Otan denuncia avião militar russo no espaço aéreo aliado do Báltico

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) denunciou nesta quarta-feira (22) que um avião militar russo, que na véspera “voava nas imediações do espaço aéreo aliado” no mar Báltico, “entrou no espaço aéreo estoniano”.

Para manter a segurança, uma patrulha de caças F-16 foi enviada ao local.

“Os radares da Otan detectaram e rastrearam um avião não identificado, voando nas imediações do espaço aéreo aliado do mar Báltico”, declarou a organização, em um comunicado, acrescentando que o incidente aconteceu na terça-feira de manhã.

A Otan decidiu enviar dois aviões de combate F-16, um da Dinamarca e outro de Portugal, para identificar o aparelho.

Segundo a Aliança Atlântica, a patrulha identificou um aparelho russo Ilyushin Il-20. Esse tipo de avião costuma ser usado em missões de Inteligência e de coleta de informações.

A Otan informou que a aeronave russa teria decolado do território russo de Kaliningrado em direção à Dinamarca.

“O avião russo foi, primeiro, interceptado por um F-16 dinamarquês. E o Il-20 virou, então, para o norte, quando foi interceptado por dois aviões de combate suecos”, país que não faz parte da Otan, mas que também enviou seus caças para averiguarem – relatou a organização.

No início da tarde de ontem, completou a nota, o avião russo “ingressou no espaço aéreo estoniano, perto da ilha de Saaremaa, por um período de menos de um minuto, o que representou uma incursão de cerca de 600 metros no espaço aéreo da Otan”.

No comunicado, a Aliança informa que a interceptação é um “procedimento padrão”, quando um avião não identificado se aproxima do espaço aéreo da organização.

A Otan alega que os voos militares russos representam “um risco potencial para a Aviação civil, já que, geralmente, não fornecem um plano de voo, nem utilizam o transponder”.

FONTE: G1

Publicado em 10/22/2014, em Notícias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    Os russos, chineses, norte-coreanos, ou qualquer outro país do antigo bloco comunista NUNCA adentraram o espaço aéreo norte-americano.

    Todavia, os EUA há mais de 50 anos voam livremente sobre o espaço da ex-URSS e atual Rússia, da China, da Coréia do Norte e de qualquer outro país do mundo quando bem lhe dá na telha.

    Por quê? Por acaso os outros países são estados de segunda classe e só os EUA têm o status de “polícia do mundo”?

    Os EUA chegaram a construir aviões especiais (todos os U-2 e o SR-71) exatamente para sobrevoarem descaradamente à antiga “cortina de ferro” e basta seus aviões espiões serem detectados ou seguidos para fazerem enorme gritaria.

    Há poucos dias os EUA enviaram uma fragata ao Mar Negro para provocar os russos ao trafegar em águas desse país e pior ainda fazem os EUA e Israel quando atacam alvos em qualquer país que não aceite sua dominação.

    Para que serve a ONU que não coíbe essas invasões?

    O próprio povo norte-americano tem responsabilidade nessas invasões e será o maior sacrificado se numa situação dessas, os russos revidam e o mundo descamba para uima guerra generalizada por causa da estupidez de Washington e dos seus cães de guarda da OTAN.

    Curtir

  2. A muitas décadas atrás, quando um avião U-2 voou sobre a Antiga URSS foi heroicamente abatido pelos Russos. Então não é verdade que ainda continuem a fazer isso, ainda mais agora que o poderio Russo é muito Superior ao daquela época. Muitos comentaristas equivocados nem tinham nascido ainda quando isso ocorreu.

    Quanto aos Norte Americanos, nunca podem reclamar de aviões Russos voarem sem ligar “transpônder”, pois também mandaram três analfabetos pilotos pilotarem um avião “Legacy” fabricado pela Embraer, que desligaram o “transpônder” sem saber do que se tratava.

    Com isso causando o desastre do avião civil de passageiros do Brasil na Amazônia.

    Curtir

  3. Quando se mete em falar em Guerras; deve-se ter base, e não chutômetro.

    O Mundo desde 1914
    Parte 7: 1960-1969 — os anos 60 — um período de turbulentos protestos
    O AVIÃO chocou-se contra o solo, pondo fim a quaisquer esperanças de que se pudesse reduzir em breve as tensões da Guerra Fria. Tratava-se do avião espião dos Estados Unidos, o U-2, e ele foi abatido sobre a União Soviética em 1.° de maio de 1960.

    Nikita Kruchev, líder soviético, exigiu um pedido de desculpas, e uma promessa, da parte dos Estados Unidos, de acabar com tais vôos. Dessatisfeito com a resposta do Presidente Eisenhower, ele protestou, por recusar-se a comparecer ao encontro de cúpula do Leste-Oeste, programado para iniciar-se em Paris em 16 de maio daquele ano.

    Este não foi um início muito auspicioso para os anos 60. Mas, foi típico dum período que se caracterizaria pelo espírito de protesto e de uma incapacidade das pessoas de concordar — de concordar sobre quase qualquer coisa.

    Apesar da Paz, Três Espécies de Guerra.
    1ª Espécie: A Guerra Fria ainda estava muito viva. Eventos subseqüentes a manteriam assim. Em agosto de 1961, os soviéticos cortaram as ligações entre seu setor de ocupação em Berlim dos setores ocidentais, erigindo o Muro de Berlim. Um ano depois, tentaram instalar mísseis soviéticos em Cuba. Isto fracassou, em face dum bloqueio naval dos EUA.

    2ª Espécie: O mundo também experimentou o calor ardente do tipo mais “convencional” de guerra. Pelo menos 54 conflitos se iniciaram entre 1945 e 1959. Então, durante os anos 60, outros 52 seriam acrescentados, inclusive as guerras civis no Congo e na Nigéria, a Guerra dos Seis Dias no Oriente Médio, e a guerra do Vietnã.

    3ª Espécie: Mas agora os jovens da geração do após-guerra estavam atingindo a maioridade. Não gostando do mundo que viam, e achando que os problemas do mundo eram tratados com ineficiência, iniciaram sua própria guerra; uma guerra de protestos. Muitos quilômetros foram percorridos nas marchas a favor da “proscrição da bomba”.
    Com efeito, quase tudo que era considerado digno dum protesto servia de motivo para uma marcha, uma greve estudantil, um protesto pacífico, ou um ato de desobediência civil.

    A maioria dos jovens pelo visto apoiava este novo tipo de guerra, pelo menos em princípio. Uma enquete feita entre jovens alemães, em 1968, mostrava que 67 por cento deles estavam a favor, levando a revista ilustrada alemã Der Spiegel, a comentar: “Quando se trata de realizar uma marcha, a maioria deles está disposta a pôr, não só seu coração nisso, mas também seus pés, e, se necessário, seus punhos.”

    Grande parte destes protestos era dirigida contra a guerra — a guerra em geral, e a guerra do Vietnã em particular. Em 1946, irrompeu na Indochina, da qual o Vietnã era parte, uma guerra de independência contra o poder colonial francesa.

    Oito anos depois, um acordo de cessar-fogo dividiu o país, como arranjo temporário até que pudessem ser realizadas eleições para reunificá-lo. Uma parte ficou sob controle comunista; a outra sob controle não-comunista.

    Curtir

Esse espaço é para debate de assuntos relacionados ao Blog, fique á vontade para comentar!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: