Força Aérea Brasileira vai adquirir um total de 108 caças Gripen NG

Gripen NG montagem com cores da FAB - imagem K Tokunaga - Saab

Um alto oficial da Força Aérea Brasileira confirmou que 108 caças multi-função Saab Gripen NG serão adquiridos para a força.

Após o anúncio em outubro de que um contrato de 5,8 bilhões dólares foi assinado para o primeiro lote de 36 aeronaves, um representante da força aérea confirmou à Conferência Internacional de Caça em Londres em 18 de novembro, que a encomenda total será de 108 caças. O Gripen irá inicialmente substituir caças Dassault Mirage 2000C que já foram aposentados, e, eventualmente, os Northrop F-5EM e Alenia/Embraer A-1M, que ainda estão em serviço.

“Tivemos em 2007 um estudo de viabilidade para imaginar cenários futuros”, disse o representante. “Chegaram a esse número final com base nos requisitos para o futuro.”

Os 108 aviões serão entregues em três lotes, e embora ainda não tenha sido decidido quantos destes serão monopostos e quantos serão aeronaves de dois lugares, de acordo com os termos do contrato de outubro, oito do primeiro lote de 36 serão variantes de dois lugares. O Brasil tem estado em conversações com a Marinha dos EUA em relação ao mix ideal de aeronaves de um e de dois lugares para as necessidades de força, e tem falado também com a Força Aérea Sul-Africana, que opera o Gripen.

“Nosso pessoal da força aérea está avaliando novamente o número de aviões de um e dois lugares”, acrescenta. Quinze aviões do primeiro lote serão totalmente construídos no Brasil, enquanto os outros 21 serão feitos por engenheiros brasileiros e suecos. Em conjunto com a Estratégia Nacional de Defesa do Brasil lançada em 2008, que incentivou todos os contratos de defesa a favorecer a indústria local, 80% dos contratos de aeroestruturas serão ofertado pela indústria brasileira, diz o representante.

“Estamos confortáveis em dizer agora que a transferência de tecnologia … é o que buscamos”, acrescentou. Enquanto isso, o míssil ar-ar Denel Dynamics A-Darter que será integrado aos Gripens brasileiros, receberá sua qualificação final “na próxima semana”, diz o representante. “Ele estará nos Gripens que esperamos ter em 2019.”

O Gripen também receberá o míssil Mectron MAR-1 anti-radiação de projeto local.

FONTE: www.flightglobal.com

 

Publicado em 11/18/2014, em Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Após o anúncio em outubro de que um contrato de 5,8 bilhões dólares foi assinado para o primeiro lote de 36 aeronave. (citação da matéria)

    É nesses 5.8 Bilhões que mora o perigo. Pode ate ser que os jatos não voem; mas o Dinheiro levanta voo e vais para a LAVANDERIA. Depois de bem lavados eles seguem para o Paraísos Fiscais.

    Ja tivemos o Mensalão, depois veio o Petrolão, Eh! agora vem o Jatolão ou Fabilão!?

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    • Acho q nao , estamos falando dos militares, não do PT nem do PMDB. Em uma obra encomendado para fazer a segurança de são Paulo na copa eles tinham que fazer um aeroporto, eles terminaram antes do prazo e ainda devolverao um uma boa parte do dinheiro que sobrou a união. Os militares são bem diferente dos vermes dos politicos

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  2. eadem@ig.com.br

    Melhorou muito e obviamente, 108 é muito melhor que apenas 36.

    Todavia, pela minha experiência, creio que a quantidade mínima a ser adquirida desses caças para darem segurança a todo o espaço aéreo brasileiro deveria ser de 128 aeronaves, com pelo menos 16 bi-postos se apenas para treinamento. Porém, se os bi-postos forem para interceptação de longa distância, o número mínimo ideal de aeronaves subiria para 192, dos quais, 128 seriam mono-postos destinados apenas à caça (que poderia ser escolta e reconhecimento) e caça-bombardeiros, ao passo que os demais 64 seriam os bi-postos destinados à interceptação “pesada”. Na minha visão, apenas 36 seria um número irrisório (e até injustificável) que, poderia servir no máximo para treinamento inicial e jamais para dar cobertura a todo o imenso espaço aéreo brasileiro obviamente com extensão sobre os territórios dos vizinhos e o oceano. Afinal, esses são aviões militares e seu emprego será estratégico. Ou não?

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