Ofensiva americana contra jihadistas recebe apoio de 10 países árabes

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, conversa nesta quinta-feira (11) com o chanceler saudita, o príncipe Al Faisal, no aeroporto internacional Rei Abdulaziz, em Jeddah, na Arábia Saudita. (Foto: REUTERS/Brendan Smialowski/Pool)

Os Estados Unidos receberam nesta quinta-feira (11) o apoio de 10 países árabes à sua campanha para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. O governo sírio, no entanto, advertiu para ataques sem o seu consentimento.

Após pronunciamento feito nesta quarta pelo presidente americano Barack Obama, em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, conseguiu convencer seus colegas de 10 países em uma reunião em Jidá, na Arábia Saudita.

Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã, Egito, Iraque, Jordânia, Líbano, além dos Estados Unidos, “declararam seu compromisso de união contra a ameaça representada pelo terrorismo em todas as suas formas, incluindo o suposto Estado Islâmico”, indica o comunicado comum divulgado ao fim da reunião.

Este compromisso pode significar uma participação em uma “campanha militar coordenada”, indica o texto sem entrar em detalhes.

Kerry vai manter sua ofensiva diplomática no Oriente Médio com uma visita no sábado ao Cairo, onde se reunirá com o secretário-geral da Liga Árabe.

“Nosso objetivo é claro: vamos enfraquecer e destruir o EI”, uma “organização terrorista que quer apenas massacrar todos os que se opõem a ela”, disse Obama em um discurso na quarta-feira à noite. “Não hesitarei em atuar contra o EI na Síria e no Iraque”, completou.

Neste sentido, a aviação americana deve prosseguir com os bombardeios às posições do EI no Iraque e levá-los à Síria. O governo americano segue, no entanto, descartando o envio de tropas terrestres.

Ataques “mais ofensivos”
Segundo o porta-voz do Departamento americano de Defesa, John Kirby, os Estados Unidos vão começar a posicionar seus aviões na base militar de Erbil, no Curdistão iraquiano, para possibilitar ataques “mais ofensivos” contra o EI.

Mas nem tudo está resolvido, já que os legisladores republicanos votarão apenas na terça-feira da próxima semana a possibilidade de os Estados Unidos treinarem e equiparem rebeldes sírios.

Depois de uma reunião realizada nesta quinta, vários representantes republicanos consideraram pouco provável que haja uma votação rápida autorizando o treinamento militar de rebeldes sírios moderados.

Os congressistas receberam relatórios sigilosos sobre a ameaça do Estado Islâmico e deverão debater a questão até a próxima semana.

Alguns conservadores acham que a estratégia proposta por Obama não é suficiente para derrotar o EI.

1.600 americanos no Iraque
O Iraque e a oposição síria, principais beneficiários da ajuda americana para combater o grupo sunita extremista responsável por atos bárbaros, comemoraram o anúncio de Obama, mas Damasco advertiu que uma ação “sem o consentimento do governo sírio seria um ataque à Síria”.

Para o Iraque, o governo americano anunciou o envio de 475 conselheiros militares a mais para formar e ajudar as forças curdas e iraquianas. Este esforço elevará para 1.600 o número de militares americanos presentes no país.

Além disso, Washington aumentará o apoio aéreo às forças de segurança iraquianas, com ataques a partir do próprio território do Iraque.

Diante da perspectiva de ataques aéreos em território sírio, a Rússia considerou que tais bombardeios sem o aval das Nações Unidas constituiriam “uma violação flagrante” do direito internacional.

Hollande no Iraque
Já a Turquia, presente na reunião em Jidá, confirmou que não participará das operações militares, “concentrando-se apenas nas operações humanitárias”.

Na Europa, a Alemanha rejeitou qualquer participação em eventuais bombardeios na Síria, enquanto o primeiro-ministro britânico David Cameron “não descarta nenhuma possibilidade”.

Já o presidente francês, François Hollande, viajará na sexta-feira ao Iraque e, segundo seu chanceler Laurent Fabius, Paris pode participar dos ataques aéreos neste país “se for necessário”.

Para os Estados Unidos, regionalmente, a Arábia Saudita será “o elemento-chave da coalizão, por seu tamanho, peso econômico e alcance religioso entre os sunitas”, segundo autoridades americanas.

FONTE: G1

Publicado em 09/11/2014, em Notícias e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    Vejam como são as coisas: O EI até agora não atacou ninguém nos EUA, mas os EUA lideram uma ofensiva contra eles. Claro que eles revidarão e certamente começarão a atacar alvos civís dentro dos próprios EUA e dos seus oportunistas “aliados”. Vai morrer bem mais gente do que já morreu até agora. Valerá à pena? O que os EUA ganharão com isso?

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  2. Como pode ser explicada a violência extrema do Estado Islâmico? (CABEÇALHO DA CITAÇÃO)

    Violência não tem Fronteira e nem ideologia. Violência é violência. Tem raiz mais profunda do que se imagina. Ate comentários idiotas deixa transparecer um alto grau de violência. Quando pretende justificar um ato de violência; acaba exaltando outra e outros povos. Isto é; Toma partido quando deveria se ater ao comentário com isenção. E neste “blog” habita também essa “classe anátema e abjeta. A extrema violência não se situa na “quantidade” dos violentados; mas na forma “diabólica” de execução; CORTAR O PESCOÇO (veia jugular). No antigo castigo da pena de morte por fuzilamento; escolhia-se “dez atirador” e dez armas (rifles). Carregava-se 7 com balas de festim (7 so como ex.) e três com balas de verdade, de tal forma que os atiradores não se sentissem traumatizados por terem tirado uma vida. Eles sabiam que tais armas seriam desconhecidas, pois foram carregadas por outros soldados numa sala separada, de tal forma que nem mesmo quem carregou poderia afirmar quais armas; uma vez que as mesmas eram absolutamente iguais.

    NOTA: TO ENOJADO DE LER COMENTÁRIOS DE LOUCOS DESMIOLADOS.

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