Ele observa que o Departamento de Defesa dos EUA está estudando a possibilidade de colocar equipamento militar pesado na Polônia, Romênia, Letônia, Lituânia, Bulgária e Estônia — os países que o ex-chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, chamou uma vez sarcasticamente de “Nova Europa”. Na verdade, esses Estados fazem parte dos planos do Pentágono de expandir a aliança para leste.

Não é surpreendente que Moscou tenha reagido às declarações de Pentágono rápida e bruscamente, escreve o analista. O presidente Vladimir Putin anunciou planos para reforçar as forças nucleares estratégicas da Rússia. Neste ano sua estrutura irá incluir mais de 40 novos mísseis balísticos intercontinentais, estando também prevista a criação de um novo radar de deteção de alvos aéreos na direção leste.

“Os Estados Unidos não conseguem mais manter a compostura ao verem como a Rússia prossegue uma política de desafio estratégico contra a hegemonia americana. A independência de Moscou na arena internacional não só impede a implementação de políticas regionais de Washington, mas também dá um ‘mau exemplo’ para outros países que buscam implementar políticas soberanas”, nota Bhadrakumar.

A intenção da Rússia de estabelecer a paridade nuclear, acredita o analista, inviabiliza o projeto geopolítico dos EUA do “Novo Século Americano”. A velha política americana de contenção (da época da Guerra Fria) está desatualizada. A nova estratégia dos EUA é brinkmanship (manutenção de uma situação perigosa até à iminência de um desastre) que já se manifestou na Ucrânia e nas intenções de Washington de aumentar a presença militar na Europa.

O analista político também observa que a “tempestade iminente” na Europa poderá ter consequências para a segurança no sul da Ásia. Por exemplo, a implantação de sistemas de defesa antimísseis dos EUA nos países vizinhos da Índia já se tornou problemática.
Fonte: sputniknews

Publicado em 06/20/2015, em Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    O analista indiano está certíssimo e só omitiu o seguinte:

    1) Enquanto os EUA dominam os países mais poderosos do planeta, faltam aliados de peso pára a Rússia e urge que a diplomacia de Putin consiga aliados fiéis e confiáveis entre países como a própria Índia, Paquistão, todo o Sudeste da Ásia, a Indonésia, o maior número possível de países da África e aqui nas Américas, urge que México, Brasil e Argentina – tradicionais lacaios e escravos dos EUA & OTAN – se bandeiem para o lado russo, aumentem as relações comerciais com a Rússia, se rearmem visando guerra contra os EUA e permitam a instalação de pequenas bases russas em pontos afastados dos seus litorais.

    2) Adicionalmente, todos esses países, em conjunto com Rússia, China, Coréia do Norte, Irã e Síria devem boicotar incondicionalmente tudo que for relacionado com EUA, Europa, Japão e Israel; romper relações diplomáticas com esses citados inimigos da humanidade, se desfiliarem da ONU e fundarem um órgão internacional nos mesmos moldes, porém com exclusão dos EUA e todos os seus aliados.

    3) Antes da guerra, países pequenos moveriam todos os tipos de ações de terrorismo e guerrrilha contra Japão, Israel, OTAN e EUA a fim de desgastá-los militar e moralmente.

    4) Quando a guerra estalar, todos os aliados da Rússia atacarão os EUA e seus escravos em bloco no mundo inteiro, para evitar que o EIXO DO MAL concentre suas forças em pontos específicos.

    Há que ter muito culhão pra desencadear um plano completo como este!

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  2. Quanto pior…MELHOR…Especialmente para os fabricantes de Armas em todos os Lados. Os únicos que realmente ganham com Conflitos Independentemente das Ideologias Políticas e Social. O que interessa para esses Fabricantes é DINHEIRO.

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