Estado Islâmico avança rumo a oeste para atacar Exército sírio em Homs

Os combatentes do Estado Islâmico atacaram nesta segunda-feira um aeroporto militar na província de Homs, na Síria, enquanto avançavam para oeste em uma ofensiva contra redutos do governo, disse um grupo que monitora o conflito.

Os ataques do Estado islâmico -que é mais forte no nordeste e leste do país- nas províncias de Hama e Homs, e mesmo na área da capital, Damasco, representam um novo desafio para o presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Exército da Síria estruturou uma forte defesa nos territórios no entorno de Damasco e nas regiões que abarcam as cidades de Homs e Hama, na direção da costa, a oeste, derrotando outras milícias menos potentes, incluindo os rebeldes que lutam sob a bandeira do grupo Exército Sírio Livre.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, órgão oposicionista que monitora a guerra civil na Síria por meio de uma rede de fontes no país, disse que o Estado Islâmico atacou um aeroporto militar em Tadmur, uma cidade na província de Homs, na madrugada desta segunda-feira.

As autoridades sírias não puderam ser imediatamente contatadas para comentar o assunto. A mídia estatal não mencionou esse confronto.

A ofensiva se segue a uma batalha de três dias iniciada sexta-feira mais a oeste em Hama, em torno da vila de Sheikh Hilal, disse o Observatório. O Estado Islâmico está tentando cortar a estrada de Hama para Aleppo, que já foi a cidade mais populosa da Síria, segundo o órgão.

O dirigente do Observatório, Rami Abdulrahman, disse que 74 soldados em Hama foram mortos pelo Estado Islâmico e especulou que o grupo teria lançado os dois ataques para elevar o moral de seus combatentes, após derrotas para forças curdas no nordeste.

Cerca de 200 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil da Síria em 2011, um conflito em que uma gama de grupos rebeldes luta contra o governo de Assad, incluindo milícias jihadistas como o Estado Islâmico e a Frente Nusra, da Al Qaeda. A coalizão liderada pelos Estados Unidos está bombardeando o Estado Islâmico na Síria e Iraque.

Forças curdas, apoiada por ataques aéreos da coalizão, derrotaram este ano o Estado Islâmico na cidade síria de Kobani, no norte, e em outras áreas no nordeste.

Abdulrahman afirmou que o avanço para o oeste deve levantar o moral do grupo, já que é improvável que os aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos voem tão perto das áreas sob controle de Assad, e isso vai permitir que Estado Islâmico avance sem obstáculos.

A grande maioria dos ataques da coalizão é desfechada longe de áreas controladas pelo exército da Síria.

Os partidários do governo postaram um vídeo no YouTube no sábado mostrando caminhões cobertos com a bandeira nacional levando caixões de pessoas que, segundo disseram, morreram lutando contra o Estado Islâmico na província de Hama.

fonte: G1

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Publicado em 03/23/2015, em Notícias e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. eadem@ig.com.br

    Até que enfim os mercenários do EI pagos, treinados, armados e orientados pela CIA e pelo Mossad disseram ao que vieram e começam a atacar diretamente às forças do REGIME LEGALMENTE ELEITO DA SÍRIA com a finalidade de derrubá-lo e desestabilizarem a Síria como foram desestabilizados o Iraque e o Afeganistão.

    E tudo isso para colocar em lugar do regime de Assad algum governo formado por loucos que dê motivo, respaldo, desculpa, para que a OTAN intervenha a fim de GARANTIR A SEGURANÇA DO PLANETA TERRA.

    Claro que agora os EUA e seus escravos satélites não moverão uma palha e ao contrário, fortalecerão o EL para que ataque e vença o regime de Assad.

    Mas o que Israel e EUA querem dos sírios? Pouca coisa! Primeiro, que eles desmantelem uma base naval russa existente no país, a qual atrapalha o pleno domínio americano no Mediterrâneo. Depois, já sem Assad no poder, que a Síria se bandeie para o lado dos norte-americanos e judeus. E terceiro, a partir daí, os sírios enfraqueçam suas forças e deixem de ser uma ameaça ao domínio dos EUA no Oriente Médio, onde atualmente apenas Irã e Síria resistem às investidas judaicas e norte-americanas.

    Feito isso, a próxima “bola da vez” será a própria Rússia e talvez a China, contra os quais os EUA enviarão todos os seus escravos satélites para os atacarem (e se desgastarem para não comerem o bolo da vitória) e depois disso, como na segunda guerra mundial, os EUA aparecerão no final do conflito para posarem de “xerifes do bem” e levarem a maior parte do bolo para eles comerem junto com os parasitas judeus.

    A desgraça da humanidade é que 99% dela é de analfabetos cegos incapazes de perceberem essas coisas e se deixam dominar pelo 1% que, em terra de cegos, lhes basta um olho para continuarem reinando eternamente!

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