Tanques russos invadem Ucrânia, diz Otan

Russian tank in Crimea

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) divulgou imagens que mostram unidades de artilharia russas operando na Ucrânia. Segundo a organização, mais de mil soldados da Rússia já se juntaram aos separatistas que lutam contra as Forças Armadas ucranianas.

As imagens de satélite levadas a público nesta quinta (28), feitas entre o mês de julho e a semana passada, são as primeiras provas da incursão russa no país vizinho, de acordo com a Otan. Equipamentos que aparecem nas imagens não podem ser ucranianos, diz a organização, porque as áreas registradas, como da cidade de Krasnodon, são controladas pelos separatistas.

“Nas duas últimas semanas, notamos uma escalada significativa da interferência militar da Rússia na Ucrânia”, afirmou o general-de-brigada holandês Nico Tak, dirigente militar da Otan. Kiev afirmou também nesta quinta que forças russas tomaram o controle da cidade fronteiriça de Novoazovsk, cem quilômetros ao sul de Donetsk, principal ponto controlado pelos pró-Rússia.

Um militar de alto escalão ucraniano declarou que estaria havendo uma “invasão em larga escala” do país.

PÂNICO

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, trocou a viagem à Turquia para a posse de Recep Tayyip Erdogan por uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional e Defesa.

“Artilharia pesada, carregamentos de armas e soldados russos entraram no território ucraniano a partir da área de fronteira com a Rússia que está sem controle”, afirmou o presidente em comunicado sobre a suposta tomada de Novoazovsk.

“A situação é extremamente difícil, e ninguém vai menosprezá-la. Ainda assim, está sob controle”, declarou Poroshenko, que afirmou que não era necessário “entrar em pânico”, que para ele é “uma arma tão eficiente quanto tanques de guerra ou rifles”.

Moscou continua a negar que esteja dando apoio aos rebeldes separatistas. Também afirma que não procedem as acusações de Kiev de que tenha enviado tropas para a fronteira.

EUA

O presidente americano, Barack Obama, condenou a participação russa, mas não usou o termo “invasão” para definir a atuação.

“Eu considero as ações da última semana uma continuação do que vem acontecendo há meses”, disse, nesta quinta, a jornalistas na Casa Branca. “Os separatistas são apoiados, treinados, armados e financiados pela Rússia. Vimos um envolvimento profundo da Rússia em tudo o que eles fizeram.”

Obama afirmou que os Estados Unidos e seus aliados poderiam ampliar as sanções a Moscou. Na próxima semana, ele participa de encontro da Otan na Europa.

Os embaixadores americanos na Ucrânia e na ONU, porém, foram menos comedidos que Obama. “Tanques cedidos pela Rússia, blindados e artilharia foram insuficientes para derrotar as Forças Armadas da Ucrânia, agora um crescente número de soldados russos está intervindo diretamente no combate em território ucraniano”, afirmou, pelo Twitter, o embaixador americano na Ucrânia, Geoffrey Pyatt.

Samantha Power, que representa o país nas Nações Unidas, acusou a Rússia de mentir e afirmou que o país de Vladimir Putin “deve ser medido por suas ações, não por suas palavras”. “E, nas últimas 48 horas, as ações tiveram muito a dizer.”

FONTE: Folha de São Paulo

Publicado em 08/29/2014, em Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. eadem@ig.com.br

    Secularmente, a região leste da Ucrânia sempre pertenceu à Rússia e legalmente deveria voltar à posse de Moscou. Se haverá guerra é outra estória, porque os ucranianos não querem devolver aquelas terras aos russos e vai daí, possivelmente, os russos deverão recuperá-las à força. Porém, confiar na sensacionalista boataria veiculada pela OTAN, não será com apenas mil soldados e meia dúzia de tanques que a Rússia tentará dominar a área em conflito. Logo, não está havendo nenhuma “invasão” e quando esta acontecer, quem viver,m verá. O que me intriga porém, é a retração russa face ás acusações dos EUA e sua quase aparente covardia em retrucar essas acusações com argumentos à altura capazes de mostrar aos EUA que a Rússia não teme tanto assim à OTAN e que esta é que deveria cuidar-se antes de brincar com Moscou… ou de votar sanções idiotas contra ela. Ou será que os russos de hoje já não são mais “aqueles russos” dos saudosos tempos da “guerra fria”?

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