Human Rights Watch acusa Israel de crimes de guerra em Gaza

A organização humanitária internacional Human Rights Watch acusou Israel de cometer crimes de guerra ao atacar três escolas das Nações Unidas na Faixa de Gaza durante os combates de julho e agosto, matando civis palestinos que buscaram abrigo lá, informa a Reuters.

A ONG, com sede em Nova York, publicou um relatório nesta quinta-feira (11) descrito por ela mesma como a primeira documentação aprofundada dos incidentes, que aconteceram durante um conflito de 50 dias entre Israel e militantes palestinos, encerrado com um cessar-fogo em 26 de agosto.

O conflito terminou com a morte de 2.100 palestinos, em sua maioria civis, e 66 soldados e seis civis do lado de Israel.

“Três ataques israelenses que danificaram escolas de Gaza que abrigavam pessoas desabrigadas causaram diversas baixas civis em violação às leis de guerra”, disse A HRW no relatório, baseado em entrevistas com testemunhas e pesquisa de campo no enclave dominado pelo Hamas.

O grupo também disse estar cético sobre a credibilidade de cinco investigações criminais anunciadas pelos militares de Israel na quarta-feira sobre suas operações de guerra em Gaza.

A HRW disse que 45 pessoas, incluindo 17 crianças, foram mortas dentro ou perto das “bem-sinalizadas escolas” nos ataques de 24 de julho no norte de Gaza, em 30 de julho no campo de refugiados de Jabalya e em 3 de agosto em Rafah, sul do enclave.

Hamas diz que pode negociar diretamente
De acordo com a France Presse, o número dois do Movimento de Resistência Islâmico (Hamas), no exílio, Musa Abu Marzuk, afirmou nesta quinta que sua organização poderá ver-se obrigada a negociar diretamente com Israel os próximos passos para uma trégua de longo prazo.

No entanto, um ministro israelense rejeitou imediatamente qualquer possibilidade de negociação com a organização que controla a Faixa de Gaza.

Israel e Hamas negociaram indiretamente por intermédio do Egito e, em 26 de agosto, no Cairo, concluíram um cessar-fogo. As duas partes decidiram retomar as discussões um mês depois para resolver questões de fundo.

Segundo os acordos concluídos depois da guerra, Israel se comprometeu em suavizar as restrições à importação de mercadorias e de materiais de construção para a Faixa de Gaza. Mas, no momento, quase não houve mudanças na zona, segundo dirigentes palestinos.

“Do ponto de vista da lei islâmica, não há nada de mal em negociar com o ocupante (israelense)”, afirmou Abu Marzuk.

“Muitas questões que eram tabu em nosso movimento podem ser alvo de discussões”, enfatizou ainda.

Em compensação, o ministro da Ciência israelense Yakov Peri excluiu qualquer negociação direta com o Hamas.

“Até que o Hamas abandone o caminho da violência e do terrorismo, reconheça o direito à existência do Estado de Israel e aceite as condições do Quarteto para a Paz, Israel não realizará negociações diretas com esta organização terrorista”, declarou Peri à rádio pública.

FONTE: G1

Publicado em 09/11/2014, em Notícias e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. O conflito terminou com a morte de 2.100 palestinos, em sua maioria civis, e 66 soldados e seis civis do lado de Israel. ( citação da matéria)

    Tirar “mel” de Abelhas da nisso. Não esta preparado, é melhor comprar no Apiário; menos perigoso.

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  2. eadem@ig.com.br

    Que milagre! Até que enfim alguém descobriu o óbvio e falou a verdade! Mas e daí? Que pesadíssimas sanções o mundo imporá aos assassinos judeus?

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