Jornalista inglês garante: governo argentino prepara uma Invasão as Malvinas novamente

Após o anúncio de que a Argentina assinou com o Brasil um documento de intenções para obtenção de 24 caças Saab Gripen NG-BR, articulista britânico alerta o Reino Unido para inclinação revanchista de Buenos Aires por controle de arquipélago

O jornalista britânico Robert Fox sugeriu em artigo publicado na última terça-feira, 28, na revista The Week, que a Argentina está se preparando para uma nova confrontação bélica contra o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas/Falklands. O arquipélago situado no Atlântico Sul e sob controle do governo britânico, já foi palco de um conflito armado ocorrido em 1982 e vencido pelos europeus, após quase três meses de guerra que deixou um saldo sangrento de mais de 1.300 mortos do lado argentino e outros 300 do lado inglês.

Segundo Robert Fox, que trabalhou na cobertura da Guerra das Malvinas em 1982, “essa é a primeira grande compra de veículos bélicos por parte da Argentina desde o fim do conflito”. Além disso, o jornalista destaca a parceria dos argentinos com o Brasil na compra de caças europeus, que “serviriam de modelo para uma indústria e um mercado latino-americano.”

O jornalista inglês ainda afirma que o Parlamento Britânico deve se preocupar, já que “os jatos adquiridos pela Argentina são superiores aos do Reino Unido” que, segundo ele tudo isso deveria ser um aviso ao governo britânico para que comece a fazer alguma coisa para resolver a questão das Ilhas Malvinas, antes que se torne mais uma vítima da filosofia de política externa do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Jornalista inglês se equivoca em alguns fatos

Talvez movido pelo senso patriótico, levando em consideração que Robert Fox cobriu a Guerra da Malvinas ao lado de soldados compatriotas, possa ter levado o respeitável jornalista a cometer alguns equívocos em seu artigo. Primeiramente, o governo argentino não fechou negócio com o Brasil para a compra de caças supersônicos de tecnologia sueca que seriam fabricados em solo brasileiro.

Na realidade, o ministro da Defesa da Argentina, Agustín Rossi assinou com seu colega brasileiro, o ministro Celso Amorim, um acordo de cooperação bilateral que garantirá base jurídica e política para a ampliação de projetos conjuntos entre os dois países no setor aeronáutico.

A assinatura da documentação diplomática ocorreu na oportunidade em que a Embraer apresentava á imprensa brasileira e internacional o mais novo jato cargueiro KC-390, desenvolvido em parceria com argentinos, portugueses e checos. Na oportunidade, Agustín Rossi também assinou a decisão do governo argentino de iniciar as negociações para aquisição de 24 caças suecos Gripen NG que serão produzidos no Brasil. As condições da compra, assim como a eventual participação argentina na produção desses aviões, serão objeto de tratativas, nos próximos meses, entre representantes dos dois países.

O caça sueco foi o vencedor da licitação FX-2 para equipar a Força Aérea Brasileira com 36 aparelhos pelo preço de mais de 9 bilhões de reais, juntamente com a transferência de tecnologia. Na concorrência, o Gripen NG derrotou o americano F-18 Super Hornet e o francês Dassault Rafael.

Negociações abertas


Deste modo, ainda não há nada acertado de que a Casa Rosada — sede do Executivo argentino — tenha batido o martelo para aquisição, via Brasil, de 24 sofisticados jatos de combate de tecnologia sueca. Negócio deste porte envolve bilhões de dólares, e a economia argentina não passa pelo seu melhor momento. Pelo contrário, o peso argentino nunca esteve tão desvalorizado perante a moeda americana, e a inflação bate a casa dos 200% ao ano.

Outra questão que deve ser levado em consideração é o estado de penúria em que se encontra as Forças Armadas argentinas que, atualmente, não teriam as mínimas condições de bancar qualquer aventura militar, principalmente contra o Reino Unido. Outrora a mais sofisticada máquina de guerra da América do Sul, hoje o orçamento de Defesa da argentina é o menor da América do Sul — apenas 1.2% do PIB.

Robert Fox afirma em seu artigo que os caças Saab Gripen NG seriam superiores aos jatos mantidos pelos britânicos para a defesa aérea das Ilhas Malvinas/Falklands, o que seria outro equívoco. Segundo publicações especializadas que foram consultadas para esta matéria, a Royal Air Force (RAF) — Real Força Aérea Britânica — mantêm em prontidão pelo menos quatro caças supersônicos Eurofighter Typhoon EF-2000, a ponta da lança da aviação de combate da Força Aérea de vossa majestade.

Retórica peronista

Levando em consideração que o Gripen NG ainda é um projeto, ou seja, existe apenas um protótipo para demonstrações, há estimativas de que o jato sueco vai ter performance bem próximas aos dos Typhoons — baseado em dados e informações da empresa sueca que desenvolve o avião. Portanto, os Gripens não poderiam superar os caças ingleses com facilidade em um hipotético combate aéreo, como anuncia Robert Fox em seu artigo.

Lembrando que além de caças, os ingleses mantêm, desde 1982, mais de 2 mil militares de prontidão no arquipélago, em sua maioria fuzileiros reais — Royal Marines — centenas de blindados, dezenas de mísseis antiaéreo e radares de alerta aéreo antecipado. Há informações de que imensos submarinos de propulsão nuclear da Marinha Real Britânica — armados de mísseis e torpedos — têm se revezado no patrulhamento das águas que cercam as ilhas. Enfim, as Malvinas/Falklands hoje são verdadeiras fortalezas militarizadas.

É fato que nos últimos anos, a presidente argentina Cristina Kirchner, vem sustentando um discurso revanchista além de questionar publicamente o controle inglês sobre as Malvinas/Falklands. Mas, a realidade mostra que a retórica da líder sul-americana não passa de bravatas e que não haveria a mínima sustentação para uma nova aventura belicosa argentina para reaver o controle daquelas ilhas. Pelo menos não por agora.



Publicado em 11/01/2014, em Notícias e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. O jornalista britânico Robert Fox sugeriu em artigo publicado na última terça-feira, 28, na revista The Week, que a Argentina está se preparando para uma nova confrontação bélica contra o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas/Falklands.(citação)

    Tanto esse jornalista, quanto o tradutor da matéria devem ter merda na cabeça:
    Primeiro ja esta com medo de Protótipo.
    Segundo: “Bater” jatos F-18 em concorrência de compra, não é “abater os jatos F-18.

    No minimo é mais um adepto de tragedias e mortes.

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  2. eadem@ig.com.br

    Quando enriquecem, todos os ladrões viram “honestos” e “respeitáveis”! Mas quando voltam a empobrecer por não saberem gerenciar as riquezas roubadas, se desesperam e poem a culpa NOS OUTROS… sempre OS OUTROS!

    Ora, a Inglaterra só se tornou potência porque desde Henrique VIII (1491 a 1547) se dedicou a roubar todos os seus vizinhos europeus, mormente os espanhóis, mas também aos franceses, holandeses, portugueses, suecos, russos, alemães e é claro, a todos os povos africanos e asiáticos que seus navios de guerra podiam alcançar.

    Roubaram tanto que formaram o maior império jamais visto… “onde o Sol nunca se punha”, mas que foi detonado na Segunda Guerra Mundial pelos japoneses e alemães, aos quais também queriam impor suas ordens imperiais.

    Hoje sem império, a Inglaterra é um mendigo faminto que sobrevive rastejante às expensas dos também mambembes EUA, mas que ainda dispõe do fôlego extra dos _ROYALTIES_ que explora no terceiro mundo pra continuarem posando de “respeitáveis”.

    Mas a Inglaterra de hoje é um leão com garras e dentes podres que pouco assustam e realmente disto se aproveitou Galtieri quando invadiu as Malvinas em 1982. Só que o “estrategista” portenho se esqueceu de prever que os EUA interviriam e ajudariam ativamente seu aliado pirata, inclusive torpedeando navios argentinos e depois anunciando ao mundo que estes teriam sido vitórias de inexistentes belonaves inglesas.

    Mas Galtieri perdeu, os ingleses reforçaram suas defesas nas Falkland, hoje os argentinos não têm condições nem de invadirem Buenos Ayres e apesar de Christina Kirtchner ser uma dona de bordel idêntica à nossa anta Dilma, apesar de ser bombástica e ter muita merda na cabeça como a nossa petralhista, não cometeria semelhante loucura.

    Se cometesse, os EUA e a Inglaterra lhe aplicariam outra surra da qual, sim… desta vez, os “hermanitos” jamais se esqueceriam!

    Podem crer!

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  3. os argentinos que não contem conosco kkkkk

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