Arquivo da categoria: Armas Brasileiras

Espanha se mostra otimista em vender aviões militares C-295 ao Brasil

Uma das aeronaves C295 (C-105 Amazonas) da Força Aérea Brasileira. (Foto: Airbus Military)

Uma das aeronaves C-295 (C-105 Amazonas) da Força Aérea Brasileira. (Foto: Airbus Military)

O secretário de Estado de Defesa da Espanha, Pedro Argüelles, afirmou nesta terça-feira que tem “muito boas perspectivas” de que seja fechado em breve um contrato para a venda ao Brasil de aviões militares C-295 do consórcio EADS CASA.

 

“Temos muito boas perspectivas para o C-295 no Brasil esperamos que possa incorporá-lo rapidamente”, disse Argüelles à Agência Efe durante a feira de defesa LAAD, que começou hoje no Rio de Janeiro.

Argüelles explicou que o EADS CASA venceu a licitação para fornecer estes aviões à Força Aérea Brasileira (FAB), mas o contrato ainda não foi assinado.

Os aviões apresentarão duas configurações, uma para vigilância aérea e outra para transporte, mas o secretário de Estado não revelou o número concreto de aeronaves.

Argüelles também afirmou ter “esperanças mais que fundamentadas” que se possa chegar a um entendimento com o Brasil no âmbito de satélites, para prestar serviços em telecomunicações, observação e a área militar.

Nesse campo, ele disse que a companhia Hisdesat tem “capacidade de sobra” para oferecer serviços em satélites militares e que o satélite Spainsat tem “a melhor posição orbital” possível, com uma cobertura plena do território brasileiro.

“As empresas espanholas estão muito motivadas, as oportunidades são muitas e algumas delas com um grau de maturidade que espero que, em algum momento não muito distante, possa nos dar alguma oportunidade”, declarou.

Argüelles deve se reunir hoje com o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e amanhã se reunirá com o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, além do secretário de Produtos de Defesa (Seprod), Murilo Marques Barboza.

A feira LAAD, considerada uma das maiores da América Latina, conta com a participação de delegações oficiais de 65 países e cerca de 700 expositores.

Fonte: EFE, via Cavok

LAAD: Rússia vai finalizar entrega dos Mi-35 para FAB no primeiro semestre de 2013

O AH-2 Sabre "FAB-8958" do 2°/8° GAV "Poti" exposto na área externa da LAAD. (Foto: Flávio Lins de Barros / Cavok)

O AH-2 Sabre “FAB-8958″ do 2°/8° GAV “Poti” exposto na área externa da LAAD. (Foto: Flávio Lins de Barros / Cavok)

A Rússia vai completar até o final do segundo trimestre a entrega dos 12 helicópteros de ataqueMi-35 (AH-2 Sabre) para Força Aérea Brasileira, através de um contrato de US$ 150 milhões, disse na quarta-feira o chefe do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar (FSMTC).

 

“Até o momento, nove helicópteros foram entregues, e as outras três serão enviados no outono”, disse o diretor do FSMTC, Alexander Fomin, durante a Exposição de Defesa LAAD 2013, no Rio de Janeiro.

O Mi-35M é uma versão de exportação do Mi-24, que foi amplamente usado na guerra soviética no Afeganistão. No início do ano o jornal Valor Econômico relatou que o Mi-35 será utilizado na Amazônia, juntamente com as aeronaves de vigilância da empresa brasileira Embraer.

A Amazônia faz fronteira com a Venezuela e a Colômbia, e é a principal rota de narco-terroristas e traficantes de drogas.

Na quarta-feira, Fomin também disse que a Rússia tinha decidido colocar no Brasil o sistema SAM Pantzir-S1.

No mês passado, o Ministério da Defesa do Brasil declarou que quer comprar três baterias Pantzir-S1 e duas baterias de MANPADS Igla.

A versão de exportação do sistema Pantzir-S1 foi vendido para os Emirados Árabes Unidos, Síria e Argélia.

Na segunda-feira, um representante da Rosoboronexport disse que a Rússia e o Brasil estão em conversações sobre um possível desenvolvimento conjunto de sistema de mísseis anti-aéreos.

Cavok Com informações do amigo Rustam, direto da Rússia.

 

CAVOK

Embraer Defesa & Segurança inicia campanha de comercialização do jato de transporte militar KC-390

A Embraer afirma que sua nova aeronave KC-390 terá um preço bem competitivo. (Foto: Embraer)

A Embraer afirma que sua nova aeronave KC-390 terá um preço bem competitivo. (Foto: Embraer)

A Embraer Defesa & Segurança anunciou hoje, durante coletiva de imprensa na feira LAAD Defence & Security, o início das atividades de promoção e vendas do jato de transporte militar KC-390 no mercado.

 

A Embraer concluiu recentemente a Revisão Crítica do Projeto (CDR, do inglês Critical Design Review) com a Força Aérea Brasileira, demonstrando a maturidade do produto e o congelamento da configuração da aeronave, o que possibilitou o início da liberação de informações para a produção dos protótipos. A finalização desta importante fase do programa permitiu também congelar as especificações técnicas e estabelecer o preço e as condições de entrega, o que viabiliza o início da campanha comercial.

“O projeto tem avançado com firmeza e consistência e, agora que concluímos a CDR, estamos prontos para iniciar discussões com potenciais clientes da aeronave”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. ““Existe uma grande demanda de reposição de aeronaves antigas no mercado internacional”

“O KC-390 tem superado nossas expectativas e representará um ganho operacional significativo para a FAB”, disse o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito. “O excelente desempenho, a flexibilidade e a logística otimizada da aeronave serão decisivos para o aumento da eficiência no cumprimento da nossa missão”.

Concepção artística do KC-390 lançando cargas. (Foto: Embraer)

Concepção artística do KC-390 lançando cargas. (Foto: Embraer)

O KC-390 é o maior avião já construído pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá um novo padrão para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho e capacidade de carga, além de contar com avançados sistemas de missão e de voo. Com capacidade de carga de 23 toneladas e velocidade máxima de cruzeiro de 465 nós (860 km/h), o KC-390 trará expressivos ganhos de mobilidade para seus operadores, reduzindo consideravelmente os tempos de missão.

Extremamente flexível, o KC-390 será capaz de cumprir missões de transporte logístico militar, realizar lançamento de cargas e paraquedistas, executar reabastecimento em voo de jatos e helicópteros, conduzir operações de busca e resgate e evacuação aeromédica, bem como apoio a missões humanitárias. Tudo isso numa única versão. O KC-390 oferece também o que há de mais moderno no mercado para aumentar a eficiência das missões operacionais, como uma aviônica integrada de última geração, um sistema de “fly-by-wire” que permite extrair a máxima capacidade da aeronave, um sistema de manejo de cargas que permite uma rápida reconfiguração entre diferentes missões e precisão no lançamento de cargas, além de um sistema de autoproteção de última geração. Além de todas estas capacidades, o KC-390 será uma aeronave fácil de manter, com maior tempo entre inspeções e menor tempo de aeronave parada para manutenção, oferecendo o menor custo do ciclo de vida da sua categoria.

 

Via Cavok

Projetos de reaparelhamento da FAB serão destaques na LAAD 2013

A aeronave KC-390 desenvolvida pela Embraer. (Foto: Embraer)

A LAAD Defence e Security, maior feira de segurança e defesa da América Latina, deve reunir no Rio de Janeiro, entre os dias 9 e 12 de abril, cerca de 700 expositores e mais de 30 mil visitantes da comunidade de defesa e segurança. A Força Aérea Brasileira (FAB) expõe nos estandes do Riocentro, os projetos de modernização dos caças subsônicos A-1, da nova aeronave de transporte e reabastecimento em voo KC-390 e a atuação dos VANTs (veículos aéreos não-tripulados).

 

Modernização do A-1

A aeronave A-1, também conhecida como AMX, é um caça subsônico com autonomia para atingir pontos em praticamente todo o Atlântico Sul, a partir de bases no Brasil. Considerado o “avião-computador” quando começou a voar na FAB, em 1990, passa por processo de modernização de sistemas eletrônicos.

A modernização de 43 aeronaves da FAB amplia a vida útil do A-1, que deve operar até 2032. Este processo contempla um elevado grau de integração entre sistemas e subsistemas, o que permitirá que as aeronaves cumpram com maior eficácia suas missões estratégicas, atacando alvos há centenas de quilômetros da base, retornando com segurança.

KC-390

O novo cargueiro da Força Aérea Brasileira, em desenvolvimento pela EMBRAER, seguindo requisitos operacionais propostos pelo Comando da Aeronáutica, é a maior e mais avançada aeronave já desenvolvida pela indústria aeronáutica brasileira. A nova aeronave será capaz de operar em pistas com pouca infraestrutura, localizadas nas mais variadas latitudes e longitudes, da Antártica à Amazônia.

Para o Brasil, a aeronave que será uma das importantes ferramentas para prover mobilidade estratégica às Forças, também representará um salto tecnológico na indústria nacional, rendendo bons frutos econômicos e sociais.

VANT

Um dos quatro VANTs RQ-450 Hermes em operação na Base Aérea de Santa Maria. (Foto: Agência Força Aérea)

Um dos quatro VANTs RQ-450 Hermes em operação na Base Aérea de Santa Maria. (Foto: Agência Força Aérea)

Pilotados remotamente e com complexos sistemas de enlace de dados, os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) podem ser utilizados em diversas missões. Atualmente, a Força Aérea Brasileira emprega quatro modelos RQ-450, baseados em Santa Maria/RS, em ações de reconhecimento.

Missões de fiscalização de fronteiras, localização de áreas de crimes ambientais, combate ao narcotráfico e identificação de áreas de garimpo ilegal foram algumas atividades dos VANTs nas chamadas operações interagências, Ágata 1, 2, 5 e 6. A segurança da Conferência Rio+20 também recebeu o apoio das aeronaves.

A FAB, no entanto, prevê um futuro audacioso para o VANT no Brasil. O planejamento é para desenvolver a doutrina de operação, ou seja, saber como executar os voos, acumular conhecimento operacional e logístico desta aeronave peculiar e partir para o desenvolvimento de projetos de VANTs nacionais.

Fonte: FAB

Brigadeiro defende necessidade de compra de caças

FX-2G&AAo deixar o comando da Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate (COPAC), nesta quinta-feira, o brigadeiro Carlos Baptista Júnior defendeu a necessidade de o governo decidir pela compra dos caças, cujo processo se arrasta há mais de 12 anos. De acordo com Baptista Júnior, “o ponto crucial do problema” a ser discutido pelo País é “a falta de uma capacidade operacional” da Força Aérea hoje, “e não qualquer outro aspecto”.

 

Com esta fala, ele expõe uma insatisfação da Força Aérea pelo fato de o governo ter adiado, mais uma vez, a compra dos caças. Em dezembro, em Paris, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a compra dos aviões dependerá da retomada do crescimento da economia “a taxas maiores”, acrescentando que isso poderá “levar ainda algum tempo”, sem precisar quanto.

“Como comandante da Defesa Aeroespacial do Brasil, cargo que assumi há três dias, ratifico a importância de priorização deste tema, não apenas por vislumbrar os grandes eventos que ocorrerão em nosso País, mas por julgar que nosso povo merece um adequado nível de segurança, todos os dias, independente do que uma competição esportiva possa significar de exposição ou de ameaça”, disse ele em discurso, na presença do comandante da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito.

Baptista Júnior destacou que o ponto a ser tratado, no momento, é a falta de capacidade operacional da Força Aérea e não qualquer outro, em resposta às últimas discussões sobre a compra dos caças, que se concentrava na questão da transferência de tecnologia. Na FAB, no momento, o desejo dos militares é que se opte por algum modelo, qualquer que seja.

“À guisa de exemplo, identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do Projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida”, prosseguiu o brigadeiro citando que não estava culpando a indústria pelo atraso. Para ele, a capacidade operacional, que destaca ser o foco do problema, “será trazida por um sistema de armas, e todo o resto, inclusive lucro e transferência de tecnologia, serão consequências”.

Histórico

A novela da compra do FX começou em julho de 2000, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso deu o primeiro passo para a compra de 24 caças ao custo de US$ 700 milhões. Entre idas e vindas, o projeto agora chamado de F-X2 prevê a compra de 36 caças e tem custo da ordem de US$ 4 bilhões. Os Mirage 2000 que hoje fazem o papel de segurança do espaço aéreo começarão a serem desativados no final de 2013.

 

FONTE: FAB, via Cavok

C11 Barroso, o Cruzador da Marinha Brasileira

Ficheiro:C Barroso (C-11).jpg

Cruzador C-11 Barroso. Ao fundo vemos o Pão de Açucar na cidade do Rio de Janeiro.

Originário da Marinha dos Estados Unidos aonde atuou durante a Segunda Guerra Mundial, navegou com o nome de USS Philadelphia (CL-41). Foi construído pelo estaleiroPhiladelphia Naval Shipyard,Philadelphia, [4] pertencia aBrooklyn Class a mesma classedo ARA General Belgranoafundado pelo submarino nuclearHMS Conqueror (S48) em 1982, durante a Guerra das Malvinas.

O navio foi adquirido pelo Brasil em 1951, juntamente com o CTamandaré (C-12), uma versão modernizada do Barroso.

Cruzador Barroso participou no episódio denominado Guerra da Lagosta, envolvendo as Marinhas Brasileira e Francesa, ocorrida no litoral do nordeste brasileiro em 1963.

C-11, como também era conhecido, sofreu vários acidentes durante sua vida na Marinha do Brasil, explosões e incêndios a bordo. Em 14 de agosto de 1967, navegando em viagem de adestramento entre Salvador e o Rio de Janeiro, tendo a bordo o Ministro da Marinha, Almirante-de-EsquadraAugusto Rademaker, sofreu a explosão de uma de suas oito caldeiras, ocasionando 11 mortes. O navio ficou à matroca e foi rebocado para Salvador pela CvCaboclo (V-19).

Foi desativado em 15 de maio de1973, por Aviso nº 0423, do Ministério da Marinha, completando 22 anos de serviço. Foi vendido como sucata a uma empresa de Santos, São Paulo.

 

Do 14-bis ao 14-X

O ambicioso projeto de aeronave hipersônica 14-x desenvolvido em São José dos Campos.

O ambicioso projeto de aeronave hipersônica 14-X desenvolvida em São José dos Campos.

Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h).

 

As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um “waverider”, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar.

Infográfico do projeto 14-x. (Foto: Istoé)

Infográfico do projeto 14-X. (Foto: Istoé)

O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano. Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. “Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos”, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X.

O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a “acender uma vela no meio de um furacão”. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto. Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h.

O 14-X poderá alcançar velocidades de até 11 mil km/h.

“Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo”, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.

Fonte: Istoé / Lucas Bessel via Cavok

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