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Força Aérea da Rússia receberá 100 novos MiG-35

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O Ministério da Defesa da Rússia planeja assinar junto à Corporação Russa de Construção Aeronáutica MiG um contrato para o fornecimento de, aproximadamente, 100 caças MiG-35 a partir de 2016. A pasta acredita que a compra das novas aeronaves possibilitará criar uma relação ideal dos parques de caças leves e pesados na Força Aérea do país.

Na terça-feira, 15, o Ministério da Defesa russo anunciou igualmente a compra de 16 caças MiG-29SMT, num valor total de US$ 485 milhões.

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FONTE: Diário da Rússia

Indústria militar russa só irá ganhar sem produtos da Ucrânia

Indústria militar russa só irá ganhar sem produtos da Ucrânia

Eventuais quebras nos fornecimentos de produtos da indústria militar ucraniana à Rússia acabarão por beneficiar a economia russa, porque isso levará à necessidade de desenvolver produção própria. 

O presidente da Rússia Vladimir Putin abordou este tema numa reunião sobre o problema de substituição de importações.

Representantes das principais empresas russas envolvidas na fabricação de produtos para fins militares já manifestaram a sua atitude para com este problema. A empresa de defesa antimíssil Almaz-Antei, a maior fabricante de sistemas de defesa aérea, irá transferir a produção de componentes para os seus produtos para a Rússia se a Ucrânia deixar de fornecê-los. Ao mesmo tempo, o presidente da Corporação Unificada de Construção Aeronáutica (OAK, na sigla russa), Mikhail Pogosyan, enfatizou que a cooperação da OAK com as empresas ucranianas é mutuamente benéfica e deve continuar independentemente da situação política.

A dependência das empresas russas de fornecimentos de conjuntos e componentes da Ucrânia não é crítica, mas em alguns segmentos a cooperação é muito importante. Isso se aplica, por exemplo, a fornecimentos de turbinas para a Marinha, e a outros equipamentos, nota o diretor do Centro de Pesquisa Sociopolítica Vladimir Evseev:

“Os sistemas de mísseis necessitam de acompanhamento de manutenção. Em particular, a Rússia usa complexos de armamentos como o Voevoda. Eles já estão em serviço há 25 anos. Para prolongar o prazo de vida útil é necessário realizar determinados trabalhos, mas é preciso que isso seja feito pelos desenvolvedores – a empresa de projetos Yuzhnoe de Dnepropetrovsk.”

Um exemplo de cooperação eficaz entre os dois países é a interação de empresas russas com a companhia Motor Sich em Zaporozhie. Quase metade dos helicópteros russos estão agora equipados com motores produzidos por essa empresa.

A Motor Sich tem um contrato de 5 anos com a Rússia que o lado russo não pretende dissolver. A empresa ucraniana negou as acusações de alguns políticos ucranianos de que a cooperação técnico-militar com a Rússia visa armar o exército russo. E também alertou sobre consequências negativas no caso de cessação da cooperação.

Este ano, a Motor Sich deve fornecer à Rússia 400 artigos. 90% deles são motores para helicópteros de exportação que serão vendidos a países do Sudeste da Ásia, América Central e América do Sul. E dos 40 motores destinados ao mercado russo 30 este ano foram encomendados para helicópteros civis, e apenas 10 para os militares. A cessação de fornecimentos de motores da Ucrânia realmente criará problemas, já que uma produção alternativa hoje ainda não foi lançada, diz Vladimir Evseev:

“Por isso é altamente desejável que tais fornecimentos continuem por vários anos, até começar a funcionar uma produção similar em território russo. De fato, a dependência é bilateral. E se uma das partes deixar de cooperar, ambos os lados sofrerão consequências.”

Em caso de incumprimento de seus compromissos por parte da empresa ucraniana, além de incorrer em penalidades, pode afetar a sua reputação. No entanto, o importante é que a Rússia encontrará uma substituição para as componentes ucranianas. Mas depois disso será difícil para a Ucrânia retomar uma produção que ninguém vai precisar. Ao contrário dos políticos,  as pessoas que realmente trabalham na indústria estão bem conscientes disso na Ucrânia. Além disso, especialistas não descartam que a Rússia podssa impor uma proibição de fornecimento de suas peças para motores produzidas em Zaporozhie. Isso afetará os contratos existentes da Ucrânia com a China, Índia, América Latina, e milhares de pessoas poderão ficar sem trabalho. Tal cenário é altamente indesejável.

Fonte: Voz da Rússia

Vietnã continua adquirindo armamentos russos

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Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, em 14 de abril foi inaugurada mais uma exposição asiática internacional da indústria de defesa. A expo é promovida sob os auspícios das entidades de defesa e da polícia da Malásia uma vez em dois anos e faz parte das cinco maiores exposições mundiais de armamentos.

A Rússia é um dos participantes mais ativos desta exposição: no período de 2013 a 2016 os maiores compradores de armamentos russos serão precisamente os Estados asiáticos – a Índia, o Iraque e o Vietnã. Note-se que a parcela do Vietnã no total da importação de armamentos russos vai chegar neste lapso de tempo a 9%, quase duplicando, portanto, o volume correspondente ao setênio anterior.

O diretor do Centro da Análise do Comércio Mundial de Armas Igor Korotchenko constata:

“O Vietnã é um dos mais importantes parceiros da Rússia na esfera de colaboração técnico-militar. Temos assistido ao crescimento permanente do dinamismo de contatos e à assinatura de novos e novos acordos, o que permite a esta república receber da Rússia o armamento de mais alta classe. Isto é muito atual nas condições da atual situação na região Asiático-Pacífica em que se verifica o agravamento dos litígios entre os Estados por causa das plataformas continentais, que possuem grandes jazidas de hidrocarbonetos, e em torno dos espaços aquáticos insulares. Os fornecimentos de armamentos russos são importante fator que permite ao Vietnã sentir-se firme independentemente do desenrolar da situação”.

Graças aos contatos com a Rússia o Vietnã recebeu dois complexos de mísseis litorâneos automotrizes Bastion (Bastião). Cada um destes complexos, munidos de mísseis alados de orientação automática, é capaz de assegurar a defesa de 600 quilômetros do litoral e controlar o espaço aquático de 200 mil quilômetros quadrados. Quatro lanchas porta-mísseis Molnia (Relâmpago) granjearam fama tão boa que o Vietnã chegou a firmar com a Rússia o contrato para a produção sob licença no seu próprio território de mais dez lanchas deste tipo. Em breve vai dobrar o número de fragatas porta-mísseis Gepard (Guepardo), fornecidos pela Rússia. Estas belonaves podem servir na qualidade de bases para helicópteros. Falando a propósito, os helicópteros russos constituem 90% do total do parque destes veículos do exército vietnamita.

O Vietnã já recebeu da Rússia dezenas de aviões de combate Sukhoi. São caças multifunção, capazes de atingir alvos não somente aéreos, mas também os da superfície da água ou da terra. Os primeiros dois submarinos, do total de seis encomendados por esta república na Rússia, já fazem parte da marinha vietnamita.

Eis a opinião de Igor Korotchenko:

“A colaboração técnico-militar entre a Rússia e o Vietnã tem perspectivas boas e claras pois a aquisição de diversos sistemas de armamento é base de novos contratos. Por exemplo, a aquisição de submarinos é motivo para pensar no sistema do seu baseamento e na defesa dos locais em que eles estarão estacionados. É preciso também desenvolver o plano do centro de comunicação que garanta a transmissão de ordens de comando aos submarinos que se encontram em patrulhamento de combate e criar este centro.

Na opinião do Sr. Korotchenko, o Vietnã deu início ao melhoramento radical da sua estrutura militar. Portanto, a república estará interessada em que a Rússia participe da modernização de complexos de mísseis antiaéreos que tinham sido fornecidos ainda pela União Soviética. Além do sistema de mísseis antiaéreos S-300, já adquirido à Rússia, o Vietnã cuida do ulterior incremento de sistemas modernos de defesa antiaérea, assim como, do reforço da sua aviação de caça. Tudo isso lança bases para a assinatura de novos contratos entre Moscou e Hanoi.

Igor Korotchenko apontou também o seguinte:

“A Rússia sempre parte das exigências do freguês e vai tomar uma decisão positiva a respeito de qualquer nomenclatura de armamentos, em que o Vietnã estiver interessado”.

O Sr. Korotchenko está certo de que o stand russo na exposição e Kuala Lumpur permitirá aos fregueses do Vietnã e dos outros países conhecer ainda melhor as possibilidades da colaboração técnico-militar com a Rússia.

Fonte: Voz da Rússia

Jornal alemão faz campanha contra tanques soviéticos em monumento

O jornal Bild iniciou nesta terça-feira (15) uma campanha para a retirada dos dois tanques soviéticos que comemoram a libertação da Berlim pelo Exército Vermelho ao fim da Segunda Guerra Mundial, como forma de protesto contra o papel de Moscou na crise da Ucrânia.

“Quando os tanques russos ameaçam a Europa livre e democrática, não queremos os tanques russos no Portão de Brandeburgo”, afirma o texto da petição que deve ser enviada à Câmara dos Deputados (Bundestag).

Turistas passam por tanques soviéticos da Segunda Guerra Mundial expostos em memorial em Berlim nesta terça-feira (15) (Foto: John Macdougall/AFP)Turistas passam por tanques soviéticos da Segunda Guerra Mundial expostos em memorial em Berlim nesta terça-feira (15) (Foto: John Macdougall/AFP)

O jornal, que chama os tanques de “símbolos marciais da guerra”, lançou a iniciativa com o tabloide BZ e destacou que as tropas russas mobilizadas na fronteira ucraniana “ameaçam a liberdade de um Estado soberano”.os aceitar que no século XXI a força militar esteja novamente a serviço da política na Europa”, completa o texto do Bild, considerado o jornal mais lido da Europa.

O Bild, que afirma não questionar os “imensos sofrimentos” do povo russo durante a Segunda Guerra Mundial, convida os leitores a cortar o texto no jornal, assiná-lo e enviá-lo ao Bundestag.

O Monumento Soviético, situado na Avenida 17 de Junho, perto do Portão de Brandeburgo, é dedicado aos mais de 80.000 soldados do Exército Vermelho que morreram na batalha de Berlim, em abril-maio de 1945.

Os dois tanques são os primeiros que entraram em Berlim ao fim da batalha.

 

Fonte: O Globo

Otan acusa Rússia de envolvimento profundo no leste da Ucrânia

A Rússia está profundamente envolvida na crise no leste da Ucrânia, onde separatistas pró-Moscou tomaram o controle de uma série de prédios públicos, disse o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, nesta terça-feira.

As declarações do chefe da aliança militar ocidental reforça as tensões com o governo russo, que afirma não estar envolvido nos protestos pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Perguntado se havia visto evidências de envolvimento russo nos eventos no leste da Ucrânia, Rasmussen disse a repórteres: “Nós nunca… comentamos sobre inteligência, mas eu acho que pelo que está visível, está muito claro que as mãos da Rússia estão profundamente engajadas.”

As relações entre a Otan e a Rússia se deterioram desde a anexação por Moscou da região ucraniana da Crimeia no mês passado. A Otan, que acusa a Rússia de ter acumulado tropas na fronteira com a Ucrânia, também suspendeu as cooperações com Moscou.

Rasmussen, que está em Luxemburgo para reunir-se com ministros da Defesa da União Europeia, pediu à Rússia para “distensionar a crise, retirar suas tropas das fronteiras da Ucrânia, parar de desestabilizar a situação na Ucrânia e deixar claro que não apoia as ações violentas de separatistas pró-russos”.

Ele disse ainda que a Otan não discute qualquer envolvimento militar na Ucrânia, que não faz parte da aliança, e que está concentrada em fortalecer as defesas nos aliados do leste europeu preocupados com as intenções russas.

 

Fonte: G1

Separatistas pró-Rússia na Ucrânia entregam prédio ocupado, diz polícia

 

A polícia ucraniana disse nesta terça-feira (15) que separatistas pró-russos entregaram voluntariamente o quartel-general da polícia na cidade de Kramatorsk, que foi ocupado por militantes armados no sábado (12).

“Eles saíram por conta própria”, disse à Reuters Igor Dyomin, porta-voz da polícia da região de Donetsk.

O governo da ucrânia anunciou nesta terça o início de uma operação “antiterrorista ao norte da região de Donetsk, que acontecerá de forma forma gradual, responsável e refletida”.

“O objetivo desta operação é proteger os cidadãos da Ucrânia, deter o terror, parar a criminalidade e as tentativas de despedaçar o país”, concluiu.

A cidade de Slaviansk, onde grupos armados assumiram o controle no sábado de edifícios da polícia, das forças de segurança e da prefeitura, fica na região de Donetsk.

O governo ucraniano anunciou no domingo uma “operação antiterrorista de grande envergadura”.

Foto feita no sábado (12) mostra ativistas pró-Rússia em frente a uma estação de polícia em Kramatorsk, no leste da Ucrânia. Eles deixaram o local nesta terça-feira (15), segundo a polícia ucraniana. (Foto: Maxim Dondyuk, Russian Reporter magazine/AP)Foto feita no sábado (12) mostra ativistas pró-Rússia em frente a uma estação de polícia em Kramatorsk, no leste da Ucrânia. Eles deixaram o local nesta terça-feira (15), segundo a polícia ucraniana. (Foto: Maxim Dondyuk, Russian Reporter magazine/AP)
Fonte: G1

Japão envia caças para interceptar aeronaves russas

Japão envia caças para interceptar aeronaves russas

Os caças das Forças de Autodefesa Aérea do Japão foram enviadas esta segunda-feira para interceptar quatro aviões militares russos que se aproximaram do espaço aéreo do país insular, divulgou o Ministério da Defesa japonês.

De acordo com o departamento, as aeronaves russas realizaram mais de dez voos ao longo da costa ocidental do arquipélago japonês, desde 26 de março, quando a Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos Rodong em direção a essa área do mar do Japão.

Fonte: Voz da Rússia

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