Otan pede o fim das ‘ações militares ilegais’ da Rússia na Ucrânia

A Otan pediu nesta sexta-feira (29) a Rússia o fim das “ações militares ilegais” na Ucrânia e denunciou uma “grave escalada da agressão militar russa”.

“Condenamos firmemente o permanente desprezo da Rússia as suas obrigações internacionais.. Pedimos a Rússia que interrompa as ações militares ilegais, interrompa o apoio aos separatistas armados e adote medidas imediatas e verificáveis para uma desescalada desta crise”, declarou o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, após uma reunião urgente dos embaixadores dos países membros em Bruxelas.

A Aliança Atlântica não fechará as suas portas à Ucrânia se este país desejar se somar à Otan, acrescentou Rasmussen. Kiev também anunciou nesta sexta-feira sua intenção de retomar seu processo de adesão à Aliança.

Rasmussen lembrou “a decisão tomada em 2008 pela Otan segundo a qual a Ucrânia seria integrante” da organização. Cada país tem “o direito de decidir por si mesmo, sem ingerência do exterior”, acrescentou o secretário-geral.

A Ucrânia havia renunciado em 2010 a este projeto sob o governo pró-russo da época. Mas nesta sexta-feira o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, anunciou que o governo submeterá ao Parlamento um projeto de lei que “anule o status ‘fora do bloco’ (atlântico) da Ucrânia e retome o caminho da adesão à Otan”.

Enquanto a Otan lançava advertências contra Moscou, Putin declarou que é preciso obrigar Kiev a negociar com os separatistas pró-russos que enfrentam as forças armadas ucranianas no leste do país.

“É necessário obrigar as autoridades ucranianas a iniciar negociações substanciais. Não sobre questões técnicas, e sim profundas: que direitos terão as populações de Donbass, de Lugansk, do sudeste do país”, disse Putin em um encontro dos movimentos juvenis pró-Kremlin.

Em um comunicado divulgado horas antes, Putin elogiou os consideráveis êxitos dos insurgentes no leste da Ucrânia, num momento em que o Ocidente ameaça Moscou com mais sanções diante da “evidente” incursão de tropas russas na Ucrânia.

O presidente russo inclusive chegou a pedir a abertura de um corredor humanitário para a passagem das tropas ucranianas cercadas pelos insurgentes.

Defender Mariupol
Depois de denunciar uma invasão russa, Kiev pediu aos ocidentais sanções significativas contra a Rússia e uma ajuda militar, dois temas que são tratados nesta sexta-feira em uma reunião de urgência da Otan em Bruxelas, e em outra dos ministros das Relações Exteriores da União Europeia em Milão.

Como costuma ocorrer quando há ameaça de sanções, Moscou se referiu nesta sexta-feira à questão do gás.

O ministro russo da Energia advertiu que há riscos elevados para a entrega de gás russo à Europa no inverno, já que ele pode ser ‘captado ilegalmente pela Ucrânia (por onde transita) para suas próprias necessidades’.

No campo militar, Kiev admitiu na quinta-feira que tropas russas tomaram o controle da cidade costeira de Novoazovsk, situada perto da fronteira russa.

Esta cidade está localizada a 40 km do estratégico porto ucraniano de Mariupol, no mar de Azov e com 460.000 habitantes. O governador da região de Donetsk, Seguei Taruta – favorável ao governo de Kiev – convocou os habitantes do porto a criar um batalhão para se defender dos russos.

A cidade está estrategicamente situada entre a fronteira russa e a península da Crimeia, anexada por Moscou em março. Seus habitantes fugiam nesta sexta-feira diante do avanço dos rebeldes pró-russos, constataram jornalistas da AFP.

Segundo um relatório da ONU publicado nesta sexta-feira, 2.593 pessoas já morreram desde meados de abril neste conflito.

Neste contexto de tensão, o rublo caiu nesta sexta-feira ao seu nível histórico mais baixo frente ao dólar (37,02 rublos por dólar) devido à preocupação dos investidores sobre o possível reforço das sanções ocidentais contra Moscou.

FONTE: G1

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Publicado em 08/29/2014, em Notícias e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. eadem@ig.com.br

    Eu não sou o Putin. Mas se fosse, argumentaria com os EUA: Okay, paramos com nossas operações “ilegais” na Ucrânia e vocês nos garantirão que a Ucrânia nunca nos atacará. Adicionalmente, em troca da nossa retirada das fronteiras ucranianas, os EUA e seus aliados da OTAN e da OTASE e cessarão imediata e definitivamente todos os vôos e uso de qualquer embarcação militar de reconhecimento, transporte de tropas, patrulha e ataque fora do espaço aéreo norte-americano, retirarão suas tropas do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Alemanha, da Coréia do Sul, do Japão, das Filipinas, do Mediterrâneo, do Golfo Pérsico, do espaço cósmico e é claro: da Colômbia, do Paraguai e de Guantánamo. Adicionalmente, pedirão para os judeus voltarem às fronteiras de 1949 e tratemos de viver em paz, porque se vocês não fizerem isso, sofrerão retaliações imediatas. Mas eu não sou o Putin…

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  2. clap clap clap kkkkk é isso mesmo mano eadem@ig.com.br kkkk. Não conheço muito de geopolitica e história mais sobre israel a treta poderia ser resolvida bem rapidamente, o problema lá é egoísmo dos dois lados, só que os mais fortes vencem né.

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  3. FERNANDO VERAS

    o mundo ta fadado a terceira guerra mundial inevitavel, o problema é saber quando ela acontecerá e se os arsenais atomicos nao tiverem sido zerados ou diminuidos em 90% concerteza será o fim da humanidade!!

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