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FAB recebe último F-5EM modernizado do primeiro lote

O último caça F-5EM do primeiro lote para FAB, taxia na unidade da Embraer de Gavião Peixoto, antes de decolar para Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. (Foto: COPAC)

O último caça F-5EM do primeiro lote para FAB, taxia na unidade da Embraer de Gavião Peixoto, antes de decolar para Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. (Foto: COPAC)

Pousou hoje na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a última aeronave do primeiro lote de caças F-5 da Força Aérea Brasileira modernizados pela Embraer. Ao todo, 46 aviões receberam novos sistemas eletrônicos, um radar multimodo e capacidade de utilizar armamentos mais modernos, entre outras melhorias.

 

Recebimento do último F-5EM do primeiro lote em Gavião Peixoto. (Foto: COPAC)

Recebimento do último F-5EM do primeiro lote em Gavião Peixoto. (Foto: COPAC)

Os F-5 são utilizados por Esquadrões de Caça baseados no Rio de Janeiro (RJ), Manaus (AM) e Canoas (RS). Já foi assinado o contrato para modernização de um segundo lote de onze aviões.

 

Fonte: Agência Força Aérea Via Cavok

Embraer aposta pesado na ousadia


Artes do KC-390.

DefesaNet – A necessidade de boas notícias para a EMBRAER foi abraçada pelo jornalista de OESP.
Roberto Godoy
A nova família de aeronaves da Embraer, o maior e mais bem defendido segredo estratégico da empresa, pode já estar voando – dentro de uma sala grande e escura na fábrica de São José dos Campos, onde engenheiros cobrem o rosto com grandes óculos com capacidade tridimensional, não gostam de dizer seus nomes, e veem coisas que, a rigor, ainda não existem: o grupo de novos jatos, por exemplo.

O Centro de Realidade Virtual (CRV) é uma ferramenta moderna, sim, mas é também um recurso fundamental no processo de viabilização das ações ousadas da companhia. Em uso desde 2000, o CRV é empregado intensamente – com ele, a Embraer completou o desenvolvimento do modelo Emb-170 em apenas 38 meses. Antes disso, o ciclo da engenharia do birreator Emb-145 consumiu 60 meses utilizando procedimentos convencionais. Os resultados são BEM consistentes. Até 30 de junho, a carteira de pedidos firmes a entregar batia em US$ 12,9 bilhões, considerada apenas a aviação comercial, uma frota de 200 unidades.

Competir é inovar. A Embraer credita à inovação o fator determinante no seu posicionamento competitivo. “Essas verdades ganham dimensões especiais na indústria aeronáutica, em que inovação e desenvolvimento tecnológico são as questões da sobrevivência, e não apenas de diferenciação competitiva”, posição da companhia revelada em nota formal da diretoria.

A política de aplicação de novidades, definida pelo presidente, Frederico Curado, ocorre em quatro dimensões transversais à cadeia de valor: 1) inovações de produtos e serviço; 2) inovações dos processos; 3) inovação de marketing; e 4) inovações empresariais.

A mais recente ousadia do grupo está na área militar. Como reflexo do desenvolvimento do espetacular cargueiro e reabastecedor de combustível, o KC-390, a empresa criou uma coligada dedicada, a Embraer Defesa e Segurança (EDS) que nasceu rica, dona de uma fábrica em Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo, e da maior pista de decolagem e pouso da América Latina – 5 mil metros de asfalto cercados de monitores e sensores eletrônicos. É lá que é produzido o A-29 Super Tucano, um sucesso em sete países clientes por causa da inovação: o sistema digital embarcado equivale ao dos caças pesados supersônicos, mas o avião é um turboélice – e de custo reduzido. Uma hora de voo do Super Tucano, sai por R$ 1.500,00 quase seis vezes menos que a de um jato de combate.

O A-29 é o único turboélice do mundo configurado para missão de contrainsurgência. Provado em combate em cenários do tipo da floresta colombiana, ele está disputando na pole position, o grande prêmio da escolha, no Departamento de Defesa dos Estados Unidos, de uma série de 20 aeronaves de ataque leve para forças do Afeganistão. Esse contrato é avaliado em US$ 355 milhões. Tem mais, conta com boas possibilidades de servir na aviação americana. Nesse caso, o negócio chegará a US$ 1 bilhão.

O KC-390, é o único jato de sua classe oferecido no mercado mundial. Segundo o presidente da EDS, Luiz Aguiar, o segmento representa 700 cargueiros médios a serem encomendados até 2025 – um viés de US$ 50 bilhões. O KC-390 leva 20 toneladas de carga, tropa equipada e blindados. Cerca de 60 deles estão na carteira internacional de pedidos. O primeiro voo real está previsto para 2014.

 

Fonte: DefesaNet

 

Deu na Cavok: F-X2: Boeing traz fornecedores de seu caça ao Brasil

A Boeing trouxe novidades ao governo brasileiro sobre a transferência de tecnologia oferecida junto ao caça Super Hornet. (Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class James R. Evans / U.S. Navy)

Doze fornecedores principais do caça supersônico F-18 Super Hornet, produzido pela americana Boeing, entre eles a Raytheon, Northrop Grumman e GE, se reuniram ontem em São José dos Campos com 67 empresas brasileiras do setor aeroespacial brasileiro. Um dos objetivos do encontro, realizado no Parque Tecnológico do município, foi estabelecer acordos de parceria industrial para a fabricação de partes e sistemas do F-18, caso o avião seja selecionado pelo governo brasileiro para ser o novo caça de combate da Força Aérea Brasileira (FAB).

 

A diretora de Estratégias e Parcerias Internacionais da Boeing, coordenadora do encontro, Susan Colegrove, disse que as empresas americanas têm interesse em identificar oportunidades de negócios com as companhias brasileiras, não só no contexto do programa F-X2, mas também na área de aviação comercial.

“Já temos um memorando de entendimento assinado com mais de 25 empresas brasileiras do setor aeroespacial e de defesa visando o estabelecimento de parcerias duradouras, a exemplo do que já fizemos com a Embraer “, comentou.

Nos últimos dois meses, Boeing e Embraer assinaram dois acordos de cooperação, um para o programa de desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390 e o outro para o fornecimento de sistemas de integração de armamento para a aeronave Super Tucano.

O diretor da Parker Aerospace, Guilherme Bonatto, disse que a direção da empresa nos Estados Unidos tem planos de instalar no Brasil um centro de reparos, modernização e de testes de componentes e, numa segunda etapa, uma fábrica para atender seus clientes. A Embraer seria o principal deles, pois todos os sistemas de combustível, hidráulicos e de comando de voo dos jatos 170/190 são fornecidos pela companhia americana.

O contrato mais recente da Parker com a Embraer, segundo Bonatto, foi para o jato executivo Legacy 500, que está em fase final de desenvolvimento. “As companhias Aéreas Gol e Azul também são clientes da Parker e o novo centro de serviços atenderia ao crescimento da demanda das companhias Aéreas que atuam no mercado brasileiro e da América Latina.”

A Parker também é fornecedora de sistemas para o F-18. “Caso tenhamos uma fábrica no Brasil, provavelmente ela seria instalada em São José dos Campos onde já temos uma unidade industrial que atende outros mercados”, explicou o diretor. O projeto do centro de serviços, de acordo com Bonatto, ainda não tem data definida, mas deverá ser implementado no médio prazo.

O diretor da divisão Sistemas Embarcados e Espaciais da Raytheon, que foi a empresa integradora do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia), Larry Seeley, disse que já assinou memorandos de entendimento com dez empresas brasileiras e que o governo americano autorizou a companhia a transferir tecnologia na área de radares e de sistemas eletrônicos que equipam o caça F-18.

Os três novos sistemas agora disponibilizados ao Brasil através da transferência de tecnologia. (Foto: Apresentação da Raytheon)

“Estamos oferecendo a possibilidade das empresas brasileira fornecerem diversos componentes dos nossos sistemas aviônicos mais avançados, usados atualmente pelo F-18 da Marinha americana, como o radar APG 79 AESA (da sigla em inglês Varredura Eletrônica Ativa) e o ATFLIR (sistema de rastreamento e visualização de alvos por infravermelho)”, explicou.

Segundo Seeley, na terça-feira a companhia conversou com executivos da Mectron, empresa do grupo Odebrecht, especializada em mísseis e sistemas eletrônicos, sobre a possibilidade de a brasileira vir a fabricar alguns componentes do sistema ATFLIR. “Pelo contato que já tivemos até agora, as empresas brasileiras estão muito interessadas em adquirir conhecimento dessas tecnologias de sistemas da Raytheon”, disse.

O gerente-geral de Soluções para Aeronaves Comerciais da BAE, Todd Rash, disse que a companhia pretende explorar oportunidades de parceria não só na área de defesa, para o F-18, mas também na área de aviação comercial e citou como exemplo as negociações que vem mantendo com a TAP, na parte de manutenção e reparo de aeronaves.

No fim deste mês, segundo ele, a BAE também espera fechar o contrato de fornecimento dos sistemas eletrônicos de controle de voo para o avião de transporte militar KC-390, para o qual a empresa também terá que assinar compromissos de “offset” (compensação e transferência de tecnologia). A BAE foi selecionada pela Embraer para o projeto do KC-390 em 2011. O valor do contrato está estimado em US$ 36 milhões.

Fonte: Virginia Silveira / Via Cavok

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