Arquivo da categoria: Armas Brasileiras

EE-T1 Osório

Nos anos 80 o exército da Arábia Saudita começara a estudar propostas para um novo carro de combate, a fim de complementar seu arsenal, e no futuro substituir os carros AMX-30, franceses. Como o equilíbrio de forças no Oriente Médio sempre foi muito delicado, os exércitos daqueles países tendem a ser naturalmente militarmente significativos. No caso da Arábia Saudita, favorecida pelas suas grandes exportações de Petróleo, tinham condições de comprar bons equipamentos.

A Árabia Saudita provavelmente compraria os Leopard 2, que estavam entrando em produção para o exército da Alemanha Ocidental. Esse veículo era considerado confiável, e uma geração à frente do Leopard atualmente usado pelo Exército Brasileiro.

Entretanto, o governo da Alemanha Ocidental recusou-se a vender os Leopard 2, alegando que não poderia vender armas avançadas a países de fora da OTAN. Os árabes então não sabiam como obter um veículo considerado de última geração, que pudesse ser-lhes entregue em grandes quantidades. Essa oportunidade de venda foi percebida pela Engesa no Brasil.

A Engesa (Engenheiros Especializados S/A) era a maior fabricante de blindados daAmérica Latina e estava obtendo sucesso com dois de seus produtos, os carrosCascavel e Urutu, usados pelo Exército Brasileiro e exportados, principalmente para o Oriente Médio, onde tomaram parte na guerra Irã-Iraque. Naquela época a empresa viveu sua melhor fase. Sabendo da oportunidade, a Engesa pensou em apresentar aos sauditas um tanque brasileiro.

Entretando, a Engesa ainda não desenvolvera nenhum veículo blindado sobre lagartas, e no caso do projeto, um MBT (Main Batlle Tank), eles não possuíam experiência. Ainda por cima seu pessoal estava ocupado com outros projetos, o que tornaria difícil o desenvolvimento de um projeto deste porte, que demandaria quase todo o pessoal da empresa. Por isso, eles decidiram comprar um projeto desenvolvido em outra empresa e construí-lo ali, para mostrá-los aos Sauditas. Surgiu então uma proposta da empresa Alemã Tyssen-Henschel, que possuía um projeto chamado Leopard 3 e que estaria disposta a negociá-lo para os brasileiros. Só que o projeto era de um veículo de combate de infantaria muito semelhante ao TAM argentino, distante do conceito MBT. Os alemães recusaram-se a vender qualquer outra coisa senão o Leopard 3, o que tornara a negociação inviável, pois esse veículo pertencia a outro nicho, incapaz de competir com verdadeiros MBTs como o M1A1 Abrams americano.

Uma segunda oportunidade apareceu novamente na Alemanha, pois a Porsche se interessou em desenvolver um MBT junto com a empresa brasileira. A Porsche possuíra experiência nesse tipo de blindados, e seria uma forma da Engesa adquirir mais experiência nesse assunto. Mas, novamente a parceria não deu certo, dessa vez por determinação do governo alemão, que ordenou que a Porsche cancelasse o projeto.

Diante do impasse dos grandes fabricantes de MBT, a Engesa tomou decidiu procurar diretamente as empresas fornecedoras desses fabricantes e, com base na tecnologia aí adquirida, desenvolver ela mesma o projeto do MBT. Essa decisão custaria a existência da empresa no futuro.

Fonte: Wikipédia

O Fuzil IA2: A opinião do especialista

Por Renan Vargo Merlo

Começa a ser utilizado pelas nossas forças armadas, um novo fuzil, completamente desenvolvido e produzido em território nacional, o IA2, produzido pela IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil), empresa vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Exército Brasileiro.

Desde 1964 o Exército Brasileiro utiliza como armamento padrão de seus soldados o FAL (Fuzil Automático Leve) de origem Belga, originalmente produzido pela FN Herstal, e posteriormente produzido localmente pela IMBEL (a partir de 1970).

O FAL é um fuzil em calibre 7,62x51mm que tem a fama (merecida) de ser um fuzil bastante confiável, simples de se manter e operar e também preciso.  As mudanças no campo de batalha nos últimos anos o deixaram em desvantagem em relação aos novos fuzis presentes no mercado internacional. As batalhas em campos abertos com engajamentos entre 200 e 600 metros deram lugar aos combates em cidades, com becos e ruelas, onde o combate se dá desde uma luta corporal a no máximo 200-300 metros, situação  onde o tamanho e o peso do FAL, 1,10m e 4500g (vazio), respectivamente, atrapalham o desempenho do combatente.

O Exército Brasileiro, no processo de modernização de sua força, buscou um substituto ao velho guerreiro FAL. Neste contexto,  a IMBEL tentou uma modernização do fuzil,  juntamente com a conversão para o calibre 5,56x45mm, uma munição menor e mais leve, que possibilita que o infante leve mais munição sem prejudicar seu desempenho em campo. Porém o resultado, o fuzil denominado MD-2, não agradou ao Exército, já que este era pesado e com um sistema de funcionamento inadequado para o menor calibre adotado. Posteriormente, a IMBEL lançou no mercado o fuzil MD-97, que para manter um menor custo, utilizava muitas peças iguais ao do FAL. O MD-97 é usado por algumas tropas de brigadas de operações especiais do Exército, pela força de segurança nacional e muitas forças policiais em vários estados brasileiros. Mas o modelo não é uma unanimidade em termos de confiabilidade, sendo que o Exército optou por pedir o desenvolvimento de um novo fuzil que estivesse dentro dos padrões encontrados nos mais recentes projetos nesse gênero de armamento.

ia2e.jpg

Desse desenvolvimento surgiu o IMBEL IA2, uma família de fuzis em 2 calibres, o menor e mais leve,  5,56x45mm,  e o maior e mais pesado, porém também mais potente e preciso, o 7,62x51mm. É importante ressaltar que os dois fuzis apresentam mecanismos de funcionamento distintos, sendo que o primeiro em calibre 5,56x45mm opera com o mesmo sistema do MD-97, porém com as deficiências desse último sanadas, e o fuzil em calibre 7,62x51mm utiliza o confiável sistema do FAL. Mesmo assim, alguns detalhes mecânicos foram alterados, como por exemplo  o extrator que teve seu desenho modificado para melhorar o processo de ejeção dos cartuchos deflagrados e o posicionamento do percussor. Em resumo, pode-se dizer que o IA-2 é uma versão melhorada dos seus antecessores, eliminando características indesejáveis. Como,  por exemplo, o uso de polímeros na construção de partes da arma (IA2) reduziu o seu peso de 4500g (do FAL) para 3700g, e a adição de trilhos do tipo picatinny, que possibilita o acoplamento de diversos acessórios, como miras do tipo red dot, holográficas, telescópicas, lasers, lanternas, empunhaduras, lançadores de granadas, etc. Vieram  para enriquecer o produto.

O fuzil IA-2  é,  sem dúvidas, um ótimo fuzil, isto está provado pelo simples fato dele ter conseguido passar pelos rigorosos testes do Exército.  Uma característica desejável hoje em dia, no entanto, foi deixada de lado:  a possibilidade de troca dos calibres com a simples troca de algumas peças da arma, tendo em vista que o Exército (e demais forças armadas, que também irão adotá-lo para que exista uma padronização no armamento básico) não deixará de utilizar o calibre 7,62x51mm, mais eficaz em longas distâncias e locais com muitos obstáculos (selva). Pode-se afirmar que o IA2 é um fuzil moderno, porém  não se encontra no mesmo grupo que os melhores e mais modernos fuzis do mundo atualmente. Entretanto, ele é de um projeto recente e mudanças podem ocorrer para deixando ainda mais capaz. A conclusão é de que nossas forças armadas estarão muito bem servidas com o IA2.  Porém, estariam  melhor servidas se algumas características fossem adicionadas ao projeto”

 

Fonte: Carlos Amorim 

Engesa/Agrale Marruá

Agrale Marruá é uma viatura desenvolvida para o uso militar, para o transporte de pessoal e/ou carga em qualquer terreno, onde a robustez a confiabilidade e a segurança são seus maiores atrativos. Desenvolvido com base no jipe militar EE-12 da extinta Engesa , possui várias melhorias de projeto especialmente elaboradas para cumprir o Requisito Técnico Básico 063/94 do Exército Brasileiro, para uma Viatura de Transporte Não Especializada (VTNE) ½ tonelada 4×4.
O Agrale Marruá apresenta diferentes versões que permitem a instalação de diversos tipos de equipamentos para o uso militar (metralhadora 7,62 mm ou 12,7 mm, lançador de míssil anticarro, canhão sem recuo de 106 mm, entre outros), como também versões para o mercado civil de utilitários.
Histórico de desenvolvimento
Com a falência da Engesa (Engenheiros Especializados S. A.) no início dos anos 90, ex-funcionários da fabricante de veículos militares adquiriram os direitos do jipe Engesa EE-4/EE-12 e o aperfeiçoaram para servir como principal viatura de transporte 4×4 das Forças Armadas brasileira. Três protótipos foram construídos e um foi submetido a testes para homologação pelo Exército Brasileiro, a fim de substituírem aos vetustos jipes em uso pelas Forças Armadas.
O potencial do projeto para servir como viatura de transporte de pessoal e/ou carga para as Forças Armadas tanto do Brasil como de outros países, serviu de incentivo para que em 2003 a Agrale anunciasse que iria investir onze milhões de reais no projeto para desenvolvê-lo e dar início a produção seriada do Marruá a partir de fevereiro de 2004. Após uma bem-sucedida campanha de provas feita pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEx), o Marruá (touro selvagem e bravio do pantanal) foi homologado em 2005 pelo Exército Brasileiro, que finalmente encomendou um lote-piloto de oito unidades para testes finais de aceitação.
Em 2008, a Marinha do Brasil através do Corpo de Fuzileiros Navais teve homologado o Agrale Marruá, que adquiriu um primeiro lote de viaturas que irão substituir as versões mais antigas dos Toyota Bandeirante em uso pela Força. Os Marruás da Marinha possuem características únicas que os diferem dos usados pelo Exército, como pintura resistente à corrosão causada pelo mar, pneus especiais para uso em terreno arenoso, assim como são configurados para o transporte de seis ocupantes.[2] Em 2010 o Exército Brasileiro começou a incorporar cada vez mais viaturas Agrale Marruá. Até o fim de 2010, mais de 200 unidades já haviam sido encomendadas pelas Forças Armadas.
Fonte: Wikipédia, Agrale e Guerra & Armas

Agrale Marruá AM 200 MO (Micro-ônibus)

 

Marruá AM 200 MO é o primeiro modelo da família de viaturas focado no transporte de pessoas. Com potência de 150 cv e torque máximo de 360 Nm, tração 4×4, maior altura em relação ao solo e os destacados ângulos de ataque e de saída, que facilitam o deslocamento e o desempenho em regiões de difícil acesso.

Agrale Marruá AM 200 MO - Fotos: Gilmar Gomes

A Agrale, fabricante brasileira de utilitários, caminhões, chassis para ônibus e tratores, apresentará, pela primeira vez, o Agrale MarruáAM 200 MO (Micro-ônibus) para transporte de pessoas na Equipo Mining, maior feira de demonstração de máquinas, equipamentos e tecnologias relacionados à mineração. A empresa exibirá também o modelo AM 200 com caçamba de madeira, no evento que será realizado entre os dias 14 e 17 de agosto, no Centro de Exposições Mega Space, em Santa Luzia, Minas Gerais.

Desenvolvido para operar nas condições mais adversas e em qualquer tipo de terreno, o Agrale Marruá tem como destaque um forte e robusto trem de força, a suspensão com amplo curso e a resistência do conjunto. Essas características fazem do veículo o utilitário ideal para executar trabalhos nas condições mais difíceis.

Com foco na simplicidade de manutenção e na versatilidade, a família de utilitários Agrale Marruá AM 200 é indicada para as aplicações mais severas, como é o caso das minas, onde estes veículos são utilizados para o transporte de funcionários e equipamentos nas áreas de mineração.

O Agrale Marruá AM 200 MO é o primeiro modelo da família de viaturas focado no transporte de pessoas. O veículo possui motorização diesel Cummins ISF 2.8 Euro 5, com potência de 150 cv e torque máximo de 360 Nm, tração 4×4, maior altura em relação ao solo e os destacados ângulos de ataque e de saída, que facilitam o deslocamento e o desempenho em regiões de difícil acesso.

A versão AM 200 cabine simples, está equipada com caçamba de madeira, apresenta capacidade de carga de 2.000 kg, PBT de 4.300 kg e capacidade máxima de tração (CMT) de 8.100 kg. O modelo possui ainda caixa de transmissão de 5 marchas, eixo dianteiro totalmente flutuante, eixo traseiro flutuante com bloqueio do diferencial “Power Lok” e direção hidráulica.

Fonte: AGRALE

E se o Brasil tivesse mesmo uma Bomba Nuclear?

Sempre houve rumores de que o país esconderá por muitos anos um protótipo de arma nuclear que seria testado antes de o país assinar o acordo de não proliferação nuclear, e iniciar a desativação dos poços de testes nucleares ainda no governo do presidente Fernando Collor de Melo.

Hoje não vou discutir teorias de conspirações ou encobrimentos de projetos secretos do governo,o Guerra & Armas vai ser claro e objetivo, e vamos dizer agora resumidamente que diferença faz o país ter ou não uma bomba nuclear escondida.

Se o Brasil tem ou não uma bomba escondida, não faz nenhuma diferença, pois é como se tivéssemos um avião sem asas, ou seja, sabemos que o avião foi feito pra voar e outros voam, mas o nosso não pode pois lhe falta o principal que são as asas.

Se realmente tivermos uma bomba nuclear o que não passa de mito e teoria absurda de conspiração, simplesmente, não podemos usa-la, ela não nos serve para nada, a não ser que queiramos detona-la em solo brasileiro ai sim ela serviria para algo.

Como toda bomba, a bomba nuclear tem que ser transportada por VLs (Veículos Lançadores), Aviões ou bombardeiros como é o caso dos Bombardeiros estratégico americano B-2 ou Russos, além disso, as bombas podem ser lançadas de aviões de caça bombardeiros como é o caso dos A-4 da marinha brasileira que não possuem mais essa capacidade que lhes foi tirada ainda antes da entrega por motivos óbvios.

Ou seja, não basta ter armas nucleares, você precisa ter meios para lança-las, e o país não tem, pois simplesmente não consegue nem mesmo lançar um satélite ao espaço, o que é a mesma coisa com a Bomba, pois se o país tivesse o domínio da tecnologia de VLs ai sim teríamos capacidade de atingir qualquer alvo.

Uma alternativa idiota que talvez nosso governo pudesse tentar fazer era alocar a ”suposta” bomba em um C-130 da FAB e lança La no alvo, mas certamente a aeronave seria abatida antes mesmo de entrar em espaço aéreo inimigo, pois nossos AMX e F-5 modernizados e obsoletos seriam facilmente abatidos, e também não são os caças ideais para escolta de bombardeiros ou aviões KCs, geralmente os Su-27/30 e os F-15 são as aeronaves mais indicadas.

Francisco Santos, Guerra e Armas.

A-29 Super Tucano, a verdadeira arma de guerra brasileira

Francisco Santos, Guerra & Armas.

O A-29 Super Tucano (Designação da FAB), é sem dúvidas uma das melhores máquinas de guerra do mundo em seu gênero, é importante esclarecer que o A-29 Super Tucano é uma aeronave de ataque leve e treinamento (Designada por AT-29), por tanto o Embraer A-29 Super Tucano não é um caça e muito menos atinge velocidades supersônicas nem tão pouco subsônicas, essa é uma dúvida recorrente nos comentários do nosso Blog, por isso o Guerra & Armas, vai fazer diferente e dessa vez, vamos especificar o A-29 Super Tucano como uma arma brasileira e vamos ver os pontos que fazem dessa aeronave líder em seu seguimento.

O Embraer EMB-314 Super Tucano, popularmente conhecido pelo nome de designação da Força Aérea Brasileira como A-29 Super Tucano é uma aeronave de Turboélice, vejam bem, turboélice e não jato, a aeronave foi desenvolvida como uma aeronave de ataque leve e treinamento para atender as necessidades da Força Aérea Brasileira, ou seja, o A-29 surgiu com propósito de dotar a FAB de um avião de treinamento e monitoramento de nossas fronteiras a baixa altitude.

O A-29 Super Tucano, teve origens no modelo de treinamento EMB-312G1, que foi  inicialmente projetado para atender a  Real Força Aérea britânica (RAF), que conta com uma série de modificações para com o Tucano básico.

O A-29 Super Tucano, terá papel fundamental na implantação do SIPAM / SIVAM que são projetos de monitoramento da fronteira nacional e da Amazônia mais especificamente, as aeronaves irão operar em conjunto com as aeronaves R-99 e E-99 que monitoraram o espaço aéreo a qual estão destinadas e repassará dados e coordenadas para as aeronaves Super Tucano.

Pelas características da região Amazônica (extensa área de floresta fechada, com alta incidência de chuvas, altas temperaturas e umidade elevada) e de ameaça (baixa intensidade) na qual iria atuar, foi definido pela Força Aérea Brasileira que a aeronave deveria ser um turboélice, de ataque, com grande autonomia e raio de ação, capaz de operar tanto de dia como a noite, em qualquer condição meteorológica, a partir de pistas curtas e desprovidas de infraestrutura, entre outras.

A Força Aérea Brasileira especificou que a aeronave da Embraer teria as seguintes versões:

  • Monoposto (designado A-29A) – para ataque e reconhecimento armado, dentro da tarefa de interdição; para ataque e cobertura, dentro da tarefa de apoio aéreo aproximado e para interceptação e destruição de aeronaves de baixo desempenho.
  • Biposto (designado A-29B) – além das mesmas atribuições do monoposto; para treinamento e para controle aéreo avançado, na tarefa de ligação e observação.

Batismo de Fogo:

Em 18 de janeiro de 2007, Super Tucanos da Força Aérea Colombiana utilizaram de bombas Mk 82, para atacar posições das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em meio a selva fechada. Este ataque bem sucedido marcou o batismo de fogo do Super Tucano, foi conduzida no modo CCIP (Continuously Computed Impact Point) ou Ponto de Impacto Continuamente Calculado, sendo relatado êxito na ação

Recentemente a USAF (Força Aérea Americana) anunciou o Embraer A-29 Super Tucano (USAF A-29 Super Tucan) como ganhador do processo de aquisição de cerca de 20 aeronaves de ataque e treinamento leve para equipar as forças armadas do Afeganistão, com possibilidade de mais encomendas, tornando assim o A-29 Super Tucano um avião mais competitivo.

Francisco Santos, Guerra & Armas.

Northrop F-5 na Força Aérea Brasileira

A FAB (Força Aérea Brasileira)  iniciou  recentemente  um audacioso programa de modernização de seus F-5E que passarão para o padrão F-5EM. A revitalização dos 47 caças, deverá custar em torno de US$ 285 milhões. O motor e célula dos aviões permanecerão inalterados, mas a sua eletrônica e sistemas de armas (HUD, radar e painel de controle) serão  trocados por mais modernos, tornando-o um avião de 4º geração.

Atualmente, foram comemorados os 30 anos de serviço da aeronave na Força Aérea Brasileira, sendo que um exemplar recebeu uma pintura comemorativa especial, representando um tigre.

Foto: Cavok

O Brasil possui como vetor de ataque, o F-5 a mais de 30 anos, como citado anteriormente, no entanto essa aeronave mesmo modernizada é ultrapassada e obsoleta, nossos vizinhos como, Venezuela e Chile já equiparam suas forças aéreas com os mais modernos meios que existem, sejam os venezuelanos com os Su-30 ou os Chilenos com F-16, usados mas com grande poder de fogo ainda.

Alguns cegos defensores do F-5 como vetor de ataque, defendem que a aeronave derrotou caças F-18 e F-16 em exercícios militares conjuntos com forças armadas vizinhas e amigas, como na Cruzex por exemplo, no entanto foram simulações, na vida real e em combate real os pilotos inimigos podem não ser tão fáceis assim de serem derrubados, e suas aeronaves estarão com armamentos plenos.

 

Veja a baixo as configurações dessa aeronave: (Segundo o Defesa BR)

O F-5M leva sistemas de nova geração, como radar e pod de EWPossui ainda ECM com lançadores de chaff e flares para auto-defesa, em total comunalidade com os programas ALX e AMX-T.


Todo F-5 que passa pelo processo de Modernização para a versão F-5M recebe uma revisão estrutural completa. Todo os cabos e fios da aeronave são trocados. É acrescentada uma APU interna, que oferece maior autonomia de operação, viabilizando operação em pistas pouco preparadas. 
Um dos canhões foi retirado para instalação dos aviônicos. 

A nova cabine (cockpit) do F-5M é muito semelhante ao do ALX com todos os sistemas gerenciados por 2 computadores de alto desempenho. É totalmente provida de mostradores (displays), proporcionando baixo esforço para o piloto e possibilitando um emprego eficaz em todas as condições de tempo, dia e noite, encontradas nos mais variados teatros de operação. 

Um Equipamento de Função BIT permite localização de falhas e sistema de diagnóstico que leva a reparações rápidas, garantindo elevada confiabilidade de vôo. 

A aeronave apresenta os seguintes avanços, entre outros :

     g   Cabine com 3 Mostradores Multifuncionais, que são 
           telas coloridas de cristal líquido de múltiplas funções 
           (MFCD);

     g   Os Mostradores são projetados à frente do piloto (HUD);

     g   Dispositivo de Manche e Manete de Potência Combinados 
           (HOTAS);

     g   Mostrador / Visor Montado no Capacete (HMDtipo DASH 4;

     g   Sistema Integrado de Navegação com GPS (INS/GPS);

     g   Receptor de Alerta de Radar (RWRfornece o alerta de 
           emissões de radar inimigo;

     g   Sistema de rádio de comunicação segura, com criptografia, 
           saltos e compressão de freqüência;

     g   Enlace de Dados com interoperacionalidade entre R-99 A/B e 
           A-29 Super Tucano;

     g   Novos sistemas de pontaria CCIP/CCRP e de Gerenciamento 
           de Combustível;

     g   Sistemas, Sensores e Luzes para missões diurnas e noturnas 
           (NVG) sob qualquer tempo;

     g   Baixa Assinatura Radar e Assinatura Infra-Vermelha (IR
           reduzidas prometem baixa detecção pelos radares inimigos;

     g   Gravação de Dados e Áudio em VHS-C para reprodução em 
           vôo ou no solo; 

     g   Sistema de Planejamento de Missão; 

     g   AACMI (Instrumentação Autônoma para Simulação e 
           Avaliação de Manobras de Combate); 

     g   Capacidade para Treinamento Virtual de vôo; 

     g   Programas de Manutenção baseados em equipamentos e
           componentes de última geração; e

     g   Sonda de Reabastecimento (REVO). 

 

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