“Temos um bom helicóptero, mas não temos um suporte logístico à altura”

Força Aérea brasileira destaca qualidade de helicópteros russos Mi-35 
No ambiente da LAAD 2015, feira internacional da área de Defesa e Segurança, o diretor do Parque de Material Aeronáutico e Bélico e subdiretor de aeronaves da Base Aérea dos Afonsos, Brigadeiro do Ar Sérgio de Matos Mello, falou em exclusividade a Sputnik sobre os helicópteros Mi-35 de fabricação russa, usados atualmente pela FAB.

O contrato entre o Brasil e a empresa estatal russa Rosoboronexport, especializada na venda de equipamentos militares ao exterior, estipulava o fornecimento de 12 aeronaves do modelo.

O helicóptero de combate Mi-35 é equipado com armas de alta precisão e pode também operar à noite. O aparelho tem capacidade para cumprir missões como defesa aérea, escolta e ataque ao solo. A aeronave tem sido utilizada por muitos países da Europa, da Ásia, da África e das Américas. O último lote, formado por 3 aparelhos, foi entregue à FAB em dezembro de 2014.
Para o Brigadeiro Sérgio de Matos Mello, a Aeronáutica está satisfeita com o treinamento dos pilotos e a performance dos helicópteros, que estão atuando em Rondônia, em Porto Velho, no Norte do país. “Os helicópteros são muito bons, a missão é muito bem cumprida por eles.”
O representante da Força Aérea também contou que os helicópteros russos já participaram da manutenção de segurança pelo menos em um lugar em Brasília durante a Copa do Mundo e segundo a informação preliminar participarão do esquema de segurança durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.
Ele lamenta, no entanto, a demora em receber materiais de consumo e de reparo vindos da Rússia para a manutenção das aeronaves.
“Existe uma lei russa na parte de exportação e importação de material militar, que impede que o atendimento ao Brasil seja mais rápido. Com isso nós temos um bom helicóptero, mas não temos um suporte logístico à altura para que tenhamos uma disponibilidade melhor das aeronaves.”
Mas o problema dos detalhes será solucionado, prometem os parceiros russos. O vice-diretor geral da Rosoboronexport, Sergei Goreslavsky, disse:
“O fornecimento dos Mi-35M inclui um programa adicional, que visa a criação de um centro de serviço para obras de reparo dos detalhes e dispositivos de helicópteros. A criação deste centro prevê o uso de tecnologias russas e infraestrutura que o cliente brasileiro tem”.
No entanto, além da compra dos 12 helicópteros, o contrato com a estatal russa prevê ainda a construção, pelos russos, de um centro de atendimento no Brasil até outubro de 2016, o que vai agilizar a manutenção e o reparo dos equipamentos.
Por sua vez o ministro da Defesa do Brasil Jaques Wagner durante a sua coletiva na LAAD 2015 no dia 15 de abril constatou que a audiência do primeiro dia da feira (14) foi mais de dez mil pessoas, o que é um recorde.
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Publicado em 04/16/2015, em Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Existe uma lei russa na parte de exportação e importação de material militar, que impede que o atendimento ao Brasil seja mais rápido. Com isso nós temos um bom helicóptero, mas não temos um suporte logístico à altura para que tenhamos uma disponibilidade melhor das aeronaves.” (CITAÇÃO DA MATÉRIA)

    Mas isso é facil de resolver; e so passar a ponte e entrar no Paraguay, com certeza esta la a peças aguardando os Compradores.

    Excelente arma de defesa e demonstração em parada Militar, enquanto isso a “farinha” Colombiana entra a vontade no Brasil e ninguem faz nada para não atrapalhar os Compadres do Molusco; sem contar a quantidade de Armas que abastecem os morros do Rio de Janeiro.

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  2. eadem@ig.com.br

    Todo mundo sabe que os helicópteros russos são os maiores, mais potentes, mais eficazes e seriam os mais confiáveis do mundo se realmente houvesse manutenção à altura da utilização dessas aeronaveds, o que efetivamente não ocorre.

    E não ocorre porque a Rússia passou muito tempo fechada para o mundo da competição capitalista e agora que é obrigada a competir, sua estrutura não acompanha a capacidade da sua indústria de produção, que é da mais alrta qualidade.

    Mas acredito que seja primeiro uma questão de COSTUME (os russos devem ir se acostumando aos poucos) e segundo, de NECESSIDADE (para não perderem os próprios mercados que eles conquistarem).

    Porém, acima de tudo é ótimo o Brasil diversificar e abandonar a dependência do mercado norte-americano, que tem uma ótima estrutura de manutebção, mas além de escravizar os clientes com a obrigação de cumprimento de frescuras politiqueiras, vende artigos sucateados ou de qualidade inferior a preços exorbitantes.

    Mas talvez os fornecimentos de peças e serviços russos estejam complicados em parte por causa das próprias barreiras postas pelas autoridades brasileiras, que além de burras são mal intencionadas e incompetentes, como nosso próprio “ministro da defesa”, Jacó do Bandolin, cujo conhecimento do assunto “guerra” é tão grande que numa noite dessas, na gora dele tomar o remedinho dele antes de deitar–se, ele confundiu um míssil Exocet com um supositório (*) e passou alguns dias sem poder sentar-se.

    (*) Dizem os aspones do “ministro” que ele prefere (e só usa) supositórios mentolados.

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