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Força Aérea dos EUA seleciona o A-29 Super Tucano para o programa LAS

A aeronave A-39 Super Tucano da Embraer foi selecionada novamente na competição LAS da USAF. (Foto: Lucas Dresdi Delcaro / Cavok)

A aeronave A-39 Super Tucano da Embraer foi selecionada novamente na competição LAS da USAF. (Foto: Lucas Dresdi Delcaro / Cavok)

A Força Aérea dos EUA (USAF, na sigla em inglês) anunciou hoje que selecionou o avião de combate A-29 Super Tucano, da Embraer Defesa e Segurança, para o programa LAS (Light Air Support), ou Apoio Aéreo Leve. A aeronave será fornecida em parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC) e utilizada para missões de treinamento avançado em voo, reconhecimento aéreo e apoio aéreo tático. Após um rigoroso processo licitatório, a USAF considerou que a Embraer Defesa e Segurança e a SNC apresentaram a melhor proposta para cumprir a missão LAS.

 

“Esta escolha confirma que o A-29 Super Tucano é a aeronave mais efetiva para as operações LAS. Estamos prontos para começar a trabalhar e honrados em poder apoiar o governo dos Estados Unidos e seus parceiros com a solução de melhor custo-benefício”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Nosso compromisso é avançar com a estratégia de investimentos nos Estados Unidos e entregar o Super Tucano no prazo esperado e conforme o orçamento contratado.”

“O programa Light Air Support é essencial para os objetivos dos Estados Unidos no Afeganistão e para a nossa segurança nacional. É uma grande honra servir ao nosso país fornecendo aeronaves, treinamento e suporte para este programa”, disse Taco Gilbert, Vice-Presidente de Soluções Táticas Integradas da área de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento da SNC. “O A-29 Super Tucano é a aeronave ideal para o programa LAS, cuja missão é crítica e a necessidade é premente.”

As aeronaves Super Tucanos serão usadas pela Força Aérea Afegã. (Foto: Embraer)

As aeronaves Super Tucanos serão usadas pela Força Aérea Afegã. (Foto: Embraer)

O contrato, no valor de USD 427 milhões, inclui 20 aeronaves de apoio aéreo tático, equipamentos para treinamento de pilotos no solo, peças de reposição e apoio logístico. A aeronave selecionada para o programa LAS será construída em Jacksonville, Flórida.

O Super Tucano é um potente avião turboélice, robusto e versátil, capaz de executar uma ampla gama de missões, que incluem ataque aéreo leve, vigilância, interceptação aérea e contra-insurgência. A aeronave está em operação em nove forças aéreas ao redor do mundo e, há mais de cinco anos, emprega armamentos inteligentes, de última geração, em missões operacionais reais. Com mais de 190 encomendas e mais de 170 unidades entregues, o Super Tucano já superou a marca de 180 mil horas de voo e 28 mil horas de combate. A aeronave está equipada com avançadas tecnologias em sistemas eletrônicos, eletroópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos, o que a torna altamente confiável e com excelente relação custo-benefício para um grande número de missões militares, mesmo em pistas não pavimentadas e ambientes hostis. Essas características, juntamente com sua experiência comprovada em combate, fazem do Super Tucano a escolha lógica para a missão LAS.

A missão LAS exige uma solução já desenvolvida que ofereça versatilidade, capacidade e resistência operacionais necessárias em um ambiente de contra-insurgência, a um custo significativamente menor do que o dos jatos de caça. A aeronave deve oferecer ferramentas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); ter capacidade para uma grande variedade de munições (incluindo armas guiadas de precisão); e operar em terrenos com infraestrutura precária e em condições rigorosas.

 

Fonte: Cavok

Conheça o KBP PANTSIR-S1, o futuro sistema anti-aéreo do Brasil

DESCRIÇÃO
O sistema de defesa antiaérea russo Pantsir-S1 representa uma melhora significativa sobre o sistema Tunguska 9K22, já descrito neste blog. Os pontos que foram melhorados neste interessante sistema de armas foram o tempo de resposta que baixou para 4 segundos, frente aos 8 segundos conseguidos pelo Tunguska, além de um aumento importante no alcance de engajamento devido ao uso dos mísseis SA-22 Greyhound cujo alcance máximo chega a 20 km. O míssil SA-19 Grison usado no Tunguska tem alcance de 10 km. Estas características fazem com que, além de aeronaves, o Pantsir-S1 possa engajar PGM (munições guiadas de precisão, ou mísseis e bombas inteligentes). Na verdade, uma das principais funções do Pantsir-S1 é o de proteger sistemas de defesa antiaérea S-300/ S-400 de ataques de supressão de defesa aérea inimigos.
Outra importante diferença de configuração entre os sistemas Pantsir-S1 e o Tunguska é que no primeiro, o veículo usado é um caminhão pesado 8X8 Kamaz 6560 enquanto o Tunguska usa um veículo sobre lagartas GM-352.
O projeto do Pantsir-S1 começou no início dos anos 90. Seu objetivo era substituir o sistema Tunguska 9K22, pois já se mostrava necessário um sistema mais ágil e com maior alcance de engajamento para fazer frente ao enorme aumento da capacidade das aeronaves de ataque e de seus armamentos ar superfície.
Acima: O uso de um veículo sobre rodas 8X8 no Pantsir-S1 diminui o custo de aquisição e de manutenção.
O Pantsir-S1 possui todo o sistema de detecção e designação de alvo instalado no mesmo veículo que lança as armas, dando grande flexibilidade e mobilidade a capacidade de pronta resposta a um ataque. O radar usado para detecção pode ser mudado de acordo com a vontade do cliente, porém, o modelo usado na maioria dos veículos fabricados é o 1RS-2E capaz de detectar um alvo com 2 m2 de RCS (um caça moderno com solução de diminuição de seu reflexo-radar) a 28 km. Este radar tem capacidade de superar ações de interferência inimigas “jammer” graças a sua capacidade de operação multibanda. O radar recebe apoio de um sistema de designação de alvo eletrooptico com um sistema de imagens termais, um sensor de busca de infravermelho IR com o recurso de rastreamento automático de alvos, o que possibilita o ataque de 4 alvos simultaneamente.
tsOs russos têm produzido seus recentes sistemas de armas com vista ao consumo interno de suas próprias forças armadas e para exportação e por isso, muitos itens podem ser integrados a mais ou ainda, se o cliente assim querer, retirados do Pantsir. Assim sendo, pode-se instalar um sistema de identificação amigo/ inimigo IFF. Existe, ainda, a possibilidade de fornecimento do Pantsir sem radar, só com seu sistema de designação de alvo eletrooptico, para uma diminuição de custo.
Um novo radar do tipo PESA (varredura eletrônica passiva) 2EL80 desenvolvido pela VNIIRT poderá ser instalado no Pantsir-S1 aumentando o alcance de detecção para 50 km.
Acima: Nesta foto podemos ver o sistema Pantsir-S1 montado num veículo sobre lagartas GM-352 M1, usado no Tunguska 9K22. Notem o radar 1RS-2E no topo da torre.
O armamento usado no Pantsir-S1, como no Tunguska, é composto por mísseis e canhões. O míssil usado, porém, não é o mesmo. No Pantsir-S1 é usado o SA-22 Greyhound, também conhecido como 57E6 e 57E6-E. São montados 12 mísseis disposto em 6 tubos lançadores de cada lado da torre. Este míssil tem o dobro do alcance dos míssil S A-19 Grison usado no Tunguska, chegando a 20 km e seu sistema de guiagem é externo, através de comando de rádio enviado pelos sensores do veículo lançador. Existe uma estimativa de que o índice de acerto do SA-22 seja de 70 a 95 % contra um alvo aéreo dentro do parâmetro de vôo coberto pelo sistema. Já o armamento de tubo é configurado com 2 canhões 2A38M de 30 mm que são capazes de disparar, aproximadamente, 2500 tiros por minuto cada um. Cada canhão está carregado com 700 projéteis que podem ser explosivos, de fragmentação ou traçante perfurante de blindagem. O alcance efetivo destes canhões é de 4 km e podem atingir um alvo voando a 3000 metros de altitude.
Acima: O momento do lançamento do míssil SA-22 Greyhound. O míssil possui dois estágios, sendo o primeiro para a rápida aceleração do míssil, antes de começar a queima do segundo estágio que mantém o míssil a caminho do alvo.
O veículo usado no Pantsir-S1, normalmente é o Kamaz 6560 com tração 8X8, com um motor V8 turbodiesel kamaz 740.63 Euro 3 que rende 400 Hp, porém, ao gosto do cliente, existem opções de outros veículos. O peso deste caminhão chega a 38 toneladas. Essa configuração permite uma melhor mobilidade em estradas dando uma velocidade máxima de 90 km/h, porém, certamente, em terrenos irregulares, um veiculo sobre lagartas teria vantagens.
O Pantsir-S1 é uma ótima opção para defesa antiaérea para ser usado na escolta de divisões blindadas, ou de potenciais alvos localizados em ambientes urbanos. Seu sistema de guiagem o torna capaz de atacar alvos que estejam usando contramedidas eletrônicas para se protegerem, o que torna o Pantsir-S1 mais valioso ainda como apoio no campo de batalha.
Acima: Um veículo Pantsir-S1 das forças armadas russas cruza as ruas de Moscow em um desfile em 2010.
FICHA TÉCNICA
Velocidade máxima: 90 km/h
Alcance máximo: 500 km (estimado)
Motor: Motor V8 turbodiesel kamaz 740.63 Euro 3 com 400 Hp de potencia.
Peso: 38 toneladas.
Comprimento: 6,1 m.
Largura: 2,5 m.
Altura: 4,02 m.
Tripulação: 3 homens.
Inclinação frontal: 60º.
Inclinação lateral: 30º.
Obstáculo vertical: 0,6 m.
Passagem de vau: 1,8 m.
Trincheira: 2 m.
Armamento: 2 canhões 2A38M de 30 mm com 700 munições cada um; 12 mísseis antiaéreos 56E6 (SA-22 Greyhound).]

Brasil ajudará Angola a estruturar sua indústria de Defesa

Foto: Luiz Gustavo Rabelo (DefesaNet)

O Brasil auxiliará a Angola a estruturar sua indústria de defesa para reduzir a dependência externa das Forças Armadas do país africano em relação à aquisição de equipamentos militares. A medida é um dos principais resultados da visita oficial realizada esta semana à África pela comitiva brasileira chefiada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. A viagem ainda incluiu a Namíbia, país também situado no sul do continente africano com o qual, assim como Angola, o Brasil possui boas relações internacionais na área de defesa.

Uma década após sair de uma complexa guerra civil, Angola vive um momento de estabilidade política e passa, atualmente, por um processo de reestruturação de suas Forças Armadas (FAA). A pedido do governo do país, além dos representantes do Ministério da Defesa, a delegação brasileira contou com 14 empresários de diferentes segmentos da indústria nacional de material militar: aviões, armas não letais, munições, projetos navais, entre outros.

Os empresários brasileiros participaram de diversas reuniões com militares e representantes civis do governo angolano nas quais puderam expor projetos e mostrar alguns dos equipamentos e produtos de uso militar produzidos no Brasil. Eles também mantiveram encontros com representantes da indústria de Angola, que demonstraram interesse em partilhar conhecimento.

Além das conversações na área comercial, oficiais militares do Ministério da Defesa do Brasil participaram de grupos temáticos. A pedido do Ministério angolano, eles fizeram exposições sobre assuntos como previdência e saúde militar, e também trataram da cooperação bilateral nas áreas naval e de formação militar.

Comitê conjunto

Para garantir os próximos passos da cooperação bilateral, os ministros da defesa do Brasil e de Angola, general Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, decidiram instituir um Comitê Interino Conjunto de Defesa (CICD). Caberá a esse organismo a supervisão e implementação de um programa que fará o detalhamento da cooperação. Os integrantes do Comitê serão definidos pelos dois países, e deverão se reunir anualmente, de forma alternada, no Brasil e em Angola.

Também para assegurar a continuidade dos trabalhos, as delegações acordaram o envio de uma missão multissetorial de angolanos ao Brasil, com o objetivo de conhecer in loco o trabalho, os produtos e os serviços das empresas ligadas à base industrial de defesa. O primeiro encontro dos africanos com os empresários brasileiros deverá ocorrer já em abril próximo, no Rio de Janeiro, durante a realização da LAAD, feira internacional de equipamentos militares.

Tanto a criação do comitê quanto os principais pontos da reunião de trabalho entre as delegações dos dois países foram mencionados no comunicado conjunto divulgado ao final do encontro (veja aqui a íntegra do documento). Considerada proveitosa pelos participantes, a reunião ganhou destaque nos principais veículos informativos da Angola, que ressaltaram os ganhos a serem obtidos com o incremento da cooperação.

Carta presidencial

Celso Amorim e a comitiva brasileira foram recebidos com honras militares na sede do Ministério da Defesa, em Luanda. Durante o encontro, ele e seu contraparte ressaltaram os laços históricos que ligam as duas nações. Amorim parabenizou o povo de Angola pelos avanços políticos e socioeconômicos obtidos pelo país nos últimos anos.

Van-Dúnem agradeceu a solidariedade do governo e do povo do Brasil, lembrando que o país foi o primeiro a reconhecer a independência de Angola, em 1975. Ele e Amorim também trataram da coordenação de esforços para a revitalização da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

Após o encontro no Ministério da Defesa, Celso Amorim foi recebido no palácio do governo pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Amorim entregou a Santos carta da presidente Dilma Roussef na qual a mandatária brasileira reitera a firme disposição do Brasil em aprofundar a cooperação com a nação amiga.

Na visita de dois dias, Amorim também manteve encontros com outras autoridades angolanas, entre as quais o ministro das relações exteriores do país. Ele também visitou a Base Naval de Luanda, onde assistiu a uma exposição sobre a Marinha angolana e a cooperação entre as forças navais do país africano e do Brasil.

Além de definir as ações relativas ao desdobramento da cooperação, Brasil e Angola concordaram em firmar um memorando na área de saúde militar. Também realizaram a atualização das informações sobre o estágio dos trabalhos relativos à demarcação da plataforma continental de Angola. A empreitada conta com o auxílio brasileiro por meio de contrato firmado entre a comissão do governo angolano responsável pelo assunto e a Emgepron, empresa ligada à Marinha do Brasil.

Além de empresários e representantes civis e militares do Ministério da Defesa, a comitiva brasileira foi integrada pelo comandante do Exército, Enzo Peri. Durante a visita, a comitiva contou com apoio da embaixadora do Brasil em Angola, Ana Lucy Gentil Cabral Petersen.

 

DefesaNet

A FAB utilizou um bombardeiro B -25B, em missões de patrulhamento marítimo durante 2ª Guerra

BOMBARDEIRO B -25B (Imagens da Internet)

A Aeronave era utilizada para patrulhar as costas do Rio de Janeiro e litoral Norte, em busca de submarinos Alemães que torpedearam dezenas de navios brasileiros em águas nacionais vitimamo dezenas de brasileiros.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial o avião foi tirado de serviço juntamente com a FEB (Força Expedicionária Brasileira) que foi desmembrada pelo então presidente á época ”Getúlio Vargas” com medo de que a força expedicionária o depusesse do cargo da presidência pelos ideais liberalistas que aprenderam e conviverão na Europa pós guerra .

 

Guerra & Armas, todos os direitos reservados.

Engesa EE-T4 Ogum

Levando-se em conta as necessidades básicas de seus clientes, a ENGESA desenvolveu o projeto de um veículo pequeno, leve, com alta mobilidade e que tivesse condições de múltiplo emprego no campo de batalha. Foi assim que em meados de 1986, surgiu EE-T4 batizado como Ogum, um veículo concebido basicamente para atuar nas forças de deslocamento rápido. Pode inclusive ser facilmente aerotransportado para cumprir missões de reconhecimento e segurança que exijam grande mobilidade.

Fonte: http://sites.uol.com.br/naumann/ogum.htm

O Esquecido ”MB-3 Tamoyo”

Tamoyo foi um projeto derivado do M41, incorporando novas tecnologias e umcanhão de 90 ou 105 mm, mas mantendo as características apreciadas pelo Exército Brasileiro no M41. Foram desenvolvidos nos protótipos diversos componentes baseados nas peças do M-41,o trem de rolamento e suspensão eram semelhantes.

Ao contrário do EE-T1 Osório da Engesa, era um carro de combate médio, e projetado de acordo com as necessidades do Exército Brasileiro e do parque automobilístico nacional, de forma a reduzir a dependência de equipamentos e peças importadas. O Osório era um MBT, um carro de combate pesado, foi desenvolvido para uma possível encomenda da Arábia Saudita, e incorporava diversos equipamentos importados.

Baseado nos requisitos operacionais estabelecidos pelo Exército Brasileiro, a Bernardini começou a desenvolver o novo veículo, inicialmente denominado X-30. O veículo não poderia superar as 30 toneladas, limite imposto de sistema rodoviário e ferroviário brasileiros. Foram contactadas empresas nacionais que poderiam fornecer componentes para o projeto.

 

PROTÓTIPOS

 

O primeiro protótipo foi finalizado em 1984e foi designado Tamoyo I. Possuía suspensão por barras de torção, canhão M32 de 90mm, do M41C, motor Scania DSI14, mecanismo de giro da torre nacional, sua transmissão Alisson CD-500-3 (a mesma empregada no M-41, vendo que era uma exigência do Exército), blindagem leve e baixa silhueta.

Tamoyo II tinha por objetivo adaptar o veículo ao mercado internacional, foi incorporado uma transmissão GE HMPT-500-3, mesma dos blindados M-2 Bradleyamericanos, que foi acoplada a o motor Scania DSI14. o canhão seria um modelo de 105mm, porém, foi mantido o M32 de 90mm, vindo do M41C Caxias.

Tamoyo III apresentava uma série de aperfeiçoamentos, distinguindo-se facilmente dos modelos anteriores. O Tamoyo passa a incorporar modernas tecnologias, como a blindagem composta de aço e cerâmica, telêmetro laser, visão noturna e térmica, direção de tiro computadorizada, torre estabilizada para tiro em movimento. O veículo recebeu o moderno canhão de 105mm L7 Royal Ordnance e um motor Detroit Diesel 8V92TA, este motor era somente para o estagio inicial de desenvolvimento, era planejado um motor com media de 900hp a 1000hp. A transmissão foi um problema, pois a transmissão GE não aguentava mais de 600hp, e uma nova transmissão, mais resistente, ainda estava sendo projetada, a ZF não tinha protótipos disponíveis, então o jeito foi instalar um modelo Alisson CD-850-6A, a mesma do M60 Patton, que atendeu os pre-requisitos perfeitamente. O chassi e a torre foram modificados e a blindagem frontal foi aumentada, o peso total atingiu as 31 toneladas.

 

NACIONALIZAÇÃO

Com as opções por um canhão de 90mm ou 105mm o fabricante afirmava que o tanque tanto poderia ser utilizado como um veículo blindado médio de reconhecimento, como com o canhão maior de 105mm e melhor blindagem e motor poderia formar agrupamentos de carros de combate, adequados para enfrentar qualquer ameaça que se poderiam esperar no continente sul americano.

O Tamoyo poderia ser equipado com um computador de tiro da Ferranti, enquanto que o periscópio era americano, fabricado pela empresa Kolmorgan. Alguns dos sistemas não estavam instalados a bordo dos tanques TAM argentinos que eram naquela altura a referência para os brasileiros.

O motor considerado para o tanque foi inicialmente o conjunto motriz Scania DSI 14, com a potência de 550hp, fabricado pela Scania no Brasil. Mas a possibilidade de utilizar um motor Detroit Diesel 8V92TA, com 750hp também foi considerada, para o caso de o veículo ser exportado e haver preferência por esse motor.

A grande vantagem do Tamoyo como possibilidade para carro de combate brasileiro, estava na grande percentagem de incorporação de componentes fabricados no Brasil. Toda a blindagem, a torre os sistemas hidraulicos, as lagartas, um dos motores e até o canhão (no caso do 90mm) podiam ser fabricados no Brasil. Alguns dos outros equipamentos, embora de origem internacional, poderiam ser nacionalizados desde que o numero de sistemas a adquirir fosse suficiente e justificasse a operação.

 

- COM INFORMAÇÕES DA WIKIPÉDIA

Indústria de armas do Brasil ensaia reentrada no mercado internacional

Indústria de armas do Brasil ensaia reentrada no mercado internacional

Sem a ambição do passado, mas com alguma pretensão quanto ao futuro. É assim que a indústria de armas brasileira encara os próximos anos: sabe que não figurará mais entre as 20 maiores exportadoras mundiais como foi de 1980 a 1992 (chegou a ser a 10ª em 1985), mas ensaia uma reentrada no mercado internacional mais diversificada e mais tecnológica.

No passado, tal como agora, obviamente que a produção brasileira está longe de se aproximar dos players mundiais de armamento em termos de sofisticação e variedades, por isso também a estratégia atual tenta se repetir: vender para países periféricos, nos quais as necessidades de equipamentos de defesa são mais modestas, tais como na África, América Central e América do Sul.

Como diz o coronel da reserva Armando Lemos, diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Defesa (Abimde), “as chances internacionais do setor estarão fora dos mercados atendidos pelos grandes produtores mundiais”.

É o caso da venda recente de seis aeronaves de instrução avançada e ataque Super Tucano, da Embraer, para Angola, pelo valor médio de US$ 15,6 milhões a unidade. O mesmo avião que já voa em sete outros países, já muito testado em combate na Colômbia contra os insurgentes das FARC, por exemplo.

Ainda que o Super Tucano já tenha sido selecionado pela Força Aérea dos Estados Unidos – operação paralisada temporariamente por conta da pressão de um concorrente local – é em países menos desenvolvidos que os negócios têm mais potencial de sucesso.

A Abimde, que congrega 170 fabricantes de armas e outros materiais de defesa, estima que atualmente as indústrias movimentem aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações. Ainda no entendimento de Lemos, é no mercado externo que está boa parte do futuro das empresas, pois mesmo que haja vários programas de modernização das forças armadas brasileiras, o poder de compra nacional é limitado e muito dos equipamentos necessários terão que ser importados.

Chama atenção ainda outro aspeto nesse esforço nacional. A margem de manobra junto a países africanos e latinos aumentou muito em decorrência da política externa brasileira inaugurada no governo do presidente Lula, e continuada atualmente pela presidente Dilma Rousseff, de aproximação e cooperação bilateral em todos os campos. A nova geopolítica brasileira abre frentes para todos os negócios, inclusive os de setores sensíveis como o das armas.

O diretor da entidade, que já serviu na Tropa de Paz da ONU nos anos 90, em Angola, lembra que essa cooperação internacional já produz resultados no campo militar. A Denel do Brasil, de São José dos Campos, desenvolveu em conjunto com a África do Sul o míssil A-Darter (2,98 metros, 90 kg e com capacidade de manobra 10 vezes mais rápido que um avião de combate), considerado de 5ª geração, já testado e pronto para ser fabricado.

O empreendimento conta com outras empresas brasileiras de ponta, como a Opto Eletrônica (equipamentos aeroespaciais), a Mectron (radares avançados e mísseis) e a Avibras. Como a Embraer, esta última empresa já é conhecida internacionalmente pelos seus lançadores de foguetes de curta e média distância, o Sistema Astros, em operação no Oriente Médio e recentemente vendido à Indonésia à razão de US$ 400 milhões. Nos próximos anos deverá entrar no mercado a versão mais moderna do Astros-2, com alcance de 300 km.

A Avibras também já está no campo dos veículos aéreos não-tripulados, com o Sistema Vant, já empregado em vigilância na Amazônia, e com opção de versões com carga explosiva.

Esse quadro resumido da diversificação da indústria brasileira de defesa – ainda contando com empresas exportadoras de munição (a CBC) e de armas leves, entre outras – tem despertado o interesse de países com alto poder de fogo nesse mercado.

Além da cooperação com a França no desenvolvimento de submarinos a propulsão nuclear – o Brasil, diga-se, já domina e já produziu submarinos convencionais – e navios de combate de superfície, o representante da Abimde lembra que outros produtores começam a procurar as empresas e o governo brasileiros.

A americana BaeSystem, de blindados, está estudando a produção no Brasil, da mesma maneira que a alemã Krauss-Maffei Wegman já começou a construção de uma fábrica em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para manutenção e fabricação de seus blindados Leopard. Também a divisão militar da General Eletric está entrando no País.

Enquanto isso, correndo por fora do mercado de armas de emprego em combate militar, a brasileira Forjas Taurus é uma das maiores produtoras mundiais de armas leves (pistolas e submetralhadoras). Com fábrica também em Miami, ela equipa as polícias de mais de 70 países. E, segundo a imprensa americana, candidata a comprar a fabricante de fuzil AR-15 Bushmaster.

A marca gaúcha é quarta maior distribuidora de armas nos Estados Unidos, sendo que uma em cada cinco pistolas compradas pelos americanos no varejo veio da empresa sediada no Rio Grande do Sul. Dos cerca de US$ 700 milhões faturados em 2012, 55% vieram do bloco da América do Norte.

 

Voz da Rússia

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