Navios roubam água dos rios da Amazônia


A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobras e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil

Depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. Uma nova modalidade de saque aos recursos naturais denominada hidropirataria. Cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais. Porém a falta de uma denúncia formal tem impedido a Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por esse tipo de fiscalização, de atuar no caso.

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Enquanto as grandes embarcações estrangeiras recriam a pirataria do Século 16, a burocracia impede o bloqueio desta nova forma de saque das riquezas nacionais.

Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas, sabe desta ação ilegal; contudo, aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

A defesa das águas brasileiras está na Constituição Federal, no Artigo 20, que trata dos Bens da União. Em seu inciso III, a legislação determina que rios e quaisquer correntes de água no território nacional, inclusive o espaço do mar territorial, é pertencente à União.

Isto é complementado pela Lei 9.433/97, sobre Política Nacional de Recursos Hídricos, em seu Art. 1, inciso II, que estabelece ser a água um recurso limitado, dotado de valor econômico. E ainda determina que o poder público seja o responsável pela licença para uso dos recursos hídricos, “como derivação ou captação de parcela de água”. O gerente do Projeto Panamazônia, do INPE, o geólogo Paulo Roberto Martini, também tomou conhecimento do caso em conversa com técnicos de outros órgãos estatais. “Têm nos chegado diversas informações neste sentido, infelizmente sempre estão tirando irregularmente algo da Amazônia”, comentou o cientista, preocupado com o contrabando.

Os cálculos preliminares mostram que cada navio tem se abastecido com 250 milhões de litros. A ingerência estrangeira nos recursos naturais da região amazônica tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Águas amazônicas 

Seja por ação de empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou pelas missões religiosas internacionais. Mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) ainda não foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobras e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil. A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus.

As águas salinizadas estão presentes no subsolo de vários países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, Kuwait e Israel. Eles praticamente só dispõem desta fonte para seus abastecimentos. O Brasil importa desta região cerca de 5% de todo o petróleo que será convertido para gasolina e outros derivados considerados de densidade leve. Esse procedimento de retirada do sal é feito por osmose reversa, algo extremamente caro.

Na dessalinização é gasto US$ 1,50 por metro cúbico e US$ 0,80 com o mesmo volume de água doce tratada.

Hidro ou biopirataria?

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

Segundo o pesquisador do INPE, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupado por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

Fonte: Ambiente Brasil

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Sobre Francisco Santos

Francisco Santos é jornalista a mais de 5 anos, hoj é correspondente do Jornal Diário do Estado (Paraná), em seus momentos livres escreve para o Blog Alvo na TV, com colunas críticas, imparcial, profissional ao extremo e dedicad ao mundo da TV. É fundador e dono do Blog de defesa Guerra & Armas, que já conta com um crescimento considerável e esta prestes a se tornar um dos maiores Blogs de defesa do país, com compromisso e credibilidade o jornalista Francisco Santos mostra toda sua qualidade e amor ao que faz.

Publicado em 01/29/2015, em Brasil, Marinha e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 17 Comentários.

  1. Os beócios de carteirinha, Expedida nas escolas de Engenharia do Brasil, ainda não se deram conta de que um PETROLEIRO de grande Tonelagem necessitam de lastro para navegar para o Oriente apos descarregado o Petróleo.

    Dai, e só carregar no foz do rio Amazonas, nem precisa parar e ancorar; é só ir navegando devagar e possantes Bombas de Sucção vão sugando rapidamente grandes quantidades de Água. Essa agua é trocada no seu porcentual nos países fornecedores de Petróleo.

    “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil. (citação da matéria)

    Não cabeção; fica comprando Porta Aviões de Sucata enquanto estão roubando água na cara dura. Quanto a “comunidade”… poderiam convocar todos pescadores e surfistas com suas jangadas quando não é época de pesca, e com funda, sarabatana, tacape de índio e estilingue enfrentar esses Petroleiros no fragrante delito criminal. E a Dona Presidanta!? o que esta fazendo para ver isso e coibir. Eta “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.Eta paisinho de Indios!!

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  2. Onde já se viu!!! Crias-se um órgão para a tal situação, mas ele não pode agir se não tiver uma denuncia!!! É o fim!!!

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  3. Ha muito que se questionar no bojo desta materia, mas o texto completo sera veiculado no meu site: http://www.linhadotempo.com.
    As aguas Amazonicas realmente surpreende pela gama do eco-sistema como um todo…
    No entanto o desague leva toda a agua a integrar as do mar…
    Querendo ou nao e obvio que o curso da natureza e imprevizivel…
    No contexto das soberanias existe interesses e entre eles o mais presente e o economico…
    Coibir a saida das aguas nunca vai acontecer. O mais provavel e que se estabeleca um comercio…
    Afinal somos parte de um tratado mundial de manter a humanidade viva…
    Se comercializamos mantimentos para alimentar o mundo que difernsa faz vender agua?

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  4. Manoel Vieira Filho

    Em todos os noticiários e comentários, nosso Brasil é identificado como grande fonte de soluções para os problemas que afligem outras nações, todas elas muito bem armadas, equipadas e vigiadas, para proteger seus interesses. Entretanto, mesmo cientes detão graves circunstâncias, negligenciam de nossa segurança, como se acumpliciando da destrutiva pilhagem promovida contra nós, sem nenhuma resistência. É urgente que nossas Forças Armadas tomem posição decisiva, protegendo-nos de todos os males que nos assolam, inclusive dentro do Território Nacional.

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  5. luiz anselmo pias perlin

    Problema de facil solução criace uma lei todo navio deve pegar agua somente em mar aberto agua salgada e criar um orgão que fiscalize, o dificel é encontrar funcionarios com consciencia de que seu trabalho é tão importante que a aceitação de suborno deva ser cobrada com a morte,pois os capitães destes navios facilmente podem subornar os funcionarios responsaveis pela fiscalização imaginem cada capitão pagando 5 mil reais por carga de agua doce facilmente seria vendido por 25 mil dolares no exterior os capitães resolveriam seu problema de lastro e ainda lucrarião por esta razão comentei que a pena por corupção de funcionarios publicos deve ser a morte.

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  6. eadem@ig.com.br

    Povo sensato e que confia na respeitável justiça que tem é isso aí: Mata seus bandidos e fim de papo!

    Ao contrário, um povinho vagabundo como o brasileiro no qual cada família tem um ou mais marginais e com uma justiça corrupta, não pode matar seus marginais sem dar um tiro no próprio pé…

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    • luiz anselmo pias perlin

      Se tu tens um cancer que pode ser retirado de seu corpo voce fica com a doença porque nasceste com ela ou retira para sobreviver.EU SEI QUE O QUE PROPONHO É DOLOROSO SEI MESMO E ACREDITE MAS SE MATARMOS A DOENÇA NO PONTO DE ORIGEM AS CHANCES DE SOBREVIVENCIA SÃO MAIORES TEMOS DE COMBATER A DOENÇA JA NO COMEÇO DE MANIFESTAÇÃO AS CHANCES DE RECUPERAR O PASCIENTE SÃO BEM MAIORES SOU A FAVOR DA EUTANAZIA PRINCIPALMENTE SE O PASCIENTE ALEM DE NÃO TER CURA TER A DOENÇA TRANSMICIVEL A SIMPLES EXPOSIÇÃO DE SUA PESSOA QUE FIQUE BEM CLARO QUE ESTAMOS FALANDO DE NOSSOS POLITICOS QUE SÃO UM CANCER PARA O PAIS E DIGO TODOS POIS OS QUE NÃO ROUBÃO SE ACOVARDÃO NÃO ENFRENTÃO OS MARGINAIS E COM TANTOS MEIOS DE COMUNICAÇÕES NÃO ENFRENTALOS É COVARDIA E CONIVENCIA .

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  7. E nossas autoridade e dirigentes político estão dormindo num rio de dinheiros . Só dá valor pro brasileiro em tempo de eleição pra pedir voto pra ser eleito . Depois que entro no poder ,
    Fica dormindo num rio de dinheiro

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  8. luizbezerrasgt3

    Estão roubando o ouro do futuro a água e o governo não toma providências, pois na água encontra-se também as biodiversidades de animais marinhos etc.. pois o mundo necessita de água doce para sobreviverem, e estão invadindo nosso território roubando nossos recursos minerais, e sem falar das patentes também.

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  9. O que realmente rouba os recursos hídricos no Brasil e no mundo é a exploração agropecuária. Além disso está também contribui de forma absurda para o desmatamento, poluição dos solos e mares, e é a principal causa para o efeito de estufa, etc. O resto são migalhas. Só não vê quem não quer.

    Curtido por 1 pessoa

  10. Henrique de Almeida Gomes

    Não é só a hidropirataria, pois a água de lastro é bem pior. Sabemos que a H2o é necessária para o equilíbrio dos navios. O pior que trazem água potrificada e contaminada nos fazendo de lixeira derramam nos nossos rios, Lavao os porões da forma que querem reabastecem com nossa água vão vender a preço de ouro na Europa. E nós de braços cruzados. Como está na materia o Dr. Ivo Brasil não sabe de nada, r brincadeira só ele não sabe.

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  11. Galera, essa notícia é antiga! Agosto de 2004!
    A sra Dilma nem era presidente na época! Vamos pesquisar antes de criticar?!
    http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/artigos_agua_doce/navios_roubam_agua_dos_rios_da_amazonia.html

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  12. Falta uma denúncia oficial? Bando de frouxas! Essa reportagem seria mais que suficiente para que nossas “competentes e combativas” autoridades tomassem uma atitude. E essa estória de guerra por água? Cá pra nós. Qual nação ficará refém disso? Pra isso vão aprimorar a tecnologia, se necessária, de dessalinização, simples assim. Uma guerra por água, só seria, possível após um hecatacombe nuclear. Exaurindo muitas fontes de água,grandes lagos e rios menores, somando-se ao fim do gelo, nas cordilheiras. Do mais é papo de ficção. Se estão roubando água nas nossas fuças é provavelmente em busca de bactérias e animais de nível celular para biotecnologia e farmácia. Não é para abastecer nação nenhuma.

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