Tropas ucranianas se rendem em Debaltsevo

Rebeldes separatistas anunciam a tomada da cidade, palco de violentos combates nos últimos dias. Segundo relatos, as tropas pró-Rússia iniciaram a retirada de armamentos pesados, conforme previsto no acordo de Minsk.

 Ukraine Soldaten Abzug Symbolbild ukrainische Soldaten

Centenas de soldados ucranianos se renderam às forças separatistas em Debaltsevo, no leste da Ucrânia, nesta quarta-feira (18/02). A cidade, um importante centro ferroviário localizado entre Donetsk e Lugansk, bastiões dos rebeldes, foi palco de violentos combates nos últimos dias, apesar do cessar-fogo decretado no fim de semana.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, confirmou a retirada das tropas da região. Em pronunciamento feito antes de partir para a região dos conflitos, o presidente afirmou que “nesta manhã, as Forças Armadas ucranianas, juntamente com a Guarda Nacional, levaram adiante a operação de uma retirada planejada e organizada de Debaltsevo”.

Poroshenko exaltou as forças ucranianas por terem cumprido seu papel na defesa de Debaltsevo, e disse que elas mostraram ao mundo “a verdadeira face dos bandidos e separatistas apoiados pela Rússia”.

Um representante das forças ucranianas afirmou que os rebeldes lançaram cinco ataques de artilharia durante a noite, em uma “grave violação do acordo de paz”. Kiev admitiu que soldados foram feitos prisioneiros, mas não informou o número de detidos.

O porta-voz dos rebeldes, Eduard Basurin, declarou que centenas de soldados ucranianos se renderam em Debaltsevo. Imagens da rede de televisão estatal russa mostravam tropas sendo escoltadas pelos separatistas.

Relatos dão conta de que as tropas pró-Rússia iniciaram a retirada de armamentos pesados das zonas de conflito, conforme havia sido previsto no acordo de Minsk.

Putin diz querer evitar “solução militar”

Em visita à Hungria, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que “as autoridades ucranianas não devem evitar que seus soldados deponham suas armas”. Dessa forma, afirmou, o cessar-fogo poderá ser mantido. Putin ressaltou que “não há solução militar para o conflito”.

Os Estados Unidos acusaram a Rússia e as forças separatistas de violações do cessar-fogo. Após conversa com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, o vice-presidente americano, Joe Biden, “condenou veementemente a violação do cessar-fogo pelos separatistas agindo em conluio com forças russas”, segundo informou a Casa Branca. “Se a Rússia continuar a violar o acordo de Minsk, os custos aos país irão aumentar.”

O Conselho de Segurança da ONU exigiu com unanimidade o cumprimento do cessar-fogo, convocando as duas partes envolvidas no conflito a respeitarem e implementarem o acordo de Minsk. Diplomatas ocidentais avaliam positivamente a adoção do acordo pelo órgão mais alto da ONU, que pela primeira vez se comprometeu diretamente com os resultados das negociações que resultaram no tratado.

FONTE: http://www.dw.de/tropas-ucranianas-se-rendem-em-debaltsevo/a-18265111

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Publicado em 02/18/2015, em Notícias e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    Um fim esperado e afinal de contas, sensato.

    Os ucranianos iriam perder e não adiantaria morrerem por causa de um lugar qualquer no mapa.

    Com as tropas ucranianas fora de combate (se Kiev não enviar mais tropas), talvez não haja mais motivos para os ataques continuarem.

    Pelo menos pelo lado dos separatistas.

    Mas quem está esperneando de raiva são os norte-americanos, que desejavam arbitrar essa confusão mas foram ignorados pelos europeus, pelos ucranianos e pelos separatistas, que negociaram o cessar-fogo diretamente com Putin.

    Aliás, vitória tríplice de Putin: No campo de batalha, no cessar fogo e no Conselho de Segurança da ONU, onde o plano de trégua aceito pelas partes e reconhecido internacionalmente, foi articulado por Putin, que só por isso mereceria ganhar um Nobel da Paz… quem sabe?

    Mas pelo menos o de “homem do ano” ele leva, nem que seja da Folha Universal.

    Teoricamente a situação está contornada e haverá paz na Ucrânia.

    A não ser que os norte-americanos e seus amigos judeus queiram mesmo sair pra briga e melarem todo o processo de paz mundial.

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  2. Vladimir Putin, afirmou que “as autoridades ucranianas não devem evitar que seus soldados deponham suas armas”. Dessa forma, afirmou, o cessar-fogo poderá ser mantido. Putin ressaltou que “não há solução militar para o conflito”.(citação da matéria)

    Conforme Putin, não ha solução militar para o conflito; Isso que o mundo viu foi uma batalha de confetes e serpentinas e lança perfumes entre as partes. As explosões belicas são intrigas do Tio Sam e seus aliados. Maior contradição que isso; só mesmo num país onde a mentira faz parte do folclore desde o ano 1500 DC.

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