GUERRA DA UCRÂNIA – RÚSSIA ATACA COM ARTILHARIA A UCRÂNIA, DIZ OTAN

Cerca de cem caminhões, parte de um comboio russo que havia cruzado a fronteira leste da Ucrânia, retornaram à Rússia neste sábado.
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, tinha acusado a Rússia de “flagrante violação da lei internacional” após a entrada de 220 veículos na sexta-feira.
 
A chanceler alemã, Angela Merkel, que está na capital ucraniana, Kiev, para negociações com Poroshenko, classificou o ato de “escalada perigosa”.
 
O comboio foi até a cidade de Lugansk, que está sob controle dos grupos separatistas pró-Rússia que vêm combatendo as tropas do governo da Ucrânia.
 
O Kremlin disse que os caminhões transportavam geradores, comida, bebida e outros itens de ajuda humanitária, mas autoridades ocidentais suspeitavam tratar-se de reforços para uma intervenção militar.
 
O comboio aguardou durante uma semana a autorização ucraniana para cruzar a fronteira, mas acabou entrando sem qualquer controle aduaneiro e sem o acompanhamento da Cruz Vermelha, que também tentou negociar a passagem dos veículos.
A tensa situação política na Ucrânia vitimou neste sábado o Shakhtar Donetsk, maior time de futebol do país. Em seu site oficial, a equipe informou que duas bombas foram detonadas no estádio Donbass Arena.
 
O Shakhtar também informou que nenhum funcionário do time ficou ferido no incidente, que ocorreu às 6h no horário local (0h no Brasil).
 
Com medo da violência, vários jogadores estrangeiros, entre eles brasileiros, como Dentinho, Douglas Costa e Alex Teixeira, se recusaram a voltar ao time antes do início da temporada. Após pressão da diretoria, acabaram cedendo e retornaram.
 
A chanceler alemã Angela Merkel visita neste sábado a Ucrânia pela primeira vez desde a eclosão da crise no país. Ela pressionou o governo russo a participar das negociações de paz. E afirmou que novas sanções contra a Rússia não podem ser descartadas caso a situação na Ucrânia não melhore. “Não se pode alcançar a paz sozinho. Espero que as negociações com a Rússia levem ao sucesso”, disse Merkel. “Os planos estão na mesa. Agora, as ações devem acontecer”, completou.
 
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, condenou nesta sexta-feira (22) a entrada do comboio humanitário russo em território ucraniano e a considerou uma “violação flagrante” dos compromissos internacionais feitos por Moscou.
 
O chefe da Aliança Atlântica lembrou que estes eventos são inclusive mais preocupantes porque coincidem com o aumento da participação militar da Rússia no leste da Ucrânia desde meados de agosto, e assegurou que a artilharia russa está empregando contra as Forças Armadas da Ucrânia tanto na fronteira como no interior do país.
 
O Exército da Rússia tem atacado as Forças Armadas da Ucrânia com unidades de artilharia deslocadas para dentro do território ucraniano, informou nesta sexta-feira a Otan. O Ocidente vinha acusando o Kremlin de apoiar os separatistas pró-Moscou no leste da Ucrânia, mas esta é a primeira vez que afirma ter provas de que militares russos estão operando em território ucraniano. Desde meados de agosto, a Otan recebeu várias informações sobre o envolvimento direto das forças russas no conflito no país vizinho. Esse envolvimento inclui equipamentos de defesa aérea e forças de operações especiais. “O apoio da artilharia russa – tanto na fronteira quanto dentro do território ucraniano – está sendo empregado contra as Forças Armadas da Ucrânia”, destacou Oana Lungescu, porta-voz da aliança, segundo o New York Times.
O Ministério da Defesa da Rússia negou “mais um lote de acusações” de representantes da OTAN em relação à Rússia, desta vez, sobre o alegado envolvimento direto dos militares, veículos blindados e artilharia nos combates no território da Ucrânia.
 
“Nós já deixamos de prestar atenção às declarações vazias do senhor Anders Fogh Rasmussen e seu secretário de imprensa. Não vale a pena comenta-las. Novamente, somente as citações do Twitter”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov.
 

Publicado em 08/23/2014, em Notícias e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. eadem@ig.com.br

    Toda essa estória é forjada pela propaganda judaica e norte-americana para colocar os russos como os vilões, quando na verdade os vilões são os ucranianos que mantém parte do antigo território russo e não querem devolve-lo aos legítimos donos.

    O chato nessa estória é a Alemanha, que descaradamente se sujeita a funcionar como lacaia e testa de ferro da covarde política externa dos EUA, Inglaterra, Paris e Tel Aviv, os quais, temerosos de se enfrentarem diretamente com Moscou põem Merckel como autêntica “vaca de piranha”.

    Já as sanções não funcionam porque em nada prejudicam à Rússia e aliás, Putin deveria mesmo é invadir logo toda a Ucrânia e por fim a esta chatíssima e longa novela. E poderia ter certeza: A Otan e os EUA não fariam absolutamente nada mais do que espernear.

    O resto é puro sensacionalismo de agências de notícias mal informadas e nitidamente mentirosas como BBC, Globo, Veja, ESPN e outras.

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