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Exclusivo: Rússia intensifica ajuda militar a Assad na Síria

Por Jonathan Saul

LONDRES, 17 Jan (Reuters) – Nas últimas semanas a Rússia intensificou as entregas de equipamentos militares à Síria, incluindo veículos blindados, drones, e bombas teleguiadas, dando impulso ao presidente Bashar al-Assad no momento em que a luta interna entre rebeldes tem enfraquecido a insurgência contra seu governo, disseram fontes com conhecimento sobre as entregas.

Moscou, que tenta aumentar sua influência diplomática e econômica no Oriente Médio, tem sido um dos principais fornecedores de armas convencionais à Síria, dando a Assad um apoio crucial durante a guerra civil de quase três anos e bloqueando tentativas do Ocidente de puni-lo com sanções pelo uso da força contra civis.

O novo fornecimento russo ocorre em um estágio fluido crítico do conflito, com as negociações de paz marcadas para a próxima semana na Suíça, as facções de oposição perdendo terreno, e o apoio ocidental à insurgência se tornando cada vez mais cauteloso com o papel exercido por militantes estrangeiros. A Síria chegou a dizer que alguns países que formalmente se opunham a Assad começaram a discutir uma cooperação de segurança com o governo sírio.

Diversas fontes disseram à Reuters que as forças de Assad têm desde dezembro recebido entregas de armamentos e outros suprimentos militares, incluindo drones espiões conhecidos como UAV, que tem sido providos diretamente pela Rússia ou via intermediários.

“Dezenas de Antonov 124s (aviões de transporte russos) têm trazido veículos blindados, equipamentos de vigilância, radares, sistemas eletrônicos de guerra, peças sobressalentes para helicópteros, e várias armas incluindo bombas teleguiadas para aviões”, disse uma fonte de segurança do Oriente Médio.

“Assessores russos e especialistas de inteligência tem operado UAVs de observação ininterruptamente para ajudar as forças sírias a localizar posições rebeldes, analisar as capacidades, e conduzir ataques precisos de artilharia e aéreos contra eles”, disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Vyacheslav Davidenko, porta-voz para o monopólio exportador de armas Rosoboronexport, disse que não poderia comentar sobre a entrega de armas à Síria.

A Rússia tem afirmado que não está violando leis internacionais ao fornecer suprimentos militares à Síria e que não vende armas de ataque a Damasco.

Autoridades sírias não puderam ser contatados para comentar.

Yahoo Notícias

Relembre: Rússia invade Georgia

Guerra dos Cinco Dias Vista Quatro Anos Depois

Фото: РИА Новости

Фото: РИА Новости

Os quatro anos transcorridos desde a “Guerra dos Cinco Dias” no Cáucaso comprovaram a plena justeza das decisões então tomadas pela Rússia. Também a posição dos países da União Europeia sofreu uma modificação desde então. Se em agosto de 2008 se gritava muito na Europa sobre a agressão da Rússia contra a Geórgia, hoje em dia, seus dirigentes reconhecem o fato de ter a Geórgia atacado a Ossétia do Sul, assim como a legitimidade da resposta russa dada ao Governo Saakachvili. Há uns dias, o presidente Dmitri Medvedev fez um balanço dos dois anos de esforços diplomáticos no referente à questão caucasiana. Disse textualmente:

Ao recapitular os acontecimentos de há dois anos, gostaria de dizer que julgo terem sido todas as decisões tomadas naquele período absolutamente justificadas e terem elas provado sua eficiência. Nosso país acudiu em auxílio aos povos da Abcázia e Ossétia do Sul e fê-lo em uma situação crítica, quando estava sob ameaça a própria identidade e a existência de ambos, e defendeu aqueles povos. Os que então se mostravam preocupados puderem convencer-se de que as ações do lado russo eram ditadas por um só desejo, o desejo de salvar a vida das pessoas sujeitas à agressão.

O presidente russo está persuadido de que só um acordo de não-recurso à força, a assinar pela Geórgia, por um lado, com a Ossétia do Sul e a Abcázia, por outro, é capaz de estabilizar a situação regional. Essa questão é regularmente levantada nas discussões travadas em Genebra no intuito de resolver a situação criada na Transcaucásia. Todavia, a Geórgia recusa-se a assinar tal documento.

Vale lembrar que na tarde do 1 de agosto de 2008 a situação na zona do conflito entre a Geórgia e a Ossétia do Sul se havia agravado drasticamente. A cidade de Tskhinval e outros centros populacionais foram alvo de uns bombardeios georgianos maciços. E na noite de 7 para 8 de agosto as forças georgianas lançaram um assalto contra Tskhinval, no qual atacaram e abriram fogo sobre as posições ocupadas pelo contingente de paz da Rússia estacionado na região sob mandato das Nações Unidas. Então, para defender seus militares e a população civil da Ossétia do Sul, da qual uma grande parte possuía o passaporte russo, Moscou reagiu desencadeando uma operação militar para coagir o agressor à paz.

Agora, ao cabo de dois anos, especialistas russos e estrangeiros estão analisando as sequelas daquela guerra. Indicam que o método escolhido por Moscou para resolver o conflito bélico no Cáucaso lhe permitiu consolidar substancialmente suas posições geoestratégicas na região. O fato é que no momento a Rússia aparece como a única força capaz de garantir a segurança nessa área explosível.

 

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Geórgia pressiona por saída de tropas russas de regiões separatistas

“A Rússia continua aumentando seu potencial militar nos territórios ocupados e sua retórica é agressiva, o que representa uma ameaça direta para a segurança da Geórgia”, afirma uma declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores georgiano.

Segundo o presidente do país Mikheil Saakashvili, 150.000 reservistas serão preparados para apoiar as forças armadas em caso de necessidade.

A Geórgia fez nesta quinta-feira um apelo à comunidade internacional para pressionar a Rússia para que retire suas tropas da regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul, que Moscou reconhece como estados independentes.

“A Rússia continua aumentando seu potencial militar nos territórios ocupados e sua retórica é agressiva, o que representa uma ameaça direta para a segurança da Geórgia”, afirma uma declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores georgiano.

A Chancelaria ressaltou que a comunidade internacional deve exigir da Rússia “garantias de não uso da força” contra a Geórgia, assim como “criar mecanismos internacionais nos territórios georgianos ocupados (Ossétia do Sul e Abkházia)”.

Nesta quarta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que seu país previu e se preparou para rejeitar a agressão da Geórgia contra a região separatista da Ossétia do Sul, que marcou há quatro anos o começo do conflito russo-georgiano, conhecido como a “guerra dos cinco dias”.

“Não é nenhum segredo: havia um plano e agimos de acordo com ele. Foi elaborado pelo Estado-Maior no final de 2006 e começo de 2007 e foi estipulado comigo”, disse o chefe do Kremlin.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores georgiano, esta declaração do presidente da Rússia “demonstra o caso omisso que as autoridades russas fazem do direito internacional”.

O Governo georgiano apelou para a comunidade internacional para “continuar a pressão sobre a Rússia para que retire suas tropas de ocupação e respeite a soberania e a integridade territorial da Geórgia”.

A guerra russo-georgiana, que o Kremlin denominou “operação para impor a paz” à Geórgia, concluiu com a vitória arrasadora da Rússia, que chegou a ter suas tropas próximas de Tbilisi, a capital georgiana.

Fonte: Terra

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