Relatório da Comissão Nacional da Verdade resolveu esconder 121 cadáveres; trata-se de mistificação, revanchismo e farsa

Depois de dois anos e meio, a Comissão Nacional da Verdade encerra o seu trabalho — ou o que pretende seja a primeira fase, já que propõe a criação de uma comissão permanente. Concluiu que foram 434 os mortos e desaparecidos entre 1964 e 1985 e aponta 377 pessoas como responsáveis pelos crimes cometidos, incluindo os cinco presidentes do regime militar. O texto, de 1.400 páginas, propõe a revisão da Lei da Anistia, omite os crimes das esquerdas e comete o desatino de não incluir entre os mortos as 121 pessoas assassinadas pelos terroristas de esquerda. O documento foi entregue a Dilma, que reconheceu, emocionada, a importância do trabalho. Não obstante, a presidente fez a defesa da Lei da Anistia.

Não existem comissões oficiais da verdade. Uma comissão oficial da verdade é, acima de tudo, uma comissão da mentira oficial. E esta conclui o seu trabalho desrespeitando de maneira contumaz a própria lei que a criou. Como pode um ente não seguir o próprio estatuto que lhe dá legalidade e legitimidade? Por que digo isso? Vamos ver:

Diz o Artigo 1º da Lei que criou a comissão que ela deve investigar os crimes ocorridos no país entre 18 de setembro de 1946 e a data da promulgação da Constituição. Isso foi feito? Não! Só se apuraram os crimes cometidos a partir de 1964.

O parágrafo 1º do Artigo 2º da lei que criou a comissão define:
“§ 1º Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que:
II – não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão;”

A comissão era composta apenas por esquerdistas, alguns deles notórios defensores do revanchismo. Vamos seguir.
O Artigo 3º diz que são objetivos da comissão:
“III – identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos mencionadas no caput do art. 1o e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade”.

Quando se fala em crimes cometidos na “sociedade”, isso inclui também aqueles praticados por terroristas. A comissão os ignorou. Insisto: as pessoas assassinadas pelas esquerdas desapareceram do relatório final, o que é uma indignidade.

Falemos um pouco a Lei da Anistia
A Lei da Anistia, a 6.683, que pacificou o país, conforme reconhece a própria presidente, é clara:
“Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes (…)”.

O § 1º define os crimes conexos: “Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”.

A própria Emenda Constitucional nº 26, de 1985, QUE É NADA MENOS DO QUE AQUELA QUE CONVOCA A ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE, incorporou, de fato, a anistia. Está no artigo 4º:
“Art. 4º É concedida anistia a todos os servidores públicos civis da Administração direta e indireta e militares, punidos por atos de exceção, institucionais ou complementares.
§ 1º É concedida, igualmente, anistia aos autores de crimes políticos ou conexos, e aos dirigentes e representantes de organizações sindicais e estudantis, bem como aos servidores civis ou empregados que hajam sido demitidos (…)”.

Não fosse isso, o Supremo Tribunal Federal já declarou a validade da Lei da Anistia. O trabalho da Comissão Nacional da Verdade, entregue hoje à presidente, é uma farsa. Se não é uma farsa por aquilo que revela — vamos ver —, é uma farsa por aquilo que esconde.

De resto, ignora a própria lei que a criou, ignora a Lei da Anistia, ignora a lei que aprovou a Constituinte, ignora a decisão do Supremo, ignora os fatos e ignora o senso comezinho de decência ao excluir da lista final de mortos 121 pessoas. Pergunta-se: não eram pessoas humanas? Ou os que são assassinados por terrorista de esquerda perdem o direito até a uma sepultura?

Trata-se de uma farsa.

Por Reinaldo Azevedo – Revista Veja

Sobre Francisco Santos

Francisco Santos é jornalista a mais de 5 anos, hoj é correspondente do Jornal Diário do Estado (Paraná), em seus momentos livres escreve para o Blog Alvo na TV, com colunas críticas, imparcial, profissional ao extremo e dedicad ao mundo da TV. É fundador e dono do Blog de defesa Guerra & Armas, que já conta com um crescimento considerável e esta prestes a se tornar um dos maiores Blogs de defesa do país, com compromisso e credibilidade o jornalista Francisco Santos mostra toda sua qualidade e amor ao que faz.

Publicado em 12/10/2014, em Brasil, Exército, Força Aérea, Marinha, Opinião, Política e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. eu ja disse que o titulo deles deveria ser “OMISSÃO DA VERDADE”. durante algum tempo mamaram nas tetas do desgoverno por estarem desempregados e agora, como apareceram tentarão cargos politicos. São uns frustados e muito me espanta ser o presidente da OMISSÃO um antigo presidente da OAB; deveria ter vergonha
    na cara

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  2. eadem@ig.com.br

    Reinaldo Azevedo, da revista Veja, resumiu do melhor modo possível toda a verdade a ser dita a respeito dessa espúria e fictícia comissão da VERGONHA formada por veados, prostitutas, vagabundos, drogados e é claro, comunistóides covardes e incompetentes que se omitiram em enfrentar os militares, perderam o incipiente arremedo de luta armada que desencadearam e agora apelam para uma descabida e traiçoeira vingança. Ou seja: Querem que outros façam o trabalho sujo que eles não foram capazes de fazer. Vomito pra todos eles, pois cagá-los seria uma honra para esses bastardos. Gostaria que ardessem no inferno e se Deus for mesmo brasileiro, em 2019 a anta Dilma passará a faixa presidencial para Bolsonaro e em seguida entrará num “camburão” do DPF e irá cumprir 90 anos de pena na Papuda junto ao mentor Luladrão e todos os bandidos da quadrilha PT e adjacências.

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  3. omite os crimes das esquerdas e comete o desatino de não incluir entre os mortos as 121 pessoas assassinadas pelos terroristas de esquerda. O documento foi entregue a Dilma, que reconheceu, emocionada, a importância do trabalho. Não obstante, a presidente fez a defesa da Lei da Anistia. (CITAÇÃO DA MATÉRIA)

    Ta mais que na hora desse Governo de Mentira, especialmente o PT e sua quadrilha Mensaleiras fazer alguma coisa útil e deixar o passado. Quem desenterra “sepultura” passada, só o faz para alimentar a curiosidade de ver ossos.

    Em toda revolução de fato sempre pode haver erros propositais e acidentais, mas não justifica ficar enchendo o saco de ossos e exibindo em publico para satisfação macabra.

    Ate a própria URSS antiga ja reconheceu essas realidades ilusórias de pais feliz e mudaram para algo atual. So no Brasil de comunistas de mentira, ainda acham que são donos da verdade. Essa Presidanta esquece que veio de um pais onde o Proprio comunismo não deu certo. Ou seria ela e sua família uns comunistas enviados antecipadamente para colocar no Brasil; campeão de adotar coisa falida e atrasada no tempo e no espaço.

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  4. porque a comissão não ouviram aquela jornalista que DISSE QUE MENTIU QUE NÃO FOI TORTURADA, NEM ELA E NEM A IRMÃ, ENTÃO NÃO HOUVE TORTURA NO REGIME MILITAR, tenho certeza abesoluta que os MILITARES NÃO FIZERAM NENHUMA TORTURA TUDO FOI ARMADO CONTRA OS MILITARES, ESSA COMISSÃO DA VERDADE FOI MAIS UMA “COMISSÃO DA MENTIRA PARA COLOCAR O POVO CONTRA OS MILITARES.”

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