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Kerry pede que Rússia ajude a implementar acordo para Ucrânia

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, pediu à Rússia nesta segunda-feira (21) que ajude a Ucrânia na tentativa de implementar um acordo para resolver a crise na ex-república soviética.

Kerry falou com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por telefone na manhã desta segunda-feira, disse a porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki.

Rússia, Ucrânia, União Europeia e os Estados Unidos concordaram na quinta-feira sobre formas de aliviar as tensões no pior confronto entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria.

“O secretário pediu à Rússia que tome medidas concretas para ajudar a implementar o acordo de Genebra, inclusive pedindo publicamente aos separatistas que desocupem edifícios e postos de controle, aceitem a anistia e enderecem suas queixas politicamente”, disse Psaki em uma entrevista coletiva.

Novas sanções
Com separatistas pró-Moscou sem mostrar sinal de desistência da ocupação de edifícios governamentais no leste da Ucrânia, Washington atrelou a ameaça de novas sanções à Rússia à disposição de Moscou em tentar ajudar a implementar acordo de Genebra.

“Se não houver progresso nos próximos dias, vamos impor mais custos”, disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.

O acordo de Genebra exige a desocupação de edifícios do governo, com o apoio de enviados da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE, na sigla em inglês).

Kerry pediu à Rússia que designe um diplomata para trabalhar com a missão da OSCE no leste da Ucrânia, disse Psaki, “para deixar absolutamente claro aos separatistas que a Rússia apoia o acordo”.

Kerry disse a Lavrov que o governo da Ucrânia enviou representantes seniores ao leste juntamente com a OSCE, propõe um amplo projeto de lei de anistia para os separatistas a desistir dos edifícios e armas e pediu uma pausa Páscoa em suas operações militares.

“Ele pediu que a Rússia agora demonstre o mesmo nível de compromisso com o acordo de Genebra, em sua retórica e suas ações”, disse Psaki.

Autoridades dos EUA e da Europa dizem que vão manter Moscou como responsável e impor novas sanções econômicas se os separatistas não deixarem os prédios do governo que têm ocupado no leste da Ucrânia ao longo das últimas duas semanas.

Kerry também chamou a Rússia a se unir aos Estados Unidos na chamada para a libertação imediata de Imra Krat, um jornalista ucraniano detido por separatistas pró-russos na parte oriental do país.

FONTE:G1

Separatistas pró-Rússia na Ucrânia são agentes russos, afirma NYT

NYT comparou rebeldes na Ucrânia com os da Geórgia em 2008 (Foto: AFP)

Fotografias feitas no leste da Ucrânia sugerem que alguns separatistas pró-Rússia encapuzados e fortemente armados são soldados e agentes de inteligência russos, afirma o jornal “The New York Times”.

Com base em fontes ucranianas e fotos e descrições “avalizadas pelo governo de (Barack) Obama”, o jornal afirma que alguns homens foram identificados em fotos de tropas russas feitas em outros cenários.

A reportagem inclui fotos de agentes feitas na Geórgia em 2008 e no início de 2014 na Crimeia. Também faz uma comparação com os homens que estão atuando na cidade ucraniana de Slaviansk.

De acordo com o NYT, as forças de segurança da Ucrânia conseguiram identificar por nome um dos encapuzados fotografados, supostamente agente de inteligência russo. Moscou negou categoricamente que os agentes tenham atuado na região.

A informação foi publicada um dia depois de um tiroteio mortal na cidade de Slaviansk no domingo, que ameaça um acordo assinado na quinta-feira entre Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia em Genebra para conter a crise.

Militantes pró-Kremlin assumiram o controle de 12 cidades do leste da Ucrânia, entre elas Slaviansk, e defendem a anexação das localidades à Rússia.

Washington e as potências ocidentais acreditam que Moscou está por trás das provocações e que produziu o tiroteio de domingo para ter uma desculpa de INVASÃO.

FONTE:G1

Pascoa sangrenta na Ucrânia,Separatistas pedem por socorro.

O prefeito autoproclamado da cidade ucraniana de Slaviansk, no leste do país, controlada por separatistas pró-Rússia, pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, o envio de tropas russas para proteger a população local após um tiroteio mortal neste domingo (20) de Páscoa.

“Pedimos que examine o mais rápido possível a possibilidade de enviar forças de manutenção da paz para defender a população dos fascistas”, declarou o dirigente, Viacheslav Ponomariov, à imprensa.

Ponomariov também decretou um toque de recolher na cidade, controlada por ativistas pró-Moscou há mais de uma semana. Já o premier ucraniano, Arseni Yatseniuk, pediu ajuda econômica aos ocidentais para modernizar o exército ucraniano.

Em entrevista à emissora americana NBC, exibida também neste domingo nos Estados Unidos, Yatseniuk acusou a Rússia de “socavar a estabilidade internacional”. “O mundo tem motivos para se preocupar com as intenções de Putin”, disparou.

“É evidente hoje que a Rússia é uma ameaça para o planeta, para a União Europeia e para a Ucrânia”, continuou o dirigente ucraniano.

Na localidade de Bilbasivka, 18 km ao oeste de Slaviansk, um tiroteio em um posto de controle terminou com cinco mortos, segundo Ponomariov: três militantes pró-Rússia e dois atiradores.

“Quatro carros se aproximaram de nosso posto de controle. Quando tentamos pará-los, abriram fogo com armas automáticas”, disse à AFP um militante pró-Rússia.

“Agora temos de nos armar para nossa defesa. Não confiamos mais em ninguém”, disse Yevgueni Bondarenko, um aposentado de 62 anos. Ele disse que os atiradores pertenciam ao grupo nacionalista paramilitar ucraniano Pravy Sektor.

Moscou reagiu ao incidente, que também atribuiu ao grupo nacionalista paramilitar ucraniano Pravy Sektor e que aconteceu três dias depois da assinatura de um acordo em Genebra entre russos, ucranianos e os países ocidentais com o objetivo de reduzir a tensão.

“A Rússia está indignada com esta provocação, que mostra a falta de boa vontade das autoridades de Kiev para desarmar os nacionalistas”, afirma um comunicado do ministério das Relações Exteriores.

O Pravy Sektor denunciou “a propaganda russa, que é pior que a da Alemanha nazista” e ironizou sobre os cartões de visita de seu líder supostamente encontrados perto do local do incidente.

O ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov, visitou o leste do país para inspecionar as tropas da Guarda Nacional mobilizadas na região para lutar contra os separatistas.

Páscoa com tensão
Em Slaviansk, os militantes pró-Rússia controlam a prefeitura, o edifício da polícia e a sede local dos serviços de inteligência há mais de uma semana.

Os ativistas locais contam com o respaldo de homens armados apresentados como grupos de autodefesa. Kiev e os países ocidentais afirmam que os grupos são tropas de elite dos serviços especiais do exército russo.

Os ocidentais acusam Moscou de ter mobilizado 40 mil soldados na fronteira com a Ucrânia. O Kremlin, por sua parte, nega qualquer projeto de invasão do leste ucraniano, apesar do presidente Putin ter recebido autorização do Parlamento para atuar na Ucrânia.

“Não sei quais são os planos russos. Podem utilizar a qualquer momento o pretexto de ‘proteger os habitantes de origem russa’ assim como na Crimeia”, declarou o chefe da diplomacia ucraniana, Andrei Deshchitsia.

Em sua mensagem de Páscoa ao povo ucraniano, o patriarca de Kiev, Filaret, principal autoridade da Igreja ortodoxa ucraniana, que se separou da russa após a queda da União Soviética, condenou a “agressão” do país vizinho e disse que Deus ajudaria a “ressuscitar a Ucrânia”.

Em Moscou, o patriarca russo Kirill pediu orações para que ninguém possa destruir a “Santa Rússia” e fez uma menção especial aos russos da Ucrânia.

Na mensagem de Páscoa, o papa Francisco pediu “iniciativas de paz a todas as partes interessadas” na crise ucraniana e pediu à comunidade internacional que impeça a violência no país.

Assim como os ativistas pró-Rússia de Donetsk, que ocupam a sede da administração regional, estes homens não respeitam o acordo assinado quinta-feira em Genebra, que prevê o desarmamento e a desocupação dos prédios públicos.

O governo dos Estados Unidos aumentou a pressão sobre a Rússia para que obrigue os separatistas a abandonar os prédios públicos.

FONTE:G1

Kremlin considera ‘absurda’ ameaça de sanções contra a fortuna de Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante sessão de perguntas e respostas na TV nesta quinta-feira (17) (Foto: Alexey Nikolsky / Ria Novosti / AFP)O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante
sessão de perguntas e respostas na TV

O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitri Peskov, chamou de “absurda” a ameaça, citada pelo jornal britânico “The Times”, de sanções americanas contra os “bilhões” da fortuna pessoal que o chefe de Estado teria na Suíça.

Segundo a notícia publicada na sexta-feira (18) pelo jornal britânico, o governo dos Estados Unidos planejaria sanções diretamente contra Putin com o bloqueio dos “US$ 40 bilhões” que o presidente russo teria em bancos suíços graças às participações na Gazprom e em outros grupos de combustíveis.

“Claramente é uma farsa. É absurdo”, declarou o porta-voz de Putin à rádio Echo de Moscou.

“Só podemos rir de sanções tão absurdas”, completou.

O jornal britânico, que citou uma fonte governamental americana anônima, afirma que os Estados Unidos poderiam solicitar a cooperação da Suíça para identificar os investimentos realizados por meio de testas-de-ferro.

FONTE:G1

Força Aérea da Rússia receberá 100 novos MiG-35

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O Ministério da Defesa da Rússia planeja assinar junto à Corporação Russa de Construção Aeronáutica MiG um contrato para o fornecimento de, aproximadamente, 100 caças MiG-35 a partir de 2016. A pasta acredita que a compra das novas aeronaves possibilitará criar uma relação ideal dos parques de caças leves e pesados na Força Aérea do país.

Na terça-feira, 15, o Ministério da Defesa russo anunciou igualmente a compra de 16 caças MiG-29SMT, num valor total de US$ 485 milhões.

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FONTE: Diário da Rússia

Indústria militar russa só irá ganhar sem produtos da Ucrânia

Indústria militar russa só irá ganhar sem produtos da Ucrânia

Eventuais quebras nos fornecimentos de produtos da indústria militar ucraniana à Rússia acabarão por beneficiar a economia russa, porque isso levará à necessidade de desenvolver produção própria. 

O presidente da Rússia Vladimir Putin abordou este tema numa reunião sobre o problema de substituição de importações.

Representantes das principais empresas russas envolvidas na fabricação de produtos para fins militares já manifestaram a sua atitude para com este problema. A empresa de defesa antimíssil Almaz-Antei, a maior fabricante de sistemas de defesa aérea, irá transferir a produção de componentes para os seus produtos para a Rússia se a Ucrânia deixar de fornecê-los. Ao mesmo tempo, o presidente da Corporação Unificada de Construção Aeronáutica (OAK, na sigla russa), Mikhail Pogosyan, enfatizou que a cooperação da OAK com as empresas ucranianas é mutuamente benéfica e deve continuar independentemente da situação política.

A dependência das empresas russas de fornecimentos de conjuntos e componentes da Ucrânia não é crítica, mas em alguns segmentos a cooperação é muito importante. Isso se aplica, por exemplo, a fornecimentos de turbinas para a Marinha, e a outros equipamentos, nota o diretor do Centro de Pesquisa Sociopolítica Vladimir Evseev:

“Os sistemas de mísseis necessitam de acompanhamento de manutenção. Em particular, a Rússia usa complexos de armamentos como o Voevoda. Eles já estão em serviço há 25 anos. Para prolongar o prazo de vida útil é necessário realizar determinados trabalhos, mas é preciso que isso seja feito pelos desenvolvedores – a empresa de projetos Yuzhnoe de Dnepropetrovsk.”

Um exemplo de cooperação eficaz entre os dois países é a interação de empresas russas com a companhia Motor Sich em Zaporozhie. Quase metade dos helicópteros russos estão agora equipados com motores produzidos por essa empresa.

A Motor Sich tem um contrato de 5 anos com a Rússia que o lado russo não pretende dissolver. A empresa ucraniana negou as acusações de alguns políticos ucranianos de que a cooperação técnico-militar com a Rússia visa armar o exército russo. E também alertou sobre consequências negativas no caso de cessação da cooperação.

Este ano, a Motor Sich deve fornecer à Rússia 400 artigos. 90% deles são motores para helicópteros de exportação que serão vendidos a países do Sudeste da Ásia, América Central e América do Sul. E dos 40 motores destinados ao mercado russo 30 este ano foram encomendados para helicópteros civis, e apenas 10 para os militares. A cessação de fornecimentos de motores da Ucrânia realmente criará problemas, já que uma produção alternativa hoje ainda não foi lançada, diz Vladimir Evseev:

“Por isso é altamente desejável que tais fornecimentos continuem por vários anos, até começar a funcionar uma produção similar em território russo. De fato, a dependência é bilateral. E se uma das partes deixar de cooperar, ambos os lados sofrerão consequências.”

Em caso de incumprimento de seus compromissos por parte da empresa ucraniana, além de incorrer em penalidades, pode afetar a sua reputação. No entanto, o importante é que a Rússia encontrará uma substituição para as componentes ucranianas. Mas depois disso será difícil para a Ucrânia retomar uma produção que ninguém vai precisar. Ao contrário dos políticos,  as pessoas que realmente trabalham na indústria estão bem conscientes disso na Ucrânia. Além disso, especialistas não descartam que a Rússia podssa impor uma proibição de fornecimento de suas peças para motores produzidas em Zaporozhie. Isso afetará os contratos existentes da Ucrânia com a China, Índia, América Latina, e milhares de pessoas poderão ficar sem trabalho. Tal cenário é altamente indesejável.

Fonte: Voz da Rússia

Vietnã continua adquirindo armamentos russos

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Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, em 14 de abril foi inaugurada mais uma exposição asiática internacional da indústria de defesa. A expo é promovida sob os auspícios das entidades de defesa e da polícia da Malásia uma vez em dois anos e faz parte das cinco maiores exposições mundiais de armamentos.

A Rússia é um dos participantes mais ativos desta exposição: no período de 2013 a 2016 os maiores compradores de armamentos russos serão precisamente os Estados asiáticos – a Índia, o Iraque e o Vietnã. Note-se que a parcela do Vietnã no total da importação de armamentos russos vai chegar neste lapso de tempo a 9%, quase duplicando, portanto, o volume correspondente ao setênio anterior.

O diretor do Centro da Análise do Comércio Mundial de Armas Igor Korotchenko constata:

“O Vietnã é um dos mais importantes parceiros da Rússia na esfera de colaboração técnico-militar. Temos assistido ao crescimento permanente do dinamismo de contatos e à assinatura de novos e novos acordos, o que permite a esta república receber da Rússia o armamento de mais alta classe. Isto é muito atual nas condições da atual situação na região Asiático-Pacífica em que se verifica o agravamento dos litígios entre os Estados por causa das plataformas continentais, que possuem grandes jazidas de hidrocarbonetos, e em torno dos espaços aquáticos insulares. Os fornecimentos de armamentos russos são importante fator que permite ao Vietnã sentir-se firme independentemente do desenrolar da situação”.

Graças aos contatos com a Rússia o Vietnã recebeu dois complexos de mísseis litorâneos automotrizes Bastion (Bastião). Cada um destes complexos, munidos de mísseis alados de orientação automática, é capaz de assegurar a defesa de 600 quilômetros do litoral e controlar o espaço aquático de 200 mil quilômetros quadrados. Quatro lanchas porta-mísseis Molnia (Relâmpago) granjearam fama tão boa que o Vietnã chegou a firmar com a Rússia o contrato para a produção sob licença no seu próprio território de mais dez lanchas deste tipo. Em breve vai dobrar o número de fragatas porta-mísseis Gepard (Guepardo), fornecidos pela Rússia. Estas belonaves podem servir na qualidade de bases para helicópteros. Falando a propósito, os helicópteros russos constituem 90% do total do parque destes veículos do exército vietnamita.

O Vietnã já recebeu da Rússia dezenas de aviões de combate Sukhoi. São caças multifunção, capazes de atingir alvos não somente aéreos, mas também os da superfície da água ou da terra. Os primeiros dois submarinos, do total de seis encomendados por esta república na Rússia, já fazem parte da marinha vietnamita.

Eis a opinião de Igor Korotchenko:

“A colaboração técnico-militar entre a Rússia e o Vietnã tem perspectivas boas e claras pois a aquisição de diversos sistemas de armamento é base de novos contratos. Por exemplo, a aquisição de submarinos é motivo para pensar no sistema do seu baseamento e na defesa dos locais em que eles estarão estacionados. É preciso também desenvolver o plano do centro de comunicação que garanta a transmissão de ordens de comando aos submarinos que se encontram em patrulhamento de combate e criar este centro.

Na opinião do Sr. Korotchenko, o Vietnã deu início ao melhoramento radical da sua estrutura militar. Portanto, a república estará interessada em que a Rússia participe da modernização de complexos de mísseis antiaéreos que tinham sido fornecidos ainda pela União Soviética. Além do sistema de mísseis antiaéreos S-300, já adquirido à Rússia, o Vietnã cuida do ulterior incremento de sistemas modernos de defesa antiaérea, assim como, do reforço da sua aviação de caça. Tudo isso lança bases para a assinatura de novos contratos entre Moscou e Hanoi.

Igor Korotchenko apontou também o seguinte:

“A Rússia sempre parte das exigências do freguês e vai tomar uma decisão positiva a respeito de qualquer nomenclatura de armamentos, em que o Vietnã estiver interessado”.

O Sr. Korotchenko está certo de que o stand russo na exposição e Kuala Lumpur permitirá aos fregueses do Vietnã e dos outros países conhecer ainda melhor as possibilidades da colaboração técnico-militar com a Rússia.

Fonte: Voz da Rússia

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