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Os eternos Mirage III na Força Aérea Brasileira (FAB)

No Brasil, as versões operadas deste excelente caça foram a III E BR e III D BR (chamados F-103 na FAB), eram interceptadores monopostos e bipostos com capacidade de ataque ao solo, sendo que  ambas versões ficaram sediadas na Base Aérea de Anápolis-GO (BAAN), construída para essa finalidade.

Vista parcial da BAAN no início dos anos 80. Créditos; FAB.

A compra dos vetores originou-se de uma proposta do governo á Dassault em 1970, após plano do Ministério da Aeronáutica da época de ampliar o controle do espaço aéreo brasileiro. Nestes anos, a FAB ainda dependia dos obsoletos aviões Gloster Meteor e F-80 Shooting Star na primeira linha. Entre seus concorrentes estavam o norte-americanoF-4 Phantom (venda vetada pelo Congresso do EUA), o inglês English Lightning e o soviético MIG-21 (descartado visto as hostilidades da Guerra Fria).

A Aeronaútica optou pelo francês  Mirage III, visto seu sucesso nas batalhas em que esteve presente no Oriente Médio, onde os israelenses abateram 58 aviões árabes durante a Guerra dos Seis Dias, sendo que 48 deles foram retirados de ação por seus Mirage. No total, o Brasil adquiriu 32 aviões, porém,  muitos leigos e veículos de comunicação se enganam, afirmando erroneamente que “o governo comprou 30 aviões da França em 1970…”.

Mirage III E BR com pintura metálica padrão nos anos 70. Créditos; FAB.

Em 12 de Maio de 1970, o contrato inicial assinado pelo governo brasileiro firmava a aquisição de 16 unidades do Mirage III e opção para compra de mais 36 aeronaves (nunca completada). O novo grupo de defesa entrou em operação em 23 de Outubro de 1972 e denominou-se 1º ALADA (Ala de Defesa Aérea), mais tarde sendo modificado para 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea).

Wallpaper da FAB com o último esquema de pintura “azulado”. Créditos; FAB.

Os primeiros 16 Mirage brasileiros (alguns afirmam terem sido 17) foram recebidos entre 1972 e 1973, quando ocorreu o primeiro vôo pela FAB. Os demais lotes vieram entre 1973 e 1997 (quando foi entregue a última unidade). Esses lotes compreenderam aeronaves novas e usadas, sendo que serviram de reposição de perdas e aumento da frota. A FAB perdeu 14 aviões em acidentes diversos até a desativação do modelo, ocorrida em 2005.  

Esquemas de pintura dos Mirage III da FAB. Créditos; Marcelo Ribeiro.

Os Mirages III BR podem estar sucateados e não valerem quase nada atualmente, mas, sem dúvida, quem presenciou a chegada e posterior entrada em serviço destes aviões jamais esquecerá o orgulho de vê-los cruzando os céus brasileiros com as cores verde e amarela. Esses caças foram muito solicitados para interceptação e reconhecimento de OVNIS nas décadas de 70 e 80 (há muita controvérsia neste assunto). Também foi em um desses caças que nosso ídolo Ayrton Senna atingiu a velocidade do som no ano de 1989. Em 2002, completaram 30 anos protegendo nossa pátria e um deles recebeu a famosa pintura dos 30 anos com as cores do Brasil, criada pelo designer Reinor Fernandes. Em 2010, escoltaram a entrada em nosso espaço aéreo do avião da Seleção pentacampeã mundial de futebol.

Saudades! Para sempre Mirage…

Wallpaper da FAB com o Mirage especial dos 30 anos. Créditos; FAB.

Fica ali a minha homenagem á este valente e legítimo “cavalo de batalha”.

Fonte:  Defesa Nacional BR

A FAB utilizou um bombardeiro B -25B, em missões de patrulhamento marítimo durante 2ª Guerra

BOMBARDEIRO B -25B (Imagens da Internet)

A Aeronave era utilizada para patrulhar as costas do Rio de Janeiro e litoral Norte, em busca de submarinos Alemães que torpedearam dezenas de navios brasileiros em águas nacionais vitimamo dezenas de brasileiros.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial o avião foi tirado de serviço juntamente com a FEB (Força Expedicionária Brasileira) que foi desmembrada pelo então presidente á época ”Getúlio Vargas” com medo de que a força expedicionária o depusesse do cargo da presidência pelos ideais liberalistas que aprenderam e conviverão na Europa pós guerra .

 

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