Milícias xiitas se negam a ceder o poder no Iêmen

Rebeldes huthis são vistos em Sanaa neste domingo (15) (Foto: Khaled Abdullah/Reuters)

A milícia xiita dos huthis está determinada a não ceder o poder no Iêmen, a poucas horas da votação na ONU sobre uma resolução que ameaça com sanções.

“O povo iemenita não cederá a qualquer ameaça”, afirmou o porta-voz dos huthis, Mohamed Abdesalam, que assegura que sua milícia empreendeu “um processo de autodeterminação sem qualquer tutela estrangeira”.

Na véspera, os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) pediram às Nações Unidas que adotem medidas contra as milícias xiitas que ameaçam a unidade do Iêmen.

“O CCG pediu ao Conselho de Segurança da ONU que adote uma decisão de acordo com o capítulo 7 da Carta da ONU”, afirma o texto de uma reunião extraordinária convocada em Riad, capital da Arábia Saudita, vizinha do Iêmen.

O capítulo citado evoca medidas coercitivas em caso de ameaça contra a paz, que vão das sanções econômicas ao uso da força militar.

O Conselho de Seguranca adotará neste domingo uma resolução que pedirá à milícia que se retire das instituições que controla e liberte os membros do governo detidos, como presidente Abd Rabbo Mansur Hadi e seu primeiro-ministro, que se encontra em prisão domiciliar.

Também no sábado, milhares de manifestantes foram violentamente dispersados no centro da capital quando protestavam contra os huthis.

Ao menos seis pessoas ficaram feridas quando as milícias xiitas dispersaram os manifestantes que gritavam palavras de ordem como “Huthis, Irã, o Iêmen não é o Líbano” ou “Huthis, Rússia, o Iêmen não é a Síria”.

As milícias xiitas são acusadas por seus detratores de se beneficiar do apoio do Irã xiita. A Rússia, por sua parte, que preocupa a ONU porque bloqueia uma ação contra o regime sírio, se mostra reticente em tomar uma posição contra os Huthis.

Diante da situação, a Espanha e os Emirados Árabes anunciaram a suspensão das atividades em suas embaixadas na capital do Iêmen.

“Os Emirados suspenderam as atividades na embaixada e repatriaram seus diplomatas”, assinalou neste sábado a chancelaria em Abu Dhabi, em um comunicado citado pela agência oficial.

Segundo o texto, a decisão foi motivada pela ‘deterioração da situação política e de segurança’ na capital iemenita.

Os Emirados são o segundo país árabe a tomar esta medida, depois da Arábia Saudita.

Em Madri, a chancelaria anunciou que, ‘diante da situação atual de insegurança e instabilidade em Sanaa, decidiu suspender temporariamente as atividades da embaixada. A Espanha acredita que os fatores que motivaram esta decisão serão resolvidos a curto prazo, e sua embaixada poderá retomar em breve as funções com normalidade.’

Alemanha e Itália anunciaram na sexta o fechamento temporário de suas embaixadas no Iêmen, depois de Estados Unidos, França e Reino Unido.

O Iêmen, um aliado-chave dos Estados Unidos no combate à Al-Qaeda, está mergulhado no caos desde que os huthis tomaram o controle da capital, em setembro, e expulsaram o governo, na semana passada.

FONTE: G1

Publicado em 02/15/2015, em Notícias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Mais uma grande feira para vender Armas. Negocio que interessa ás Potencias Mundiais.

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  2. eadem@ig.com.br

    Não será com sanções que a quadrilha que se apossou do Iêmen entregará o poder de bandeja pra quem quer que seja. É o mesmo que pedir ao povo dos EUA que entregue o país de novo aos ingleses, ou devolve-lo aos mexicanos, ou índios.

    Os problemas do Iêmem são do povo iemenita e não da ONU, nem da OTAN, muito menos dos EUA e sequer da vizinha Arábia Saudita. Quanto mais, do satânico Israel que os diabos os levem!

    Logo, os iemenita é que deverão resolver seus próprios pepinos e SEM INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA!

    Desde é claro, que as imensas forças armadas iemenitas não cismem de transbordar das fronteiras desse país aos bilhões de soldados e comecem a conquistar o mundo. Aí sim, o planeta inteiro intervirá e combaterá o partideco Huthis, do Iêmen, para impedi-lo de invadir e dominar Ásia, África, Europa, Américas e Oceania… além das zonas polares e da Lua, é óbvio.

    Mas peraí! Não vale Israel ou os EUA, ou muito menos os ingleses e os franceses, enviarem para lá tropas de comandos ou espiões a fim de gerarem conflitos fronteiriços e justificarem a venda de armas que decretará uma escalada de violência na região.

    E cá pra nós: Querem um conselho? Esqueçam-se do Iêmen! Aquilo lá é tão insignificante que só as notícias que se escreve sobre esse miserável país e o papel ou o espaço cibernético gastos para publicá-las valem muito mais que essa pequena merda governada por fanáticos barbudos histéricos, sejam eles xiítas ou não!

    Justiça seja feita, Hugo Chávez diria do alto da sabedoria bolivariana dele: “Iêmen? Iêmen? Ao carajo con esa mierda de Iêmen jodido y no se habla más de eso!”

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