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Estados Unidos venderá à Arábia Saudita mais de 4.500 veículos MRAP

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A Agência de Cooperação em Defesa e Segurança da América (DSCA) anunciou a aprovação do Departamento de Estado para vender, nada menos do que 4.569 veículos blindados resistentes a minas e de emboscada (MRAPs)  iguais os utilizados por tropas americanas no Iraque e no Afeganistão.

Esta venda chegaria a U$S 2.500 milhões e consiste principalmente de veículos família Navistar MaxxPro (3.360 unidades em diferentes versões), além de 1.150 veículos Caiman da BAE Systems e 44 modernas MRAP All-Terrain Vehicles (M-ATVs). Os veículos serão entregues sem a blindagem adicional, mas convenientemente reparado e atualizado incluindo também treinamento, peças e apoio logístico.

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Este anúncio é o resultado do pedido feito pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) a partir de um grande número de veículos blindados do tipo MRAP com que irá melhorar a sua capacidade de proteção de sua força militar e para a proteção das fronteiras. A venda será feita pelo Credito de vendas militares (FMS), que já foi comunicado ao Congresso. Uma vez que o excedente militar, têm impacto limitado sobre os fabricantes de blindados (Navistar, BAE Systems e Oshkosh Defesa).

A lista completa de veículos para entregar seria esta:

• 1.085 veículos MaxxPro de Longa Distância entre eixos (LWB) na configuração do chassi;
• 29 veículos MaxxPro LWB ;
• 264 véiculos MaxxPro Base / MRAP  Expedient Armor Program (MEAP com blindagem lateral reforçado) ;
• 729 veículos MaxxPro na configuração básica ;
• 283 veículos MaxxPro MEAP sem blindagem;
• 970 veículos MaxxPro Plus (blindado reforçado contra IEDs) ;
• 1150 veículos Caiman Multi-Terrain Vehicles ;
• 44 veículos MRAP All-Terrain Vehicles (M-ATV) ;
• 15 veículos de recuperação MRAP ;

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FONTE:revista operacional

Estados Unidos terão força de intervenção rápida do USMC no Oriente Médio

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O Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos (USMC) enviará uma força de 2.300 homens ao Oriente Médio para responder rapidamente a eventuais crises na região, informou o Pentágono nesta terça-feira. Esta unidade de resposta não estará vinculada “às operações no Iraque neste momento”, disse um porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, em referência aos bombardeios aéreos dos EUA e de seus aliados contra militantes do Estado Islâmico (EI).

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Esta força estará dotada de vários aviões e poderá atuar rapidamente no caso de “acontecimentos imprevistos”, segundo Kirby. Segundo um oficial dos Marines, a força ficará estacionada no Kuwait. A ideia deste tipo de unidade de intervenção surgiu no ano passado, após o ataque contra o consulado americano em Benghazi, na Líbia, no dia 11 de setembro de 2012, muito antes da atual campanha aérea liderada pelos Estados Unidos contra os jihadistas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

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A força tem por objetivo permitir uma resposta mais rápida ao surgimento inesperado de uma crise em uma área determinada, a exemplo da evacuação de uma sede diplomática. Uma força do mesmo tipo para a África já foi estabelecida na Espanha.

FONTE : Correio Braziliense

DESCULPAS? JAMAIS!

“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam, não se importam, não se manifestam”

por GEN MARCO ANTONIO FELICIO DA SILVA

O Ministro da Defesa, respondendo a ofício da Comissão Nacional da Verdade (CNV), “….reconhece que o ordenamento normativo reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de pessoas durante o Regime Militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988.” e que “…o Estado Brasileiro, do qual o Ministério da Defesa faz parte, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos.”

Tal posição é coerente com o viés ideológico do Ministro, demonstrada em sua vida pública e como aliado e servidor incondicional do atual governo e apoia, indiretamente, os objetivos da CV: A Institucionalização da tortura como Política de Estado durante os governos militares, revogação da Lei da Anistia, punição para os militares que combateram a subversão comunista armada e um pedido de desculpas pelas FFAA à Nação.

Os comandantes militares, em recentes ofícios à CNV, após investigação, negaram a existência de violações de direitos humanos em unidades militares, descaracterizando qualquer possibilidade da institucionalização de tais violações como uma Política de Estado à época dos governos militares.

Assim, em relação ao pedido de desculpas pelas Forças Armadas à Nação, como fazê-lo se os militares, nos idos de 64 a 84, impediram que os comunistas, pela força das armas, impusessem à Nação uma ditadura do proletariado? Similares ditaduras mataram mais de 80 milhões de seres humanos, um dos maiores genocídios que a humanidade já conheceu. Desculpas? Jamais!!!

Enfatizando, a maior parte da Nação reconhece, com gratidão, a atuação das FFAA, mostrando-as como a Instituição de maior credibilidade e confiabilidade em todas as pesquisas de opinião, realizadas nos últimos anos.

Quanto à alteração ou revogação da lei da Anistia e à punição dos militares combatentes da subversão, baseado no que afirmam juristas reconhecidos, podemos afirmar que, mantido o Estado Democrático de Direito, tal fato não ocorrerá, pois, a Lei da Anistia foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, não tendo mais, este Tribunal, competência para modificá-Ia, como pretendem os membros da indigitada CV, moleques de recado ideológicos do atuais governantes. “Somente o Congresso Nacional, em nome do povo, pode alterar ou revogar dispositivo de lei, consoante mandamento constitucional. Entretanto, se isso acontecer, a nova lei jamais poderá retroagir para atingir fatos anteriores, pois, temos uma democracia, protegida pela Constituição. A não ser que se implante desde já um regime totalitário, desprezando-se todo o arcabouço jurídico, formatado na legislação em vigor. Ai, sim, tudo é possível, até mesmo a condenação à pena de morte e prisão perpétua, como soia acontecer nos países “socialistas” que tinham a ideologia comunista como norte.”

Toda e qualquer pretensão em punir legalmente os agentes do governo, o que certamente irá constar do relatório desta desmoralizada CV, não encontrará respaldo na legislação penal brasileira e sequer em tratados e convenções internacionais como desejam os revanchistas. Isso,“simplesmente porque todos os delitos anteriormente praticados, de parte a parte, foram alcançados pelo instituto da prescrição penal, face ao disposto no Artigo 109 do CP.”

O crime de tortura sequer era tipificado na lei substantiva penal o que somente veio acontecer com o advento da Lei 9.455/97, com amparo na atual CF. Não se pode falar “em imprescritibilidade para pseudas torturas acontecidas naquela época, diante da atipicidade delitiva que se tenta impor ao agente, associado ao fato que a Carta Magna não prevê imprescritibilidade para o crime em foco, somente descrita na lei acima citada, que passou a vigorar a partir de 1997.”

Também, “não se pode invocar tratados e convenções internacionais que versem sobre o assunto, muitos dos quais sequer ainda foram ratificados pelo Brasil, mormente porque não têm o condão de modificar cláusulas pétreas. Embora adentre no ordenamento jurídico brasileiro como norma supra legal, isto é, estão acima das normas infraconstitucionais no que nelas colidirem, mas abaixo dos comandos constitucionais, principalmente no tocante as cláusulas antes citadas. Além do mais, é vedado a tais ordenamentos legislarem sobre matéria penal. Esta é da competência exclusiva da União e não pode ser delegada, tampouco nivelada a organismos internacionais”.

Desculpas, revogação da lei da anistia, punições para velhos combatentes, institucionalização da tortura? Jamais!!!!!

PARA DEPUTADO FEDERAL/MG VOTE MARCO FELICIO 2560

MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA

“Nós, Generais-de-Exército, antigos integrantes do Alto Comando do Exército e antigos Comandantes de Grandes Unidades situadas em todo o território nacional, abominamos peremptoriamente a recente declaração do Sr. Ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade  de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar. Nós, que vivemos integralmente este período, jamais aprovamos qualquer ofensa à dignidade humana, bem como quaisquer casos pontuais que, eventualmente surgiram. Vivíamos uma época de conflitos fratricidas, na qual erros foram cometidos pelos dois lados. Os embates não foram iniciados por nós, pois não os desejávamos. E, não devemos nos esquecer do atentado no aeroporto de Guararapes.

A credibilidade dessa comissão vai gradativamente se esgotando pelos inúmeros casos que não consegue solucionar, tornando-se não somente um verdadeiro órgão depreciativo das Forças Armadas, em particular do Exército, como um portal aberto para milhares de indenizações e “bolsas ditadura”, que continuarão a ser pagas pelo erário público, ou seja, pelo povo brasileiro. Falsidades, meias verdades, ações coercitivas e pressões de toda ordem são observadas a miúdo, e agora, de modo surpreendente, acusam as Forças Armadas de não colaborarem nas investigações que, em sua maioria, surgem de testemunhas  inidôneas e de alguns grupos, cuja ideologia é declaradamente contrária aos princípios que norteiam as nossas instituições militares.

A Lei da Anistia  – ratificada em decisão do Supremo Tribunal Federal e em plena vigência –  tem, desde a sua promulgação, amparado os dois lados conflitantes. A Comissão Nacional da Verdade, entretanto, insiste em não considerar esse amparo legal. O lado dos defensores do Estado brasileiro foi totalmente apagado. Só existem criminosos e torturadores. Por outro lado, a comissão criou uma grei constituída de guerrilheiros, assaltantes, sequestradores e assassinos, como se fossem heroicos defensores de uma “democracia” que, comprovadamente, não constava dos ideais da luta armada, e que,  até o presente, eles mesmos não conseguiram bem definir. Seria uma democracia cubana, albanesa ou maoísta? Ou, talvez, uma mais moderna como as bolivarianas?

Sempre que pode a Comissão Nacional da Verdade açula as Forças Armadas, exigindo que elas peçam desculpas. Assim, militares inativos, por poderem se pronunciar a respeito de questões políticas, têm justos motivos para replicarem com denodada firmeza, e um deles é para que não vigore o famoso aforismo “Quem cala consente!”. Hoje, muitos “verdadeiros democratas” atuam em vários níveis de governo, e colocam-se como arautos de um regime que, paulatinamente, vai ferindo Princípios Fundamentais de nossa Constituição. O que nós, militares fizemos foi defender o Estado brasileiro de organizações que desejavam implantar regimes espúrios em nosso país. Temos orgulho do passado e do presente de nossas Forças Armadas. Se houver pedido de desculpas será por parte do ministro. Do Exército de Caxias não virão! Nós sempre externaremos a nossa convicção de que salvamos o Brasil!

 

Generais signatários

 

EONIDAS PIRES GONÇALVES (*); ZENILDO DE LUCENA (*); RUBENS BAYMA DENYS (*), JOSÉ ENALDO RODRIGUES DE SIQUEIRA (**); JOSÉ LUIZ LOPES DA SILVA (**); VALDÉSIO GUILHERME DE FIGUEIREDO (**); RAYMUNDO NONATO CERQUEIRA FILHO (**); PEDRO LUIS DE ARAÚJO BRAGA; ANTÔNIO DE ARAÚJO MEDEIROS; FREDERICO FARIA SODRÉ DE CASTRO; LUIZ GONSAGA SCHOROEDER LESSA; GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO; RÔMULO BINI PEREIRA; CLAUDIO BARBOSA DE FIGUEIREDO; DOMINGOS CARLOS DE CAMPOS CURADO; IVAN DE MENDONÇA BASTOS; PAULO CESAR DE CASTRO; LUIZ EDMUNDO MAIA DE CARVALHO; LUIZ CESÁRIO DA SILVEIRA FILHO; CARLOS ALBERTO PINTO E SILVA; JOSÉ BENEDITO DE BARROS MOREIRA; MAYNARD MARQUES SANTA ROSA; RUI ALVES CATÃO; AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA; RUI MONARCA  DA SILVEIRA; AMÉRICO SALVADOR DE OLIVEIRA; e GILBERTO BARBOSA ARANTES.

 

(*) – ANTIGOS MINISTROS DE ESTADO

(**) – ANTIGOS MINISTROS DO STM”

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Família de sequestrador teme pela vida dele em hotel de Brasília

Jac Souza dos Santos foi candidato a vereador em Combinado (TO), em 2008 (Foto: Divulgação/TSE)Jac Souza dos Santos mora
em Combinado (TO)
(Foto: Divulgação/TSE)

“Agora estou tentando salvar a vida dele.” A afirmação é do autônomo Maurílio Martins Araújo, amigo de Jac Souza dos Santos de 30 anos que mantém refém um funcionário do Hotel Saint Peter, no centro de Brasília. O estabelecimento foi esvaziado no início da manhã desta segunda-feira (29).

De acordo com Maurílio, Jac mora em Combinado, a 520km de Palmas, com a mãe e não é casado. Na cidade, eles têm uma propriedade rural, avaliada em R$ 60 mil, segundo declaração feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2008, concorreu a vereador no município, mas não foi eleito. Depois, Jac foi secretário municipal de Agricultura na gestão 2009/2012 e atualmente trabalha na campanha eleitoral para candidatos a deputados federal e estadual do Tocantins.

“No sábado (27), ele foi na minha casa e disse que ia para Brasília, mas que voltava no domingo (28). Ia resolver a situação da filha dele. Ele até pegou R$ 60 comigo”, diz Maurílio, contando que o homem tem uma filha de 5 anos que mora em Brasília. “A mulher foi grávida para lá [Brasília]“, confirmou o amigo.

Maurílio conta que Jac é uma boa pessoa, bem relacionado na cidade e que todos estão assustados com a situação. “É uma pessoa boa, não gosta de beber”, diz, acrescentando que a família ficou sabendo da situação pela televisão.

Mensageiro do hotel algemado na varanda de um dos quartos é usado como escudo pelo sequestrador armado em Brasília (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Mensageiro do hotel algemado na varanda de um
dos quartos é usado como escudo pelo
sequestrador armado em Brasília
(Foto: Polícia Civil/Divulgação)

“Ele deixou uma carta para um amigo em comum no sábado para entregar para a mãe dele e para mim.  A carta da mãe parecia despedida, só loucuras, barbaridades. Para mim, ele deixou a relação de contas para pagar.” Segundo Maurílio, a mãe contou que a família do pai, que é falecido, possui histórico de problemas psicológicos.

O amigo diz que a mãe não sabia que o filho tinha ido para Brasília. Para ela, o homem teria dito que iria para Palmas. “Já falamos com o delegado de Brasília, de Palmas, falamos com a Polícia Federal. Queremos preservar a vida dele, diz, complementando: “A mãe está chocada, parece que ele é o filho caçula”, ressalta Maurílio, dizendo que a família está decidindo se alguém seguirá para Brasília.

 

G1

IVECO prepara novo modelo de blindado para o Exército,o VBR 8×8

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O projeto de uma nova viatura blindada de reconhecimento (VBR) para o Exército vai ser desenvolvido a partir do ano que vem em Minas Gerais pela Iveco. O novo veículo de combate começa a ser elaborado em 2015 e em cinco anos devem ser entregues as primeiras viaturas. A previsão é que seja usada a mesma linha onde hoje são fabricados as viaturas blindadas de transporte de pessoal média de rodas (VBPT-MR) Guarani, em Sete Lagoas

Apesar de aproveitar a mesma plataforma, o veículo será mais veloz, terá blindagem reforçada e artilharia mais pesada, possibilitando assim que seja usado em missões de reconhecimento. Ele será o substituto do Cascavel, fabricado pela Engesa a partir da década de 1970 e usado na Guerra do Golfo.

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A viatura irá aproveitar boa parte das peças e sistemas usados no primeiro modelo. Entre as adaptações para atender à nova função, está a inclusão de um canhão de 105 milímetros, enquanto no VBTP-MR o poder de fogo da artilharia era de 30 milímetros ou usadas metralhadoras ponto 50 e 762.

O VBR terá capacidade para três ou quatro militares, sendo o motorista o único ocupante da parte interna e o restante na torre – o comandante, o atirador e, caso seja manual, um auxiliar. Junto da tripulação haverá um cesto que comporte toda a munição. O VBTP-MR tem lugar para 11 pessoas.

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“Esse modelo (VBR) tem por característica ter poder de fogo igual ou superior aos do oponente. A função dele é visualizar (o campo de combate) e retornar”, afirma o chefe da equipe de Absorção de Conhecimento e Transferência de Tecnologia do projeto Guarani, capitão Euter Martins Mozer.

Outra diferença além da potência balística é que o veículo terá uma blindagem anti-mina mais potente e será mais pesado. Em contrapartida, a velocidade será maior, o que obriga-o a ter um motor ainda mais potente. O atual Guarani faz 100 km/h. O chassi 8×8 facilita a velocidade elevada em terrenos adversos. A capacidade anfíbia é um requisito desejável, segundo o Exército.

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Segundo o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Divisão de Veículos de Defesa da Iveco na América Latina, Giovanni D’Ambrosio, o pedido está sendo finalizado.

O contrato faz parte da parceria do Exército com a empresa, que produz o Guarani, para fabricar 2.044 viaturas até 2029, ao custo de R$ 6 bilhões. “A plataforma veicular permite que sejam feitas modificações de acordo com o requisito do Exército”, afirma D’Ambrosio. Entre outros, podem ser montadas versões de socorro, ambulância e porta-morteiro.

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O contrato para construção do Guarani foi assinado em 2009. O projeto previa que 60% do veículo fosse produzido no Brasil, considerando o valor da viatura. O nível já foi atingido.

A previsão é que em mais três anos atinja-se 70%, com alguns componentes produzidos na planta italiana sendo transferidos para a unidade de Sete Lagoas, como a montagem da suspensão. Atualmente, bancos, motor, suporte interno, chassi, sistema de freio, entre outros, são itens nacionais.

Outra novidade é que em parceria com a Usiminas está em desenvolvimento um aço balístico para ser usado no VBR. Atualmente, o produto é importado do grupo alemão ThyssenKrupp. Mas o projeto nacional já está em teste na Itália para certificação internacional. Depois disso, ainda é preciso que sejam feitos testes estruturais para avaliar a qualidade do produto.

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Segundo D’Ambrosio, a montadora demora oito, nove meses para receber o produto, além de ser alto o custo logístico para importação do aço balístico.

Além de poder ser usado nas unidades produzidas em Minas, o aço pode ser comercializado com outras empresas e até mesmo exportado. “É uma questão militar importante, de soberania militar”, afirma o capitão, que lembra ser diretriz do comando do Exército o fomento à indústria de defesa.

Em março, a fábrica de Sete Lagoas entregou as primeiras unidades do Guarani. Os veículos foram usados na patrulha fronteiriça nos estados do Sul e ficaram de stand by durante a Copa do Mundo para o caso de um ataque terrorista ou ação de descontrole.

FONTE : Estado de Minas Online (em.com.br) Via Operacional

STF suspende ação contra militares acusados de matar Rubens Paiva

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira suspender a ação penal que tramitava na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra cinco militares reformados acusados pelo homicídio e ocultação de cadáver do ex-deputado Rubens Paiva. A decisão liminar (provisória) atende a um pedido protocolado na última quinta (25) pela defesa dos militares.

Paiva foi morto em janeiro de 1971 nas dependências do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, na Tijuca, Rio de Janeiro. Além de homicídio doloso e ocultação de cadáver, José Antonio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Jurandyr Ochsendorf e Souza, Jacy Ochsendorf e Souza e Raymundo Ronaldo Campos respondem pelos crimes de associação criminosa armada e fraude processual.

Com a suspensão da ação penal, serão canceladas oitivas com testemunhas marcadas para ocorrer nas próximas semanas. Na decisão, Zavascki também solicitou informações sobre o caso à 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro e determinou o posterior envio dos autos à Procuradoria-Geral da República para que faça um parecer. O mérito do pedido dos militares deverá ser avaliado em definitivo pelo plenário do Supremo.

Enquanto não houver decisão, os acusados não poderão ser condenados, e o processo ficará paralisado.

Ao pedir a liminar ao STF, a defesa argumentou que a decisão da Justiça de acolher denúncia do Ministério Público Federal e abrir a ação viola decisão do Supremo que considerou válida a Lei da Anistia.

Sancionada em 1979, a Lei da Anistia perdoou crimes cometidos por militares e guerrilheiros durante a ditadura militar. “Apesar da clareza do acórdão editado na ADPF 153 [que validou a Lei da Anistia], o juízo monocrático afastou a Lei da Anistia e franqueou a persecução criminal, na contramão da postura adotada pelo STF”, afirma a defesa dos militares.

“Apesar da clareza do acórdão editado na ADPF 153 [que validou a Lei da Anistia], o juízo monocrático afastou a Lei da Anistia e franqueou a persecução criminal, na contramão da postura adotada pelo STF”, afirmou no pedido a defesa dos militares. Com base nesse argumento, os advogados pedem decisão liminar (provisória) para que o processo que corre contra os militares seja suspenso até uma decisão final pelo plenário do Supremo.

Segundo eles, a liminar evita “o desgaste físico e emocional” a que seriam expostos os acusados, “alguns septuagenários e com graves problemas de saúde”.

No dia 10 de setembro, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) tinha determinado o prosseguimento da ação penal contra os militares. Os desembargadores da Corte seguiram entendimento do Ministério Público Federal (MPF) de que a Lei de Anistia não se aplica a crimes permanentes e considerados de “lesa-humanidade”.

 

G1

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