Região do Vale do Paraíba deverá sediar a fábrica de helicópteros da Sikorsky

sikorsky no Brasil

Com dois trunfos de peso, São José e Taubaté disputam as atenções da empresa norte-americana Sikorsky Aircraft Corporation, fabricante dos helicópteros mais conceituados do mundo, que vai instalar unidade no Brasil e já escolheu fincar o pé no Vale do Paraíba. A empresa quer instalar, já em 2016, um centro de manutenção de helicópteros para ampliar seus negócios no país e, no futuro, planeja ter uma fábrica de helicópteros na região. Há oferta das duas prefeituras e interesses nas duas cidades.

“A América Latina é muito importante em nossa estratégia de desenvolvimento, e queremos que o Brasil seja a nossa âncora. Existe aqui um potencial de mercado considerável. Não queremos apenas trazer helicópteros para o Brasil, mas contribuir com o desenvolvimento da indústria aeronáutica do país”, disse Antonio Pugas, vice-presidente da Sikorsky para a América Latina.

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A frota da Sikorsky no Brasil é de 160 helicópteros (veja quadro). Além do uso militar, a Petrobras também é uma das grandes clientes no país. Há possibilidade de novas vendas para as Forças Armadas dos modelos BlackHawk e SeaHawk, mais indicados para modernizar a frota brasileira. Mas segundo a Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), não há nenhuma informação nesse sentido por enquanto.

São José

No início de fevereiro, a Sikorsky assinou parceria com o ITA, em São José, para a criação de uma disciplina de desenho de asas rotativas (helicóptero) no curso de engenharia aeronáutica do instituto.  O objetivo é criar uma nova geração de engenheiros de helicópteros no Brasil.

“Engenheiros da Sikorsky virão ao ITA para auxiliar no projeto conceitual de helicópteros que os alunos farão nos cursos de graduação”, disse Bento Silva de Mattos, coordenador técnico do projeto no ITA. A parceria inclui a criação de um laboratório que contará com simulador de helicópteros, inteiramente especificado pelo ITA, que deverá ser baseado no Sikorsky S76C.

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De olho no filão –o centro de manutenção prevê investimento de US$ 20 milhões e a futura fábrica, US$ 150 milhões– a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de São José ofereceu área à Sikorsky no Parque Tecnológico, de 130 mil metros quadrados.

“São José oferece um ambiente competitivo referência na América Latina e com uma política de suporte forte”, disse o secretário Sebastião Cavali, que levou executivos da

Taubaté

A região de Taubaté saiu na frente e informa que aguarda documentos da Sikorsky para as negociações. Por ter uma unidade do exercito, o Cavex (Comando de Aviação do Exército) no município leva vantagem.  A área disponibilizada para a empresa norte-americana será o prédio de uma fábrica desativada, no Distrito Industrial do Una 1.

 

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Segundo o gerente do Grupo Executivo Industrial de Taubaté, Gutemberg Ramos, o prédio pode servir para o centro de manutenção e também futuramente para a fábrica de helicópteros. “A Sikorsky está em fase de tratativas com Taubaté e estamos aguardando a sua documentação. A instalação da empresa será importante para a inovação da atividade econômica, gerando emprego, tecnologia e desenvolvimento econômico para Taubaté”.

Empresa prevê crescimento do mercado no Brasil

O primeiro passo para a Sikorsky se fixar no Brasil acontece até agosto, com a abertura de um escritório na região de Campinas, onde o grupo United Technologies, holding da qual a Sikorsky faz parte, já tem unidades.

No Vale, o local para o centro de manutenção e futura fábrica ainda não foi definido. “Estamos em negociações, mais avançadas em Taubaté, mas ainda não fechamos nada”, disse Antonio Pugas, vice-presidente da Sikorsky para a América Latina.

Domingo Aéreo Musal 2014 (10)

Em razão da frota no Brasil e da possibilidade de novos contratos, a Sikorsky precisa de uma unidade para pós-venda, reparo e manutenção. A manutenção dos helicópteros da Sikorsky atualmente é feita em parte pelos operadores e peças são enviadas aos Estados Unidos.

“Considerando o tamanho do Brasil, costeira, fronteiras, mata amazônica e necessidades que o BlackHawk é melhor posicionado para a missão, estimamos a necessidade entre 70 a 90 novos helicópteros para modernização das três Forças Armadas, os quais poderíamos produzir no Brasil, gerando empregos, trazendo tecnologia e concorrência para produtores locais”, disse Pugas.

Os números são estimativa da empresa. As Forças Armadas não comentam. Mas caso as encomendas se confirmem, a Sikorsky vai ter mão de obra capacitada e estrutura de produção no Brasil.

FONTE : O VALE

 

Publicado em 02/23/2015, em Notícias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Mas caso as encomendas se confirmem, a Sikorsky vai ter mão de obra capacitada e estrutura de produção no Brasil.(citação na matéria)

    E os “políticos” de plantão oportunistas estão eufóricos para meter a mão nos dólares. Não demora ate o fim do mandato dos atuais “sanguessugas”; e teremos novo escândalos costumeiros. ASSIM CAMINHA ESSE PAÍS.

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  2. eadem@ig.com.br

    Por que somente agora a Sikorsky, a Saab, a Antonov, a Volvo, a Scania e outras querem instalar suas fabricas de armamentos no Brasil?

    É simples: Com o governo de esquerda que temos, será muito fácil nos bandearmos para o lado russo (que oferece preços e vantagens que os demais não oferecem) e se formos pro lado dos russos, seremos uma verdadeira usina de produção de material bélico que será comercializado indiscriminadamente não só pela América Latina mas também pela África e até mesmo, possivelmente, pelos países do Oceano Índico.

    Mas se tivermos nosso rabo preso a grandes empresas ocidentais, todas elas com enormes interesses e ramificações nos EUA, ALÉM DE FORTEMENTE FINANCIADAS OU GERIDAS POR JUDEUS, é claro que em caso de uma guerra EUA X Rússia essas grandes empresas pressionarão o Brasil a ficar pela terceira vez do lado errado dos protagonistas, ou seja: Voltar a servir de BUCHA PRA CANHÃO para o amaldiçoado EIXO DO MAL formado pelos EUA, Inglaterra, França, Bélgica, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e obviamente, os tenebrosos JUDEUS.

    Ora, o Brasil entrou de bobeira em duas guerras mundiais e não ganhou nada com isso e pelo contrário, perdeu.

    Na verdade até, depois das duas guerras mundiais, os derrotados alemnães, japoneses e italianos foram maciçamente ajudados pelo capitalismo internacional judaico-maçônico e nós até hoje, se quisemos crescer, tivemos que crescer sozinhos e às nossas custas.

    Honestamente eu desconfio das ofertas da Saab, Sikorsky, Antonov, Volvo, Scania e tantas outras empresas estrangeiras que só olham para o Brasil agora que todas elas estão na linha de frente de uma possível guerra atômica.

    Sinceramente, se eu fosse a anta Dilma ou mesmo o alcoólatra Luladrão me alinharia com Moscou e deixaria que as empresas do país de Putin viessem fazer concorrência com as outras aqui e em caso de guerra, manteria a independência brasileira para me alinhar com quem nos oferecesse mais vantagens.

    Mas é uma pena que nem o Luladrão, nem a anta Dilma, nem nenhum xibungo da quadrilha PT é estadista e não percebe isto…

    … vai daí, se preparem brazucas para arriscarem suas roscas mais uma vez para beneficiar os vampiros norte-americanos e judeus!

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