EUA enviam armas e munições para curdos de Kobane

Fumaça é vista na cidade síria de Kobani após bombardeio nesta segunda-feira (20) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

As Forças Armadas americanas lançaram armas, munições e materiais médicos aos curdos sírios nas proximidades da cidade de Kobane, informou o Comando Central Americano para o Oriente Médio (Centcom).

Um avião C-130 realizou várias operações, que provavelmente provocarão a irritação da Turquia, para lançar o material entregue por autoridades curdas iraquianas com o objetivo “de apoiar a resistência ante as tentativas do Estado Islâmico de tomar Kobane”, afirma um comunicado do Centcom.

Redur Xelil, porta-voz das Unidades de Proteção do Povo (YPG, principal milícia curda na Síria), confirmou a entrega das armas e disse acreditar que os combatentes receberão ajuda adicional.

“A ajuda militar lançada pelos aviões americanos durante o amanhecer sobre Kobane foi boa e agradecemos os Estados Unidos pelo apoio”, disse. “Terá um impacto positivo nas operações militares contra o Daesh e esperamos receber mais”, completou, usando o acrônimo em árabe para o EI.

Xelil não revelou o tipo de armamento repassado e se limitou a afirmar que existe uma “coordenação” entre as autoridades americanas e as forças das YPG sobre a entrega, sem divulgar detalhes.

Os jihadistas do EI controlam atualmente metade de Kobane (Ain al-Arab, em árabe), que fica em uma faixa da fronteira Síria-Turquia amplamente controlada por este grupo.

Estados Unidos e seus aliados ocidentais pressionam a Turquia para obter um envolvimento maior de Ancara na lutar contra os combatentes do EI em Kobane (cidade síria na fronteira com a Turquia), mas Ancara expressa dúvidas sobre armar os curdos e a respeito de uma intervenção militar contra os jihadistas.

O presidente turco, Recep Erdogan, rejeitou os apelos para que seu país arme o principal partido curdo da Síria (o PYD), que ele considera um grupo terrorista, já que a organização mantém vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) turco, que há 30 anos lidera um movimento de insurgência no sudeste do país.

FONTE: G1

Publicado em 10/20/2014, em Notícias e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. infelizmente se não bota soldados em terra ficara difícil eu lutaria nessa guerra do lado do iraque e dos curdo ..muito tenso ver crianças e jovem idosos sento massacrado ..

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  2. O que esta destinado não tem volta e nem retorno. São os fins dos tempos inexoravelmente (Adjetivo de dois gêneros. 1.Que não se move a rogos.)

    2a Carta de São Paulo ao jovem discípulo Tiago capitulo 3: versos 1 ao 5) Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.

    2- Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais,

    3- sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade,

    4- traidores, teimosos, enfunados [de orgulho], mais amantes de prazeres do que amantes de Deus,

    5- tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder; e destes afasta-te.

    Livro do Profeta Daniel capitulo 2:44 “E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.

    Estados Unidos quer mesmo é garantir o Petróleo de todos os dias, em troca de armas. Que se dane os mortos, desde que os USA vivam em conforto. Esse é o pensamento predominante de quem é Potencia Mundial.

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  3. eadem@ig.com.br

    Seculares inimigos dos russos os turcos estão “em cima do muro” com medo de terem seu território invadido pelos cangaceiros do EI a soldo de Washington e Tel Aviv e terem de armar e fortalecer os inimigos curdos que posteriormente causarão sérios problemas a Ankara.

    Pra complicar, a Turquia filiou-se à OTAN e por força de tratados tem que manter-se fiel à aliança ocidental e suas diretrizes, mesmo que tenha prejuízos nessa estória.

    Ora, os EUA e todos os seus aliados não cumprem tratados nem respeitam convenções e assim sendo, acredito que a Turquia deveria rebelar-se contra as exigências dos EUA e abandonar a OTAN, aliar-se à Rússia e expulsar do seu território não apenas o EI mas também os curdos e para arrematar, deveria apossar-se também da Arménia e da Geórgia, em conjunto com os russos. ASlém disso, a Síria ficaria aliviada dos atuais ataques e seria reforçada convenientemente visando operações futuras.

    Por fim, a Turquia fecharia o Bósforo para as forças ocidentais (já fez isso no passado remoto) impedindo o acesso da OTAN ao Mar Negro e em caso de guerra faria como na Grande Guerra (1914-1918), quando defendeu-se vitoriosamente nos Dardanelos contra os colonialistas anglo-franceses e os venceu, expulsando-os do Çanakalé de Turk.

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