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Contra sanções a Rússia se alia a China

Na última quinta-feira, os EUA e a UE impuseram novas sanções à Rússia, numa tentativa de forçar Moscou a um esforço maior pela paz na Ucrânia.

Reagindo à pressão ocidental, Moscou anunciou no mesmo dia um pacote de medidas de represália contra as novas sanções ocidentais que afetarão a importação de carros de segunda mão e alguns bens de consumo. Além disso, Moscou também procura uma cooperação econômica mais estreita com Pequim.

Em visita à China no sábado, o vice-primeiro-ministro russo, Igor Shuvalov, declarou que os dois países acertaram mais de 30 projetos em recentes conversações. Segundo Shuvalov, a cooperação irá se estender aos mais diferentes setores, entre eles, o setor financeiro, a produção de alimentos e indústria petroquímica.

Shuvalov assinalou que países asiáticos como a China estariam muito interessados na cooperação com a Rússia e, e confirmou que o país não vai participar das sanções contra os russos.

Trecho de Matéria do DefesaNet*

Putin diz que Forças Armadas russas vão formar força-tarefa na Crimeia

ARMENIA-RUSSIA-UKRAINE-EU-PROTESTS-PUTIN

SEGUNDO O PRESIDENTE RUSSO, PRESENÇA NÃO SERÁ MUITO INTENSA OU CARA. ELE RESSALTOU QUE A RÚSSIA ‘NÃO DEVE SE DESCONECTAR DO RESTO DO MUNDO’.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (14) que aprovou a criação de uma força-tarefa militar na Crimeia, região anexada neste ano por Moscou da Ucrânia, mas disse que a presença não será muito intensa ou cara.

“O Ministério da Defesa preparou… um programa separado para a criação e desenvolvimento das forças militares na Crimeia. Eu aprovei este programa”, disse Putin durante visita à península no Mar Negro. “Não vai ser excessiva, não vai ser cara.”

Putin também disse que a Rússia “não deve se desconectar do resto do mundo”, num momento em que as relações com o Ocidente estão tensas devido à crise com a Ucrânia.

“Temos que desenvolver nosso país tranquilamente, dignamente e de maneira eficaz, sem nos desconectarmos do resto do mundo, sem romper os vínculos com nossos sócios”, declarou em Yalta, na Crimeia. “Também não devemos deixar que nos tratem com desdém”, completou.

O presidente ainda disse que muitos líderes europeus têm vontade de colocar fim ao impasse sobre as sanções contra a Rússia.

“Eu acredito que muitos na Europa, incluindo políticos, meus colegas… (querem) sair o mais rápido possível dessa situação, que está prejudicando nossa cooperação”, disse Putin durante visita à Crimeia.

Putin acrescentou que ele falou recentemente com o presidente francês, François Hollande, e sentiu essa propensão nele.

Putin deu a declaração em uma reunião com o empresário francês Philippe de Villiers, que disse ter planos de construir um complexo de entretenimento na Crimeia.

FONTE: G1 Via FORTE (Forças Terrestres) 

Comboio de veículos militares russos passa por estrada perto da fronteira com a Ucrânia. (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)Comboio de veículos militares russos passa por estrada perto da fronteira com a Ucrânia. (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, pediu que a Otan e a União Europeia ofereçam ajudam militar às tropas ucranianas que lutam contra separatistas pró-Rússia e disse que a aliança militar ocidental precisa encontrar uma nova estratégia em relação a Kiev.

O conflito que já dura quatro meses no leste da Ucrânia atingiu uma fase crítica e um líder separatista disse neste sábado (16) que rebeldes ucranianos estão recebendo novos equipamentos militares e combatentes treinados na Rússia, estando prestes a lançar uma contraofensiva às forças do governo.

Klimkin disse a uma rádio alemã que a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisam avaliar o que podem e irão fazer se as regras forem quebradas, acrescentando que este foi o caso quando a Rússia anexou a península da Crimeia em março, sendo também verdade em relação às ações da Rússia em Donetsk e Luhansk mais recentemente.

“Esta é realmente uma questão dura para a União Europeia e a Otan: o que elas podem fazer se uma guerra está praticamente… sendo semeada na Europa por um país europeu?”, disse ele segundo uma transcrição de entrevista que será veiculada no domingo.

“E é por isso que, se elas disserem ‘nós não podemos fazer muita coisa’, emerge a questão: como você pode continuar a ser visto como um parceiro responsável?”

Questionado se ele estava pedindo apoio militar da UE e da Otan, Klimkin disse: “Claro que sim. Nós precisamos de ajuda militar porque se recebermos esta ajuda será mais fácil para nossas tropas em terra agirem.”

Ele disse que a Ucrânia enfrenta uma situação econômica difícil e que por isso precisa de ajuda agora, mas que esta ajuda seria ressarcida posteriormente.

 

G1

Se correr a ‘Rússia’ pega; se ficar a ‘Rússia’ come!

RC-135 Rivet Joint

RC-135 da USAF se refugia no espaço aéreo sueco para escapar de um caça russo.

Uma autoridade dos EUA confirmou à CNN que o avião estrangeiro que entrou no espaço aéreo sueco sem permissão em 18 de julho era um RC-135 da USAF.

A Guerra Fria e suas jogadas aéreas como retratadas no filme “Top Gun” estão acontecendo na vida real novamente quase 30 anos depois.

Um avião espião da Força Aérea dos EUA evitou um encontro com os militares russos em 18 de julho, apenas um dia depois do voo 17 da Malaysia Airlines ser derrubado por um suposto míssil terra-ar que a Ucrânia e o Ocidente alegam ter sido disparado por rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia.

O RC-135 fugiu para perto do espaço aéreo sueco sem a permissão daquele país, disse a CNN um oficial militar dos EUA. O avião pode ter passado por espaço aéreo de outros países, embora não esteja claro se ele tinha permissão para isso. O avião dos EUA voava em espaço aéreo internacional, realizando uma missão de espionagem eletrônica sobre os militares russos, quando estes tomaram a iniciativa incomum de começar a segui-lo com radar em terra. Os russos, em seguida, enviaram um jato de combate para o céu a fim de interceptar a aeronave.

A tripulação do avião espião sentiu-se tão preocupada com o fato de estar sendo iluminada pelo radar de rastreamento que optaram por sair da área o mais rápido possível. O caminho mais rápido para longe dos russos levou-os para o espaço aéreo sueco. Os EUA reconheceu que foi feito sem a aprovação dos militares suecos.

Como resultado deste incidente, os Estados Unidos estão discutindo o assunto com a Suécia a fim de que possa haver outras ocorrências onde jatos americanos precisem desviar tão rapidamente que eles podem não serem capazes de esperar pela permissão.

RC-135w

O incidente foi relatado pela primeira vez pela agência de notícias sueca Svenska Dagbladet. As autoridades russas não forneceram qualquer informação.

Este foi pelo menos o segundo encontro potencialmente perigoso entre um avião dos EUA e da Rússia ao longo dos últimos meses. Em 23 de abril, um Su-27 Flanker aproximou-se a menos de 100 pés do nariz de um avião de reconhecimento dos EUA RC-135U sobre o Mar de Okhotsk, entre a Rússia e o Japão, quase colidindo com avião militar dos EUA.

Aviões russos e dos EUA muitas vezes se encontram, tanto no Norte da Europa quanto no Extremo Oriente russo e no Alaska, mas é incomum a atividade do radar de terra pelos russos, como neste caso.

FONTE: CNN – Tradução e edição: CAVOK

Mig-29 cai na Rússia e mata seu piloto

Um avião caça Mig-29 das Forças Aéreas da Rússia caiu nos arredores de Astrakhan, no sul do país, acidente no qual morreu seu piloto, informaram neste domingo (27) fontes da polícia local.

“Um Mig-29 caiu junto a um aeroporto no distrito de Privolzhski, a cerca de 30 quilômetros de Astrakhan”, disse à agência ‘Interfax’ um policial, que não detalhou quando aconteceu o acidente.

O Mig-29, avião de guerra de quarta geração Y considerado um dos caças mais eficientes e seguros do mundo, é pilotado por uma ou duas pessoas.

Projetado há mais de 30 anos, o Mig-29 foi lançado para concorrer com o F-16 americano e atualmente nas Forças Aéreas da Rússia e de outros 28 países se encontram em serviço mais de mil destes caças.

G1

Yak-130 para o Uruguai?

Yak-130O presidente José Mujica pretende comprar seis aeronaves da Rússia para a Força Aérea.

O Presidente José Mujica se encontrará na quarta-feira (16) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a sua participação para tratar de assuntos regionais em Brasília, com o grupo das cinco maiores economias emergentes, chamados de Brics pelo nome de seus membros: Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul.

O presidente uruguaio leva várias questões comerciais bilaterais nessa reunião, incluindo a capacidade de avançar um amplo acordo entre o Mercosul e a Rússia.

A reunião pode também trazer inovações importantes para a Força Aérea Uruguaia (FAU). De acordo com com fontes no Ministério da Defesa Nacional, Mujica irá negociar a compra de seis aviões de alta tecnologia que serão usados para treinar pilotos e interceptar voos ilegais todo o país. Esta é uma oferta da Rússia que está em estudo pelo Uruguai.

O Ministério da Defesa considera uma grande aquisição, mas não faz planos, porque é um material muito caro. De qualquer maneira nenhuma expectativa do que poderá sair da reunião entre Mujica e Putin.

Em abril deste ano, o ministro da Defesa Eleuterio Fernández Huidobro, recebeu uma delegação russa que ofereceu várias opções de financiamento para as aeronaves de treinamento avançado.

Yak-130-1

A Força Aérea Uruguaia com tal aquisição daria um “salto de qualidade”, como entendido no Ministério da Defesa. Com estas aeronaves poderia interceptar voos clandestinos que hoje não são devidamente controlados eficácia. O monitoramento do Sistema e Controle do Espaço Aéreo tem três radares localizados. No entanto, a FAU não dispõe de aviões adequados para interceptar aeronaves a tempo, pois as que estão sendo usadas, são modelos A-37, de origem americana, doadas por esse país há muito tempo.

FONTE: El Observador – Tradução e edição: CAVOK

Bombardeios do território russo não vão ficar sem resposta

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A escalada das tensões na fronteira russo-ucraniana pode ter consequências irreversíveis, a responsabilidade pelas quais recairá sobre a parte ucraniana.

O Ministério das Relações Exteriores russo fez esta advertência em relação ao bombardeio do território russo pelo exército ucraniano. A imprensa está discutindo possibilidades de golpes pontuais de retaliação.

No domingo, 13 de julho, mais um russo foi vítima do exército ucraniano. Um ataque de morteiro alcançou-o perto de casa, na região de Rostov, em solo russo. Se antes cidadãos russos, jornalistas, morriam em território ucraniano, agora a guerra chegou até eles através da fronteira.

O enviado da Ucrânia na Rússia foi imediatamente chamado ao Ministério das Relações Exteriores, onde lhe expressaram um forte protesto, relatou o vice-chanceler russo Grigori Karasin:

“O sucedido é uma escalada qualitativa de perigo para cidadãos russos já em nosso próprio território. É óbvio que isso não ficará sem reação. O que aconteceu confirma mais uma vez a necessidade de parar urgentemente o derramamento de sangue, de retomar as negociações no âmbito do grupo de contato envolvendo as partes em conflito, de cumprir os acordos que foram alcançados anteriormente”.

A resposta de Moscou será dura e específica, advertiram o representante de Kiev. A imprensa relatou que em caso de novos atos de agressão seguirão golpes pontuais por parte da Rússia. A paciência de Moscou está se esgotando, enfatiza o analista político Konstantin Zatulin:

“Se ataques ao território russo continuarem, então não teremos outra escolha senão usar a força para reprimir os postos de tiro que bombardeiam as nossas terras. Vemos como Israel o faz quando se trata de ataques a seu território. Eu não estou apelando a que nós utilizemos as mesmas medidas abrangentes. Mas se em risco estão a vida e a propriedade de habitantes do território russo, só resta retaliar. A nossa paciência já foi amplamente demonstrada. Está na hora de tomar decisões que não permitirão transportar as áreas fronteiriças da Rússia em campo de batalha. É necessário exigir a nível político a cessação das hostilidades nas zonas fronteiriças. E se isso não for feito, atacar os postos de tiro inimigo, de onde projéteis são lançados para a Rússia”.

As opiniões de analistas, no entanto, divergem. Alguns acreditam que a Rússia está sendo deliberadamente provocada a fazer passos de força para depois acusá-la de agressão e exigir o seu isolamento político e econômico. Outros notam que até agora a discrição de Moscou não foi devidamente apreciada. As sanções, a recusa de cooperar: quem queria seguir o apelo dos Estados Unidos e criar problemas para a Rússia, já o fez independentemente da verdadeira situação na Ucrânia.

Mas na política mundial existe não só o vetor ocidental. A China, a Índia, o Brasil e a África do Sul, todos eles membros dos BRICS, rejeitaram o apelo para isolar a Rússia. Vários países europeus também tentam olhar as coisas objetivamente e preferem agir em conformidade com seus próprios pontos de vista. E a maioria concorda que um país tem o direito de proteger seus cidadãos, dentro dos limites estipulados pela lei.

FONTE:http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_14/Bombardeios-do-territ-rio-russo-n-o-v-o-ficar-sem-resposta-9560/

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