Parlamento turco autoriza intervenção militar na Síria e no Iraque

O Parlamento da Turquia aprovou nesta quinta-feira (2) uma medida que autoriza o governo a autorizar incursões militares no Iraque e na Síria, para combater militantes do grupo Estado Islâmico (EI).

A medida também permite soldados estrangeiros a transitar pela Turquia e usar suas bases militares com o mesmo objetivo.

De 550 deputados, 298 votaram a favor da autorização da medida.

Ankara sofre pressão para desempenhar um papel mais robusto na campanha internacional liderada pelos Estados Unidos contra o EI, depois que os insurgentes avançaram para área próxima à fronteira da Siria com a Turquia, dentro da visão de posições militares turcas.

Após rejeitar explicitamente uma participação na coalizão internacional anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, a Turquia dá um passo atrás e se dispõe a cooperar na guerra contra o grupo extremista, acusado de inúmeras atrocidades.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, convocou uma reunião com os principais líderes militares e da sociedade civil logo após esta votação para explicar as modalidades do envolvimento turco na coalizão.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan reiterou nos últimos dias que seu país estava pronto par afazer “tudo o que for necessário” para combater o EI, ainda que lembrando que a queda do regime do presidente sírio Bashar al-Assad continua a ser uma de suas “prioridades”.

Erdogan, que considerou na quarta-feira os atuais ataques aéreos não passam de uma “solução temporária”, defende a criação de uma zona tampão no norte da Síria, para proteger os refugiados sírios e o território turco.

Esta votação ocorre no momento em que os combatentes do EI se encontram nesta quinta nas proximidades da cidade síria de Kobane, a poucos quilômetros da fronteira turca.

 

G1

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Sobre Francisco Santos

Francisco Santos é jornalista a mais de 5 anos, hoj é correspondente do Jornal Diário do Estado (Paraná), em seus momentos livres escreve para o Blog Alvo na TV, com colunas críticas, imparcial, profissional ao extremo e dedicad ao mundo da TV. É fundador e dono do Blog de defesa Guerra & Armas, que já conta com um crescimento considerável e esta prestes a se tornar um dos maiores Blogs de defesa do país, com compromisso e credibilidade o jornalista Francisco Santos mostra toda sua qualidade e amor ao que faz.

Publicado em 10/02/2014, em Oriente Médio e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. A foto ai em cima evidencia o que eu venho falando e mostra a imbecilidade e estupidez da política externa brasileira, vai ainda defender dialogo com esse grupinho de religiosos fanáticos, só para ficar de birrinha com o EUA!

    3 fatos que a Dilma não considerou:
    -O estado islâmico, apesar do nome, não é um país reconhecido.
    -Eles não tem corpo diplomático.
    -A única mensagem do estado islâmico é a decapitação de pessoas.

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  2. eadem@ig.com.br

    Atualmente, em todo o Oriente Médio só há três potências capazes de acabarem de vez com o “artificial” EI “fabricado” casuisticamente por CIA & Mossad”:

    1) Israel, que se atravessar a fronteira síria causará uma guerra generalizada;

    2) O Irã, que não quer entrar nessa briga primeiro, para não sujeitar-se à eventual liderança norte-americana e segundo, por entender que ela foi criada artificialmente pelos EUA para engabelar os otários governos dos régulos árabes ansiosos por comprarem armas a fim de parecerem poderosos e de quebra, garantirem a boa vontade dos EUA no caso de um conflito global.

    3) A terceira potência e a mais capaz de todas para o caso do domínio dos jagunços do EI seria justamente a Turquia. Inclusive, cem anos atrás, a Síria fazia parte do Império Turco, tendo sido desmembrada pelos estúpidos anglo-franceses, então senhores do mundo. Só que se os Turcos entrarem na Síria dificilmente sairão de lá. Pior é que se os turcos tomarem a Síria, invadirão um espaço considerado pelos russos como “zona de influência” de Moscou e aí a coisa complicaria, pois além da Turquia ser uma tradicional inimiga dos russos, a Turquia faz parte da OTAN. O bom da entrada da Turquia no conflito é que essa intervenção seria considerada “mais simpática” pelos demais povos islâmicos justamente pelo fato dos turcos, apesar de moderados, também serem islâmicos. Não que os demais islâmicos morram de amores pelos turcos, pois é exatamente o contrário. Mas entre os turcos e os ocidentais, dos males, o menor. Quem não gostaria da idéia seria Israel, pois se a Turquia invadisse a Síria, além de certamente querer invadir também parte do Iraque por alegada “medida de segurança”, ficaria fazendo fronteira diretamente com Israel… e os turcos são muito mais fortes e determinados que os secularmente esgrouviados sírios. Outro detalhe interessante, é que se tudo isso acontecesse e Síria, Curdistão e Iraque passassem a ser novamente “protetorados” turcos, nada impediria que primeiro o Líbano e mais tarde o próprio Egito aderissem a tão esdrúxula mas nada fictícia hegemonia ancarense. E seria o retorno das fronteiras de 1914, de antes da Grande Guerra (a “primeira”, de 1914 a 1918) e pra completar o quadro, só faltaria os alemães cismarem de voltarem a compor o IV Reich, se aliarem aos turcos e brigarem novamente pela Palestina que, não por acaso, é o país artificialmente criado por idiotas pelegos do sionismo, capitalismo e comunismo aliados na ONU em 1948 e que formaram o atual “pomo da discórdia” da humanidade: O nefasto Israel que os diabos o levem!

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