Nenhum dos principais presidenciáveis tem propostas específicas para defesa ou Forças Armadas

As Forças Armadas, que hoje comemoram 192 anos da independência do país, recebem pouco destaque nos programas de governo dos três principais candidatos ao Palácio do Planalto — Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). As referências ao tema nas plataformas de campanha são genéricas e limitam-se, quase sempre, à modernização da frota e à valorização dos militares como elementos essenciais para a segurança nacional.

“No Brasil, ainda existe a percepção de que as áreas militar e de segurança não dão votos”, declarou o coordenador do curso de relações internacionais das Faculdades Rio Branco, Gunther Rudzit.

No entanto, é uma área que envolve projetos bilionários e não pode ser alvo de desprezo por parte do futuro presidente da República. Quem tomar posse em 1º de janeiro de 2015, seja Dilma reeleita ou algum dos demais candidatos de oposição, terá diante de si uma pasta cujas dez maiores ações custarão ao governo aproximadamente R$ 115,8 bilhões.

Nesse pacote estão, por exemplo, a aquisição dos caças FX-2 da sueca Gripen, orçados em R$ 21,2 bilhões, mas cujo desembolso orçamentário mais robusto só deve acontecer a partir de 2016. Ou a construção de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear, no valor total de R$ 31,1 bilhões.

Gunther acredita que a ausência de ameaças externas concretas para o Brasil explica o fato de a área militar não levantar tanta preocupação de presidenciáveis e dos próprios eleitores. “As pessoas entendem que existem outras prioridades para gastar o dinheiro público”, completou o especialista no setor.

O Brasil gasta, em média, 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) com defesa, o que representa, aproximadamente, R$ 72 bilhões. Cerca de 70% desse valor são consumidos com pagamento de pessoal. São 320 mil homens das Três Forças — Marinha, Exército e Aeronáutica —, incluindo militares da ativa, reservas e pensionistas — e manutenção das estruturas militares existentes.

No início de 2014, aproximadamente R$ 3,5 bilhões destinados a investimentos do Ministério da Defesa foram contingenciados, mas a expectativa é de que, até o fim do ano, R$ 2,5 bilhões retornem aos cofres da pasta.

O ministro Celso Amorim defende que o percentual seja elevado para algo em torno dos 2% do PIB — R$ 96 bilhões. Mesmo se as aspirações de Amorim fossem realizadas, ainda estaríamos abaixo da média dos gastos com segurança dos Brics — grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Excetuando-se chineses e russos, que têm gastos muito maiores, a média de orçamento dos demais integrantes do bloco é de 2,4% do PIB dos respectivos países.

Mesmo sendo o partido que comanda o país há 12 anos e tendo iniciado boa parte dos atuais projetos bilionários de reequipamento do setor, o PT não tem claro, no programa de governo da reeleição de Dilma, o que pretende fazer ao longo dos próximos quatro anos.

Procurado pelo Correio, o comando de campanha respondeu que “o programa registrado no TSE e divulgado pela coligação Com a Força do Povo reúne as diretrizes gerais das políticas que serão implementadas. As propostas estão sendo discutidas e aprofundadas em grupos temáticos que já realizaram mais de 300 reuniões plenárias em todo o país, cujas contribuições estão sendo sistematizadas para fechamento do programa de governo”.

O presidente do PSB, Roberto Amaral, também reconhece que são genéricas as menções às Forças Armadas no programa de Marina Silva. No texto, há a promessa de fortalecer e de modernizar Exército, Marinha e Aeronáutica para o cumprimento da missão constitucional de defesa da pátria, de garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da manutenção da lei e da ordem. “Mas precisamos nos atentar, sobretudo, à segurança de nosso litoral, do pré-sal, e do espaço aéreo do país”, completou Amaral

Responsável pela capítulo de segurança no programa do tucano Aécio Neves, Cláudio Beato reconhece que as menções, neste momento, são pontuais, mas que o PSDB dará mais atenção ao tema caso chegue ao Planalto. “Pretendemos fortalecer as ações de inteligência nas fronteiras, em conjunto com a Polícia Federal e com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)”, disse.

FONTE: Veja – coluna do Ricardo Setti (reprodução d 11 de setembro a partir de texto de Paulo de Tarso Lyra publicado no jornal Correio Braziliense em 7 de setembro)

FOTOS em caráter meramente ilustrativo.

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Publicado em 09/13/2014, em Exército, Força Aérea, Marinha e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. DEVANIR FREITAS

    Eles pensam que nunca terá guerra aqui no Brasil….e do jeito que o mundo tá,tem que se preocupar com a defesa nacional.

    D.D.F

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  2. É aí que mora a hipocrisia dos políticos de “carreira”. N hora que o bicho pega eles correm para os militares para os socorrerem. Entretanto na situação de paz “ainda que duvidosa, eles acham dos militares mais um bando de empregados deles. Não é sem motivo que em muitas nações os militares se aborrecem e resolvem ser “governos” ao invés de governados.

    Politicos sempre foram um cancer na Sociedade.

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  3. eadem@ig.com.br

    As três bestas “presidenciáveis” não fazem a mínima idéia do que seja SEGURANÇA NACIONAL e tanto Dilma, quanto Marina e Aécio ainda pensam nos milicos como herdeiros da Revolução de 31 de Março… “a redentora”. Os três são tão despreparados política, econômica e politicamente quanto o são em termos de segurança interna ou internacional do Brasil e se depender desses três pústulas desonestos e trambiqueiros, nossas forças armadas poderão até virar “forças desarmadas” e o pior: civis, conforme propostas de beócios petistas e de outros penicos politiqueiros das esquerdas homossexuais e ladravazes que assolam este país de povo altamente cretino, imbecil e alienado. Se dependerem dos três patetas “presidenciáveis”, nossas FF AA estarão na letra “F” mas não será de FELIZES … não!

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  4. Surpresos?! Defesa nacional não atrai votos do eleitorado abestado, então quem liga, só alguns gatos pingados na net que se importa e para sempre serão minoria!

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  5. Com o novo plano de defesa, o BR dará a atenção q o setor merece e inclusive, +- 800 empresas estão listadas a fim de se fortalecer os investimentos e torná-los ininterruptos p q se possa planejar a longo prazo a defesa nacional como um todo.

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  6. Há, evamos manter o nível, não se deve por mais q s discorde desrespeitar os candidatos à Presidência. Algum valor devem ter p estarem onde estão e além disso, a instituição Presidência da República representa à todos nós. Devagar com o andor que o santo é de barro.

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